Get Away With Murder
14 Little Things
Notas iniciais
— Kiddo… Precisamos ter um plano. Bom… Não tenho carro e nem nada, e você tem nada também eu acho? — Frisk então murchou um pouco mas logo fez uma expressão de: “LEMBREI!” e ela começou a mexer nas gavetas apressada, revirando a sala inteira sozinha enquanto Sans a olhava aflita.
— Frisk o que está procurando e… — Ela de repente pegou algo que fez o barulho de molho de chaves, e ficou mexendo boba. Os dois então saíram do local sem deixar qualquer evidência andando em direção a um antigo celeiro do Orfanato, e ele era bem comum na verdade, vermelhinho e bonitinho. A garota abriu e mostrou ao Sans uma caminhonete azul antiga.
— Uau! Não vejo um desses desde que era pequeno! — Sans soltou rindo e andando até ela, apesar de enferrujada por fora ligando o carro ela parecia estar em boas condições. Sans de repente ouviu o seu celular tocar e ele viu a chamada. Papyrus.
— P-Paps…?
— S-Sans seu idiota! Por que não atendeu antes?! — Papyrus falou pela primeira vez não gritando no celular, ao lado dele estavam Alphys e Mettaton.
— Eu estava preocupado!
— Paps… V-Você não me odeia?
— Papyrus me passa isso! Tem que ser rápido! — Mettaton falou calmo pegando o celular da mão do Papyrus e ele logo começou a falar.
— Presta atenção querido, sabemos que você nunca faria isso com a Toriel mas Asgore estava nos pressionando com aquela maluquice dele, além de que com tudo que você fez por mim e por Papyrus é impossível acreditar que você mataria alguém.
— Nossa… Quem diria que o esqueleto não está tão roído até os ossos. — Sans falou ouvindo um tom negativo de todos, Frisk riu de longe e então ela começou a andar pelo celeiro olhando tudo ao redor. Tudo lhe traziam lembranças de uma infância perdida, todas as crianças adoravam se esconder no armazém pelos buracos enormes que tinha e os caixotes e mais caixotes. Foi então que ela então pareceu apressada e começou a revirar uns caixotes.
— Eu falei com o Boboneco, você pode ir para a casa dele por enquanto.
— Obrigada … Só não choro porque não está chovendo.
— Haha engraçadinho. Vou falar para Alphys mandar para você o caminho do seu GPS okay? Nós vamos dar um jeito de te inocentar.
— Como…?
— Por enquanto não sabemos Sans, vamos fazer o impossível. Ah… E o seu pai foi preso.
— Entendo… tenho que tentar resolver isso o mais rápido possível e manter a calma, apesar de que manter a calma é difícil.
— A Undyne está com raiva de você que a Alphys disse, ela sempre acreditou em tudo que Asgore fala. Bem, acho melhor desligar, boa sorte Sans. — Mettaton falou desligando a chamada e Sans ficou olhando o celular. Viu a chamada de GPS e decidiu que desenharia o mapa, se ligasse o GPS ou a internet a policia poderia acha-lo.
— Kiddo você sabe se aqui… — Sans parou ficando corado, ela tinha feito um coque no cabelo e ficava revirando os caixotes, Frisk tinha uma coisa que fazia Sans ficar sempre atiçado, as vezes sentia vontade de fazer coisas que não passavam a sua mente a muito tempo. Ele então se aproximou de Frisk e colocou o seu casaco nela, mas ela se virou e corou vendo o Sans, afinal Sans estava só com a blusa branca e dava para ver que ele tinha um corpo bonito e dava para ver pela camisa.
— Eu nunca falei isso, é que… você fica bonita desse jeito Kiddo, de cabelo preso e com a expressão séria. — Sans falou rindo e penteou os cabelos para trás rapidamente.
— Eu ia perguntar se tem algum mapa por aqui. — Frisk ficou pensando e ela negou, “como esperado” Sans pensou e logo ele recebeu a mensagem da Alphys.
“A estrada para sair de Hotland está fechada. Vocês vão ter que atravessar a fronteira pela floresta de Hotland.”
— Que legal… Vamos com a caminhonete até um certo ponto e então atravessamos ilegalmente. — Sans falou começando a andar entrando na caminhonete e começou a testar as chaves vendo que a caminhonete estava em bom estado, Frisk que estava colocando algumas coisas dentro do carro viu Sans sair e andar até ela ficando do lado dela.
