Get Away With Murder

13 Um sonho revivido.


Notas iniciais
Oi aqui quem fala é a Tia Cherry atrasada com o capítulo ~ (se bem que ainda é fim de semana não é Tia Cherry?) Mas tem um motivo, gente... que capitulo difícil de digitar, foi tão dificil que fiquei refazendo o capítulo a semana inteira pensando se estava bom ou ruim. Mas espero que tenha ficado bom, De qualquer forma... GENTE CACETE, 20 FAVORITOS! A FANFIC RECEBEU 20 FAVORITOS E 87 COMENTÁRIOS! ESTAMOS QUASE CHEGANDO A 100 COMENTÁRIOS! ;-; Estou emocionada, nunca esperei que o Sans doutor inteligentão fodão sensual fosse chegar a receber 20 favoritos. Sans: Então, como agradecimento dessa vez eu e o pessoal vamos agradecer aos comentários e aos favoritos. Papyrus: "SrtaSakamaki", VOCÊ FOI SORTUDA ISSO SIM PORQUE EU O GRANDE PAPYRUS QUE INFLUENCIEI A AUTORA A POSTAR NO MESMO DIA QUE VOCÊ COMENTOU E... Undyne: DEIXA EU CONTINUAR PAPYRUS!? Papyrus: M-Mas Undyne... Undyne: "Safsafsuf", o seu comentário foi o maior do capítulo além de você ser uma leitora nova. Seja bem vinda e que bom que gostou do nosso casamento, especialmente quando dancei funk. Realmente a Alphys dança muito, ela me ensinou a maioria dos passos. Alphys: E-Eu?! E-Eu n-não d-danço n-na-nada... Undyne: E sim... ALPHYS X UNDYNE É OTP E NINGUÉM VAI IMPEDIR O OTP!! Mettaton: METTATON X PAPYRUS É OTP!! Asriel: E ela me achou fofo, mesmo que eu tenha feito merda e... EU NÃO SOU BEBÊ CHORÃO! Flowey: E parem vocês todas de me shipparem com vocês, eu sou lindo demais para ser shippado com qualquer um, só comigo mesmo! Flowey: "Uma menina que usa óculos" sim, nossa querida mamãe goat morreu mas o seu legado fica entre nós... A ULTIMA TORTA QUE ELA FEZ! - Falou mostrando um altar que tinha um prato* Sans: AI MEU DEUS?! Papyrus: O QUE FOI SANS?! Sans: Um grande nada está entre nós! Chara: Ops, já comi. Asriel: CHARA?! Sans: "Leh Viper" como assim tudo perfeito? Eu estou mais ferrado do que ferro de passar e você ta falando que tudo é perfeito?! Frisk o que você tem a dizer para ela? Frisk: *silêncio absoluto* Sans: Eu te odeio, acaba com as minhas piadas sem dizer uma palavra. Sans: E sim "Luny" realmente apertei o botão "tomar no cu" mas até que não está sendo tão ruim essa situação sabe, já vi umas coisas que vale a pena. Papyrus: Claro! O meu espaguete! Sans: ... não exatamente isso. Ah sim e obrigada por ter comentado em todos os capítulos, é bom saber que vocês todos acreditam que eu NÃO matei a Toriel. Toriel: Sim "NYE Girl" me mataram, mas não quer dizer respectivamente que eu morri para vocês todos. Meu Espírito ainda reside em todos e as lembranças boas residem em suas mentes... Asgore: É só eu ou estou sentindo alguém me encarando feio? Faustão: DICA NÚMERO 1= É UMA LEITORA SUMIDA! Sans: O NAPSTABLOCK!? Mettaton: MEU IRMÃOZINHO NÃO É SUMIDO?! Faustão: DICA NÚMERO 2= Anunciou o prêmio "O maior FDP do multiverso" Papyrus: É facil... é a YellowEye Sans: Eu gosto daquela história que eu ganho asas, fico maneiro sabe... mas ainda bem que Deus não deu asa as cobras. *Sans falou encarando Flowey e ele encarou feio o Sans* Chara: "Harumi99" hehehe, você nunca vai descobrir os meus segredos. Flowey: A Chara fez xixi na cama até os 7 anos. Chara: N-NÃO ERAM ESSES OS SEGREDOS?! SOME DAQUI SEU AMARELO DE MERDA?! Sans: E eu não sou pervertido... foi sem querer. Frisk: *expressão curiosa* Sans: Ah... nada demais Kiddo. Mettaton: Obrigada pelo favorito FoxyBr, seja bem vindo e receba o melhor carinho de todos vindo do Mettaton com uma musica minha que é de minha infância e foi umas das primeiras que aprendi... Papyrus: BOM DIA AMIGO, BOM DIA IRMÃO, ABRA UM SORRISO E CANTE ESSA CANÇÃO LAIALAIALAIA ~ Mettaton: PARE COM ISSO PAPS SE NÃO EU TE BATO! Sans: "HarukaKnightwalker" eu também não quero que achem que eu fiz isso, ainda mais com a Toriel que é uma grande "amiga" minha. Chara: Caramba que friendzone braba Sans. Matou a Toriel de novo. *falou apontando para o corpo morto da Toriel* Asgore: TORIEEEEEEEEEEEL!!! Todos falando juntos: SEM MAIS DELONGAS, VAMOS AO CAPÍTULO!?

