Getsu

23 Encontro Predestinado


Notas iniciais
O encontro de Ino e Sasuke



Naruto

As missões que eu sempre desejei fazer estavam pipocando na minha frente todos os dias, semanas e meses. Eu sempre quis ser um ninja forte e mostrar a todos que eu poderia chegar ao topo. Mas estar la em cima não era o que eu mais desejava. Hoje eu volto para casa, agradecendo estar vivo, e não por ter lutado com muitos inimigos.
Eu ia aproveitar aquela missão para conversar mais com o Sasuke, só que não era assim tão fácil. Ele, rabugento do jeito que é, não me dava chance de puxar assunto, se não fosse da própria missão.
Não queria falar do sentimento dele pela Ino, ou por qualquer outra mulher, só queria ajudá-lo a passar melhor essa fase sem precisar enfiar a cara no trabalho como estava fazendo.
O louco quase morre hoje por uma besteira, mas não admitiu que estava errado. Claro, ele pensou: Hoje vou morrer e levar comigo um pai de família.

Voltamos em silêncio pra Vila, segui o caminho pro escritório da obaa-chan, achei que ele não viesse junto, mas veio. Não falou nada e somente assinou o relatório que eu fiz. Saiu e não disse nada.

O que mais falta acontecer pra deixar o Sasuke mais pirado?

Faltava uma coisa, uma coisa que não deveria ter saído de Suna pra vir até aqui. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. E o pior, a obaa-chan me entregou um pergaminho com o Selo do Kazekage de Suna. Quando li o que nele tinha, comecei a rir sozinho. Sai e fui pra casa. Só poderia ser brincadeira.
Como sempre, Udon parecia sentir minha presença quando eu chegava. Gritou por otousan e correu sem bater em lugar nenhum até a porta.

– E aí moleque? Nenhum safado chegou perto da okaasan enquanto estive fora, nê? É bom mesmo. – Beijei-o na testa e a Sakura veio pra sala limpando as mãos num pano. – E aí? A sua amiguinha encrenqueira voltou não é?

Sentei no sofá, esticando as pernas. Tava meio dolorido hoje. A Sakura perguntou como eu sabia, e comecei a rir de novo. Antes que ela brigasse comigo fui lendo o que meu amigo de Suna me enviou.

– Pronto! Viu o que Gaara me pede no pergaminho? Ele pede todo polido que eu cuide para que o Uchiha não se aproxime da honrosa esposa dele. Agora me fala Sakura. O que eu vou fazer? Prender Sasuke numa jaula e a Ino em outra? Eu não vou dar um de babá não. Gaara que me desculpe, mas não quero tomar partido nisso. E não quero que você também se envolva. Porque querendo ou não esses dois vão se encontrar ainda.

Sakura

E eu achando que o Naruto ia me ajudar! A Porquinha tinha voltado há três dias e a cada dia eu entendia o quanto ela estava ansiosa para ver o Sasuke... ah Kami-sama, ela estava apaixonada por um e casada com outro?! Porque em momento algum ela falou do Gaara como falou do Sasuke... oh, deve ser triste, mas eu entendo o Naruto também. Os dois são amigos dele... ah, mas a Ino é minha amiga, mais que o Sasuke ou o Gaara. Então eu posso fingir que concordo e...


– Você está brincando comigo, né? Vai simplesmente ignorar o que está acontecendo?

Naruto

– Isso mesmo. Vou sentar aqui no meu sofá, cuidar do meu filho, amar minha esposa toda noite e ignorar o que os adultos fazem lá fora. Eu não tenho saco pra ter que cuidar de um rabugento e uma cabeça de vento. Os dois se virem, se quiserem se ver podem se ver, se traírem o meu amigo lá do outro lado do deserto eu não quero saber ou se ela quiser volta, vai com Kami e que fique por lá. Mas eu não quero minha família envolvida nas confusões que podem acontecer. – Me levantei fitando Sakura, eu não era tão baka como todos deveriam achar. – Você não vai tomar partido de ninguém. Sua amiga fez a escolha dela. E se por acaso fizer merda aqui, vai feder é na vila toda. Gaara é Kazekage, ele pode estalar os dedos e destruir tudo o que conhecemos. Não vamos brincar com o orgulho de um homem Sakura. Avisa isso pra sua amiga, ou ela não conhece o marido que tem?