— Tem certeza que quer fazer isso? Me seguir? — Sans a viu fechar a porta do carona e se virar para ele, respondeu concordando com a cabeça e Sans se virou pronto para ir a cadeira de motorista, mas antes disso Frisk segurou a mão dele e ele se virou vendo nela a expressão corada e pedinte. O que de fato, era uma gracinha. Era estranho sentir aquele mistos de emoções sendo que eles mal tinham se conhecido. Só sabia que ela sofreu e ela merecia algo melhor do que ele.
— Você quer fazer algo antes de talvez nós dois sermos presos? — Sans perguntou se virando de frente para a Frisk. De repente sentiu um fogo subir ao seu corpo e suas bochechas corarem, vendo que Frisk olhava para ele de um modo diferenciado, ela mordia os próprios lábios nervosa como se quisesse falar algo mas não podia, naquele local não havia papel, tudo o que Sans conseguia ler nela era um olhar pedinte ainda e os lábios da garota, pelo que ele entendia já da garota ela queria fazer algo amais com Sans, como talvez...Beijar, assim como ele estava com vontade.
— Pode sair do nada, mas… Kiddo, quer dizer… Frisk… — Sans parou por um momento e falou olhando ela parecendo desde a muito tempo, nervoso.
— N-Nada. Vamos logo. — Sans falou se soltando da mão de Frisk se concentrando no que devia ser importante, sim! O entrar no carro e fugir de Hotland. Talvez fosse cedo demais e Sans não queria fazer algo que talvez ela ainda tivesse medo alias ela foi forçada sempre a fazer essas coisas, voltar a fazer isso do nada deve ser difícil a ela. Mas de repente ele sentiu ela puxar ele novamente o abraçando e ficando na ponta dos pés para beijar ele de leve. Sans sentiu o estomago dele explodir e aqueles mistos de emoções piorarem. Era como se tivessem milhares de Sanszinhos em sua cabeça em uma situação de emergência sem saber o que fazer. Resolveu fazer algo que a muito tempo não fazia que era de seguir os instintos. O mesmo aceitou ao beijo de Frisk andando com ela até o carro a encostando.
Por Sans eles poderiam ficar a noite toda fazendo isso.

— Mãe até quando você vai ficar nessa? — Chara perguntou entrando no quarto de casal da casa carregando uma bandeja com chá, fechando a porta lentamente ela se virou procurando a Toriel pelo quarto e a viu deitada na cama, mas não era como se ela estivesse descansando o algo do tipo, na verdade ela estava na cama porque estava derrotada, destruída.
Chara tinha observado por esses dias a sua mãe, ela estava agindo como se o mundo tivesse acabado, como se nada mais fizesse sentido e tudo que ela sempre conseguia sentir na mulher era pena.
“Pobre coitadinha… Coitadinha dessa mulher que age como se ela pudesse sempre ter tudo.” Chara pensava todos os dias nessas mesmas palavras com um sorriso no rosto.
— Onde está àquela mulher sorridente mamãe? — Chara perguntou agindo como Frisk agiria, andou até Toriel e começou a fazer carinho nos cabelos grisalhos dela vendo a mesma se sentar.
— Você sempre foi independente e imponderada, por que precisa do Sans? Ele não foi só uma diversão?
— O Sans não é só isso… Ele é… — Toriel começou a falar enquanto tampava o rosto e chorava mais ainda, Chara não manteve nenhuma expressão sorridente, do contrário, conseguia cada vez mais sentir nojo e raiva da Toriel. “Mulher fraca” pensava enquanto a consolava e falava: “Não chore mamãe…”. Sim, as vezes ela odiava MUITO ser a Frisk.
— Mãe… Já pensou pegar algo dele? Quem sabe ameniza a saudade? Vamos, pode tomar esse chá que fiz, hortelã. — Chara falou vendo Toriel a olhar com os olhos cheios de olheiras e pegar a caneca, e logo ela começou a beber.
— Talvez na casa dele tenha algo, e você não sabe entrar escondida?
Normalmente eu nunca me arrependo dos meus atos. Não me arrependo de fingir ser minha irmã. Não me arrependo de nunca procurar ela para tirar ela da escravidão. Não me arrependo de fingir a mim mesma que amo o Asriel. Não me arrependo de manipular Asriel com minhas peças.
Mas me arrependo todos os dias de nunca acabar logo com o Asgore.
