Get Mad, Ear.

32 Capítulo 31.5


Notas iniciais
Esse capítulo não é bem um capítulo. Tem apenas 1500 palavras. Ele é um bônus. Eu ia incluí-lo em outra fanfic, que tinha um contexto totalmente diferente. Mas eu decidi não escrevê-la porque ela era muito sem noção (Eu a criei quando comecei a tomar uns remedinhos para dormir algumas semanas atrás, então várias ideias zoadas apareceram). Mas esse era até engraçado e plausível. Então eu dei umas modificadas para essa fanfic, tirei alguns diálogos sem noção e adicionei aqui como capítulo extra.

Katsuki ficou sentado na sala de preparo durante todo o intervalo. Ele simplesmente ignorou todos que apareceram ali. Inclusive Kirishima e Jirou. Ele não parecia irritado, furioso nem mesmo triste. Ele apenas... estava lá, sentado, com os braços cruzados, olhando para a ponta dos pés sobre a mesa.

Quando ele foi chamado para se apresentar no pódio, ele simplesmente disse “Não”. Eles até tentaram convencê-lo. Contudo o garoto se mostrou irredutível. Aizawa-sensei disse que ele não tinha escolha. Foi então que o vulcão entrou em erupção e Bakugou ameaçou de morte qualquer um que tentasse coloca-lo no pódio.

Midoriya, que estava ao lado de Todoroki durante a cena toda, resolveu que não iria adiantar falar com Kacchan, pelo menos nenhum deles. Foi por isso que ele correu para fora do estádio atrás de Kirishima. Se tinha alguém que podia acalmar o loiro, era o babyshark.

— Kaminari-kun, por favor, onde está Kirishima-kun? – Ele gritou ao ver Denki a alguns metros de si.

— Ele está com Saito, eu tenho certeza de que eles não vão ser encontrados – Jirou respondeu ao seu lado. A garota estava com Yaoyorozu em uma das barracas ao lado de Midoriya.

— Isso é mal – Izuku suspirou apoiando o queixo na mão direita – Kacchan está se recusando a entrar no pódio. Kirishima-kun poderia fazê-lo mudar de ideia. Se isso não funcionar, Aizawa-sensei vai ter que amarrá-lo como no ano passado.

— Ele o quê?! – Jirou pulou – Aquele idiota. Onde ele está? Eu vou falar com ele.

— Por favor, Jirou-san, venha comigo!

Com isso, Midoriya começou a correr de volta ao local onde seu amigo estava.

— Devagar Midoriya – Jirou pediu ofegante atrás dele. Ela ainda não tinha recuperado todas as suas forças.

O garoto ignorou seu pedido e continuou correndo. Não demorou até eles entrarem no corredor e verem um bloco de gelo no meio do caminho. Quando eles chegaram à porta, as mãos de Bakugou estavam agarradas nela, ele se prendia no batente com os dentes enquanto Aizawa sensei o puxava com suas faixas a todo custo.

— Mas que... porra é essa, Katsuki?! – Jirou perguntou ofegante apoiando-se nos joelhos.

Bakugou rosnou algo incompreensível por causa da madeira entre os dentes.

— Eu não entendi nada. Midoriya me disse.... que você não quer subir no pódio – Ela continuou apoiando-se no outro lado do batente da porta – Ele queria atrapalhar... o encontro do Kirishima! Você sabe que o Kiri não ia te perdoar por isso!

— Ninguém pediu nada para esse nerd de merda! E porque você está sem fôlego, p---?! – Antes que Bakugou pudesse terminar de falar, Aizawa passou outra faixa ao redor de seu rosto, puxando-o com mais força.

— Ah, eu já esperava que fosse você que precise dormir um pouco – Midnight-sensei anunciou ao aproximar-se da porta ao lado de Cementos e Present Mic.

A mulher estava com roupas casuais e usava óculos de grau. A tipoia em seu braço direito indicava o porquê dela não ter sido a apresentadora de nenhuma dos três anos nesse festival. Present Mic-sensei foi chamá-los para adormecer Katsuki e prendê-lo ao pódio.

— Sensei, eu posso falar com ele, por um minuto? – Pediu Jirou.

— Se ele soltar a porta, eu solto as faixas – Aizawa ofereceu desconfiado.

Bakugou largou a porta e, como prometido, Aizawa libertou.

— Você tem um bom motivo para voltar ao jardim de infância e fazer essa birra idiota? – Kyouka cuspiu irritada cruzando os braços.

— Calada! Não é birra. Eu não vou entrar na porra do pódio! – Bakugou berrou erguendo o punho para Jirou, que continuou inalterada – Não tem motivo para subir na porra de um palco se não for o primeiro lugar!

— Claro que tem! Você tá ouvindo a desculpa esfarrapada que você está dando? – Jirou repreendeu-o incrédula.

— Não é desculpa, caralho! Não tem mérito nenhum em ser o segundo – Ele bufou emburrado.

— Ah então você está me dizendo que qualquer lugar além do primeiro não vale a pena? – Jirou perguntou sarcástica.

— É o que eu estou dizendo – Katsuki rosnou impaciente.

— Então eu, que fiquei em quarto, não valho a pena? – Ela acusou com os olhos estreitos – Nem Kirishima, que ficou em sexto. É isso que você está dizendo?

— Ei! Não vem com essa! Eu não vou cair na sua lábia – Bakugou berrou apontando o dedo no rosto de Jirou – Não foi isso o que eu disse, e eu não vou subir no pódio!

