Get Mad, Ear.

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Eu realmente fiquei relutante em escrever as lutas de Midoriya porque, bem, não tenho como saber os poderes do nosso brócolis super desenvolvido. Então ele foi apenas resumido brevemente em todos os momentos de forma absurdamente genérica

— Bem vindos à penúltima etapa do torneiooooo! Para abrir as semifinais, um casal de pombinhos explosivos!

— Oi! Narre isso direito, sirene de bombeiro! – Katsuki berrou erguendo o punho para Present Mic e corando ao pisar no gramado.

— Entrando no estádio gritando como um demônio no campo de batalha, o vencedor do ano passado, a bomba relógio que todos adoramos ver explodir, Baaaaaaaaakugou Katsuki! – Present Mic anunciou enquanto Bakugou caminhava com um sorriso arrogante até o ringue – Do outro lado, a dama punk rock que surpreendeu a todos na escalada, estejam todos prontos para ouvir alto e clarooooo Jiroooooou Kyouka!

— Você disse que ia com tudo, pipoca — Jirou lembrou-o ao entrar no ringue com seu sorriso sádico de mais cedo – Eu também não vou com menos que isso. – Ela prometeu já assumindo posição de luta.

— Agora, com vocês, as semifinais!

— Não se atreva a se conter, Orelha – Ele rosnou também estando pronto.

— Preparar eeeeeeeeeeee Staaaaaart!

A voz de Present Mic foi abafada pelo som dos batimentos cardíacos de Kyouka. No mesmo instante que a luta foi autorizada, Jirou explodiu todo o campo de batalha e um pouco mais. A intenção era jogar Bakugou para fora dos limites ou, caso não funcionasse, ao menos eliminar todos os robôs elétricos para poder se concentrar totalmente em Katsuki.

Se Cementos não tivesse ótimos reflexos e não tivesse criado uma muralha entre si os lutadores, ele seria lançado para longe junto com o diretor Nezu e o adormecido Aizawa-sensei (depois da luta de Jirou e Monoma, ele decidiu permanecer por perto enquanto seus alunos estivessem lutando).

— OOOOOOWWWWAAA! Com uma explosão esmagadora, Jirou transformou os limites do ringue em poeira! Ainda assim, Bakugou continua no jogo!

— Que porra você está fazendo, Orelha?! – Bakugou gritou a 6 metros de altura, fora do alcance da explosão de Jirou.

— Você disse para eu ir com tudo! – Ela berrou de volta, reduzindo sua explosão e lançando-se aos céus atrás do garoto.

— Se seus ouvidos sangrarem, eu vou te matar! – Ele ameaçou explodindo em direção de Kyouka.

Bakugou atacou Jirou várias vezes no ar. A garota tinha a vantagem de sua armadura de som, porém ainda tinha dificuldades em manter o centro de gravidade sem ter um piso para se apoiar. A mobilidade de Katsuki no ar era infinitamente maior do que a de Jirou, afinal, o garoto era quem a estava ensinando a usar essa técnica com suas explosões. Foi por isso que Kyouka arrastou a luta de volta para o chão.

Pousando, Jirou manteve-se vibrando, Katsuki podia alcançá-la a qualquer segundo, e sua explosão o atrasava tempo suficiente para que Kyouka reagisse. A garota punk começou a disparar contra Bakugou, que ainda permanecia no ar, obviamente ciente de sua vantagem no céu.

Contudo, o loiro explosivo não era do tipo que esperava. Então, após desviar de um par de rajadas sônicas de Jirou, ele desceu e a atacou com força. Depois de tanto tempo treinando com Katsuki, Jirou havia melhorado e muito. Comparado aos primeiros dias lutando contra o namorado, agora Kyouka conseguia atacar muito mais, além de, claro, conseguir fugir das imobilizações do loiro.

Bakugou não estava nem um pouco intimidado pela armadura de som de Jirou que o repelia com uma força estúpida. Katsuki continuava tentando acertá-la e desviando de seus contra-ataques. Entretanto, como o som o repelia de forma contrária, ele ainda não havia conseguido romper a barreira e acertar a garota. O atraso que a armadura causava, dava à Kyouka a chance de defesa e ataque ao mesmo tempo.

Foi assim, inclusive, que Jirou conseguiu acertar Bakugou algumas vezes. Afinal, ela não precisava definitivamente acertá-lo. Se conseguisse aproximar seu corpo vibrando perto o suficiente de um ponto sem equilíbrio ou o acertasse rapidamente com algumas explosões, o efeito seria mais eficiente que um soco bem forte.