Chara estava do lado de Asriel em frente a um tumulo, ela olhava com uma expressão fria para o túmulo escrito:

“Toriel Dreemurr

Durma em Paz, amada por todos.”

— Asriel eu… Eu sinto muito, queria que tivesse visto sua mãe antes daquele maldito do Sans ter matado ela covardemente. — Chara falou com uma expressão raivosa e Asriel suspirou sentindo ser abraçado pela garota.

— Apesar dela sempre encher meu saco não sendo minha mãe de verdade ela me amou como filho.

— O que? — Chara perguntou ainda abraçada a Asriel e ele olhou chateado.

— Meu pai sempre tentou esconder isso de todo mundo, mas quando meus pais eram namorados ele não contou que já me tinha. Mesmo assim ela me aceitou e ela foi a minha unica e verdadeira mãe, mesmo que não sejamos de sangue.

— … A minha também. — Chara falou vendo Asriel começar a derramar as lágrimas e tampando o rosto, Chara apertou o abraço encostando a cabeça nas costas dele.

— Vamos achar o Sans e fazer ele pagar.

— Ele tem que pagar… por que homens como ele devem queimar no inferno. — Asriel falava ainda chorando e se virando abraçando a Chara.

— Sim, homens como ele devem queimar no inferno Asriel. — Chara falou sentindo Asriel invadir aos seus lábios roubando um beijo dela, os dois logo se soltaram se afastando e os dois viram Flowey se aproximando.

— Chara falei com sua irmã.

— … Ela continua sabendo de nada não é?

— Ela parece suspeita de nada de você ter mentido que a odeia. Sério, não sei como ainda não te contrataram para ser atriz.

— Cala a boca Flowey. — Asriel falou soltando da Chara e os três ficaram se olhando.

— Não quero que ela saiba de nada… continuem em segredo.

O meu passado para os dois pode ter muitos buracos, mas é claro que um dia tudo deveria ser esclarecido, especialmente a Asriel que sempre está ao meu lado e Flowey que é meu companheiro de sempre.

Tudo começou quando tínhamos 7 anos e Flowey já tinha 18 anos, morávamos no orfanato Winter. Era eu, Frisk e Flowey.

— Vocês eram felizes? — Sans perguntou sentado na cama e Frisk estava do lado dele escrevendo um “sim”. A garota então sorriu de leve para o Sans e voltou a escrever na folha sobre as duas.