— Por que o odeia tanto Chara? — Flowey perguntava olhando a garota de cabelos castanhos olhando o loiro, ela estava com um vestido verde simples e bebendo chá enquanto que Flowey estava com uma blusa social branca e a calça preta com um colete preto por cima.
— Eu o odeio pelo que ele fez a Frisk e a todas as crianças do Orfanato mas você…
Eu o odeio porque sim.
Odiar pessoas é bem divertido quando se tem nada para fazer, e meu plano de vida sempre foi destruir a família Dreemurr. Acabando aos poucos com cada membro.
— TORIEL? O QUE É ISSO? — Asgore perguntava gritando no quarto com a mulher que segurava fortemente um objeto, era um casaco azul, aquele casaco era do Sans.
— NÃO TOCA NISSO MONSTRO! — Toriel começou a gritar sentindo seu estômago doer demais, caiu no chão começando a chorar e ter ansias de vômito.
— EU SOU O MONSTRO AGORA? VOCÊ QUE ME ENGANOU A VIDA INTEIRA, VOCÊ QUE QUIS CASAR COMIGO PORQUE PENSAVA QUE PODIA AINDA TER O SANS.
— EU NÃO…
— MAS OLHA SÓ, O SANS NÃO É DESSES! ELE NÃO É UM BONEQUINHO DE LUXO TORIEL.
— CALA A BOCA! — Toriel gritou dando um tapa no Asgore e Chara ficou olhando da fresta da porta, Toriel então começou a gritar sentindo uma dor enorme no estômago e vendo Asgore indo para cima dela.
— MULHER MINHA NÃO BATE, PARA DE FINGIR QUE ESTÁ DOENDO!
Chara fechou os olhos ouvindo o choro de Toriel e os “Pare” dela, se lembrava de Flowey falando que a Toriel sempre apanhou de Asgore, e eles sempre terminavam a noite transando. Ao mesmo tempo que horroroso saber que eles faziam “as pazes” transando era pior do que horroroso. Eles eram nojentos.
Mas hoje tinha sido diferente. De repente Chara foi parando de ouvir os resmungos e choros de Toriel aos poucos até que parou totalmente, então a garota voltou a olhar da fresta da porta.
Ela estava lá no chão, vomitada com mistura de sangue e Asgore estava olhando assustado o chão e não parava de mexer em seus cabelos demonstrando nervosismo.
— Papai… — Chara chamou abrindo a porta e sorrindo docemente.
— De novo você fez isso papai… Mas dessa vez passou dos limites, a enforcou?
— FRISK!? — Asgore gritou olhando a garota de expressão doce, ela andava calmamente em direção a Toriel e começando a puxar dela o casaco azul.
— De novo papai…
— Frisk eu já pedi perdão e…
— Você sempre se achou superior a todos, trata a todos como se fosse seus bichinhos de estimação e acha que vai adestra-los batendo e gritando. O que acabou que Asriel ficou assim também, tanto que ele me estuprou por que eu não estava afim de transar. — Chara falou colocando o casaco no armário dos dois e continuou.
— Você sempre achou que pode controlar a todos, o Flowey, Asriel, Asriel e… e minha irmã.
— O que?
— Sim, minha irmã. Eu não sou aquela burra que confiava em você com todas as forças e acreditava que um dia você mudaria Asgore, eu sou aquela que atormentava sempre suas noites de sono e sempre tive intenções péssimas — Asgore não sabia o que falar, seu corpo se tremia diante da garota. Mas não era por medo dela, afinal ele nunca teve medo dela. Mas por ela ter visto ele… Ele matar a Toriel.
— Mas… dessa vez eu não vou te julgar por isso, afinal você não matou a Toriel. Quem matou foi Sans.
— Sans?
— Sim, o Sans… Afinal, se ele não tivesse roubado o coração da sua amada Toriel ela não estaria ai, assim diante de você. Não é verdade? — Chara falou andando até Asgore e segurando no braço dele e o olhando.
— Eu…
— Sim, foi o Sans que matou ela. Ele matou. — Chara falou se sentando na cama do casal.
— Você diferente de Sans sempre quase a matou, só nunca matava completamente porque tinha a certeza de que ela nunca voltaria para o Sans afinal eles estavam afastados. Mas você fez a burrice de confiar em uma mulher apaixonada. Na verdade, não só mulheres, seres humanos apaixonados são capazes de fazer tudo Asgore, até mesmo morrer ou matar. Não vê o Asriel? Ele foi preso para que eu pudesse continuar meu plano. Te prejudicar.
