Get Mad, Ear.

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Eu narrei a luta. Desculpa. Eu não consigo me conter quando se trata da Jirou, mals. E também, eu não revisei, mals de novo.

— Ei, Tokoyami. Nós somos os próximos – Bakugou chamou o garoto pássaro ao se levantar estalar as costas. Fumikage apenas levantou e gemeu em concordância solene – Eu vou te matar – Katsuki afirmou com um sorriso arrogante.

— Boa sorte lá – Jirou ofereceu tocando a ponta dos dedos do namorado e corando um pouco por estar torcendo por ele um pouquinho mais do que para seu amigo.

— Eu não preciso de sorte – Bakugou estalou com um resmungo.

— Só aceita a porcaria do meu cumprimento! – Jirou repreendeu-o cruzando os braços e espetando seus fones no braço do garoto.

— Tá, tá, tá! – Ele reclamou andando irritado para fora da arquibancada.

Fumikage desceu pelo lado oposto, não dando à Jirou a chance de cumprimentar o amigo. Logo depois, antes dos adversários serem anunciados, Momo voltou para o seu lugar ao lado de Jirou. A morena havia saído para pegar alguns lanches para si. A luta contra Midoriya a deixou no limite dos seus lipídios.

Para a surpresa de Kyouka, Shinsou a estava acompanhando.

— Ei, Shinsou! Veio assistir as lutas com a turma A? – Kaminari acenou para o garoto cor de índigo e apontou para a cadeira que estava ao seu lado.

— Aceita pipoca, Shinsou-san? – Yaomomo ofereceu.

— Na verdade não, Kaminari-kun. E não, obrigado, Yaoyorozu-san. Eu só estou passando – Ele respondeu monotonamente. – A sua luta é a segunda, certo, Jack? Eu vim desejar boa sorte antes de você ir para a sala de preparação.

— Ah sim, obrigada. Mas eu ainda vou ver a primeira. Senta aí, já vai começar – Kyouka apontou quando Fumikage foi anunciado.

— Então, Tokoyami-san foi bem incrível na primeira luta. Ele vai dar trabalho para o Bakugou, não acha? – Hitoshi comentou sentando-se ao seu lado e apoiando os cotovelos nos joelhos. Ele absorveu mais do que as técnicas de Aizawa-sensei, seu modo de andar e sentar também estavam ficando muito parecidos.

— Não sei. Katsuki respeita muito Kage-san para dar qualquer brecha de ataque – Kyouka suspirou deslizando lentamente na cadeira. – Eu te disse antes. Ele não conhece a palavra piedade.

Tokoyami era um dos poucos alunos que Katsuki respeitava. E Jirou não conseguia se lembrar de outra pessoa que Bakugou sempre se referisse pelo nome e não por um apelido. Claro, quando ele estava irritado, ele encontrava apelidos para todos. Porém Fumikage era um caso a parte.

Como Jirou previu, assim que foi autorizada a luta, Bakugou voou contra Fumikage, suas explosões muito mais amplas e violentas que o de costume. Dark Shadow encarou o garoto explosivo com força, usando suas garras e bico para acertá-lo. Contudo, diferente de Iida, Katsuki não fugia e desvia. O loiro acertava Dark Shadow com grandes explosões e partia contra Tokoyami com todo o seu empenho. Katsuki já esperava uma medida desesperada como a da primeira luta e garantiu a completa destruição de todos os robôs que se aproximavam de Fumikage. A luta não demorou cinco minutos. Bakugou estava ofegante e com os braços ligeiramente trêmulos quando usou seu corpo para prender Tokoyami contra o chão.

— Como o esperado, ainda não consigo derrotar um inimigo natural – Tokoyami suspirou rendendo-se no chão – Ainda tenho um longo caminho antes de vencê-lo, Bakugou-san.

— Eu te desafio a tentar – Katsuki rosnou estendendo a mão para ajudar o garoto pássaro a levantar.

