Getsu
9 Como não te perder
Notas iniciais
Getsu
Naruto
Levei umas pequenas flores para a Sakura, cheguei lá haviam outras tantas com vários cartões. O pessoal é mesmo rápido com isso. Deixei o meu buquê em cima da mesinha com os outros, mas ela pediu para que eu colocasse ao lado da cama dela.
Sakura ainda parecia cansada, voltou a dormir rápido, daí o Udon no bercinho chorou, mas eu achei que poderia dar conta.
Fiquei meio em jeito, mas conseguir pegá-lo no colo:
– Ah! Safado, ta querendo o peito da okaasan de novo né? – Sussurrei, sentando na outra cama para não incomodar a Sakura. – Mas olha! Vamos ter que dividi-la, um pouco pra você, e um pouco para mim, porque o otousan também quer o carinho dela. Cuide dela quando eu não estiver por perto. E se um dia eu faltar... o que eu não desejo que aconteça tão cedo, eu quero que você se torne o homem da casa e faça o que tiver que ser feito. Já imaginou? Você um Hokage? Seu avô sentiria orgulho.
Sakura
Sempre tive o sono muito leve, mas agora parecia que meus sentidos estavam todos voltados pro meu menino. Foi só ele ameaçar chorar que eu despertei, procurando-o no berço. Por uma pequena fração de segundos confesso que me desesperei por não vê-lo ali, mas em seguida reconheci a presença mais que familiar do meu marido, segurando enfim o filho, agora talvez desconcertado porque ele estava chorando.
– Gomen Sakura-chan! Eu não quis acordar você, ele começou a chorar.
– Não tem problema, agora não dá prá dormir muito mesmo, em casa as coisas ficam melhores. Me dá ele, deve estar molhado...
– Tá não, ó, eu não derramei nada nele!
– Molhado de xixi homem, essas coisinhas são máquinas de fazer cocô e xixi. Precisa de um banho.
Naruto
Ela o segurava como pegasse um boneco e virava e desvirava e molhava. Fiquei com, medo, porque o Udon apesar de ser grande era pequeno, que confuso! A enfermeira disse que ele era o maior bebê da maternidade, mas para mim era um pinguinho de gente. A Sakura sorriu com minha inexperiência, mas eu ia aprender.
– Você me ensina depois? Porque eu preciso aprender a dar banho nele, né? Assim dividimos as tarefas.
Sakura
– Ensino sim. – Deixei que ele cuidasse do Udon depois do banho e só ajudei com algumas coisas. Ele saiu-se muito bem! Pegou o menino no colo, de onde só saiu prá mamar algumas horas depois. – Assim ele vai ficar mal acostumado, depois quando você não estiver em casa, eu tenho que colocar ele no colo o tempo todo!
Naruto
– Mas eu já estou acostumando ele comigo, assim o Udon vai saber quem é o pai fortão que ele tem. Né? Mas Sakura-chan, ele vai passar mais tempo com você agora. Sortudo!
Segurei ele com mais jeito, eu tinha muito medo de machucar. Brinquei com as mãozinhas, muito agitado. Não sei como são as crianças, mas esse puxou mesmo a mim.
– Sakura, ele vai ter olhos azuis? Parece né? Meio escuro. – Os olhos eram escuros e meio fechadinhos, mal dava pra ver direito.
Sakura
– A maioria dos bebês nascem assim, mas os do Udon não tem motivos prá mudar de cor, a não ser que fiquem como os meus. Ah, mas ele se parece tanto com você, acho que vai puxar isso também.
Três dias depois fomos para casa e recebemos muitas visitas. O Udon ganhou tanta coisa, que eu achei que aquele terceiro quarto finalmente teria alguma serventia!
As semanas passavam e ele ganhava peso. Era um pouco atrapalhado para mamar, eu achava engraçado aquele desespero todo procurando o bico do peito e o Naruto dizia que era a prova maior de que era filho dele, hiperativo desde agora.
