Get Mad, Ear.

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Um aviso que sempre dou é: Ler lutas é cansativo e entediante. Por isso apenas resumi todas elas. Eu amo Boku no hero principalmente pelo tema shounen e as cenas engraçadas. Como, lembrando, VladKing é quem está comentando ao lado de Present Mic, eu tenho certeza que ele fica sendo parcial o tempo todo. E Aizawa já largou diretor Nezu e Cementos como juízes e foi dormir. Ps: Momo é o Batman e ninguém tira isso da minha cabeça. Ela sempre terá um plano para tudo. (Ok, mais Batgril. Já que a Barbara Gordon tem memória fotográfica e tem todo o lance da química e tecnologia também). E Dark Shadow me lembra muito a Self Soul da Raven, então eu ia achar muito foda que ela também fosse movida pelas emoções do Tokoyami (e ele disse durante o acampamento que perdeu o controle porque se sentiu com medo e inseguro).

Depois do almoço, os únicos dos que estavam na terceira fase que participaram dos jogos de recreação foram Kirishima, Uraraka e Tetsutetsu. Os demais escolheram se preparar para a luta. Bakugou sumiu por quase 20 minutos. Ele disse que precisava “aguçar os sentidos”. Jirou usou o tempo para se alongar e estender um pouco mais sua margem de explosões. Ela fez isso ao lado de Yaoyorozu, sua amiga havia produzido uma pequena massa de modelar e a ficava amassando enquanto planejava sua luta contra um dos garotos mais fortes da turma.

A primeira luta do torneio foi Bakugou versus Kendo. A luta não demorou mais que cinco minutos, porém foi intensa e com certo suspense. Katsuki avançou assim que recebeu permissão, como esperado. Kendo protegeu-se e desviou com muita rapidez. Por pouco Katsuki não perdeu. Ele simplesmente ignorou os robôs que zuniam no ar rapidamente e um deles o acertou. Não seria absolutamente nada para o loiro, claro, se esses robôs não dessem uma descarga elétrica de média intensidade, o que atrasou Bakugou por alguns segundos e deu à Kendo uma boa oportunidade. O que a UA tem na cabeça para colocar algo assim? Bem, Kaminari se daria muito bem no torneio se tivesse passado para a segunda fase como no ano passado. Ou não.

O importante é que todos aprenderam a lição e sabiam que deveriam evitar a todo custo os obstáculos robóticos. Incluindo Katsuki, que explodiu meia dúzia das máquinas e jogou Kendo para fora do ringue com um chute frontal.

Iida e Tokoyami subiram ao campo logo depois. A segunda luta foi mais demorada. Dark Shadow passou boa parte do tempo tentando jogar Iida para fora dos limites do combate. Contudo, Iida era mais rápido e só não conseguia alcançar Tokoyami porque o garoto pássaro sabiamente mantinha-se em movimento e sempre próximo de alguns robôs. O mais surpreendente foi a atitude de Fumikage. Quando ele percebeu que perseguir Iida não estava sendo suficiente e que era uma questão de tempo até o representante de classe encontrasse uma abertura, Tokoyami decidiu fortalecer Dark Shadow pelo meio mais inusitado.

Desde o final do ano passado, Fumikage estava ciente de que, mesmo sob a luz do sol, Dark Shadow poderia assumir uma forma agressiva se as emoções do garoto pássaro alimentassem sua escuridão. Da mesma forma, com as emoções certas, o demônio interior de Tokoyami podia ser apaziguado na escuridão. Dor, raiva, ódio e rancor alimentavam o lado sombrio de Dark Shadow, enquanto conforto, tranquilidade, amizade e carinho a apaziguavam.

Por isso, quando Tokoyami começou a intencionalmente tocar os robôs para receber a descarga elétrica, a turma A ficou em choque. O gótico rosnava com a dor, ainda assim continuava a segurar as máquinas que causavam seu sofrimento. O resultado foi visível. Depois do quinto choque, Dark Shadow rugia furiosa contra Iida em uma velocidade cada vez mais impressionante. Ao invés de tentar expulsá-lo do ringue, o pássaro atacava-o com as garras e tentava prendê-lo. Em pouco tempo, o representante de classe deslizou para evitar o monstro e acabou passando os limites do campo de batalha.

Fumikage, que estava atento a todos os movimentos de Dark Shadow, rapidamente recolheu-a ao seu interior. Ofegando pela dor física e pelo difícil controle de sua individualidade enfurecidade, Tokoyami Fumikage foi dado como o vencedor da segunda partida.

Jirou, que estava assistindo enquanto esperando sua vez, ficou surpresa com a determinação do amigo. Ela encontrou Tokoyami no caminho para as salas de preparo. Sua luta seria a próxima, e o amigo estava saindo de lá para a arquibancada.