Sakura

Homens, eram tão idiotas! Só se preocupavam com eles mesmos e adoram referir-se às esposas como posse. Peguei uma das almofadas e joguei nele, levantando em seguida:

– Fique sentado no sofá, cuide do seu filho e ignore os adultos lá fora, mas hoje você dorme no sofá! Vamos ver o que você acha dessa lição! – Fui para a cozinha, ele que terminasse o jantar sozinho, Udon já tinha terminado e eu não estava mais com fome.

Naruto


– E o que foi que eu fiz para você agir desse jeito? Não estou vetando você de fofocar com a Ino, só não quero que se meta num assunto que os dois lá devem tratar sozinhos. – Eu a segui até a cozinha. Já não sentia mais fome. – Sakura! Sou amigo de Gaara e do Sasuke. Não posso ficar de um lado, entende? Eles não merecem passar por coisas ruins, eu mais do que ninguém desejaria que todos os meus amigos tivessem uma vida como a minha, mas não sou fada, nem realizo sonhos! Não posso me intrometer na vida de adultos. Eu peço, por favor, que você não faça isso também. Será que não pode ficar do meu lado? O que tem de errado querer ser imparcial? Eles que se virem sim! E não vou mudar de ideia, mesmo que tenha que dormir no sofá.

Sakura


– Você não está pensando neles, só está pensando em você. Olha Naruto, eu não quero brigar, você acabou de chegar de missão. Não precisa dormir no sofá, a casa é sua. Mas eu vou subir agora. Não gostei do momento que você escolheu pra ser imparcial, nem de querer me obrigar a ser também.

Ele disse que colocava o Udon para dormir e eu subi, tomei um banho e deitei.



Naruto

Udon estava muito agitado, ele não ia dormir tão cedo, mas eu não estava com pressa.
Quando dormiu, fui tomar um banho, fiquei bastante tempo debaixo da água fria. Pensando, e pensando. Mas eu não poderia tomar nenhuma decisão, não quando a vida de dois amigos meus estão ali. Eles não são bonecos para brincarem, como ela não conseguia entender isso? Cada um faz o que quiser da vida. Se vierem me pedir conselho, eu irei dar o melhor. Simples, se quer sua mulher não deixa ela passeando sozinha por aí enquanto tem outro de olho nela. O Gaara ta pedindo pra ser chifrado, não é possível, porque se eu estivesse no lugar do Sasuke... Bem, acho que eu não ia conseguir controlar um sentimento, se ele fosse forte e verdadeiro. Merda! Confuso isso.

Vesti um calção e deitei, tava cansado, com sono e cheio de dores no corpo, tava demorando de curar.

– Me desculpa se falei demais. – estiquei meu braço, alcançando os cabelos dela. – Não vou fazer nada, mas não vou forçar você em nada. Mas deixe que eles mesmo tomem suas próprias decisões. Já tem idade pra isso.

Sakura

Virei pro lado dele, estava aparentando uma maturidade diferente, acho que era por isso que a shishou me disse em segredo que o indicaria antes do final do ano. Só não queria que ele deixasse os amigos sozinhos.


– Eu não quero me meter, mas não posso ficar parada, vendo a Ino tão triste, sabia que ela quase chorou quando eu contei das alianças? Eu sei que ela errou, mas o Sasuke já errou tanto na vida e foi perdoado um milhão de vezes, porque não perdoá-la também? Ele só tinha que fazer isso e então nada disso teria acontecido.



Naruto

Ah! Merda viu. Ela contou das alianças? Porque mulher não consegue segurar o bico um pouco? É pra eu aprender e não falar mais nada.

– Eu sei de tudo isso, Sakura. Não pense que achei uma estupidez ela ir pra Suna enquanto nós sabíamos que não havia tido um final descente com o Sasuke. Mas do outro lado, tem o Gaara. Ele confia em mim, mais do que nos próprios irmão, não iria me confidenciar uma suspeita se não tivesse plena certeza da insegurança da mulher. Aquele safado é esperto. Ele sabe que eu não ia querer, e nem vou me meter nessa história, mas me pediu pra cuidar dela. Eu só não posso tomar decisões por ninguém, nem se fosse Hokage. A única coisa que vejo quando imagino esses três, é passional demais. Eles são muito estranhos e vivem amores de forma totalmente malucas. Três não pode viver feliz, um vai sobrar, e esse um é amigo meu. Assim como você quer ver sua amiga feliz, eu quero ver os meus. Será que o erro dos outros irá influenciar também nosso casamento? Hein?