Todos morávamos no Orfanato e éramos felizes, todo dia acordávamos e fazíamos coisas que crianças faziam como brincar estudar e dormir, mas diferente das outras crianças éramos órfãs e obviamente eu e minha irmã não tínhamos tantas diferenças, nossa mãe nos abandonou no orfanato quando tínhamos 2 anos. Sempre quis saber onde ela estava, mas as Freiras nunca falavam e Chara a odiava sempre fazendo de tudo para eu esquecer da minha mãe também, assim como ela.

— Frisk você não se liga? Como quer encontrar a mulher que abandonou a gente? — Chara gritava enquanto empurrava Frisk na cama e ela ficou olhando assustada a irmã.

— Aquela mulher nunca prestou! Eu odeio ela! ODEIO!

— CHARA! — Frisk gritou vendo a garota saindo correndo dali do quarto e a garota ficou abraçando o cordão de coração. Nele tinha a foto da mulher que era a sua mãe. Ela tinha os cabelos longos castanhos e tinha os olhos de Chara.

— … Acho que puxei o papai. — Frisk pensava enquanto se abraçava e se encolhia na cama, logo chegou um loiro carregando uma mochila com os cabelos loiros no ombro, os olhos verdes e passando pelo quarto. Era Flowey, nessa época ele tinha 18 anos.

— Frisk? O que foi? — Flowey perguntou se aproximando da garotinha e se sentando na cama dela, ele começou a fazer carinho na cabeça dela, a garota olhou para o loiro e ele sorriu de leve.

— Chara de novo? Bem… parece que o bom e velho eu terei que brigar com ela de novo.

— Não! — Frisk acabou gritando e ele se surpreendeu, por que ela parecia tão nervosa? O garoto parou de fazer carinho na cabeça dela e começou a tirar um objeto da mochila dele logo a entregando. Era um livro.

— Espero que goste desse, foi dificil de arranjar. — Flowey falou rindo de leve e a garota ficou olhando o livro, estava escrito na capa: “O Mágico de Oz” e ela então pulou no colo de Flowey quase o derrubando.

Aquele era Flowey, Ele sempre foi para mim como um irmão mais velho sempre querendo me dar presentes e me mimando, e era a mesma coisa com Chara só que diferente de mim os dois viviam discutindo e se batendo. O que era engraçado de se ver. Me pergunto se continuará assim com o passar dos anos…

— Eu estou cansado…

— Tem trabalhado e estudado?

— Você sempre adivinha tudo Frisk… — Flowey falou ouvindo a risadinha da garota e deitando na cama, ele suspirou e logo olhou sorrindo para a garotinha. Ela sabia o que fazer quando ele tinha esse sorriso nos lábios. Por isso mesmo, começou a cantar calmamente.

Somewhere over the rainbow

Way up high,

There's a land that I heard of

Once in a lullaby.

Em algum lugar além do arco-íris

Bem lá no alto

Há uma terra na qual ouvi falar

uma vez em uma canção de ninar.

Mas isso tudo acabou quando vimos um homem de cabelos loiros com os olhos azuis, ele estava na porta e tinha um sorriso bobo nos lábios enquanto via o Flowey deitado na cama e eu estava sentada cantando. Aquele que estava nos olhando era Asgore Dreemurr, o novo dono do Orfanato Winter.

“Asgore Dreemurr”, podemos dizer que ele na época em que nos conhecemos não tinha uma mentalidade muito boa. Ele seguia um estilo de vida totalmente diferente do que talvez você conheça hoje em dia Sans.

Como o Orfanato estava em péssimas condições e Asgore não sabia manusear o dinheiro do Orfanato, as situações iam piorando, mas como solução rapidamente apareceram pessoas que queriam nos adotar.

Depois umas duas crianças foram adotadas eu estava muito feliz por ver elas realizando o sonho de ter uma família, estava me enchendo de alegria mesmo que estivesse enchendo a Chara de raiva. “Frisk sua traidora!” “Frisk nunca mais fale comigo” são frases que ficam em minha mente e eu nunca vou esquecer. Porque ela realmente me abandonou me deixando desamparada.