Ainda assim, Bakugou atacava incessantemente. Ele passou a ignorar os ataques de Kyouka, aceitando todos eles em prol de seus próprios ataques. Isso fez Jirou recuar um pouco, ela estava em vibração constante a mais de 5 minutos, ela não tinha tanto tempo assim e seu corpo já sentia o efeito.

— Sem um pingo de misericórdia, Bakugou continua atacando Jirou! Esse cara não relaxa nem contra garotas! – Present Mic narrou roendo as unhas.

— Fique quieta! – Bakugou rosnou correndo para ela, Jirou fugiu novamente – Pare de correr, Orelha!

— Cala a boca! Eu preciso pensar! – Ela berrou de volta explodindo-o.

O maldito rolou duas vezes no chão e voltou a atacá-la no mesmo instante. Se ela recuasse mais um pouco sairia dos limites (que Cementos reconstruiu pifiamente, já que Jirou e Bakugou continuavam a destruir o chão com suas explosões). Kyouka não teve escolha a não ser subir novamente.

Katsuki a perseguiu, a mão direita apontada para a garota, pronta para explodir. Jirou tentou disparou antes que Bakugou pudesse atacá-la. Contudo, o loiro já esperava por isso e deslocou-se no ar com uma explosão e, impulsionando-se com uma explosão em cada mão, acertou-a com um chute no estômago. A primeira vez na luta que ele rompeu a barreira de som. Jirou contra-atacou com uma cabeçada que jogou os dois em direções contrárias. Kyouka subindo e Katsuki caindo. Sem perder tempo, o loiro novamente voou contra a namorada e, novamente usando uma das mãos como propulsor, acertou em cheio um soco em Jirou.

O golpe no rosto atordoou a garota. Sua vibração falhou algumas vezes antes de se desfazer. Katsuki puxou-a pelo braço e jogou-a com força contra o chão destruído. O corpo de Kyouka arqueou quando suas costas bateram no concreto. Bakugou rapidamente pousou em cima dela, pronto para o golpe da vitória. Antes que o garoto pudesse acertá-la novamente com a mão direita, Jirou gritou uma rajada sônica no garoto e o lançou bem longe.

— OOOOOOOWWAAA. Eu vou começar a cobrar direitos autorais desse golpe, Jirou-chan! – Present Mic comemorou – Mas parece que a roqueira não está com o mesmo pique de antes! Ao contrário de Bakugou. Cuidado! Aí vem o cão raivoso! – Ele alertou ao ver Jirou se levantando com dificuldade enquanto Bakugou corria em direção à garota.

— Morreeeeee!

Com uma explosão furiosa no abdômen de Jirou, Bakugou lançou-a para fora dos limites. Kyouka rolou no chão de gramado enquanto Bakugou respirava pesadamente dentro da cratera que os dois haviam criado.

— Bakugou Katsuki passa para a próxima rodada! – Nezu anunciou saindo de detrás de Cementos. O professor estava com as mãos no chão, pronto para levantar uma parede caso um dos dois alunos resolvessem explodir em grande escala novamente.

Bakugou mal ouviu o resultado e se impulsionou na direção de Jirou. A garota estava se levantando lentamente, seu corpo já estava trêmulo por causa de suas explosões e ela não conseguia se firmar completamente.

— Oi! Devagar aí! – Katsuki resmungou segurando-a pela cintura para que ela pudesse se apoiar – Porra, sua cara está da cor do seu cabelo – Ele estalou ao ver o hematoma que ele mesmo havia deixado no lado esquerdo da namorada.

— Tira a mão daí! – Ela estapeou-o quando ele tocou no machucado – Isso dói – Jirou murmurou irritada. Ela havia perdido e estava exausta, alguns de seus músculos se recusavam a se mexer.

— Tsk, deixa eu ver isso direito – Ele pediu segurando-a pelo queixo e movendo o rosto da garota para ter uma visão melhor.

— Eu estou bem – Kyouka disse. Ela segurou a mão de Katsuki e virou o rosto corado ao ouvir Present Mic declarando que “Depois dessa briga brutal, Bakugou é o primeiro a buscar a reconciliação. Se todas as brigas do casal forem assim, eu tenho pena de quem tentar meter a colher!” – Eu vou ver a Recovery Girl, você vai se preparar para a final? – Ela sorriu timidamente.

— Você mal consegue ficar em pé, porra. Eu vou com você

— Eu já disse que estou bem – Jirou revirou os olhos – Pegue o primeiro lugar, ok? – Ela sorriu apertando discretamente o indicador e o dedo médio do garoto.

— Eu vou.

— Agora sai daqui. É vergonhoso ouvir sensei falando essas idiotices – Jirou resmungou entrando pelo corredor que veio.