Sakura


– Eu só achei estranho você querer ficar distante dessa maneira. Uma palavra negativa nunca foi suficiente para te colocar longe e esse foi um dos motivos pra me fazer te amar tanto. – Ele disse que ele tinha crescido um pouco, o suficiente pra entender que não, algumas vezes, quer dizer não. E que ficaria feliz se eu entendesse isso também.


Tadinho, estava cansado da viagem, cheio de dores e eu só me preocupando com a Ino e o Sasuke. É melhor deixar esses dois conversarem, acho que o Naruto não quer se meter, porque se coloca no lugar do Gaara.

Puxei o cobertor e o cobri também, ficando mais perto do corpo dele, fitando aqueles grandes olhos azuis:

– Gomenasai, eu tenho que me preocupar com você, com o Udon, os outros eu posso torcer para que encontrem seu caminho, né?



Naruto

– Obrigada, por entender.

Eu a abracei, aninhando o corpo dela no meu, esquentando-me, sentia falta, muita falta de ter Sakura.
E eu que tentava me colocar no lugar de Sasuke, mesmo que ele não tenha confessado que amava Ino, ao menos dava pra ver que ela fora importante pra ele ao ponto de pensar em casamento. E do outro lado, me coloco no lugar de Gaara. É como se eu estivesse aqui em casa, e algum homem desejasse a minha mulher e ela estivesse abalada.
Nas duas alternativas, eu me senti ruim, e agradeci estar com minha mulher e meu filho em casa. Mesmo que quisesse ver meus amigos felizes, o máximo que poderia fazer era torcer pra que arranjassem um modo de serem felizes.

Ino

Nos últimos dias eu aproveitei para visitar Chouji no restaurante, lá estava Shikamaru também, pudemos fazer um almoço recordando o passado, sorrindo e também nos emocionando com o time que fizemos. Eram tempos de conhecimento, que eu sempre irei agradecer aos dois por me aturarem tanto. Confesso que não era uma garota fácil, mas os dois eram bem pacientes.
Pedi licença, iria visitar o meu afilhado. Quem sabe puxaria a Sakura pra dar uma volta comigo em Konoha?
Sinto tanta falta dessa liberdade que tenho em Konoha, é tudo tão diferente de Suna, a minha casa.

Passei antes em casa, ou melhor, na casa de otousan, e me arrumei. Haviam roupas ali que eu não levara para Suna, com certeza pelo comprimento, Gaara não gostava de minha exposição, mas me deu vontade de usar um vestido antigo. Peguei o azul e coloquei. Prendi metade dos cabelos e desci, tendo os aplausos do otousan. Não era novidade nenhuma que ele não desejava minha ida pra Suna, o ban ban ban do Kazekage não conquistou e nem vai ser capaz de tal feito com o Senhor Inoshi. Mas era meu marido, e ele o respeitava, e confiou, mesmo sob ameaças com o olhar.

– Onde vai tão exuberante. – Ele me perguntou, arqueando aquela sobrancelha suspeita. Mas de nada me ameaçava.

– Otousan! Só vou passear um pouco, não foi pra isso que vim? – Dei uma volta completa segurando a mão dele. E peguei a bolsa e uma sacola, não custava nada mimar meu afilhado com presentes.

Em dez minutos já estava na casa dos Uzumaki. Não precisei nem chamar ou bater na porta. Um pequeno cavalheiro loiro abria a porta para mim, sorrindo e esticando as mãozinhas, entreguei a minha mão, e ele a cheirou, sorrindo ainda mais, vendo que era mesmo a madrinha.
Queria tanto que Gaara o visse, seria tão bom para ele ter contato assim com um menino, fico imaginando, nosso filho. Ruivinho, e espero que mais falante do que o pai.
Udon me puxou pela mão, esticando a outra, tateando os móveis até chegar perto da porta da cozinha. Eu já estava sorrindo com ele, tentando mostrar o seu presente. Imaginava que era a Sakura na cozinha, puxei o carrinho da sacola e o dei.