— Eu quero te adotar. — Um homem de cabelos grisalhos bagunçados e com marcas no olho falava enquanto fumava um cigarro e encarava semicerrando os olhos e exaltando as sobrancelhas pretas em direção a Frisk.

Aquele homem que apareceu para me adotar seria o meu chefe futuramente, era um traficante de crianças que ele usava para prostitui-las ou escraviza-las. Deve pensar que descobri isso quando fui adotada mas na verdade foi antes. Eu ouvi Asgore conversando com vários traficantes que tinha crianças aqui.

— Ele te descobriu? — Sans perguntou vendo Frisk se levantar e sair andando, o mesmo se levantou apressado a seguindo até uma sala que estava fechada. Ela tirou uma chave de debaixo do tapete que tinha.

— Literalmente uma chave reserva. — Sans falou com um sorrisinho e Frisk então abriu a porta, era uma sala que ainda estava em bom estado mesmo que as paredes não e parecia um escritório. Sim, aquele deveria ser o escritório de Asgore. Sans viu ela andar até uma gaveta e começar a mexer em alguns papeis, ela então pegou um papel que estava na mão dela.

— “Frisk”… Adotada pelo responsável “W.D.G!” Mas quem raios é esse cara? — Sans perguntou vendo ela então mostrar uma foto. O homem era igualzinho a ele! Só com exceção dos olhos castanhos que ele tinha que pareciam os de Papyrus e ele era magro e alto com duas cicatrizes nos olhos parecido com o de seu pai. O cara era uma junção dos três?!

— Esse cara também te fez mal? — Frisk concordou e apontou para o pescoço, então foi ele que fez ela ficar muda.

— Vai continuar a história? — Sans perguntou vendo Frisk pegando o papel e voltando a escrever.

— Perai Perai… Ler está demorando muito, você não sabe libras? — Sans perguntou e Frisk ficou olhando ele por um tempo, ela então fez uma expressão confusa.

— Libras, sabe… Libras! — Sans continuou falando fazendo alguns sinais como um de interrogação ao qual precisava também demonstrar expressões e outros exemplos, Frisk então mostrou o papel para o Sans.

“Eu sei.”

— E por que não fala em Libras? — Sans falou em libras fazendo expressões estranhas e a garota ficou olhando para ele mais confusa ainda, ela então mostrou o papel para o Sans.

“Brincadeira eu não sei, só queria que você continuasse a fazer essas expressões engraçadas.”

— Engraçadinha… Ninguém tira com a cara de Sans! Enfim, o que raios eles ensinam naquela escola? Em compensação você escreve bem.

“Obrigada, agora deixe-me continuar a escrever a história.”

Antes de ser adotada, eu consegui ouvir da porta Asgore falando como a doação das crianças para locais de trabalho abusivo estava indo bem. E talvez eu fosse a proxima a ser vendida para algum lugar, o pior era não saber onde. Tentei avisar a Chara mas como ela sempre foi muito orgulhosa ela nunca me escutou. Acho que se eu fosse falar com ela atualmente ela ainda ficaria com aquele orgulho dela.

Enfim, depois disso eu...

Sans viu que ela parou de escrever e ficou olhando, O grisalho segurou no ombro dela e abaixou a cabeça encostando-se aos cabelos castanhos dela. Sans nunca foi muito de consolar as pessoas, todavia sentia que devia fazer aquilo de algum modo. Seu corpo se moveu a aquilo sozinho.

— Que tal uma pausa? Quer um chá? Apesar de que eu odeio chá… — Sans falou e Frisk riu, ela então segurou a mão dele que estava no ombro dele e ficou olhando para cima com um olhar de negação, era incrível como Sans conseguia entender tudo o que ela falava. Mesmo sem ela escrever ou fazer gestos que não fossem libras obviamente, entretanto era sempre pelo olhar.

