Getsu

24 A noite proibida


Notas iniciais
Eles sabem que não devem, mas como se consegue excluir um sentimento?

Ino

Eu tive que me segurar para não aparentar o tremor das minhas pernas quando ele sussurrou algo para mim entre os lábios para que eu os lesse. Mas dava para ouvir sua voz tomar conta de meus ouvidos, e criando em mim um expectativa que não cabia mais numa mulher casada. Acho que ali assinei a minha certidão de óbito. Já podia sentia a areia tomar conta do meu corpo e Bang! Já era loirinha.

Fui para casa, reclamando, o armário nada falava, ele somente me ouvia, o outro até tentava ser gentil comigo. Cheguei na casa de otousan, lá estava ele, com o mesmo sorriso de quando eu saí. Perguntando porque não estava me divertindo.

– Hoje não otousan, eu estou com dor de cabeça. Onegai, arrume um lugar para eles ficarem? Vou dormir, e espero não se incomodada. – Olhei para os dois bem séria, segurando minha cabeça, fingindo uma dor. Faltava dez minutos para meia noite, certifiquei-me de que os dois la embaixo estavam ocupados ou dormindo, voltei e arrumei a cama caso otousan entrasse. Assim como fazia quando era mais nova. A janela estava aberta, e eu fiquei imaginando, como é que conversaria com Sasuke ali. Ouvi o barulho do vento, ao me virar, tomei um susto com ele ali na janela olhando para mim, um olhar vermelho. Os cabelos negros balançavam conforme o vento batia em seu rosto. Eu me arrepiei, ah! Eu tremi inteira. – Sasuke!

Sasuke

Queria não chegar atrasado, mas acabei chegando mais cedo, tamanha a minha ansiedade de reencontrá-la. E quando me deparei com ela a sós novamente, eu não me importei caso tivesse que matar aqueles seguranças, apenas para ter alguma atenção dela. Mas eu acho que já tinha total atenção da rainha de Suna.

Não saí da janela, dali poderia partir antes que me traísse.

– O que quer de mim?



Ino

– Conversar, entender o porque de tudo isso. O que aconteceu com você. – Falei um pouco mais baixo, fui até a porta e ouvi o barulho da televisão. Voltei e ele estava ainda do mesmo jeito. – Sasuke! Você pode pensar o que quiser de mim, eu posso não ser alguém que você deseja ver no momento, mas... Eu não posso voltar para Suna enquanto não tiver certeza de que fiz a escolha certa.

Me olhava, daquela forma fria, sem demonstrar nada, nada que me fizesse crer que valia a pena continuar falando. Mas ainda assim, alguma coisa dentro de mim gritava para mantê-lo no quarto.

Sasuke

– Você teve uma escolha, ainda foi mais do que eu tive. Era simples esquecer que a vi nos braços dele? Não era, não para mim. – Meu tom de voz não se alterava, mas dava para saber o quanto aquilo me irritava. – Eu tive que me contentar em vê-la partindo, porque não seria justo manter a dúvida entre nós. Entretanto agora eu entendo, a dúvida sempre esteve em você.



Ino

– E porque me deixou ir!!! – Tampei a boca, aquela conversa iria acabar mau se eu me alterasse. – Porque deixou eu com mais dúvidas? Você sumiu, te procurei por todos os lugares ante de tomar minha decisão, pois mesmo confusa, acho que se tivesse a certeza... se tivesse uma certeza, eu ficaria.

Eu não queria que ele soubesse o quanto era infeliz, e como a minha indecisão me custou mais do que a liberdade.


Sasuke

– Porque você não é uma posse minha! – Segurei-a pelos ombros, tentando mostrar o quanto de angústia ela deixou em Konoha. Que se danasse o orgulho, ao menos ela não voltaria me culpando por um erro dela – Eu não poderia obrigá-la a ficar, mas quis que o fizesse. Qualquer coisa que eu dissesse, me trairia. E não seria você a escolher.



Ino

– Qualquer coisa que você dissesse faria toda a diferença. Eu posso ter errado, mas não foi completamente, não deixou nem eu explicar ou falar algo ao meu favor. Você ajudou na minha escolha. Se eu soubesse que ia me pedir em casamento... – Droga falei demais. Tentei corrigir, mas agora comprometi Sakura. – Esquece! Tudo já passou, eu volto pra Suna então como se nada tivesse acontecido, e espero que você seja mesmo feliz, seja lá como for sua vida. Eu só não quero ser uma lembrança ruim pra você. Gomen.