Os olhos do Udon permaneciam azuis, mas era um azul diferente, não era o mesmo do pai. Eram opacos, sem brilho. E constantemente o \"foco\" estava para o canto dos olhos. eu sei que as crianças não definem mais que borrões, mas aquilo estava sim me deixando agitada. Resolvi então levar ao médico. A shishou com certeza o examinaria melhor do que eu que sou mãe, e poderia não querer ver o problema. As suspeitas eram grandes, e quando tive a confirmação, abracei meu filho com força, a vida dele não seria fácil, mas eu o amaria incondicionalmente! Ele era meu sangue, minha carne, jamais iria abandoná-lo!
O Naruto estava fora na primeira missão dele depois do nascimento do nosso filho. Usei aqueles dias para me preparar em como contar para o Naruto e em como me adaptar aquela nova realidade. Pra isso estudei muito com ele no colo, assim como o Naruto acostumou.
Naruto
Não ficaria muito tempo longe, essa seria uma missão de etapas, diferente do que eu estou acostumado de fazer, que é chegar bater e voltar. Dessa vez tava usando mais a cabeça que os punhos.
Voltei para casa uma semana depois, morto de cansaço, sem ferimentos e com muitas saudades da minha mulher e meu filho. Claro que não esqueci o presente dos dois.
Trouxe um arranjo de cabelo para Sakura, e um carrinho pro Udon.
A casa estava mais silenciosa do que eu imaginei que estaria. Ninguém no jardim, quintal e nem na cozinha. Subi as escadas e entrei com cuidado no quarto, a Sakura estava deitada na cama ao lado do Udon, alisando a barriguinha dele e com uma carinha de choro, os dois.
– Aconteceu alguma coisa? – Eu logo me preocupei, entrei no quarto deixando os presentes em cima da cômoda.
Sakura
Eu tinha acabado de amamentar o Udon e percebi que aquela aflição dele ao mamar era porque ele não conseguia achar o seio. Em coisas tão pequenas ele já tinha certa limitação.
“Ele é um Uzumaki! Está no sangue dele superar as dificuldades, anime essa cara mulher!”
Eu tentei disfarçar, mas o Naruto me conhecia muito bem. Estava cansado da viagem, dei um beijo nele. Fizemos carinho no nosso filho, indiferente a todos os problemas.
– Estava com saudades, não me acostumei a ficar longe de você, só isso. Vem, deixa o Udon dormindo na nossa cama e eu vou preparar alguma coisa prá você jantar. Toma um banho enquanto isso e depois vem olhar o bebê, tá?
Eu precisava preparar o meu espírito prá quando contasse.
Naruto
Sakura parecia mesmo muito carente por minha ausência, pois a carinha de choro dela quando saiu do quarto foi de cortar meu coração. Queria segui-la para dar um beijo, um abraço, mas ela já tinha descido rápido. Olhei na cama o Udon, deitei por uns segundo ao lado dele, até dormindo o menino é agitado.
Fui tomar banho, quando voltei ele ainda estava todo esparramado na cama grande, dormindo. Deu até sono vendo aquilo. Mas a minha barriga roncou, e se eu ficasse ali por mais um minuto, Udon ia acabar acordando.
Desci e fui para a cozinha. Sakura mexia algo na panela olhando para o quintal pela janela enorme que ela tanto queria e teimou com o pedreiro que acabou cedendo e fez.
Me aconcheguei atrás dela, abraçando-a e beijando o seu ombro.
– Tá tudo bem mesmo?
Sakura
Era triste olhar aquele quintal tão grande, sabendo que o Udon talvez não fosse tão independente nele! Yare, não posso deixar que isso me domine! O meu filho precisa de mim! Eu não sei o que o Naruto vai fazer, mas eu tenho que me preparar para tudo.
– Hai, vou colocar sua comida. – Ele sentou, comeu e começou a falar da missão. Eu mal ouvia, estava ainda remoendo as minhas próprias conclusões. E quando ele terminou, eu enrolei lavando a louça, mas uma hora não deu prá fugir. – Vamos ficar com nosso filho? A gente precisa conversar.
Naruto
Comecei achar que havia feito alguma coisa de errado, Sakura me tratava com frieza, mesmo que ela parecesse doce e quisesse cuidar de mim, estava distante. Será que ela descobriu que eu mandei um presente para o filho que a Hinata está esperando e ficou com ciúmes? Eu só não contei pra não ver crise de ciúmes.