— Tem certeza? Você tem que dormir cedo. É uma menininha diante da minha idade. — Sans falou rindo e ela logo mostrou o papel.

Depois disso eu apanhei de Asgore. Apanhei muito mesmo, mas os danos foram especialmente na garganta porque ele apertou muito e ficou gritando: “FIQUE SEMPRE EM SILÊNCIO.”

— E essa frase também nunca saiu de sua cabeça? — Sans perguntou afastando a cabeça a olhando e ele viu os olhos dela marejarem.

— Droga, sempre pergunto as coisas erradas nas horas erradas. — Sans falou vendo ela começando a chorar.

— Vamos Kiddo você fica mais bonitinha quando fica caçoando da minha cara… Droga o que eu estou falando? Eu estou ficando nervoso. Se eu soubesse disso tudo já teria socado Asgore a muito tempo. Sabia que ele já me socou? — Frisk ficou chorando enquanto Sans mexia nos cabelos sem graça.

— É sim… Quando eu estava com a esposa dele, digamos que ela estava traindo ele… E ela me contou isso quando ela estava pra entrar na Igreja, que eu era pobre demais e cheio de problemas e ela precisava de alguém bom o suficiente para ela. Bonito né? Parece livro do Nicholas Sparks. — Sans continuou falando acabando por ser distrair vindo lembranças em sua mente. Quando ele olhou a garota percebeu que ela tinha parado de chorar e ficou olhando ele curiosa.

— AH! Agora você está curiosa com minha história?! Quando você for maior de 60 anos eu te conto.

Bom, no outro dia eu fui levada e não pude contestar, ainda mais que se continuasse eu apanharia mais de Asgore. E foi então que eu conheci o homem que ia me adotar. Ele só se chamou para mim de Senhor G! E realmente como você falou, ele é parecido com você. Tirando que nesse dia ele estava com um terno e parecia ser um advogado.

“Ele parecia ser um homem bacana” eu fiquei pensando o tempo todo enquanto estava dentro do carro dele, mas diferente do que pensei ele não era legal. Quando chegamos vi que não era uma casa, e o pior é que era super longe de Hotland. O que me deixou com medo mais ainda.

O que ele me levou na verdade, era um prostíbulo.

— Olha primeiro, parou com essa de “papai” que eu sou novo demais para isso. Me chama de Chefe G!

— Mas papai…

— Para com isso pirralha! — G! Gritou irritado ainda de dentro do carro e a garotinha ficou olhando assustada para o homem ao lado dela.

— Segundo, eu não adotei você para ficar cheia de mimimi então por favor, coopere no trabalho e Sempre fique quieta! Ouviu! Sempre ficar quieta!

Acho que o pior dia para mim foi o primeiro, cheguei sabendo de nada e sendo obrigada já a atender clientes. G! me meteu em um quarto estranho e me deixou presa lá. O primeiro a entrar era um homem que tinha uma expressão irritada e ele dava medo.

— Você é uma criança?! Como assim pensei que quem ia me atender era uma das mulheres e eu paguei caro para ser uma pirralha como você!

— Me tira daqui… — Frisk falava com uma voz chorosa e tentando se livrar daquelas correntes nos pés dela e nas mãos, o homem começou a desabotoar as calças e o desespero de Frisk começou a subir e ficou gritando. Viu-o tirar a gravata do terno e amarrar forçado na boca dela enquanto subia na cama e se aproximava dela. Frisk ficou tentando gritar mais ainda o vendo empurrar ela agressivamente na cama para ficar deitada e tampar o rosto dela no colchão.

— FICA QUIETA PIRRALHA! — Ele gritou me empurrando mais contra a cama, quando senti uma dor aguda me invadindo, comecei a gritar de dor, mas impedido por causa da gravata na minha boca. Ele ficava me empurrando para frente para trás forçando a entrada de algo e ficava me batendo falando coisas nojentas sobre mim. Quando ele foi embora vi entrar o G! Ele a viu sangrando enquanto respirava chorando.