— Ei, Kage, você tá legal? – Jirou perguntou correndo para alcançá-lo.

— Sim, Dark Shadow ainda está furiosa, mas logo vai se acalmar – Ele respondeu placidamente.

— Eu não quero saber da Dark Shadow. Você levou uma dúzia de choques, caramba! – Kyouka o repreendeu espetando seus fones no amigo – Você já foi ver a Recovery Girl? Ainda dói?

— Bem, dói agora – Ele suspirou esfregando onde a garota o havia acertado.

— Desculpa – Ela pediu com uma careta culpada – Eu fiquei preocupada. Eu sempre quero matar o Kaminari quando ele eletrocuta a gente. Quão forte são os desses robôs?

— Mais do que o choque acidental do Kaminari – Tokoyami respondeu evasivo – Mas foi necessário. Todos nós estamos dando o nosso melhor. – Ele acenou com um sorriso sereno.

Kyouka respirou fundo e retribuiu o sorriso. Seus amigos estavam sempre dando tudo de si, ela precisa fazer o mesmo. Sua luta seria a próxima, e ela não poderia perder sem dar o seu melhor. Seria um desrespeito com seus amigos.

— Tokoyami-san, você está bem? – A voz de Tsui surgiu bem atrás de Jirou – Você demorou a subir, então eu decidi vir ver o que aconteceu.

— Jirou me parou para fazer a mesma pergunta.

— Mas eu já vou indo, eu sou a próxima – Kyouka contou apontando os indicadores em direção ao corredor e começou a andar.

— Boa sorte, Kyou-chan – Asui desejou. Kyouka agradeceu — E parabén, Tokoyami-san. Mas tente não exagerar na próxima luta, tudo bem?

— Eu vou tentar – Ele prometeu andando ao lado da garota sapo – Eu poupei meu esforço para a próxima luta o máximo que pude, mas não haveria próxima se eu continuasse me poupando. Então eu fiz o que eu tinha que fazer.

Jirou suspirou. Tokoyami estava certo, essa era a primeira luta. Haviam mais três se ela vencesse todas elas. Ela teria que dar o seu melhor e ainda assim se poupar para a próxima. Mais que porcaria! É difícil achar o equilíbrio dessas coisas.

Bom, pelo menos agora Kyouka estava decidida a vencer essa luta. Enquanto ela ouvia Shinsou contar sobre Honenuki e sua destreza enorme com sua peculiaridade, Jirou tinha certeza que perderia. Mas agora, depois de ver Tokoyami aceitando uma dor auto infligida para ganhar, ela se sentia culpada por nem tentar. Ela nem sequer tinha olhado as chaves! Não tinha a menor ideia de quem poderiam ser seus próximos adversários, quando viu que sua primeira luta era contra um dos alunos de recomendação, instintivamente se deu por vencida. Parece que ainda tem muito da garota insegura do primeiro ano nela. Isso tem que mudar.

Ao entrar novamente campo do estágio, Honenuki já estava lá. Present Mic o anunciou primeiro, contando suas façanhas acadêmicas e o chamando de misterioso e sombrio. Kyouka sorriu levemente ao ouvir isso. Ela não tinha muita intimidade com o garoto, mas ele era amigo de Kirishima (quem não é, não é mesmo?) e aparecia no Heights Aliance de vez em quando, por isso ela sabia que ele era muito compreensível e pacífico, sempre tentando achar uma solução flexível.

Jirou subiu no tablado quando foi anunciada. Ela ficou internamente feliz por ser identificada como “a cantora punk rock da 2-A”, a banda do festival cultural ainda estava na memória dos alunos e, se tudo desse certo, eles iriam repetir a dose esse ano também.

Assim que Present Mic deu o start, Honenuki começou a amolecer o chão. Jirou pulou para trás, fugindo para não ser pega. Foi mais difícil desviar dos robôs, especialmente porque ela ainda estava evitando usar sua explosão. Sua única vantagem era que Kyouka podia identificar onde o chão ainda estava firme pelo som que a individualidade de Honenuki produzia ao amolecer e endurecer o piso.

Ele não podia desmoronar todo o campo de batalha ou ele também ficaria preso. E ele não conseguia ficar parado tempo suficiente para amolecer uma grande área sem ser atingido pelas máquinas de choque que voavam mortalmente rápido pela zona de batalha.

— Essa é a primeira vez que nós lutamos, Jirou-san, mas já vi você lutar antes – Honenuki apontou amolecendo um dos robôs que o alcançou. Ainda assim recebendo um choque. — Você não está usando sua explosão.