Fomos para o quarto, ela subiu na cama, sentando-se ao lado de Udon, mexendo nas mãozinhas dele, ainda dormia agitado, mas o sono parecia pesado, igual o meu.
Eu gostava de ver aquela cena, sentei-me na poltrona perto da cômoda, e passei a observar os dois na cama, a minha família.
– Agora me fala o que está acontecendo.
Sakura
– Vem aqui amor, deita com a gente. – Ele veio, agora já bem desconfiado. – percebi uma coisa no nosso filho, ele é muito especial. – O Naruto me interrompeu, dizendo que \"claro que era, é nosso filho!\". – Sim, claro... mas Naruto, entende o que eu vou te dizer não como uma limitação, mas algo que vai precisar aprender a lidar.
Silêncio, eu via o temor nos olhos dele, sabia disso porque o Naruto tinha o mesmo instinto que eu, o instinto dos pais. E mais do que ninguém, ele sabia o que era ser diferente dos outros.
– O Udon não pode enxergar Naruto. Fiz exames, levei no médico e não haverpa como reverter isso.
Naruto
Não eram coisas que eu assimilaria com facilidade, mas os olhos marejados de Sakura me fizeram via a tona e cair.
– Como assim Sakura? Ele não enxerga? Porque é um bebê não é? – Como se eu quisesse me enganar. Eu não sou burro não, mas qualquer pessoa ficaria assim. Inventava desculpas para fugir da verdade que já batia no meu coração. – Bem! É nosso filho, ele é forte e saudável, a obaa-chan é a melhor médica, além de você, alguma coisa deve ser feita não é? O Udon não vai ser cego pra sempre. Será?
Sakura
– O menino tem um defeito congênito, nasceu com isso. Ele não vai enxergar. É uma coisa que nós vamos precisar aprender para ensiná-lo. – O coração dele estava despedaçado ali, eu via isso! – Eu sei que não é o filho que você sonhou, mas foi o que Kami-sama deu para nós. Sei que não posso pedir prá você ser forte, mas eu estou me preparando prá isso.
O Naruto estava assustado demais e homens assustados fazem o que não devem.
Naruto
Veio uma confusão na minha cabeça, não sabia o que pensar, se era nele como criança ou adulto, limitado para certas coisas, ou se era eu que não tinha a menor ideia de como cuidar de uma criança.
Era medo, medo de não ser bom, de falar e de ser acusado por meu próprio filho, e se ele se revoltasse contra mim? Porque eu pensava nisso?
– Sakura! Nosso filho, ele não vai poder fazer as coisas que fazemos? – Eu a abracei forte. Udon estava acordando, virei-me para ele e o peguei no colo. – Filho! Otousan ta aqui. Ta ouvindo? Né?
Sakura
O Naruto era mesmo um homem de valor e amava o Udon, eu via isso. Abracei-o por trás, acariciando os cabelos loiros do nosso menino. Eu sabia que o Naruto chorava, assim como eu.
– Ele não vai ser limitado, também não sei como cuidar de uma criança assim, mas vou estudar todo material que existir. Nosso garotinho vai aprender a se virar sozinho, eu já vi algumas possibilidades prá ele. Nem que eu pare de trabalhar só prá poder cuidar dele, da independência dele. Eu vou me esforçar bebê, okaasan promete.
Naruto
– Nós dois vamos nos esforçar. – Sequei meus olhos com a manga da camisa. – Mas não sei, mesmo assim eu tenho medo, se eu não fizer nada certo? Você sabe que eu sou um pouco desajeitado com certas coisas, já estava com medo por nosso filho ser assim pequeno, louco para ele crescer e se tornar um shinobi como eu... – Daí veio aquela dor inconsciente. Ele não seria então um shinobi? – Nosso filho, não será como nós?
Mas quem se importa? Ainda assim é o meu filho.
Sakura
Eu não queria nem pensar naquilo. Meu coração de mãe gritava \"Não\", mas eu tinha que ser um pouco racional, nem que fosse para manter o Naruto focado.
