Getsu
37 Castigo desnecessário
Hatori
Pude ao menos descansar dessa vida chata, achei uma mulher nova que me fez relaxar demais.
Para não haver problemas, trouxe flores e presentes, no meio do caminho encontrei Megumi-san e sua filha mais nova, uma gracinha. Elas sorriram achando lindo eu trazer sempre presentes para Mika.
Falando nela, espero que a casa esteja arrumada. E estava, só que a tal Yume tava la com ela. Se essa safada abriu a boca, eu vou mostrá-la o que é apanhar de verdade.
Antes de Yume sair dei uma das flores para ela e agradeci por ter ficado com minha esposa. Me aproximei de Mika, e a beijei, dando os presentes.
– Está bem? Parece tão cansadinha! Vamos, eu cuido de você agora viu? Tadinha da minha mulherzinha, trabalha tanto. Agora é minha vez. – Ela não disse nada, parecia imobilizada, levei-a para o quarto e a primeira coisa que fez foi se encolher na cama. – Hei! O que foi? Ta com medo de mim? Onegai, eu nunca mais vou tocar em você daquele jeito, nem beber, prometo, eu te amo, querida. Não tenha medo de mim. Aquilo foi um erro, eu cometi um erro. Me perdoe.
Mika
O Hatori chegou, como se nada tivesse acontecido. Me beijando e dando presentes, achando que eu tinha que tratá-lo com antes. Eu tinha medo sim e com razão. Enfrentei minha família para ficar com ele, passei por uma discussão com o meu pai e não seria para sair de casa e ser tratada daquela maneira.
– Não me chame assim! Você me bateu Hatori, eu não revidei porque estava bêbado, mas isso não vai acontecer outra vez. Se levantar a mão pra mim outra vez, ou a voz, eu não vou hesitar em sair daqui e abandonar você.
Foram necessárias essas palavras para ele voltar-se novamente com aquele olhar violento para mim. Eu sabia que nada tinha a ver com a bebida. Mas não queria acreditar que ele era tão mau assim.
Hatori
– O que você contou para aquela franguinha? – Segurei seu braço com força. – Responda! O que você falou pra sua amiguinha? Se eu descobri que abriu essa boquinha linda pra alguém, e falou sobre o que aconteceu, eu mato você. – Sussurrei no ouvido dela, lambendo sua orelha. – Você ta muito gostosa sabia? Mas não to com vontade de te comer agora, porque eu trepei muito com uma vadia na rua.
Larguei-a na cama, e tranquei a porta do quarto. Criando um jutsu de proteção para que ela não saísse. Passei a tarde nos arredores do Distrito, ajudando algumas pessoas com o jardim, ou carregando sacolas, aquela velharada estúpida. Mais tarde visitei meus sogros, eles acharam estranho Mika não estar comigo. Mas informei que não me metia nos seus assuntos com a ANBU, respeitava e honrava o trabalho da minha esposa. Hyuuga Neji parecia orgulhoso da filha! Sim, até quando ele vai sentir orgulho de uma safada.
Voltei para casa de noite e abria porta, ela estava lá quieta, imóvel, como se não estivesse entendendo nada.
– Querida, já está na hora do jantar, não vai fazer nada para comer? Melhor começar logo antes que eu fique com fome. Agora!!!
Mika
Eu tentei sair da casa, assim que eu senti o chakra dele longe. Iria para a casa da Yume, dos meus pais, qualquer lugar! Mas estava mais que provado que aquele homem era louco. Eu não sabia o motivo dele ter mudado tanto em tão pouco tempo e nem queria saber. Estava triste e me sentindo estúpida. No final das contas, o otousan estava certo.
Mas quão grande foi a minha surpresa ao ser repelida com força por uma barreira de chakra ao tentar cruzar a porta. Tentei a janela, selada com o mesmo jutsu! Aquilo tinha sido premeditado!
Fiquei encolhida no meu canto da cama, imaginando se tudo aquilo seria pelo fato de ele não ter sido o primeiro homem da minha vida, mas parecia agora uma coisa tão boba para um tratamento daqueles! Isso é besteira, eu estava já alucinada.
Ele chegou por volta da hora do jantar. Estava morrendo de fome e sede, mas aguentei, afinal tinha treinamento ninja para isso.
Eu me fiz de desentendida e fui para a cozinha, mas tentei escapar. Tudo trancado! Procurei por facas, qualquer coisa, mas tudo na cozinha estava já cortado ou ralado e os talheres eram de plástico, assim como os copos. Não havia NADA a usar como arma! Até mesmo os móveis, os móveis! Eram de alvenaria, todos entalhados na parede. Esse homem é louco!
