Getsu

22 A esposa do Kazekage


Notas iniciais
A história de Ino


Ino

O dia do meu casamento não foi como eu imaginava ser. Apesar de toda a cerimonia ter sido muito grandiosa e cheia de encantos como toda noiva desejaria, por dentro eu sentia um vazio, algo que não fosse preenchido pelos presentes caros ofertados pelo Kazekage.
Nossa lua de mel, também não foi como eu imaginei. Oh! O sexo com Gaara era ainda tão bom quanto antes, mas faltava... faltava alguma coisa. E em um ano eu não consegui distinguir o que era que nos faltava.

Como sendo a esposa do homem mais poderoso do país do vento e quem sabe dos outros grandes países shinobis, minha postura era impecável, como uma dama do jeito que aqueles conselheiros desejavam. Mas somente da porta da mansão para fora. Pois la dentro eu era … eu mesma. Tive que deixar meu trabalho como kunoichi de lado, eles acreditavam que eu seria um alvo fácil e certeiro para os inimigos de Gaara. Procurei algo para fazer na Vila, quem sabe trabalhar. Ninguém em sã consciência diria não para Gaara, mas também quem empregaria sua esposa.

Quando completamos seis meses de casados eu ganhei de presente uma estufa que era maior do que minha casa em Konoha. Então é lá que costumo passar a maior parte do dia, as vezes da tarde e da noite, dependendo de quanto tempo o Kazekage ficaria numa reunião.

As vezes me sentia sozinha, sempre, queria ao menos saber se ele demoraria mais. Fui ao escritório e estava somente ele e a tal Matsuri redigindo uns pergaminhos. Pode não ter sido nada, mas para mim foi um motivo pra estourar. Nossa primeira briga como casados, o fiz dormir no quarto de hóspedes, estava irada por ele me deixar sozinha no nosso quarto pra ficar redigindo qualquer droga com a talzinha.

Em todo esse tempo, a única coisa que eu mais desejava, era ter um filho. Um ano de casamento, e nada. Eu não evitava, e mesmo que não fizéssemos sexo todos os dias, ainda assim porque eu não tinha um filho? Gaara prometeu fazer exames e se necessário iria se tratar, se fosse um problema com ele. Ora essa, me deixa de noite pra redigir coisas inúteis com a espertinha la em vez de estar na cama comigo, é claro que o problema era com ele.
Mas quem disse que ele terminava os exames? Toda vez que ia fazer um, havia uma carga desviada de alimentos, ou um bando de malucos no deserto, ou um surto de doenças na Vila, por Kami, ele não é médico e sim Kazekage.

Resolvi então me dedicar ao hospital, mas Gaara sempre estava ocupado para ir la ver como eu estava me saindo. E o único tempo que tínhamos, era a noite em nossa cama, quando ele vinha.
A porta se abriu e ele entrou, arrumei melhor meus cabelos e sequei as lágrimas, pediu um minuto e foi tomar um banho, quando retornou eu estava quase com sono, mas queria conversar.

– Querido – Deitou-se ao meu lado, num sorriso, perguntando como foi meu dia. – Normal e o seu?

Gaara

Como líder, não tinha motivos para reclamar da esposa que estava ao meu lado, nem como homem. Ino era uma amante excepcional. Mas como pessoa, sentia-me culpado por tê-la isolado tanto, longe de amigos, família. E ainda assim não cumpria minha promessa de estar mais em casa, ou mesmo de termos o filho que ela me pedia desde o dia em que nos casamos.

Era claro para mim que o \"Normal\" significava parte do dia no hospital e outra parte na estufa que dei de presente. Nem todos os presentes que podia comprar eram suficientes para levar um sorriso aquele rosto.

Trouxe-a para perto de mim, a cama era quente, mesmo com o corpo dela não tá receptivo. Só de vê-la ao meu lado me trazia paz.

– Muitas questões desagradáveis, mas não se preocupe. Essas coisas não atingirão você. – Ela fez uma pausa, queria me perguntar algo. – Ande, diga de uma vez. Está ensaiando para me falar alguma coisa há dias.



Ino

Haviam acordos para serem cumpridos e seguidos. Como esposa dele eu deveria cumprir muitos. Um deles eram não viajar em longas distâncias sozinha ou sem maiores motivos. Como me casei com Gaara, agora minha terra é Suna, e não Konoha. Mas eu sentia falta de la, como ele me disse anos atras quando nos separamos pela primeira vez.