Era fácil se despedir, mas como fizer adeus quando não se deseja? Ele deixou as mãos saírem dos meus ombros, tocando a minha pele devagar. Se afastando. Vamos, Ino, deixe-o ir e viva sua miserável vida de luxo e vazio em Suna.

– Sasuke! – Estiquei o braço alcançando o dele. – O que você faria se tivesse uma segunda chance de poder viver um sonho?

Sasuke

Já sabia o quanto a língua do Naruto era grande, e a sequência Naruto-Sakura-Ino foi mais rápida do que imaginei. Ela voltaria, por vontade própria. E dessa vez, nem que eu dissesse algo faria com que mudasse de ideia. Entretanto a pergunta dela era justa e eu não tinha dúvidas.

– Eu viveria novamente, mesmo que não fosse um sonho.



Ino

– É exatamente o que eu queria ouvir.

Eu tinha novamente alternativas. Poderia passar toda a minha vida, numa Vila sendo vigiada por todos, com um homem que dividia sua atenção com milhares de outras pessoas, o que não poderia reclamar. Mas eu também tinha aqui, uma chance de mesmo fazendo algo errado, aliviar a dor que insiste em crescer no meu peito. Cada vez que eu penso nele.

Me aproximei de Sasuke, não deixando tempo dele pensar ou de me afastar do seu corpo, abracei-o pelo pescoço beijando seus lábios.

Sasuke

Afastei-a aos poucos, tentando não ser rude. O beijo foi inesperado sim, mas trouxe sensações que estavam latentes em mim. Os lábios carnudos e doces, experientes, tão sôfregos como os meus. Seria então o nosso beijo de adeus.

– Você é a esposa do Kazekage, Ino, só por isso eu já tenho meu nome no bingo book de Suna. E não me importaria nada disso, se eu a tivesse ao meu lado. Então não, não vou continuar com isso, amanhã você volta para ele e me deixa aqui sozinho mais uma vez.



Ino

– Não é isso que você quer? Que eu volte e daí você volta a viver sua vida como um homem sofrido e que não tem amor de uma mulher? Porque se fosse do contrário, se me amasse, não importa de quem eu seja mulher, não importa para onde eu tivesse me mudado, iria brigar por mim, mesmo que tivesse que me tirar a força daquela vila. Quantas noites eu não imaginei isso. Uma menina tola, isso é o que eu sou. Como posso sonhar com um homem indo me tirar de uma vida vazia como a que vivo se a dele é tão sem cor quanto a minha. Só de ir no seu apartamento, eu já coloquei a minha cabeça à prêmio em Suna. E correr risco não é o meu forte. Mas eu não tenho medo de enfrentar alguém quando eu sinto que enfim estou fazendo algo que não é somente por prazer, não é da minha razão que fala, é meu coração.

Sasuke

– Você colocou sua cabeça em jogo por vir à minha casa? Então eu vou assinar o meu nome junto da sua sentença de morte! – Agarrei-a pela cintura e ela sentiu pelo meu toque que eu a queria, que não me importava que estávamos na casa do seu pai, que tinha segurança no andar de baixo. Eu a teria finalmente, mais uma vez.

O vestido foi embora enquanto caminhávamos para a cama, as bocas devorando uma a outra. Só parei de beijá-la quando finalmente estávamos deitados na cama e eu quis capturar aqueles azuis mais uma vez, senti-los intensos para mim.

– Me faça morrer feliz, Yamanaka Ino. – Porque para mim, ela nunca tinha se tornado uma Sabaku.



Ino

– Oh! Sasuke! Nós dois... – Ele afagou meus cabelos, olhando para mim, deixando seu corpo forte pesar sobre o meu, sentindo todo seu desejo com o sexo roçando minhas pernas. – Vamos morrer felizes. – Eu sorri, despreocupada com aquela traição que nos mataria, mas eu realmente morreria feliz, entregando minha alma a quem realmente ela pertencia. Desde menina, eu sabia que o amava, que ele era e sempre seria meu. Só demorei um pouco para a certeza chegar e fincar na minha cabeça de vento.

Cravei minhas unhas em suas costas, mordendo seus lábios quando me beijara novamente. Queria puni-lo por me deixar partir. Desci com minhas mão por suas costas já nuas, até o bumbum, apertando a carne, fazendo ele grudar ainda mais o corpo no meu.