— Parece que o negócio foi bom não é? Perder a virgindade… Se você fosse um pouco mais velha eu até tirava a sua virgindade porque você tem cara de que vai ficar bonita, mas transar com crianças está fora da minha ética. Agora vai lá embaixo cantar para alguns gordos e se tiver sorte vai que algum te come e aumenta minha renda. — G! Falou andando até a Frisk e tirando a gravata da boca dela, ela começou a tossir enquanto ficava chorando tocando na vagina.

— Está doendo muito…

— Claro, adultos se divertem assim. Fazendo os outros sofrerem e especialmente crianças bonitas como você. Abre a perna ai vou ver o que posso fazer.

— Não… — Frisk negou fechando a perna e ele forçou ela a abrir e ela resmungou de dor chorando gritando.

— Seu choro me irrita cala a boca. Que isso o cara também… Nem pra por um lubrificante? Enfim, Frisk vou chamar umas mulheres que vão saber o que fazer. Mas hoje você ainda canta. Se não vou te devolver pro Asgore e ele vai te bater até você morrer. Aposto não é? — G! Falava saindo da cama e andando pelo quarto mas antes dele sair do quarto o homem se virou lembrando e sorrindo.

— Ah sim… Amanhã você começa suas aulas na escola nova daqui da Capital, não se preocupe que eu já providenciei tudo. De manhã você estuda e de tarde fica trabalhando.

E minha vida se resumiu a isso, ficar sendo objeto de transa para tudo quanto é homem todo dia e sempre ir para a escola. Todos me achavam estranha e me ignoravam, mas não é como se eu ligasse. O que me dava conforto era cantar, pelo menos isso G! Não tirou de mim, todavia se aproveitou bastante isso sim.

“Houve um tempo em que os homens eram bons

Suas vozes eram doces e suas palavras encorajadoras

Houve um tempo em que o amor era cego

E o mundo era uma canção

E essa canção era excitante

Houve um tempo... e então tudo deu errado”

Frisk cantava segurando o microfone aos seus 15 anos, com cabelos até a metade das costas e com um rosto sem hematomas, ela parou de cantar segurando o pedestal e caindo ajoelhada no chão. Onde a sua vida tinha ido parar? Pensava ouvindo o barulho das correntes de seus pés e mãos e as vaias dos homens que fodiam com ela.

“Eu sonhei um sonho num tempo que se foi

Quando as esperanças eram altas e a vida valia ser vivida

Eu sonhei que o amor nunca morreria

Eu sonhei que Deus poderia perdoar.”

— FRISK CANTA! — G! Pediu gritando enquanto via ela se levantando e tremendo, voltando a cantar no microfone baixo e com uma voz falhada.

“Então eu era jovem e destemido

Quando os sonhos eram feitos, usados e desperdiçados Não havia preços a serem pagos

Nem canção não cantada, nem vinho não provado”

Frisk não via mais o sentido em cantar, apesar de ser o seu único sustento por sempre lhe fazer lembrar de sua mãe. Ela nunca viria a salvar e talvez Chara já tivesse esquecido dela a bastante tempo. Talvez aquele local tivesse realmente matado a seus sonhos, matado suas esperanças e sua tão destemida determinação.

“Mas os tigres vêm à noite

Com sua voz suave como o trovão

Como se despedaçassem suas esperanças

Como se transformassem seus sonhos em vergonha”

— Você fez muito bem hoje Frisk. Estou orgulhoso de você. — G! Falava entrando no quarto que a garota ficava presa, com os olhos sem expressão alguma ela viu ele se aproximar dela desabotoando a calça.

— Vai receber um prêmio por ser tão boazinha.

— Você quis dizer… Castigo.

— … Leve como quiser, quem vai sair ganhando sou eu.