— E como posso saber se vai me ajudar realmente?
— Olha que interessante, você quer realmente ser ajudado Asgore? Você? — Chara perguntou começando a rir e batendo palmas.
— Quer saber, palmas para você porque o fracassado lider da família Dreemurr fudeu com tudo! Fudeu com a família! Manchou o nome e…
— CALA A BOCA! — Asgore gritou levantando a mão para bater na Chara e dando um tapa na face direita dela quase a derrubando, mas isso não a impediu de rir. Do contrário, fez ela rir mais ainda.
— E o coitadinho não sabe nem se defender como um ser humano comum, é bem como a Toriel disse mesmo… MONSTRO! — Chara gritou rindo e repetindo a palavra “Monstro” diversas vezes.
— Se quer ainda viver no luxo e honrar o nome Dreemurr me dê tudo. Só preciso de bastante dinheiro. Bastante.
Desde criança eu aprendi que nesse mundo nada é dado para você, desde criança vejo que o mundo sempre me impõe que eu devo ser a que deve sofrer, afinal eu não nasci com a sorte dos outros. Mas quem disse que eu sou dessas? Não. Foi então que eu criei o meu termo: “Neste mundo é matar ou morrer.”
Eu mato.
Minha irmã morre.
Sempre foi assim, para eu conseguir as coisas que eu quero eu a uso.
Infelizmente vou ter que matar ela de novo para que eu me dê bem.
— O meu prostíbulo está falindo desde que sua irmã perdeu a voz. Preciso de grana. — G! Falava usando apenas um casaco preto sem blusa e uma calça jeans preta. Ele estava sentado de frente para a Chara fumando.
— Vai morrer de câncer no pulmão.
— Não vim aqui para receber consulta médica do obvio, anda logo e me diz o que quer.
— Então, Quero que vá atrás de umas pessoas para mim. O nome dele é Sans, e ele está atualmente em Hotland assim como a Frisk. Pode ficar com ela se conseguir pegar o Sans.
— E como pode ter certeza que eles estão juntos?
— Frisk sempre está nas situações erradas e nas horas erradas. Pode apostar.
— Você tem coragem de fazer isso a sua própria irmã?
— Tenho sim, você sabe que eu fiz isso na outra vez. Agora deixa eu ir lá na policia. — Chara falou se levantando e entregando o envelope para Gaster.
— Para você me devolver o dinheiro, quero que seja os anos de trabalho que Frisk trabalhe de Prostituta. Afinal, ela ainda não pagou pelos anos de fatura do Orfanato não é?
— Sim, 20 anos… com o dinheiro que você me deu, acho que mais 10 anos para ela. Bem, da para arranjar uma grana bem alta e me aposentar. É ótimo fazer negócios com você novamente Chara.
— Digo o mesmo.
E agora para Sans pagar por tudo que ele me fez e fazer o G! Sofrer um pouco eu falo com a polícia.
— Howdy Senhor Delegado, eu sou Flowey Dreemurr. Gostaria de bater um papinho sabe. — O loiro falou se sentando na sala do delegado, ele não parecia estar dando a mínima para Flowey o que o irritou. Suspirou tirando da maleta uma quantia de dinheiro.
— Olha só, vou ser direto ao ponto. Vocês estão investigando sobre o caso de Toriel Dreemurr certo? Quero que concluam logo que quem matou foi W.D. Sans.
— … O que? Mas isso é contra a ética da policia! O acusado é Asgore Dreemurr. — O delegado perguntou vendo o loiro começar a rir e suspirar vendo que o homem prestava total atenção nele.
— Olha só! Sabe o que um passarinho azul me contou? Que o senhor delegado quer comprar uma bicicleta para a sua filhinha amada e colocar ela em um colégio particular para ela realizar o sonho dela de ser médica, uns vestidos novos para a sua esposa que vive cansada de tanto trabalho e ainda uma casa longe daquele morro já que os drogados vivem cantando a sua esposa e ela a qualquer momento pode ser estuprada e morta porque ela é sua companheira policial e todos os policiais sofrem riscos de jeito igual, exceto mulheres.