Sua boca procurava ansioso pelos meus seios, sugando-os, e eu sofrendo para não gemer alto. Me segurando para não gritar seu nome e pedir que me amasse, me punisse. Me fizesse a mulher dele de uma vez.

Sasuke

Suguei-lhe os seios com a boca seca, insaciavelmente. Deixei todo meu peso pelo corpo curvilíneo, ainda mais tentador que da última vez que o tive. Eu a tinha agora, somente minha naquele momento. Poderia gravar o meu nome naquela pele branca com o meu toque e assim ela nunca mais iria embora. E ela seria minha para sempre.

Primeiro minhas mãos tocaram o corpo, depois eu senti o cheiro, por último o gosto. Não tinha pressa de amá-la, mesmo sob os protestos da Ino, que me queria mais emergencial. Eu não correria por nada agora. Sonhava tanto desde sua partida, e aquele sonho era real. Aproveitaria então, ao máximo.



Ino


Precisava acabar com aquelas incertezas que eu sempre tinha quando estava nos braços de outro homem, senão o meu Sasuke. Eu sonhava com o cheiro dele, o corpo, o toque. Sentia como se fosse embalada sempre pelos seus braços quando dormia, mas quando abria os olhos, não era ele que via.

Ali, no meu quarto, sendo torturada por não poder gritar para que ele me tomasse de uma vez por todas, eu sentia o que estava faltando na minha vida vazia... era um Uchiha. Eu mal podia esperar para ter a certeza de que ele me completava, me inteirava e fazia parte do meu ser durante e depois de fazer amor.
Virei-o na cama, segurando suas mãos, ele sorriu safado para mim, queria aproveitar aquele momento, mas eu estava muito excitada e precisava dele. Beijei seu peito, arranhando seu abdome, os músculos perfeitos, em dobrinhas que me deixavam louca.

Pedi, implorei sussurrando no seu ouvido para que me amasse logo, que me fizesse sua.
Queria senti-lo dentro de mim, com força.

Sasuke

Ela era impaciente, sempre foi. Mas agora eu estava tão ou mais que ela, precisava e queria senti-la de uma vez, saber que ela ainda tornava-se completa comigo. Sentei na cama, trazendo-a devagar para um encaixe perfeito, enquanto eu trazia o corpo trêmulo dela toda excitada, e tentava ler o que seus olhos me diziam, os gemidos que eram apenas meus. Mesmo baixo, mesmo mudo, eu conseguia ouvir Ino gritar e gemer alto.

Ino

Ele se rendeu aos meus caprichos, mostrando-me o quanto sentia minha falta. Pois seus olhos poderiam falar mais do que as palavras. Abracei-o com força, como se quisesse ser protegida por ele, sendo preenchida num movimento único. Troquei um gemido por uma mordida em seu ombro.
Por segundos ficamos naquela posição, parados, ouvindo a respiração ofegante um do outro. Mexi meu quadril, beijando-o com mais desejo do que antes, sugando sua força se preciso para me satisfazer.
Ignorando agora quem estava na sala, gemendo mais abafado com as mãos dele, grandes e quentes, percorrendo minhas costas, erguendo meu bumbum e me penetrando tão fundo que eu já conseguia sentir êxtase tomar conta do meu corpo.

Sasuke

Era um acordo não falarmos nada, mas foi impossível não sussurrar o nome dela em seus ouvidos enquanto sentia o nosso orgasmo chegar junto, um acompanhando o outro. Segurei se corpo pela cintura, despejando todo meu gozo no corpo quente dela. Permanecemos abraçados, colados; Eu sentia as mãos dela em minhas costas com firmeza, apoiando-se por completo, como se não fosse para eu partir, ou deixá-la. E eu não queria aquilo.



Ino

Era a certeza que eu precisava, ali em seus braços me sentia como uma garotinha precisando ser acolhida, precisando de amor e carinho. Como pude entender isso somente agora, estando em seus braços, e traindo um homem que fez de tudo para me fazer feliz no último ano.

O silêncio engolia o meu quarto, assim como toda aquela casa, precisava tomar cuidado para não falar nada muito alto, mas eu precisava falar. Mesmo que otousan venha bater na porta ou que o segurança nos flagre. Nem que eu tenha que entrar na mente de Sasuke... mas queria tanto saber ser era somente eu com a certeza.

– Sasuke-kun? – Rocei meus lábios em sua pele suada. O que eu poderia dizer agora? Obrigada? Não havia meios de me sair bem. – Podemos nos ver amanhã?