– Calma meu amor, uma etapa de cada vez. Vamos ver como ele se sai com sua própria independência. Então, se ele quiser, se for vontade dele e ele tiver capacidade, terá todo o nosso apoio. Mas por enquanto, ele precisa do seu amor e do meu amor, incondicional. O nosso filho pode ser o que quiser, ele só precisa se esforçar. E você e eu precisamos estar preparados prá isso. Ele vai errar como todas as crianças, mas nada de colocar a culpa na deficiência dele, as pessoas já farão isso. A gente tem que dar força em casa, prá ele não se rebaixar nunca!
Naruto
– Eu sei, eu sei. Mas Sakura... – Eu começava a lembrar da minha infância. – O que eu não queria pro meu filho, a única coisa que eu pedi para Kami-sama, foi que ele não passasse pelo mesmo que eu passei. Ser ignorado ou deixado de lado pelas pessoas por ser um pouco diferente. Eu não tive culpa de nascer e ter algo selado no meu corpo, e da mesma forma ele não teve culpa de nascer cego. Mas as pessoas, as crianças... Eu não quero que meu filho seja deixado de lado como eu fui. É muito triste.
Udon ali no meu colo, mais frágil do que nunca. Agarrei-me a ele, dizendo que faria de tudo para que nada de mal o acontecesse.
Sakura
– Mas isso não vai acontecer com ele! Nós vamos nos impor Naruto, temos que fazer isso! E se você pensar que ele será rejeitado, ele será! Cadê o homem que não aceita que outros sejam julgados pelo que aparentam ser? Nosso filho não é pior que nenhuma outra criança. Eu jamais quero ouvir você duvidar dele assim! – Naruto abraçou ainda mais o Udon quando ele começou a chorar. Eu tomei do braço dele e levei o menino pro quarto.
Não era fralda, nem fome. Muito menos cólica. Era manha, que ele já tinha por ficar tanto no colo. De agora ele iria aprender a se virar sozinho. Eu não estava sendo cruel! Partiria o meu coração deixá-lo sozinho no quarto, mas desde pequeno ele tinha que aprender que nem sempre o pai e a mãe estariam por perto. O Naruto ficou desesperado, me chamando de louca, ora essa!
Eu o arrastei literalmente do quarto, até o nosso.
– Daqui você não sai! Ele vai aprender de agora a ser forte! Ele é só um bebê, mas nós já podemos ensiná-lo!
Discutimos muito, ao som do choro do Udon. Paramos de discutir quando o choro cessou e fomos automaticamente ver o que era. Ao abrir um pouco a porta, vimos o pequeno dormir e eu voltei pro quarto, deixei o Naruto ali.
Naruto
Eu não sabia como ela poderia conseguir deixar nosso filho sozinho. É um bebê e eles não falam o que precisam. A Sakura poderia ser médica, mas se chora, é por algum motivo. Que fosse manha, eu não estava ali para ouvir o menino chorar e não fazer nada.
Fiquei sentado a tarde toda ao lado do berço enquanto ele dormia, quando acordou eu logo o peguei e levei para a bancada, troquei a fralda. Estava agitado ainda, balançava as pernas e os bracinhos.
Peguei um brinquedo qualquer e fiquei chacoalhando na frente dele, mas me lembrei que Udon não veria aquilo. Desanimei, mas não o totalmente, se ele não podia ver, poderia sentir e ouvir.
Comecei a contar uma das missões antigas do time sete, quando eu recebi a homenagem de ter uma ponte com o meu nome, tava no meio da historia e ele calmo prestando atenção em mim, quando a Sakura chegou. Eu tinha falado muita coisa pra ela e me sentia mal.
– Me desculpa. Eu só quero o melhor para ele, e deixá-lo sozinho assim me dá medo.
Sakura
Fui ver se o Udon estava acordado, porque já tinha passado a hora de amamentar. O Naruto estava com ele no colo, mas de que adiantava reclamar? Eu não falei nada com o pedido de desculpas dele, peguei o menino no colo e sentei na poltrona para amamentar. Já tinha me acostumado a não mais colocar o bico do seio na boca dele, agora ele tinha que achar sozinho. E estava se saindo melhor a cada mamada.