— …
— E como você mal recebe um salário descente nunca sobra dinheiro para as economias, gasta quase tudo comprando coisas no mercado e o mundo é injusto com você mesmo que tudo que você tente é fazer a justiça. Engraçado não é? Eu já percebi isso a muito tempo. Os fracos pagam pelos erros dos mais fortes. — Flowey falou se levantando e andando até o homem de cabelos grisalhos que olhava para os papeis em suas mãos, pistas e mais pistas de um caso de estupro de uma adolescente, e o culpado era um garoto rico de vila nobre.
— …
— Então… você vai aceitar? — Flowey perguntou mostrando um envelope para o delegado que juntava as sobrancelhas grossas e olhava os milhares de blocos de dinheiro e ele fechou.
— Isso vai ficar só entre nós dois.
— Claro. Foi ótimo fazer negócios com o Senhor. Não se esqueça, W.D. Sans.
Comprar a policia sempre foi o mais fácil de tudo, ainda mais quando se tem um irmão advogado com boas influências e sabe usar as palavras. Outra coisa que eu estava tentando proteger a todo custo é a única coisa que me importa. Asriel.
— Você devia parar de comer a minha maçã sabe.
— Mas ela está tão apetitosa. — Chara falava deitada no sofá da casa vendo Asriel sentado no chão e cortando maçãs, ele então deu um leve sorriso e colocou o prato no chão.
— Realmente, maçãs são apetitosas. Se o mundo acabasse eu ia ficar triste por não comer esse pedaço que eu te dei.
— … você é estranho. — Chara falou ficando sentada do lado de Asriel e se encostando a ele, ela então ficou vendo a TV que estava passando o jornal. Era sobre eles procurando o Sans.
— Sabe, quando você chega ao ponto de perder tudo você acaba valorizando as pequenas coisas que a vida te dá… como uma maçã, você sempre vê lá no mercado e sempre tem em casa, eu lembro que eu olhava e ficava de saco cheio de comê-las. Mamãe sempre fazia tortas de caracol e algumas vezes de maçã. Eram gostosas.
— Sim…
— E pensar que nunca mais terei uma torta de maçã igual ao que minha mãe fazia me deixa um pouco… triste. Desculpa. — Asriel falou olhando Chara e ela olhou Asriel e sorriu de leve.
— E quando fiquei na prisão fiquei triste também sabe, pensei que nunca mais ia te ver. Por isso sempre falo sobre essas coisas de valorizar.
— Sim… mas você nunca vai me perder Asriel. — Chara falou se sentando no colo do rapaz e sorrindo para ele, ela sentiu ele acariciar as suas bochechas e então se aproximar dos lábios dela a beijando. Os dois ficaram se beijando enquanto Chara começava a passar a mão pela barriga de Asriel levantando a blusa dele.
— Não me lembrava do céu ser tão bonito. — Sans falava com o carro estacionado no meio de uma floresta da estrada e ele estava na cabine aberta do carro, Frisk estava andando até ele carregando uma garrafa de ketchup, ela então subiu na cabine aberta e entregou a garrafa para o Sans.
— … De onde você tirou isso? — Sans perguntou vendo ela se sentar e começar a comer umas batatinhas e sorrir para ele com uma expressão de: “Você nunca vai adivinhar”.
— Okay, dessa vez eu não vou tentar adivinhar… mas é incrivel você se lembrar de que eu gosto de Ketchup. E pensar que a qualquer momento eu não posso mais ir a um bar, e pedir Ketchup pra beber isso me… me assusta. — Sans falou bebendo mais um pouco e então ele percebeu o olhar da garota em direção a ele e o mesmo sorriu.
— Você já teve essa sensação? De perder tudo não é? Estou com a mesma sensação e estou com medo. Não quero isso e… — Sans sentiu Frisk abraçar ele e o mesmo parou por um momento não reagindo ao abraço da garota mas ele encostou a cabeça no ombro dela escondendo o rosto e se segurando para não chorar.
— Por favor me ajuda. — Sans pensou se afastando de Frisk e a puxando para ficar sentada no colo dele e ele se aproximou passando o seu nariz gelado no nariz dela e viu ela dar um selinho na testa dele e ficar segurando o ombro dele. "Sans, eu não vou deixar fazerem nada com você..." Frisk pensava abraçando Sans e olhando céu daquela noite. Estava cheia de estrelas e a Lua brilhava muito, como se estivesse abençoando eles com proteção.
Só as estrelas e a lua poderiam dizer o que aconteceria a partir de agora.
Fale com o autor