– Sakura seu filho está um cavalheiro. – Meu sorriso se desfez quando eu não a encontrei na cozinha. – Eu, não sabia que estava aqui. – Gaguejei, sem saber o que dizer.

Sasuke

Tinha ido até a casa do Naruto a pedido dele, mas o Dobe era tão esquecido que não se lembrou que tinha me pedido para ir lá. Tínhamos missão em quatro dias e precisaríamos discutir detalhes. Eu não me permitiria quase falhar como acontecera na última missão.

Sakura e Naruto tinham subido para pegar algumas coisas do Udon, eles sairiam em passeio no dia seguinte e eu fiquei tomando conta do menino. Muito espero, já se locomovia por toda a casa e reconhecia as pessoas.

Sabia que ela estava na cidade. Fora a primeira coisa que escutei de Kotetsu quando cruzei os portões da vila. Desde então repeti sem cessar a frase que digo quase como um mantra, todos os dias: \"Ela escolheu ser esposa do Kage\".

Mas nada me prepararia para vê-la e então eu pude entender quanta falta ela me fez. Que diabo de sentimento é esse que me faz sentir tão só e ainda assim não ter a mínima vontade de deixar de sentir?

– Boa noite, Ino-sama. – Ela era praticamente uma princesa, ou rainha.

Ino

A voz dele fez meu coração gelar, e um frio percorrer a minha espinha. O chão sumiu, e toda aquela reação somente por uma simples frase cordial, até demais para um homem como Sasuke. Respondi da mesma forma, e Udon insistia me puxando para dentro da cozinha, levando-me até ele.
Eu poderia ter soltado a mão do menino, mas deixei que ele fizesse o papel de elo entre duas pessoas que, ao menos eu imaginava, não quererem se encontrar tão cedo.

– Sinto muito, não sabia que o encontraria aqui. – Ora essa, assuma de uma vez que todos esses dias que soube da volta dele e de Naruto estava louca para saber como ele aparentava. E o que vi foi ainda mais perturbador. Os olhos ainda tão rudes e sérios, escuro como se engolisse tudo o que olhava. O homem parecia maior, músculos e mais seriedade. Como sempre imaginei que estivesse. – Eu só vim ver Udon, estou de saída.

Deixei a cozinha, ouvindo um inicio de choro, Udon parecia ser mais esperto que todos ali. Naruto e Sakura desceram as escadas no mesmo instante. Eu os cumprimentei na sala.

Naruto

Tinha me esquecido totalmente que Sasuke viria, mas daí pedi que ficasse para o jantar e que resolvêssemos as pendencias da próxima missão logo depois. Era só um minutinho, somente isso para que ele ficasse com o Udon, e já ouvi o moleque chorar. O que ele fez dessa vez? Tudo bem que o Sasuke não sai de casa pensando que vai assustar o afilhado, mas as vezes ficar serio demais e calado, deixa Udon quase irritado, porque ele não enxerga, não ouvir também é desesperador. Por isso é tão ligado ao som e cheiro. Espera ele crescer pra ver que o tato é melhor ainda. A Sakura sempre me batia quando eu falava isso.

– Fazendo criancinha chorar agora Sasuke? – Eu nem tinha visto ela plantada que nem árvore no meio da sala. Ora essa, Ino na minha casa, que coincidência. Olhei para Sakura e ela balançou a cabeça negativamente. Sei, ela não tem nada haver com isso. – Yo! Ino. Que surpresa.

Tentei não parecer besta na frente do Sasuke, vai que ele acha que a brilhante ideia foi minha.

Sakura

– Eu juro que não fiz nada ! – Disse baixinho, mas o Naruto não acreditou. Ah, se eu tivesse feito não teria sido melhor.

Aqueles dois ficaram mudos, a Ino só ficou pra jantar por causa do Udon, que agarrou-se com a madrinha e nada de deixá-la sair. Quando terminou, foi automático o Sasuke ir embora, despedindo-se da Ino tão formalmente, que eu vi minha amiga murchar. Ah, o Sasuke é mesmo um tapado de marca maior.


Sasuke

Puro constrangimento e o Naruto me pagaria por essa. Ou ele acha que não sei que a brilhante ideia foi dele? Ao menos seria bom, para que eu me desse conta do quão feliz ela está em Suna. Provavelmente foi melhor assim, eu já estava acostumado a perder.