— Oh, não é nada – Jirou meneou com ironia enquanto fugia – Eu ainda estou, você sabe, reconhecendo o terreno. Ele parece bem movediço por aqui.

— Parece mais que você não pode usá-la – O garoto constatou correndo em direção a ela.

Ah, então era isso. Ele estava mantendo a distância por causa da explosão sônica. Bem, Jirou deveria esperar por isso. O que ela não esperava era a velocidade de Honenuki. Kyouka fez um esforço milagroso para conseguir desviar do garoto, dos robôs e dos limites do ringue. Ela nem sequer conseguia arquitetar um blefe com seus fones para afastar Honenuki por tempo suficiente.

Antes que Jirou percebesse, seu corpo afundou no piso de concreto, Honenuki estava agachado a alguns passos de distância da garota, suas mãos endurecendo o piso derretido.

— Desculpe, Jirou-san. Parece que eu levo essa – Ele suspirou aliviado.

— E o vencedor é... – Nezu começou a anunciar.

Porém Jirou abriu a boca e com uma rajada sônica lançou Honenuki para fora dos limites do ringue. A garota punk bufou levemente irritada antes de destruir o concreto que a rodeava com uma explosão pelo corpo todo.

— Jirou Kyouka! – Completou o diretor enquanto Jirou andava pacificamente para fora do buraco que criara.

— Tsk, eu vou ter que passar a noite me alongando depois de tanto esforço – Ela reclamou limpando a poeira da jaqueta da escola. Os olhos ligeiramente estreitos era o único sinal de emoção em seu rosto.

Logo depois de um comentário totalmente parcial de VladKing sobre Jirou “não ter sido muito plus ultra” ao se conter no começo da luta, a luta entre Awase e Monoma foi anunciada.

Awaze sabia da individualidade do Monoma, por isso tentou mantê-lo bem longe de si. Ele estava confiante que garantindo a distância entre ele e o copiador, não havia como perder. Contudo, antes que Awase conseguisse um ataque, o loiro surgiu na sua sombra e o derrubou com o golpe que está especialmente acostumado, visto que Kendo costuma nocauteá-lo desta forma. Monoma havia roubado a individualidade de Kuroiro Shihai antes da luta, por isso era capaz de se mover através das sombras.

Kirishima e Shiozaki disputaram a quinta luta. Jirou segurou o riso enquanto Bakugou, ao seu lado, gritava para que o ruivo parasse de pedir desculpas todas as vezes que cortava as vinhas de Ibara. Saito, que estava torcendo pelo namorado ao lado do amigo explosivo de Eijiro, comemorava a cada golpe de Kirishima. No fim, Kirishima encerrou a luta com um soco no estômago que lançou Shiozaki para fora dos limites. O ruivo pediu desculpas e a ajudou a levantar. Ele até insistiu em levá-la para a Recovery Girl, dizendo que não era muito viril de sua parte machucar uma garota e não garantir que ela ficasse bem. A atitude cavalheiresca de Kirishima desmontou o argumento de Vlad-sensei sobre a turma A não ter modos.

A sexta luta deixou Kyouka tensa mesmo antes dos participantes entrarem no ringue. Ela segurou a mão de Bakugou instintivamente ao ver Midoriya e Momo tomando posição frente a frente. Mesmo Katsuki dizendo que a Rabo de Cavalo ia ficar bem, Jirou ainda estava apreensiva. Ela ficou preocupada que a amiga ficasse com hematomas pelo peso do metal em seus pulsos na segunda prova, meu querido! É claro que ela iria se preocupar de vê-la lutando no mano a mano contra o garoto que destrói uma maldita montanha com um soco.

Apesar de tudo isso, Jirou sabia que Momo não era indefesa. Kyouka não falou com a amiga desde a primeira luta. Yaoyorozu estava extremamente pensativa e isso só podia significar um plano de duzentas etapas para anular todas as facetas da individualidade do Deku (quanto mais esse garoto pode fazer?! Parece que todo mês ele ganha uma individualidade!). Kyouka sabia que Momo estava preparando uma dose do sonífero que derrubaria Midoriya, sua maior chance de vencer. O problema era que isso demandava muito tempo e energia, Ela teria que manter o garoto longe e ocupado por um tempo.

E, como previsto, Yaoyorozu foi incrível. Todo aquele tempo encarando as batalhas, ela não estava apenas assistindo, ela estava analisando as rotas dos robôs! Momo achou um ponto cego onde não só ela não é atingida como os robôs a protegeram da velocidade e da força de Midoriya. Criando bombas de fumaça e sinalizadores, a morena tinha todos os pontos cobertos. Exceto por um, aquele que ninguém esperava que tivesse. De alguma forma, Midoriya desencadeou um tipo de campo magnético que paralisou todos os robôs. Isso foi inédito para a turma A. Quantas vezes Midoriya vai aumentar seu poder?!