Bakugou deu meia volta e caminhou para onde havia entrado. Não sem antes procurar a cabine do narrador e encarar o ponto amarelo que ele sabia ser Present Mic.

Se Jirou e Bakugou destruíram o ringue, Midoriya e Todoroki fez a luta dos dois parecer brincadeira no parquinho. No meio da luta, Cementos precisou criar muralhas entre o campo e as arquibancadas. Pedaços de gelo voavam por todos os lados e derretiam com as explosões de calor de Todoroki. Midoriya criava pressões de ar enormes e se movia tão rápido que as opções de ataque de Todoroki eram a defesa.

A luta precisou ser parada, ou os dois destruiriam o estádio. Com novas regras criadas especificamente para a luta dos dois, os garotos continuaram. Mesmo limitados, ambos ainda causavam danos enormes um ao outro. No fim, Midoriya venceu, deixando Todoroki e Jirou para disputar o terceiro lugar.

Kyouka tinha gastado tudo que tinha com Bakugou. Mesmo indo até a Recovery Girl e alongando-se durante a segunda semifinal, seus músculos estavam exaustos demais para suportar qualquer explosão. Lutar contra Todoroki somente com seus fones foi uma sentença de morte. Ela até conseguiu evitar o gelo do garoto, quebrando-o todas as vezes que a alcançava. Contudo, As chamas azuis eram impossíveis de derrotar.

O IceHot até manteve suas chamas apagadas no início da luta. Não fazia três meses que Jirou literalmente desertificou parte da floresta do Ground Beta ao ver o azul de suas chamas. Porém ele não pôde ser cavalheiro com Jirou por muito tempo.

Depois de Todoroki atacá-la com o fogo azul, Jirou não teve escolha a não ser usar sua explosão. Ela o atacou apenas com rajadas curtas de suas mãos e braços. Quando eles pararam de responder, ela usou sua boca, sua voz. Uma técnica muito desconfortável que ela usava apenas em momentos críticos porque era doloroso e afetava seu equilíbrio. Por fim, Todoroki conseguiu imobilizar Jirou e venceu a luta.

Kyouka precisou do apoio do amigo para poder subir as escadas de volta à sala de preparo porque suas pernas estavam completamente exaustas. Seus braços nem sequer respondiam.

Momo foi quem a ajudou a se alongar. Ela demorou um pouco para se recuperar. Ainda assim, não queria perder a final de Bakugou e Midoriya. Com o corpo ligeiramente trêmulo, Jirou sentou na arquibancada quando a luta já estava pela metade. Diferente das semifinais, o campo continuava inteiro. Em compensação, tanto Midoriya quanto Bakugou estavam tão surrados que ambos sangravam em pelo menos um ponto do rosto.

Katsuki tinha sido amarrado pelo chicote negro de Izuku, embora o loiro estivesse usasse isso como vantagem em boa parte da luta, o que fez Deku desativá-lo. A luta dos dois parecia interminável. Até que, no momento em que Bakugou ignorou completamente que esse era um torneio, não uma das infindáveis disputas contra Midoriya, o garoto de cabelos verdes afastou Katsuki para fora dos limites do ringue e foi declarado o campeão.

Bakugou ficou em choque por alguns segundos. Ele perdeu por um motivo absurdo, por simplesmente ter cruzado a maldita linha do campo. Um passo a menos e ele ainda estaria arrancando até as sardas do Deku.

Midoriya ainda tentou se aproximar do amigo. Porém, Kacchan deu meia volta e sumiu sem dizer uma palavra. O festival esportivo teve um intervalo para que todos pudessem descansar, dar uma volta pelas barracas e se prepararem para a cerimônia do pódio.

A UA tinha incríveis barracas de doces e lanches muito bem preparados. Suvenires não faltavam e muitos estudantes tinham fãs que vieram ver o festival por causa deles. Como Kirishima, Midoriya, Yaoyorozu e Kendo.

Alguns, como Saito e Kirishima, aproveitaram o festival de um ponto de vista romântico; Kaminari viu a perfeita oportunidade para flertar com todas as garotas que conseguia encontrar e alguns, como Jirou e Yaomomo, só queriam descansar um pouco e recuperar-se do festival. Sendo assim, a turma A se dispersou em grupos. Todos aproveitando o momento e se divertindo com os amigos.

Notas finais
E chega ao fim o arco do festival esportivo. Estou decidindo ainda se começo a sequela que eu tinha dito que pretendia fazer ou se escrevo o próximo - e possivelmente último - arco dessa história. De qualquer forma, ainda vai levar algumas semanas.