— Eu te disse – Kyouka suspirou levantando-se da arquibancada – Sem piedade. Agora é minha vez.

— Mostra para a turma B quem é quem manda, Jirou! – Kaminari exclamou – Sem ofensa, Shinsou. – ele acrescentou sentando-se onde a garota punk estava e pegando um pouco da pipoca de Yaoyorozu.

— Pare de comer a comida da Yaomomo – Jirou o reprendeu monotonamente enquanto seus fones invadiam o ouvido do loiro elétrico, fazendo o gritar.

— Mas ela ofereceu – Ele chorou baixinho.

Jirou desceu as escadas e entrou no corredor. Ela respirou fundo para relaxar. Mesmo tento se alongado durante a luta de Todoroki e Uraraka, Kyouka ainda sentia os músculos um pouco tensos. Não havia como saber se era da tensão ou do uso de sua individualidade.

Tentando focar na luta de agora, ela repetiu como um mantra “não pense em Bakugou, não pense em Bakugou”. O que, com uma pitada de ironia, o destino não a permitiu fazer. Pois o loiro apareceu no mesmo corredor que ela. Ele vinha de uma rápida visita à Recovery Girl para acalmar seus braços à beira do limite depois da luta com Tokoyami.

— Belo curativo – Ela brincou apontando para o band-aid rosa de gatinho que a velha senhora havia colocado em um arranhão na bochecha do garoto.

— Tsk. Aquela velha beijoqueira... – Ele rosnou retirando o curativo.

— Eu achei fofo. Super combina com você – Ela debochou rindo e recomeçou a andar – Eu tenho que ir. Me deseje sorte.

Katsuki a puxou pelo braço e roubou um beijo de forma brusca. Sem ao menos dar-lhe algum tempo para reação.

— Eu fui ver a velha beijoqueira para ir com tudo contra você, então vá lá e ganhe – Ele ordenou com o rosto ainda muito perto do de Jirou.

— N-não faz isso assim do nada! – Ela o repreendeu corando e acertando-o com os fones. Bakugou apenas gargalhou.

— Eu te vejo na próxima rodada. – Ele informou-a virando-se de costas e caminhando para as salas de preparo – Mas não gaste tudo o que tem com a máquina de xérox, ouviu?

— Idiota – Ela bufou em uma risada e correu para o estádio com o rosto corado.

Decidida a poupar todas as suas energias possíveis para a próxima luta, Jirou esperou para subir no palco sacudindo o rosto para afastar o rubor. Monoma foi anunciado primeiro. E parece que o fato de Present Mic ter lembrado que ele foi o último da lista de classificados para o torneio o provocou, porque ele decidiu abrir a boca e ser ácido como sempre.

— Jirou Kyouka, um dos bebês da turma A – Ele acrescentou quando Present Mic anunciou a garota – Aqueles que ainda estão descobrindo suas individualidades, como crianças do primário – O garoto provocou dando uma risada debochada.

— Quem irá vencer a segunda luta?! Preparaaaaaaar – Present Mic continuou.

— Oh, me desculpe, eu não quis ofender você – Jirou devolveu com uma semireverência irônica – Deve ser difícil para você ver nossas individualidades não é? Nós com tanto e você com tão pouco...

— Apontaaaaar.

— Você devia ter mais cuidado com a língua, Jirou-san. A turma B tem ótimas individualidades, Honenuki-kun, Shiozaki-san, Shinsou.... – Ele enfatizou o último – Nunca se sabe o que eu posso ter escolhido.

— Comeeeeeecem!

Assumindo posição de combate, Jirou esperou pelo movimento de Monoma. Parece que o garoto teve a mesma ideia. Era um pouco difícil agir sem saber qual individualidade ele havia copiado. A chance de ele ter copiado a lavagem cerebral de Shinsou era baixa, Kyouka sabia disso, o garoto estava ao seu lado durante a luta anterior. Mesmo que Monoma tivesse copiado sua individualidade antes disso, o tempo já teria acabado.