– Gostaria de ir ver otousan, meus amigos, a loja, o campo, talvez trazer algumas plantas que não tenho. Eu quero... fazer algo Gaara... – Sentei-me na cama, não dava pra passar mais um ano daquele jeito. – Todo dia a mesma coisa, vou para o hospital, as pessoas me tratam como se eu fosse uma rainha, não que seja ruim, mas não é necessário. Volto pra casa, faço o jantar, mesmo que tenha milhões de empregados para isso, mas eu faço pro meu marido. Mas ele nunca esta lá para jantar comigo. Seu irmão me faz mais companhia do que você. Já ouvi tanto sobre marionetes que acho ser capaz de criar uma sozinha. E o nosso filho? Você diz que não tem tempo para fazer um exame, mas tem tempo pra ver se a arma da Matsuri ta quebrada ou seja lá que aquele pião que ela carrega parece ser.

Gaara

O mau humor estava ali, agora com palavras enfim. Eu já sabia que ela me pediria algo parecido e já tinha tomado minhas providências, entretanto, eu precisava também saber se era apenas saudade de casa, ou se era uma insatisfação completa.

– Você pode visitar Konoha, basta pedir. Pode ficar uma semana ou duas, mas, é apenas isso que a incomoda? Eu não posso estar mais presente do que estou no momento. E quanto ao filho... não depende de mim Ino, eu precisaria de dias inteiros para procurar médicos é um luxo do qual não disponho.



Ino

– Seria pedir muito para você se colocar no meu lugar? De imaginar o quanto isso aqui é difícil para mim? Gaara, eu sei que tem uma vila, um país e muitos problemas para resolver. Mas eu também sou um problema, e seu, e só você poderá resolver. – Me levantei da cama nervosa, aquela paciência toda dele era muito suspeita para mim. – Se não quer ter filhos comigo, me diga, se não pode ficar comigo mais de quatro horas acordado me fala logo que eu repenso melhor a minha resposta dada há um ano atrás para aquele velho ancião que nos casou.

Pronto falei, não precisava de muitas palavras, ele iria entender.

Gaara

– Você está me ameaçando de abandono Ino?

Ela sentou novamente na cama, sentida pela minha maneira de falar, ou quem sabe pela falta de ação mais ativa.

– Você quer que eu a coloque acima de Suna? Sabe que não posso fazer isso, mesmo que queira. E quanto à uma família, é um sonho seu que não me custa nada realizar. Mas não, não é uma vontade minha. Ao menos eu não entendo a necessidade. Entretanto, compreendo por que você quer e acho que seria interessante uma criança para lhe preencher o dia. Se quiser, pode ir à Konoha e quando voltar, com a cabeça mais leve, podemos providenciar o que for necessário para que seu desejo se realize.

Ino

Ele ainda queria deixar para depois. Para depois quando? Eu voltaria para Konoha e com certeza não iria pensar em filho, não se ele me desse a certeza de que eu teria um.
Cheguei mais perto de Gaara, ajeitando minha camisola longa, descobrindo mais minhas pernas.

– Anata, para que esperar depois? – Mexi em seus cabelos vermelhos. – Quem sabe eu não vá para Konoha já grávida? Um herdeiro... você não deseja? – Beijei-lhe o rosto, massageando o ombro duro. – Ao menos me de um pedaço de você. Eu sonho com isso. Sei que nunca estarei acima de sua vila, nem peço por isso, mas ao menos, dentro de nossa casa, eu quero ser a mais importante.



Gaara

– Você é a mais importante nesta casa Ino, por que duvida disso? – Acariciei-lhe as coxas roliças e macias, erguendo um pedaço da peça que mais revelava que escondia. Eu dizia que ela não precisava daquilo para me provocar. – Tem certeza que você quer um filho agora? Porque eu acho que a minha esposa quer prazer... me diz, você quer sexo?



Ino

Não era o dia de fertilidade, depois de tanto tempo, eu sabia que dali não iria ter um filho da noite para o dia. Mas mesmo assim, queria o carinho dele.