Eu vi nos olhos do Naruto a reprovação, mas não liguei para aquilo. Terminei de amamentar depois ele dormiu. Era sempre a mesma rotina. E eu? Bem, eu voltei pro meu quarto, sem falar nada.
Naruto
– Sera que precisava ser assim com o bebe? Me diz que ele vai precisar da nossa ajuda, e o que custa você colocá-lo ali como precisa. O menino parecia todo sem saber o que fazer, o que será depois? Vai deixar ele sozinho também em casa? Porque se for assim eu fico aqui e cuido do meu filho.
Não dei conta de que estava falando mais alto com as portas do quarto fechada, para Udon não acordar. Vi que a palavra “cuidar”, tinha significados diferente para Sakura e eu. Mas não deixaria meu filho sem ajuda se eu estivesse por perto. Não queria brigar com ela novamente, não era isso, mas algo me fazia ficar irracional por causa do bebê.
Era mais por eu não querer que ele fosse igual a mim. Ser independente desde sempre também doía no peito. Não ter ninguém ali do seu lado para ajudar.
Sakura
– Você tá querendo me ensinar a ser mãe? – Uma afronta daquelas eu não ia aturar mesmo! – Eu estou ensinando o Udon! Se ele não conseguir fazer, mesmo depois de tentar, eu posso ajudar. Mas ele conseguiu! Alimentou-se direito e dormiu sozinho! Eu não preciso fazer as coisas POR ele, mas sim PARA ele SE ele precisar! É complicado demais prá essa sua cabeça oca entender?
Eu fui fechar a porta, antes que os nossos gritos acordassem o bebê.
– Ouse falar novamente que eu não sei cuidar do meu filho, que eu não penso duas vezes em ir embora, ouviu bem? Não te dou o direito de me dizer como ser mãe, quando tudo que eu faço é pro bem desse menino!
Naruto
– Eu não quero ensinar uma coisa que você está prendendo, ainda! Mas eu sou o pai, ou não conto? Só porque não sou eu que do de mamar, ou que carreguei ele na barriga, não quer dizer que eu não sabia alguma coisa, to aprendendo também e seguindo apenas o que o meu coração me diz. Sinto muito se eu não penso como você. Me desculpe se eu só quero fazer as coisas pro bem dele também, é o meu jeito, se não gosta dele ou se acha que é errado, então o que eu ainda faço aqui? Não sirvo pra nada!
Peguei a minha jaqueta, e sai do quarto deixando a porta aberta, eu não queria mais brigar, desci as escadas, tinha acabado de chegar de missão e nem me apresentei ainda a obaa-chan, mas nem faria isso agora. Eu só precisava pensar, e não ter que brigar mais com a Sakura.
Sakura
– Vai, foge! Faz isso mesmo!
Ele foi embora mesmo, não acredito! Eu já estava com meu espírito pronto prá uma separação, mesmo que não quisesse. E pelo que eu estava vendo, o Naruto não aceitaria a minha maneira de lidar com o bebê. Não estava excluindo ele, mas ele nem quis entender porque eu fazia aquilo!
Definitivamente, não queria que meu filho vivesse daquela maneira.
Peguei uma mala, arrumei algumas coisas fui pro antigo apartamento dele, que eu ainda tinha a chave. Quem sabe vendo a casa vazia, ele aprendia a dar mais valor prá gente. E também se não aprendesse, eu teria de saber como viver prá mim e pro meu filho.
Mas uma coisa dentro de mim não queria acreditar que o Naruto seria tão turrão. Quando cheguei naquele apartamento vazio, lembrei de tudo que a gente viveu ali. Arrumei a cama e forrei com cuidado um \"ninho\" pro Udon. Eu já estava arrependida de ter saído.
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Notas finais
Ai gente! Udon, o filho do Naruto e não o catarrendo amigo do Konohamaru. Vai ter uma história linda aqui
Amo, amo, amo ele S2
Beijos, amo vcs tb
Kori Hime e Lila
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