Kyouka decidiu atacar. Os robôs elétricos já estavam começando a voar e quanto mais rápido eles ficassem, mais difícil seria para lutar. Por isso a garota punk lançou seus fones em direção ao loiro debochado.

Parece que a ideia de Neito era deixar Kyouka irritada, porque tudo o que ele fez foi desviar-se dos primeiros seis golpes, sem mostrar absolutamente nada das individualidades copiadas.

O limite do garoto eram três individualidades por cinco minutos. Ele não podia esperar muito, então porque não estava atacando? O loiro continuou se esquivando e se escondendo atrás das máquinas que os rodeavam.

— Então Honenuki estava certo, ein? – Ele começou novamente – Você alcançou seu limite das explosões na escala.

Finalmente Monoma decidiu atacar, suas mãos cresceram e ele avançou em direção à Jirou com uma velocidade que ela não o julgou capaz. Ok, pelo menos uma das individualidades já estava confirmada. Foi a de Kendo.

— Como esperado da turma A, sempre pensando no momento e não no futuro – Ele suspirou com um pesar fingido.

Kyouka resistiu à tentação de revirar os olhos porque esse desgraçado era incrivelmente rápido! Mas ela treinou com Aizawa-sensei e Bakugou durante meses. Ela não esta atrás, não mesmo. E foi revidando com seus fones que Jirou descobriu a segunda individualidade que Monoma copiou. Quando ela acertou-o em cheio no rosto com seus fones, ela encontrou aço no caminho da pele. Tetsutetsu também estava na mistura do loiro.

Por um momento Jirou pensou em usar sua explosão completa e lançá-lo para longe. Contudo, ela precisava ter certeza que ele não teria uma individualidade que o ajudaria a ficar dentro dos limites. Além do mais, ela estava planejando fazer isso contra Bakugou. As chances de funcionar já eram baixar sem o loiro explosivo sabendo disso, se ela usasse agora, Katsuki ficaria duplamente atento para isso.

Enquanto isso, na arquibancada, Katsuki estava batendo o pé com impaciência.

— Porque está demorando tanto? – Ele rosnou cruzando os braços.

— Cara, relaxa, não tem nem cinco minutos de luta ainda – Kaminari bufou revirando os olhos.

— Já era para ter acabado – Bakugou resmungou tamborilando os dedos no braço.

Por um segundo, Jirou a turma A prendeu a respiração. Monoma conseguiu acertar Jirou no estômago e, com um twin impact, quase a lançou fora do ringue. Ele poderia ter terminado a luta ali. Contudo, o tempo das individualidades estava no fim e ele copiou a de Kyouka. Para sua infelicidade, ela não funcionava como ele previa.

Monoma tapou os ouvidos e apertou com os olhos ao ouvir todos os zunidos ao redor e o estádio parecia um show de horrores em seus ouvidos. Ele ainda desviou de alguns robôs antes de ser atingido por um deles. Kyouka tentou atacá-lo nesse momento de distração, porém a trajetória das máquinas não lhe deu uma oportunidade boa o suficiente nos poucos segundos em que o garoto se desconcentrou.

— Hmpff, se for para aturar todos esse barulho, que pelo menos eu consiga fazer você provar do seu próprio som – Ele reclamou antes de posicionar-se e respirar fundo – O quê? Não funcionou?

Neito não teve tempo de tentar entender o que aconteceu. Ele precisou desviar-se dos robôs, assim como Jirou. O garoto ficou frustrado, pensou que talvez os fones de Jirou, os quais ele não conseguira copiar, fosse o real motivo da explosão sônica não ser ativada.

— Eu sei, parece simples, certo? – Kyouka brincou atacando-o – Mas não funciona realmente se você não souber exatamente para onde enviar o som. Ou se eu não estiver com muita raiva. – Ela grunhiu com a dor incômoda de um choque quando precisou destruir um dos robôs com seu fone – E você não quer ativar pela raiva porque, vai por mim, dói como o inferno, e, claro, todo mundo em volta morreria.