— Grrrrr. Às vezes você é tão...! – Kyouka perdeu a paciência e pegou Katsuki pela camisa e o arrastou para longe da porta, um canto afastado de todos onde ela poderia ser mais persuasiva.

Os seis se entreolharam enquanto Jirou cochichava algo no ouvido de Katsuki. O loiro franziu o cenho e pulou para trás surpreso, encarando Kyouka com os olhos arregalados.

— É mentira! Você não faria – ele acusou irritado e desconfiado ao mesmo tempo.

— Paga para ver – Ela desafiou-o monotonamente.

Bakugou continuou fitando, estreitando os olhos, ele ainda não acreditava na garota. Kyouka bufou e puxou-o novamente, mais uma vez sussurrando algo em seu ouvido.

— Mas que porra?! Você está falando sério? – Bakugou a encarou como se tivesse crescido uma segunda cabeça.

— Sim. Mas só se você subir naquele pódio como uma pessoa normal e fizer tudo o que os professores pedirem. – Ela decretou apontando para o grupo atrás deles.

— Isso é trapaça – Ele resmungou enfiando as mãos no bolso da calça e andando até os professores.

— Mas o quê? – Hizashi-sensei soltou incrédulo.

— Midoriya, cuidado, tem um cão raivoso vindo em nossa direção – Todoroki disse seriamente – Oh, espere. Tudo bem, ele está na coleira.

— O que você disse, Meio a Meio? – Bakugou fumegou furioso caminhando em direção a Shoto.

— Todoroki – Jirou chamou-o gelidamente com um olhar morto enquanto tocava o braço de Bakugou para pará-lo.

— Desculpe. Não vou mais provocá-lo, prometo. – O híbrido acenou levemente com a cabeça.

— Jirou, obrigado pela ajuda. Mas nós temos que levá-los para o pódio e você tem que voltar para a arquibancada – Aizawa-sensei orientou já levando todos para fora da sala.

— Sim, sensei – Ela assentiu e então virou para os colegas de turma – Midoriya – Ela chamou o garoto e ele retesou o corpo com um grunhido – Eu acredito que você me contaria se esses dois fizessem alguma coisa, certo? – Ela perguntou movendo seus fones.

— S-sim, senhora! Quer dizer, Jirou-san! – Izuku gaguejou.

— Obrigada. Você fica no comando, faça-os se comportarem, ok? – Ela pediu monotonamente enquanto caminhava pelo lado oposto do corredor no qual Aizawa empurrou os campeões.

— Você deixou a porra do Deku de babá? – Katsuki rosnou espumando de raiva.

— Midoriya, eu acredito que insubordinação se encaixe no mau comportamento, você não? – Todoroki provocou.

— Eu consigo ouvir vocês – Jirou alertou do final do corredor.

— Porra – Bakugou estalou enterrando a cabeça nos ombros.

— Ei, ei, ei. Vocês são os três mais fortes do segundo ano. Porque estão com medo de uma garota? – Present Mic deu voz ao pensamento dos outros professores, exceto Aizawa, ele tinha uma noção do que condicionava os três garotos.

— Eu não tenho medo de ninguém, Sirene de Bombeiro – Katsuki berrou fazendo Hizashi pular para o lado oposto.

— Chantagem – Todoroki explicou simplesmente.

— É verdade que Jirou-san pode não ser mais forte que nós em um combate corpo a corpo, mas irritá-la não é uma boa opção considerando que em uma batalha real ela teria a vantagem de poder se esconder – Midoriya começou a murmurar – Sem contar que ela poderia nos encontrar em qualquer lugar sem que a gente saiba que ela está por perto. Imagine ser caçado por horas, dias, semanas até que ela encontre a oport...

— Cala a boca, Deku!- Bakugou o interrompeu – Ninguém quer ouvir sua voz irritante até a morte! Você também, Meio a Meio!

Todoroki apenas ergueu a mão de lado. Ele nem sequer tinha aberto a boca. Todos seguiram para o subsolo, onde o pódio estava montado apenas esperando pelos três campeões. O diretor Nezu estava lá também, consultando seu relógio para assegurar que nenhum atraso aconteceria.

— Oh, maravilhos! Vocês chegaram. – o roedor comemorou pondo-se de pé – Eu vou subir, preparem-se, logo logo vou anunciá-los.

Todos concordaram e, sob os comandos de Aizawa e Cementos, cada um se posicionou no seu devido lugar e recebeu as orientações sobre o que deveriam fazer durante a cerimônia.

— Tá, tá. Subir com as plataformas, pegar as medalhas e fazer uma estúpida reverência – Katsuki enumerou irritado – Mais alguma coisa?

— Mostre um sorriso ao invés dessa carinha emburrada, querido – Midnight-sensei sugeriu apoiando-se no painel de controle do palco.

Para a surpresa de todos, Bakugou realmente sorriu. Não o seu costumeiro sorriso psicopata que ele sustenta quando pretende matar alguém, um sorriso tão fodidamente sedutor que desarmou todo mundo. Ninguém realmente esperava que ele fosse aceitar a sugestão da mulher.

— Tá bom assim? – Ele perguntou. Todos simplesmente o encararam sem nada a declarar – Porra, eu não sei fazer essa merda. Oi, Deku, você está de prova que eu tentei.

E no fim, a cerimônia da entrega de medalhas foi um sucesso.

Notas finais
Mesmo sendo um capítulo extra. A sequela também contara com um capítulo explicando com o que Jirou convenceu Bakugou e qual o material de chantagem que ela tem contra Todoroki. Eu tenho certeza que Midoriya ia devanear sobre todos os modos que ele poderia sofrer nas mãos de Jirou e como escapar de cada um deles.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.