Não sem resistência, Midoriya lançou Yaomomo para fora dos limites do ringue e seguiu para a próxima fase.

Quando Todoroki e Uraraka disputaram a penúltima luta, os dois acabaram imobilizados por um tempo. Acontece que Shoto tentou prender a garota com gelo, entretanto Uraraka ficou muito rápida nos últimos meses. Ela conseguiu tocá-lo depois de alguns muitos minutos desviando. Porém, Todoroki prendeu-se no chão com gelo e, aproveitando a proximidade, conseguiu atordoá-la com suas chamas por tempo suficiente para prendê-la no solo. O diretor Nezu estava em um impasse, porque se Todoroki soltar o próprio corpo, ele flutua, perdendo. E Uraraka estava imobilizada.

O híbrido resolveu a questão criando um corrimão e uma espécie de tornozeleira de gelo que o permite andar sem flutuar. Com isso, ele foi eleito como o vencedor da partida.

Ojiro e Tetsutetsu decidiram a última luta. Foi uma luta braçal, com Ojiro acertando o garoto de aço incontáveis vezes e usando sua calda para receber os golpes. Quando Tetsutetsu estava entretido demais na luta e certo de que Ojiro iria continuar golpeando-o, ele baixou a guarda e o garoto com calda o enlaçou pela cintura e o lançou para fora do ringue, terminando assim a primeira rodada do torneio.

Quando as chaves do torneio foram atualizadas para a segunda fase foi que Jirou atentou para um pequeno detalhe.

— Ei, espera aí um pouquinho – Ela arfou ao ver seu nome contra Monoma – Quer dizer que, se eu vencer essa luta e você e eu... – Ela gesticulou entre si e Katsuki que estava ao seu lado – Ah isso vai ser tão divertido – Ela sorriu diabolicamente.

— Que porra de cara é essa, Orelha? – Katsuki perguntou surpreso e desconfiado – Eu treino você, lembra? Nem fodendo você vai conseguir me vencer. – Ele lembrou-a, não alterou nem um pouco a expressão sádica da garota – Para com a porra desse sorriso! Eu vou te matar na luta!

— Eiji, você está vendo o que eu estou vendo? – Saito comentou com um tom fingido ao lado de Kirishima – Bakugou, você está ameaçando sua namorada?

— Isso é muito viril da sua parte, Bro – Kirishima concordou.

— Morram, vocês dois também! Vocês não conhecem o diabo, então não defendam ele!

Isso ia ser MUITO divertido. Uma coisa era derrotar Bakugou, derrubá-lo, imobilizá-lo. Uma luta física era derrota certa. Agora, com regras a situação era outra. Kyouka tinha ao menos uma pequena chance de vitória se o jogasse para fora do ringue. Não seria fácil, mas só o fato de ter uma chance já a deixou animada.

Notas finais
Acho tão estranho escrever o Katsuki gritando "Morre" ao invés de "Shineeee" não parece certo huehuehue. Eu tenho certeza que Fumikage, Ojiro e Jirou são muito amigos. Eu vi Boku no hero três vezes e vira e mexe leio o mangá de novo. Jirou quase não aparece no começo, quando ela aparece, ela está sempre com Ojiro e Fumikage. Inclusive no festival esportivo ela senta ao lado do Ojiro nas primeiras lutas. Acredito que se não fosse pela invasão dos vilões no Ground Beta ela nem seria tão próxima de Kaminari e Yaomomo. Kyouka tem muito cara de Tomboy hueheuhuehue. Eu consigo muito imaginar ela e Fumikage tendo altas conversas filosóficas sobre o sentido da vida, o declínio moral da humanidade e livre arbítrio. Os dois com pontos de vista diferente, mas sempre achando um ponto gótico em comum nas argumentações. Tokoyami sempre sendo um emo pessimista e acreditando que não há salvação, que tudo o que se pode fazer é conter os danos e proteger aqueles que não querem se autodestruir como o resto desprezível dos humanos. Jirou indo pelo lado anarquista punk rock, dizendo que as pessoas precisam lutar de volta, se rebelar quando forem oprimidos e que não há vida se não houver liberdade. Posso ver claramente os dois tendo um clube do livro. Eles se reúnem no quarto do Fumikage e discutem os livros de histórias medievais, ficção científica, suspense. Nada de terror, porque Jirou odeia. Dark Shadow participa também, porque ela discorda de Tokoyami dependendo da quantidade de luz. Jirou arranjando um apelido para chamar a Dark Shadow, o nome de um lorde ou de um general dos livros para fazê-la se sentir importante... E a nota já está maior que o capítulo...