Sasuke

A frase me pegou de surpresa. Por um momento eu pensei que ela tinha me usado, apenas para uma aventura. Mas enxerguei o peso real daquelas palavras. Ela sempre foi mais corajosa para falar as coisas que eu.

– Hai. – Nos beijamos uma última vez e então eu me arrumei rapidamente e parti sem deixar pistas.



Ino

Naquela noite, eu dormir, não como fazia cada noite, foi um sono tranquilo, sem temer o dia seguinte. Se iria ou não ser mais ou menos feliz. Apenas dormi e sonhei com um novo encontro. Esse encontro que não seria assim tão fácil de acontecer. Não com um gigante nas minhas costas servindo de babá.

Acordei um pouco mais tarde do que o normal e desci para tomar café com otousan. O segurança lá na sala, parado. Papai era um contador de histórias e o enrolou bem, enquanto eu me arrumava. Quem sabe não daria uma volta pela vila sem a companhia de alguém. Mas era difícil despistá-los, o homem era um cão de guarda. E o outro, ah, ele me ajudou na verdade.

Sem muito o que fazer, fui para um lugar onde ninguém iria me culpar se por acaso eu encontrasse acidentalmente o Uchiha.
Levei um brinquedinho para Udon, e de longe Sakura já achou muito duvidoso o meu sorriso. Me puxou para o quarto e não sossegou até eu confessar o que havia acontecido naquela noite. Já estava esperando qualquer coisa vindo dela.

Sakura

– Vocês o que???

A Ino era louca, isso eu já sabia... agora transar com o Sasuke na casa dela, com o pai e os seguranças no andar de baixo! Ah, era loucura demais até pra ela.

– Mulher, você acabou de colocar um par de chifres num dos cinco homens mais poderosos do mundo shinobi! – Ah, mas o sorriso dela dizia que tinha valido à pena. – Você ainda está com dúvidas depois disso?



Ino

– Claro que sim. O que acha que estou fazendo aqui? Se não tivesse dúvidas eu estaria por aí. Eu sei o que fiz, e não me arrependo. Eu sinto tanto por ter chegado à essa situação. Mas não pude me enganar mais. Eu precisava senti-lo novamente Sakura. O corpo dele me chamava, o cheiro dele era tudo o que eu sentia quando estava deprimida em Suna. Precisava disso... mas agora, agora o que vou fazer? Pedi para me encontrar com ele hoje. Não sei como faremos isso, mas não duvido nada de ser raptada ou puxada por ele para algum canto escuro. Você me entende? Eu estou amando... mas não posso arriscar ainda mais minha vida, pois se for somente isso, eu volto para Suna. Posso tentar resolver meus problemas de um jeito errado, mas se funcionar no final, eu já fico mais feliz.

Agora vinha a parte difícil. Ela ia ter que me ajudar, ou pelo menos tentar, já que a cara feia de Naruto, não parecia ser das melhores.

Sakura

Eu tinha prometido ao Naruto que não me meteria, mas ah! Como não me meter se ela precisava deajuda? Despachei um bilhete para o Sasuke por um gennin que passava perto da minha casa, deixei a Ino sem entender nada.

– Vocês ficam aqui, no quarto que era do Sasuke. Eu vou sair pelo quintal de trás com o Udon e mantenho o Naruto fora até às sete da noite. Mais que isso não posso, pelo Udon. Acho que até lá vocês resolveram alguma coisa, né?



Ino

Dei um grito pulando nos braços dela. Apertei, abracei e agradeci muito. Dei beijinhos no Udon, e tive que me conter, senão o cão de guarda iria desconfiar de algo, mas aqui dentro ele não pode fazer nada.

A Sakura saiu como ela disse, e segurar o Naruto fora de casa, acho que não ia ser difícil, quem sabe umas tigelas de rámen o deixaria mais animado.
Esperei pacientemente por uma hora, até que ele apareceu. De primeira ficou parado, me olhando, engolindo-me com aqueles negros tão cheios de calor. Depois eu que corri para abraçá-lo e roubar um beijo, um longo e delicioso beijo que me deixava com os pelos eriçados.

– Que bom que veio, tive medo... – Medo que fosse somente uma brincadeira de momento e que não quisesse mais nada comigo, mas ele estava ali, me abraçando e afagando meus cabelos com seus dedos. E agora? O que iríamos fazer?