– Quero sim, Kazekage-sama. Me faz esquecer meus problemas? Se consegui prometo não lhe perturbar mais com meu choro. – Brinquei com o cós da calça que ele vestia de algodão. – Mas ainda está de pé minha ida para Konoha? – Beijei seu peito, acariciando com a ponta das unhas sua barriga. – Eu não vou abandonar um marido como você... assim tão fácil.

E qual era a outra opção? Viver em Konoha como uma mulher marcada por um casamento fracassado e uma paixão antiga que não se resolveu.

Gaara

Inspirei o ar profundamente, deixando o corpo esbelto e chamativo desnudo num movimento rápido. Ela nada usava por deixo da peça provocante e eu sabia bem disso.

– Como você quiser, só não demore muito para voltar... sentirei sua falta. – Segurei-a pelos cabelos, o rosto já turvo de desejo a me fitar. Ao menos teríamos uma noite de prazer.



Ino

Já era um grande feito conseguir sair de Suna, e com certeza seria com alguns shinobis ao meu encalço. Mas não era problema. Queria me divertir um pouco como antes, ver o otousan, meu afilhado que logo faria aniversário, os amigos... e só.
Mas deixar Gaara aqui, a mercê dos velhos tagarelas e aquela mal amada não era bom também, apesar dele ser totalmente fiel e possessivo, eu também poderia ser assim.


– É bom mesmo que sinta... – Ele alisou meu corpo, colocando-me no seu colo, tocando meus seios. – Não quero voltar e descobri que alguém andou ajudando o sensei até tarde no escritório... – Mordi seu pescoço, arranhando seu abdome. Beijando seus lábios, puxando os cabelos, trazendo a sua boca para meus seios.

Foi uma noite boa, ótima. Sentiria mesmo falta dele para me abraçar de noite, com tanta força que faz, e as vezes me sinto sufocada.
Três dias depois consegui sair de Suna, com pouca bagagem, na verdade, não pensava em ficar muito tempo, somente até o dia do aniversário de Udon, e quem sabe volte até antes disso.

Gaara me pediu para tomar cuidado, mas não pode me acompanhar na saída da vila, havia coisas para fazer.

Teria agora um dia inteiro no deserto e mais dois até chegar Konoha, a única coisa que não consegui me livrar foram os dois grandalhões que ficariam encarregados de cuidar da minha segurança.

Sakura


Ah, vida de mãe, esposa e médica não era fácil mesmo! Especialmente quando agora a parte pratica da necessidade especial do Udon começava a exigir ainda mais do Naruto e de mim. Ele já conseguia se virar muito bem em casa, não era mais como uma nuvem, cheia de proteção. Entretanto tinha receio de ficar longe dali, chorava, fazia manha. Aparentemente ele preferia a segurança do lar e não era isso que queríamos para ele.

Udon abriu a porta, achando que era o pai, mas eu sabia bem quem era, já a esperava.


– Porquinha!!! – Demos um abraço apertado, um ano de saudades, ela não podia abandonar seu novo povo com tanta facilidade.



Ino

Viajem chata, mas necessária. Fui direto para a casa de Sakura, sabia que pelo horário talvez o otousan estivesse cansado do trabalho e dormindo. Depois iria matar as saudades dele.

Os dois armários ficaram do lado de fora, sem que eu pedisse, ao menos não iriam tirar a privacidade dos outros, já bastava a minha.

Udon abriu a porta e eu o peguei no colo, girando e dando muitos beijinhos no rostinho todo rosado dele.
Depois com a Sakura, sentia falta de uma amiga. Ela me puxou para o sofá, e o menino nos seguiu.

– Suna esta quente como sempre, o deserto cheio de areia e meu marido ainda ocupado demais. Então acho que esta tudo bem. – Sorri, mais por estar ali do que lembrando o que eu tinha deixado em casa.

Sakura

Senti um desânimo, mas eu já sabia o que era. Nas cartas que trocamos por todo aquele ano, ficava evidente que a Porquinha não estava tão feliz assim. O plano de ter um filho parecia ainda uma coisa distante.

– Amiga, você sabia como o Gaara era, ninguém te enganou... e tem que parar de achar que quando engravidar as coisas serão diferentes! Já tentou mudar as coisas, assim,por você?