“Ele dormiu por um verão comigo

Ele preencheu meus dias com amor sem fim

Ele levou minha juventude em sua correia

Mas ele se foi quando o outono chegou”

Todo dia estava sendo um sofrimento para mim, as lagrimas sempre vinham a cada estocada vindo de 6 homens a cada dia. Todos eles eram iguais não havia como negar. Gordos, magros, loiros, morenos, ricos, pobres… Todos pensam em mulheres como objeto.

“E ainda sonhava com ele vindo a mim

E nós viveríamos os anos juntos

Mas há sonhos que não podem ser

E há tempestades que não podemos prever”

Frisk começou a tossir como se estivesse engasgada, mas não era aquilo e todos olhavam assustados a garota tentar voltar a cantar.

“Eu tive um sonho de como minha vida seria

Tão diferente deste inferno que estou vivendo

Tão diferente agora daquilo que parecia

Agora a vida matou o sonho

Que eu sonhei”

E a garota desmaiou caindo no chão, todos gritaram assustados e G! Naquele instante correu até ela gritando para ela acordar e todos se desesperavam.

E no outro dia eu acordei deitada no latão de lixo, eles achavam que eu estava morta e se livraram do meu corpo.

Sans não sabia que palavras usar. Só tinha visto noticias de jornais sobre casos em que crianças ficavam presas em cativeiros, mas nunca o depoimento de uma que viveu anos em um cativeiro.

— Kiddo eu não sei o que… — Sans foi interrompido vendo que Frisk tinha escrito algo na folha.

Não vou os deixar matarem seus sonhos como fizeram com os meus sonhos. Meu objetivo de vida agora é esse, foi o Muffet e Grillby me ensinaram.

— Kiddo… Você fala como se eles fossem um casal que te adotou e cuidou de você. — Sans falou rindo imaginando como aquele ruivo antissocial poderia arranjar uma esposa ou namorada e Frisk ficou olhando feio o Sans e ele se surpreendeu.

— Uau, até ele desencalhou e eu não. E aquele filho da mãe nem pra me convidar para o casamento.

Eles podem ter matado meus sonhos, ter tirado meus maiores tesouros e me ter feito não acreditar que nesse mundo tivesse coisas boas. Mas depois disso quando voltei a Hotland usando da única coisa que tinha aprendido nos anos que passei teve pessoas que me ajudaram como a Muffet e o Grillby. Nosso mundo é muito cruel Sans, e por isso mesmo quero deixa-lo mais justo. Não vou deixar o que fizeram comigo acontecer com mais outro Frisk.

Por isso… Aceite o meu simples gesto de ajuda. Você foi um dos que me salvou.

— Eu te salvei? Mas como Frisk? — Sans perguntou ainda de pé do lado dela e a garota ficou com uma expressão corada no rosto o olhando.


Você me devolveu o amor.

Cherry: Sim o capitulo acabou mas vou falar aqui e.e Então, ainda estou acumulando perguntas para o especial que vai ter com todos os personagens comentando as perguntas, então não esqueçam de mandar. Agora adiante a comentários finais! *falou sentada no cavalo branco de Napoleão e apontando a espada*

Notas finais
As musica usadas nesse capítulo e cantadas por Frisk são de dois filmes ótimos, um fez parte da minha infância e outro foi pra trabalho de escola sobre Rev. Francesa. Sim, "Somewhere over the Rainbow" do Mágico de Oz e "I Dreamed a Dream" de Os Miseráveis. Depois que eu fui perceber como as duas musicas são mega ultra diferentes em suas letras. Gente estava pensando, e vou fazer uma surpresinha para vocês quando a fanfic chegar a 100 comentários. E vocês viram a fanfic que lançou? "A VIAGEM DE FRISK" meu Deus, a viagem de Chihiro é meu xodózinho de infância, foi umas das primeiras animações da ghibli que eu vi quando era criança. Eu amei e vou super comentar lá então dêem uma passadinha lá! Enfim, não esqueçam do review e beijinhos da Tia Cherry ~ ♥