Sasuke

Praticamente não dormi, pensando no que tinha feito. E não havia como discutir isso com o Naruto, porque ele tinha feito questão de dizer que não se envolveria em nada e me disse para tomar muito cuidado com as minhas ações. Pois bem, eu tinha realmente seguido o conselho dele, ao contrário, claro!

A criança era um ex-aluno da academia, dos tempos que eu era sensei. Entregou-me o bilhete tremendo dos pés à cabeça e então não tinha o que fazer – depois de despachá-lo com uma nota pra comprar um doce qualquer – a não ser ir imediatamente para a casa do Dobe.

Ao chegar eu não pude deixar de fitá-la demoradamente e me fartar apenas com aquilo. Qualquer proximidade me fazia melhor.

– Medo de que? – Ela não disse, mas ambos sabíamos. – Eu disse que viria.

Ino

– Sim, hoje. Você disse que viria hoje. – Me puxou para o futon do quarto, sentando-se nele acomodando meu corpo em seu colo. – Mas e amanhã? E depois? Dentro de uma semana já vai acabar o meu prazo de permanecer aqui em Konoha. Não posso ficar mais do que já estou. No máximo esticar até um mês e sabe-se lá quem viria me buscar.


Já não estava boa nossa situação, e eu ainda falando e dando atenção ao homem que me esposou diante milhões de pessoas de seu povo. Pensar naquilo, só me fazia tremer.

– Eu sinto medo de não poder ser feliz.



Sasuke

– Konoha e Suna entrariam em guerra por nós.

Eu não era louco, sabia bem o que aconteceria. E já tinha chegado à uma conclusão muito ousada, ainda mais para mim.

– Fuja comigo, de Suna e de Konoha, assim não poderão acusar à Vila por recebê-la de volta. – Simples em palavras, mas eu sabia bem o que queria dizer ser um foragido de uma vila, ainda mais de duas. Nossas vidas jamais seriam as mesmas, mas estaríamos juntos. Como desertor, eu sabia o que dizia, e poderíamos viver bem.

Ino

Não imaginei que ele fosse tão longe e audacioso. Mas no fundo, lá no meu coração eu senti que aquela ideia era como se fosse uma última esperança que ele se apegava para ficar comigo. Então ele queria mesmo ficar comigo, mesmo passando por um desertor novamente. Mas era loucura demais.

– Seríamos caçados. Eu conheço o homem com quem me casei. Ele mesmo faria questão de nos achar e fazer os últimos momentos de nossas vidas um inferno. E eu não quero que você corra perigo ou que seja dado como um traidor. Nem que seja por mim... eu quero você aqui Sasuke. Não há para onde correr. E se eu for honesta? Falar a verdade?


Sasuke

A primeira vez que ajo por impulso e sou repelido, não sei se conseguiria agir assim novamente.

– Ele é seu marido, conhece-o melhor que eu. O que acha que o Sabaku faria? Eu sei o que eu faria: não a deixaria partir.



Ino

E ele além de não deixar eu ir embora, mataria quem tentasse tirar-me dele. Pois Gaara poderia sim ser hoje um homem bom e honesto com seu povo, mas não sei se a diplomacia seria tão refinada.

– Faço então ele próprio vir me buscar em Konoha. Aqui, na sua vila ele não poderá fazer nada contra a sua vida. – Toquei seu rosto, eu não ia deixar que nada de ruim acontecesse com ele. – Eu sei que nesse momento deve estar ouvindo aquela cobra falar mal de meu comportamento. Sei também que a ideia do segurança fora dela. Não duvido que em dias eu não resolva isso. – Talvez Sasuke não entendesse de quem eu estivesse falando. Mas quem sabe Matsuri não seria de uma boa ajuda? E aqueles conselheiros também, que sempre me quiseram longe. – De qualquer forma... eu quero ficar.

Não tinha mais o que falar, nos beijamos, e ainda sobrava algumas horas para Sakura retornar. Esse tempo era mais do que suficiente para me entregar novamente ao homem que me tirava do sério.


Notas finais
Eu sei que todo mundo vai julgar a Ino, vai querer bater nela, ou não. Mas vamos nos por no lugar dela. Acho que é possível a gente amar duas pessoas distintas. Simples, só que aqui ela vai ter que escolher uma, ou senão, alguém morre e pronto! Fim de historia =X

Quero saber o que vcs acham que vai acontecer agora
Beijos delicious,

Kori Hime