Preparei o jantar nervosa, com receio de encará-lo novamente. Eu era prisioneira em minha própria casa. E o que eu iria fazer? Gritar pelo meu pai? Para ele me salvar. O que pensaria de mim?
Hatori
Finalmente o jantar ficou pronto, ela preparou a mesa e eu sentei, estava até que boazinha, me servindo bem educada e com medo de me olhar. Bati a mão no prato de comida e o deixei cair.
– Não to mais com fome! – Ela me encarou com olhos marejados, essa carinha, há! Era de dar dó. – Não fica triste, Shitashi! Eu quero comer outra coisa. – Avancei em cima dela, que começou a arremessar os pratos, panelas e copos em mim. – Yare! Ta bravinha ainda? Eu vou se bonzinho, vou deixar você até sair de casa. Mas com uma condição. É melhor você voltar. Senão eu vou pegar a gostosinha da sua irmã pra mim!
Fui pro quarto mandando ela arrumar a bagunça, e depois ir deitar comigo.
Mika
Ele não tocaria em mim novamente, nunca mais queria me sentir suja daquela maneira!
Mas foi só ele ameaçar a Saka que eu não pude fazer nada, minha irmã era tão novinha e inocente, só de imaginar aquele monstro perto dela! Ele era um Souke, afinal de contas a palavra dele valia mais que a minha dentro do clã e se eu falasse alguma coisa para o otousan, ele mataria esse desgraçado, com certeza! E depois seria condenado por assassinato.
Limpei a sujeira da sala, dando tempo pra ver se ele dormia antes que eu chegasse na cama. Tomei um banho e deitei com todo silêncio na cama, rezando para que ele não despertasse.
Hatori
Ela demorou tanto pra arrumar aquela bagunça que eu acabei pegando no sono. Mas de madrugada, Mika não escapou de mim, acordei cheio de fome, aquela que ela tinha que saciar.
Acordei-a mordendo seus mamilos. Enfiando meu dedo nada carinhoso no seu sexo, ela tava muito travada, assim não tinha graça.
– Vem me chupar, você precisa aprender a fazer que nem a prostitutas fazem em mim. – Ela estava tensa demais. Segurei seus cabelos. – Se não fizer a Saka faz, ela vai gostar de brincar comigo, sabia que ela me adora?
Mika abriu aquela boquinha e engoliu meu pau. Uhm! Gozei na sua boca e ela engoliu fazendo careta, só de raiva a coloquei de quatro na cama, sacudi, dando uns tapinhas.
– Vamos fazer algo diferente hoje Shitashi. – Mandei ela não gritar, nem reclamar, forçando meus dedos, depois arremetendo com força dentro dela.
Demorei para gozar, o divertido era ver aquele corpinho se contorcendo na cama de dor. Ah! Mas se ela relaxasse um pouco ia ser divertido. Dormi, ordenando ela me acordar mais cedo.
Mika
O Hatori era um porco, nojento, baixo, e eu era também, por ter caído na lábia dele. Aquela sessão de tortura era diária, sempre sendo humilhada e não podia dizer nada. As ameaças agora nem eram mais só com Saka, tinha Yume e até mesmo minha okaasan. Eu não duvidava dele, não depois que tentei revidar e fui imobilizada. O Hatori era sim muito mais forte que eu, o que me surpreendeu, já que eu era a kunoichi mais forte da Vila, ao menos da nova geração. Que grande mentira, se eu realmente fosse forte iria matá-lo agora! Agora! Mas mortes no nosso clã acarretava muitos problemas, e eu precisava de uma prova contra ele. Porque todo mundo o via como o melhor homem do cla~.
Uma semana depois ele cumpriu o prometido, quando os hematomas mais abertos tinham desaparecido. Levou-me à casa de meus pais e eu não segurei o choro ao vê-los. Estávamos separados por metros, mas era como se fosse o céu e o inferno.
Minha mãe perguntou desconfiada por que eu chorava tanto.
– Nada, okaasan! – O olhar ameaçador do Hatori era tudo que eu precisava. Resolvi esquecer o tanto que sofria e aproveitar os meus poucos minutos de liberdade.
Hatori
Era extremamente divertido ver o olhar amedrontado de Mika quando Saka vinha falar comigo, propositalmente eu mexia nos fiozinhos do cabelo dela somente para ver sua reação, e foi uma só, queria voltar pra casa. Alegou estar com dor de cabeça. Ah! Mas minhas esposa tinha ainda tanto lugar para visitar.