Ino

– Sei que não me enganou, eu mesma posso ter me enganado, mas não tinha muitas opções há escolher não? Ele veio me buscar, e estava disposto a lutar por mim, não era tudo o que eu sempre queria? Então! Estou casada com o homem que sempre sonhei, tenho uma mansão, pessoas que me amam por eu ser a mulher de alguém importante, não tenho ainda um filho, mas ele me prometeu assim que eu voltar para Suna. Terei meu filho, criarei o futuro homem mais importante da Vila e uma família completa. Como não ser feliz assim né?

Parecia tudo muito perfeito, até demais para um sonho.



Sakura

Eu suspirei, ofereci o colo e ela veio, chorando. Chorou por quase meia hora, sem falar nada e eu sabia que era disso que ela sentia falta: não que sua vida fosse triste em Suna, mas todo mundo precisa de um amigo. Até o Udon percebeu a tristeza dela e se jogou no colo da madrinha, aparentemente ele não tinha esquecido dela.

– Chora amiga... chora...



Ino


Eu sempre me mantinha forte e com uma postura única em casa ou em qualquer outro lugar em Suna, mesmo porque todos me olhavam como se quisessem flagrar algum deslize. Então precisava mesmo desabafar agora.
Segurei Udon no colo, secando minhas lágrimas, sorrindo com a mãozinha dele me fazendo carinho. O menino era mesmo um doce.

– Eu sou feliz Sakura. Algumas horas do dia ao menos eu sou feliz. Mas não vim aqui para remoer meus problemas pessoais. Me diz como esta tudo aqui? Udon ta tão grande e loiro, nossa! Vai fazer horrores quando crescer. Puxou o pai.

Fiz uma brincadeira para mudar de assunto, não queria falar de minha família reduzida a um marido ausente, uma cunhada maluca e um cunhado que fala com bonecos.

Sakura

Ela não ia fugir, não de mim, não da sua melhor amiga.

– Está tudo bem, Naruto está pegando cada vez mais missões importantes, agora montaram um time especial... um time... – Essa parte eu não tinha contado, acho que evitava o nome do Sasuke intuitivamente – Uma dupla, na verdade: Sasuke e ele. Fazem as missões mais perigosas da Vila, fico com o coração na mão, não tem como. Meu marido longe e meus melhores amigos também, como não sentir falta de vocês? Só mesmo o Udon pra me acalmar.



Ino

Eu queria muito ignorar aquele nome e fingir que não ouvira ela me dizer algo, mas seu olhar parecia mesmo preocupado.

– Missões perigosas e imagino que os dois juntos consigam dar conta de tudo. Não se preocupe, você confia no poder de seu marido não? – Voltei a falar de Udon e de como ele já estava esperto, mesmo para sua idade e sua deficiência, mas Sakura parecia querer desenterrar algo que nunca existiu, na cabeça do Uchiha. – Eu me preocupo com todos os meus amigos, em missão. Ainda mais tendo um marido como o meu, mesmo que ele não saia em missão, mas se houver algum problema sério e muito perigoso que coloque a vida de todos em risco, ele será o primeiro a enfrentar... Eu imagino como você sente.

Sakura

– Eu me preparo para isso, porque um dia o Naruto estará no mesmo lugar que o Gaara... e ele merece muito, por todos esses anos. – Deixei-a mais confortável, não queria que logo no primeiro dia ela se irritasse pelo Sasuke, ainda mais que ele nem na Vila estava.

Passamos a tarde conversando, mas eu já tinha reparado em como ela olhava para a porta, querendo saber dele, se viria nos visitar.



Ino

– Então! O Naruto está em missão? – A casa estava da mesma forma de quando eu sai um ano atrás, mas com poucas espumas, quase nenhuma na quina dos móveis. – O que andam fazendo de bom? Passeando com o Udon? Dormindo muito? Vocês devem sentir falta de ficarem mais a vontade, mesmo com esse menino crescendo todo esperto, não dá pra se aventurar em passeios de casais né?

Sakura não era burra, sorria maliciosa pra mim, entendendo até onde eu queria chegar. Ta bem! Pra quem quero mentir e enganar? Claro que fazia falta saber como ele estava. Um ano inteiro sem noticias, somente pergaminhos em que ouvia lerem alto para Gaara, dizendo os grandes feitos do time de Konoha que derrotaram inclusive um inimigo de Suna.

– Você sabe o que exatamente aconteceu naquele dia? Será que foi mesmo tudo uma grande mentira?