Agora Monoma só tinha a individualidade de Jirou e a garota era a única que atacava. Eles continuaram nesse jogo de gato e rato que Kyouka já estava perdendo o interesse. Ela até tentou atingi-lo lançando uma explosão sônica com sua mão duas vezes. Mas ele conseguiu desviar. Quando ela começou a respirar pesado pelo cansaço, Jirou decidiu que havia um jeito mais simples de usar sua individualidade e não exaurir seu corpo.

— Sabe, acho meio injusto eu ser a única com alguma chance de ataque aqui – Kyouka começou afastando-se alguns metros de distância do loiro – Então eu vou dar uma dica: Suas artérias são ótimos cabos de auxiliares. Transmitem o som perfeitamente.

— Vocês da 2-A... sempre tão ingênuos. – Ele riu debochado – Quando vão aprender a aproveitar sua vantagem, ahn? – Ele continuou preparando-se novamente para usar a individualidade de Jirou – Isso é o que vocês ganham por subestimar os adversários!

Monoma criou uma explosão considerável, forçando Jirou à criar uma força contrária para não sair dos limites. Para alguém que está usando essa individualidade pela primeira vez, ele teve um ótimo controle. Kyouka até se sentiu um pouco irritada por alguém saber usar sua individualidade melhor que ela. Não durou muito tempo, bastou ela ver Monoma grunhindo no chão, com os ouvidos sangrando e tentando parar as vibrações sem sucesso para que ela apenas sentisse pena do garoto.

— Ei, respire. Quanto mais rápido seu coração bater, mais difícil é de parar – Ela explicou tentando se aproximar dele.

Em poucos segundos Aizawa estava voltando ao centro do estágio e anulando a individualidade do garoto, ou de a de Jirou, entenda como achar melhor. O sensei devia estar dormindo por perto, com a permissão de Nezu desde que ele estivesse pronto para agir quando fosse chamado. Como nesse caso.

— E Jirou Kyouka passa para a próxima fase! – Determinou Nezu enquanto Aizawa se aproximava para ajudar Monoma a se levantar.

— Me desculpe por isso, mas eu não tive muita escolha. Eu não podia ir com tudo com você agora ou eu não teria a menor chance nas próximas rodadas – Jirou explicou já se alongando. Mesmo que não tivesse usado sua muito de sua explosão nessa luta, ela não estava muito longe da exaustão — Você devia checar seus ouvidos, os tímpanos são os mais danificados.

— Eu vou leva-lo para a Recovery Girl – Aizawa informou já pondo o braço de Monoma ao redor dos ombros.

— Mas como? Por quê? – Monoma gemeu apoiando a mão na cabeça – Eu controlei direito, eu sei disso. Eu não exagerei, então... por quê?

— Você podia ter minha individualidade, mas seu corpo não está acostumado com ela. Ela é... bem exigente fisicamente. – Jirou explicou – Mas ei, você nem ficou inconsciente na primeira vez que usou. Foi melhor do que eu – A garota tentou fazê-lo se sentir melhor, mas sua voz saiu mais sarcástica do que ela pretendia e isso deixou uma careta irritada no loiro.

Bem, seja como for. Kyouka definitivamente vai dar tudo de si contra Katsuki.

Notas finais
Eu ia fazer as outras duas semifinais também. Mais aí eu fiquei "Pqp, as duas semi são Midoriya e Kirishima, Todoroki e Ojiro. A primeira vai ser o Midoriya tentando quebrar o Kiri, a segunda vai terminar em dois segundos. Vou escrever não" Então o próximo capítulo vai ser Jirou Vs Bakugou (o motivo de eu ter criado todo o fucking arco) e a final, talvez. P-po-po-por enquanto é só pessoal!