– Querida, não íamos na casa de Yume-chan? Vocês são tão amigas, vai gostar de vê-la, não é? – Sorri, e ela se despediu dos pais logo. Voltamos para casa e lá tranquei a porta. – O que você quer? Deixei sair de casa e nem para ser mais educada? Sua mãe ficou triste porque você saiu assim. Uhm! Só porque eu queria ver a tal Yume.
Mika saiu batendo a porta do quarto, mas ela não sairia assim, segui e a segurei com força, um tapa não seria o suficiente, tirei o cordão que prendia minha calça. Ela se encolheu no canto da parede, não tinha como escapar. Mas alguém bateu na porta.
– Fica aqui! Se gritar, se pedir por socorro eu vou comer tua irmã e mato seus pais! – Tranquei a porta do quarto e fui ver quem era, claro, era os dois chatos da vila. – Yume-chan, Udon!
Udon
Fazia quase um mês que eu não via Mika, estava com saudades, Yume me disse que iria visitá-la, e então a acompanhei. No distrito soubemos que ela estava na casa dos pais, mas chegando lá, haviam saído dizendo que iriam para a casa de Yume, achei estranho e foi melhor ter ido na casa deles mesmo.
– Como vai Hatori! Viemos fazer uma visita para Mika, antes de Yume viajar para Suna! – Ele parou de falar, como se tomasse fôlego. Aconteceu alguma coisa? – Ele disse que ela saiu da casa dos pais e foi notificada por um ANBU antes mesmo de por os pés em casa. Parecia bem abalado. Ainda mais falando que sentia medo das missões perigosas que ela fazia. – Não precisa ter medo, Mika é uma mulher forte! Se ela foi em missão, podemos ficar com você um pouco, não é Yume?
Yume
Dava pena do Hatori. Eu já tinha dito pra Mika dar mais atenção ao marido dela. Tudo bem que ANBU era um sonho, mas agora ela tinha outras responsabilidades. Fiquei preocupada também porque sabia como a Mika tinha ficado na última missão. Se o Hatori estava temendo, não era à toa.
– Podemos sim Hatori, se quiser pode vir jantar conosco hoje também, a okaasan sempre faz um jantar de despedida quando eu vou passar minhas férias com o otousama. – Ele agradeceu gentilmente, mas recusou. Disse que tentaria alguma notícia de Mika, pois ela estava muito atordoada no dia anterior. – Hai, mas se acontecer alguma coisa, não deixe de nos procurar, certo?
Hatori
– Você são amigos de verdade! Não sei como agradecer, mas por favor, não comente com ninguém. Mika me pede sempre sigilo de tudo. Ela anda muito estranha ultimamente, acredita que até saquê eu encontrei aqui em casa? E eu não bebo, todo mundo aqui no distrito me conhece e sabe que não bebo, e eu sei que a Mika também não bebe. Tenho vergonha até de dizer isso. Porque sou o marido dela, sou o homem da casa, e aturar isso é difícil. Mas você que são amigos. Você podem falar com ela quando der? Por favor! Eu a amo tanto, queria tanto que ela se abrisse comigo, me sinto um inútil.
Udon
– Não se preocupe, vamos tentar falar com ela antes que Yume vá para Suna, mas se não conseguirmos contato, eu mesmo tentarei falar com ela. Sinto falta de Mika, crescemos juntos e acho que ela vai me ouvir.
Saímos e achei mesmo estranho tudo aquilo, comentei com Yume, como Mika andava diferente nos últimos tempo, e Hatori ali parecia que não sabia o que fazer.
Hatori
O cego foi embora, com a namorada virgenzinha, esses dois podem dar trabalho! Não gostei nada desse tom carinhoso que ele usou pra falar de Mika.
– Querida! – Abri a porta do quarto e ela estava la no mesmo canto chorando. – Você me escondeu alguma coisa? Aquele seu amigo cego viado é só seu amigo mesmo? Ou andou gozando em você também? Melhor contar a verdade. Eu não vou tolerar marmanjo nenhum falando que gosta muito da minha mulher! Entendeu? – Puxei-a pelos cabelos levando para a cama, uns tapas depois e o sangue escorrendo pela sua pele ela ergueu a mão pedindo para eu parar. – Yare! Só para você tomar um banho, está nojenta e suja.