Ino

O jantar pareceu tão constrangedor, não somente para mim, mas também para Sakura. Eu via os olhares cruzados dela com Naruto, não pareciam assim tão animados em ter eu na mesa. Ainda mais tinha Sasuke, que permaneceu mais do que calado, e quando falava algo era sobre uma missão. Mas calou-se assim que acreditou que não era um bom assunto para ser tratado perto das mulheres. Machista. Ou o problema era comigo, claro que era.
Ele saiu, sem dizer mais nada, e o que mais eu queria que ele dissesse?

– Me desculpe. Eu não queria estragar o jantar. – Sakura até que tentou dizer algo pra me confortar, mas Naruto foi um pouco mais sério. Pediu licença e saiu com Udon. – Eu realmente não queria que fosse assim Sakura, se soubesse que ele estava aqui não teria vindo.

Ela me olhou, daquela forma que eu não gostava. Só ouvi ela dizendo o porque de eu ainda estar perdendo tempo ali na sua sala, se o que queria estava lá fora. Me despedi e saí. Sem pensar.

Queria saber o que era tudo isso que aconteceu com nós dois. E porque não me falou das alianças? Porque mentiu sobre algo assim?

Na rua não estava mais, só poderia estar em um lugar. Pensei bem se queria ou não falar pessoalmente com Sasuke, mas quando vi, já estava diante da porta de seu apartamento. Bati devagar, esperava que não abrisse, ou até mesmo que não estivesse em casa. Mas quando o vi, diante de mim, perdi a fala. Não conseguia responder o que eu estava fazendo ali.

Sasuke

Algo em mim estava inquieto e eu sabia o motivo. E ela parada de pé, ignorando completamente os seguranças que a vigiava, me dizia o quanto ela estava inconsequente, tal qual antes:

– Ino-sama, creio que seja inapropriado este encontro.



Ino

– Não precisa utilizar tanta formalidade, Uchiha Sasuke. Eu ainda sou apenas uma kunoichi.

Eu me toquei de que não estávamos sozinhos, quando vi pelos olhos de Sasuke os homens atrás de mim. Virei-me para eles, pedindo para que não se incomodasse, estava entre amigos, mas de certo o nome Uchiha deveria ter sido marcado na cabeça deles com brasa quente por Gaara. Um deles foi até mais grosseiro do que o de costume e disse que não me deixaria sozinha. Assim como o seu Líder ordenou. Yare! Agora eu tenho um armário zangado atrás de mim e não posso falar qualquer coisa na frente dele. Voltei para Sasuke e ele parecia impaciente com aquela conversa.

– Podemos, conversar? Se não se importar com a companhia extra. – E se ele quisesse mesmo falar comigo, seria na frente do grandão bravo ali. Eu só não sei ainda o que quero provar fazendo essa loucura. Pelo menos o outro parecia ser mais maleável.

Sasuke

Ela só poderia estar brincando e queria me deixar louco. Impondo-se daquela maneira, ainda mais com o segurança atrás de si. O que ela queria? Um conflito entre Vilas? Mas conhecendo-a da maneira que conhecia, sabia que aquilo não terminaria enquanto não conversássemos, mas não ali, não na Vila.


– À meia-noite, na casa de seu pai. – Apenas ela me entendeu, disso tenho certeza, porque disse num código que somente ninjas de Konoha entenderia.

Como boa atriz que era, fingiu desaprovação, quando eu falei mais grosso em seguida. Então ela se foi, resmungando que não era destratada assim por qualquer um, me xingando e levantando aquele nariz arrebitado, virou-se saindo do apartamento com a pose de rainha. Eu retornei para dentro do apartamento, pensando em como abordá-la. Estava certo que ela era território proibido para mim. Mas depois de tanta petulância e aquela tentativa de suicídio por vir aqui me ver, eu não poderia decepcioná-la.

Notas finais
Ahá! Esses dois, sei não. Como o Narutinho mesmo ja falou, ela é uma cabeça de vento e ele um rabugento. Ahahahaha.
E aí pessoas que adoro! O que estão achando, podem desabafar, sei que esses coraçõezinho estão cheio de perguntas, raiva e amor <3

Beijão queridos

Kori e Lila Ah! Queria também agradecer as recomendações enviadas para a fic. Vocês não sabem como eu fico toda bobona e feliz com isso <3