Sakura

Ela se rendeu, sabia que a curiosidade seria maior. Eu levei um bom tempo pra entender, mas acho que de todos, ainda era quem conhecia o Sasuke melhor, ao menos eu conseguia dizer que ele não estava sendo um egoísta imbecil.

– Ino, ele não ficou com ninguém desde que você se foi e estava um completo pé no saco até o Naruto conseguir fazer com que dessem a ele uma nova chance como shinobi. Desde então foi só trabalho, trabalho... e pouco tempo com o Udon. Seu nome é assunto proibido. E todo mundo sabe que o Sasuke só evita falar do que ele acha importante.



Ino

– Que bom que o trabalho faz bem para ele. Mas falar ou não em mim não deve significar muita coisa para ele, por isso. Se houvesse mesmo um interesse... Deixa pra lá. – Ela insistiu em querer a continuação. – Ora, se ele tivesse realmente um interesse por mim, não teria me procurado? Claro que não em Suna, mas enquanto eu ainda estava aqui em Konoha. Sakura, eu não quero remexer no passado, mas existem coisas inacabadas que eu não consigo me sentir bem enquanto não finalizar. Me fala se eu fiz algo errado? Será que fui eu culpada de tudo que aconteceu? Eu fui embora sim, e não me arrependo.

Sakura

– Ino... o Sasuke te pegou quase beijando Gaara na minha cozinha! E nem tenta dizer que você não ia beijar, porque eu te conheço, ia sim. Nem que fosse pra provar que não queria nada com ele. Ele se sentiu traído, sabe? Olha... – Sentei ao lado dela, o Udon resolveu brincar em outro lugar. – Você sabia que até alianças ele tinha comprado? O Naruto me contou dias depois, estão guardadas aqui em casa, o Sasuke deu pro Naruto como pagamento de aluguel. Mas nunca que ele ia vender ou aceitar pra usar. Nem o Sasuke sabe disso.



Ino

– Alianças? – E porque eu não sabia daquilo? Porque ele não me disse nada? – O que ele ia fazer? Me pedir em casamento? – O que mais se faz com alianças Ino? Pense mais.

Me levantei roendo as unhas. Mas o que aquilo iria adiantar pra mim naquele momento? Nada! Nadinha.

– Tudo bem, eu errei, quase beijei outro homem na frente dele dentro da sua cozinha. Mas eu corri atras dele. Eu fui atrás dele e tentei ser o mais honesta possível, disse o que sentia e revelei minhas dúvidas. Mas ele somente saiu... e sumiu por uma semana até eu aceitar ir embora com Gaara. Isso mostra que as intenções dele não era de se casar comigo, de me amar de verdade, senão não deixaria eu pisar o pé fora de Konoha.

Sakura

– Olha Ino, eu não vou ficar bancando uma de advogado do diabo, até porque o Gaara é um dos amigos do Naruto. Mas pergunte-se honestamente se não se aproximando o Sasuke te jogou pra cima do Gaara? Ninguém disse que você precisava ir amiga, você foi porque quis. Eu torci muito para que você se curasse com o tempo, mas a dúvida tá aí na sua cara. Tem certeza que veio pra Konoha apenas pra nos visitar?

Ino

– Eu vim para ver as pessoas que amo.

Resumi a pergunta numa resposta simples, não queria mais tocar naquele assunto, já bastava saber de alianças e outras coisas. Era demais pra mim e eu não queria ficar mais confusa e com dor na consciência, mais do que eu aparentava estar.

– Não sei se poderei ficar até o dia do aniversário de Udon, mas você poderia deixar um dia eu levá-lo no parque? Sinto falta disso.

Sakura

– Claro... é seu afilhado... – Eu sabia que tinha forçado demais, porém por um ano eu controlei a minha ânsia em cartas, pessoalmente eu não via necessidade de pegar leve.

Ela foi embora, mas eu sabia que tinha alguma coisa diferente com ela. Acho que se estivesse no lugar dela... não, eu não faria nada! Não faço a mínima questão de estar na mesma situação.

Notas finais
Acho que você estão esterando um encontro ne?
Calma, que um dia vai acontecer =X

Beijos, quero meus reviews, sinto saudades de vocês. Vamos papear meu povo lindo!!!

Kori e Lila