Mika
Eu não consegui nem mesmo despedir-me de Yume. Estava cada dia mais triste e isolada. Um mês depois, fui chamada para nova missão na ANBU e o Hatori teve que me deixar ir, mas me jurando de morte caso fizesse alguma coisa errada.
A missão foi libertadora. Meus companheiros de equipe não sabiam quem eu era, por debaixo da máscara, mas comentaram como eu era eficiente e não dava chance para o inimigo. A verdade é que via em todos a cara do Hatori e vez por vez o matava de uma maneira diferente, com tantos requintes de crueldade como fossem possíveis.
Ao voltar para a Vila eu passei mal, achei que era a falta de alimentação ou as constantes pancadas na cabeça. Disse que estava tudo bem, mas o taichou me obrigou a ir ao hospital. A sorte é que meu corpo recuperava-se rápido das agressões. Fizeram alguns testes e eu estava com medo da demora, porque com certeza o Hatori já sabia da minha chegada e estaria em casa contando os segundos para fazer mais maldades.
Alta madrugada eu cheguei em casa, cerca de quinze horas depois de ter chegado a Konoha. Caminhei a esmo pela floresta da morte, tentando a sorte de encontrar algum animal faminto. Sim, não queria mais saber de nada, não com esse destino que Kami-sama tinha traçado para mim.
Hatori
Ela havia chegado em Konoha, isso foi fácil descobrir, iria ver quanto tempo demoraria para voltar pra casa.
Quando chegou de madrugada estava lamentavelmente suja, olhos fundos, cabelos bagunçados. Ora essa, se ela queria viver como uma mendiga que morasse na rua então, peguei agua e ela não quis, perguntei o que houve na missão e ela não falou. Ameacei ela de contar ou apanhar, mas curiosamente ela não ligou.
– O que você aprontou? Cansou de apanhar? Ou você até começou a gostar? Hein? Gosta de levar na cara né safada? Fala logo o que você tem! – Estendeu-me um papel sujo de lama e ainda dava para ler. Era um teste. – Você! Ta falando sério? Esse teste esta correto?
Ela me olhou sem emoções, eu a peguei no colo e beijei seus lábios, mesmo estando cortado. Levei-a para o banheiro! Ajudei a tomar um banho e preparei uma sopa. Finalmente! Finalmente, um herdeiro. Será um homem, e eu vou esfregar ele na cara de todos, vai se casar com uma souke, quem sabe da família mais nobre? Ah! Olha só, essa mulher até que me deixa animado as vezes. Um filho.
Mika
Eu pensei que ele fosse me bater novamente e dessa vez eu lutaria, mas pela criança. Fiquei mortificada quando ele me beijou, diferente da arrogância de sempre. Ajudou-me com o banho e me pediu com carinho para que não colocasse uma roupa pesada, porque ele queria sentir o filho que crescia dentro de mim.
Sentei na cama e penteei meus cabelos. Será que esse tratamento era porque eu tinha me negado a dar um filho a ele assim que casássemos? Eu não entendia, estava muito confusa.
Ele voltou com a bandeja recheada de comidas e eu fiquei com medo de ingerir qualquer uma delas, ele poderia ter envenenado, ou colocado alguma coisa que me fizesse perder a criança. Reuni toda a minha coragem para implorar:
– Onegai, ao menos até o bebê nascer, não me bata. – Tentei um motivo racional, emocional não funcionaria – Se o beber nascer deformado, seria uma vergonha muito grande para você, não?
Hatori
– Querida! Entenda, eu não bato em você porque eu gosto, é porque você é muito mal criada comigo, mas com o bebê a caminho tudo será diferente. Porque grávida você não vai sair em missão alguma, nem ir muito longe não é? Vai ficar em casa, do jeito que eu gosto, como eu sempre quis, mas como é teimosia me desobedeceu. Agora come, que eu fiz tudo para o nosso filho que vai nascer. – Peguei um bolinho e comi, depois dei à ela na boca. – Você vai me dar um herdeiro forte, não é? Um homem para me orgulhar. Não vai shitashi?
Deveria ser um homem! Ao menos isso essa inútil tinha que fazer.
Mika
Eu comi... a contragosto. E desde já eu rezava para que fosse um menino, assim poderia ser que o Hatori não fosse tão mal.
Notas finais
Então, ta tenso né? No proximo tem mais o Udon, que tudo fica tranquilo.
E a vida aqui continua acelerada, to tentando dar um tempinho pra tudo, mas é dificil.
Beijos amores ;*
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