Get Away With Murder
15 Boa Noite Cinderela.
Notas iniciais
Normalmente eu não sou colocada em situações assim ao extremo, quando digo ao extremo é ser amiga de um homem que está sendo acusado de estupro e assassinato, e ainda ser pressionada pela sua esposa por ela acreditar em certas coisas.
— Senhorita Alphys, você não tem o número de Sans? — O policial perguntou vendo a garota nervosa, cruzando as pernas frequentemente e estalando os dedos.
— S-Senhor P-Policial j-já disse que o n-número é aquele…
— Sim mas o número está dando como inexistente.
— P-Pode s-ser que e-ele j-já tenha m-mu-mudado. — Alphys falou se levantando de sua cadeira, estava com um vestido rodado preto simples e segurava os jalecos nos braços, ela se levantou e saiu andando de lá transmitindo um ar calmo mas por dentro estava desesperada, começou então a demonstrar uma expressão de nervosismo e suar quando entrou no carro. Não daria para esconder por muito tempo a respeito de Sans. Devia procurar logo pistas.
— A Undyne vai gostar de nada disso, mas… tudo vai depender mesmo de Mettaton e Papyrus. — Alphys falou mandando uma mensagem para o número desconhecido, digitando rapidamente.
“Mettaton e Papyrus estão procurando provas, Eu, Undyne, Mettaton e Papyrus vamos jantar na casa do Asgore e vamos procurar algumas coisas. Aguente mais um pouco, por favor. Você é forte.”
Alphys então se surpreendeu ouvindo o barulho da porta do carro se abrindo e aparecendo uma Undyne de cabelos presos e usando roupas de policial. Apesar de Undyne ter se voluntariado para prender o Sans Alphys fingia estar ao seu lado. Tinha noção de que aquilo poderia prejudicar e muito o seu casamento. E isso a preocupava.
— Você falou do número do Sans?
— Fa-Fa-Falei m-mas eles di-dizem que está dando i-i-i-inexistente. É estranho não é? — Alphys perguntou demonstrando o nervosismo que sempre sente quando está ao lado da ruiva. Era incrivel como apenas dela sentar ao seu lado ela sentia seu estômago girar, seu rosto esquentar e as palavras certas não virem. E era interessante que isso acontecia desde que elas eram crianças. De amigas para namoradas e então esposas, Alphys sabia de todas as ações de Undyne por conhecê-la e saber que ela também sentia todos os mistos de emoções.
Inclusive sabia também que normalmente ela nunca desistia de algo que começava. E sabia que nesses momentos quando Undyne começava a falar sobre algo que lhe era importante ela não parava de falar. Afinal, Undyne nunca parava de falar dela para os outros. Especialmente aos pais. E Alphys já sabendo que ela ia começar a falar mal de Sans por ele ter coragem de fazer aquilo com Toriel, ligeiramente a garota segurou a mão fria de Undyne e a vendo virar o rosto para olhar, sorriu francamente para a ruiva que a deixou corada.
— Mas… não vamos falar disso agora, temos que passar em casa e-e n-nos ar-arrumarmos para o j-j-ja-jantar com A-A-Asgore. E… — A garota continuou falando ficando mais nervosa ainda abaixando a cabeça.
— T-T-Te-Ten-Tenho u-u-umas co-co-coisas pa-pra te m-m-mo-mostrar depois. — Alphys terminou de falar olhando de soslaio a Undyne que estava corada olhando ela e sorrindo bobo.
— Q-Q-Que Co-Coisa Al-Alphys…?
— D-De-Depois eu f-falo. — Alphys falou levantando o rosto para ver Undyne e com todas as suas forças deu uma piscadinha para Undyne que fez ela se tremer e corar toda.
E depois desse momento estranho Undyne falou nada a viagem inteira. Em compensação ela não ficou falando mal de Sans e essa noite Alphys finalmente teria o que queria e sentia necessidade.
— Olha só Paps querido, a primeira coisa que vamos fazer quando entrar na casa de Asgore é dizer olá! Não devemos levantar suspeitas de nada. Só vamos jantar e examinar a casa especialmente no quarto de Asgore! — Mett falava usando uma blusa de regata e uma calça legging e nos cabelos estavam rolinhos espalhados em todo o seu cabelo escuro e ele apontava para o quadro.
— Vamos fazer tudo o que a Alphys linda maravilhosa disse. E sua função vai ser distrair eles!
— Distrair como? JÁ SEI! Vou chamar todo mundo para fazer o prato novo que estou aprendendo com Undyne, ESPAGUETE E PUDIM DE MARACUJÁ!
— Isso darling! Destrua os estômagos deles! — Mettaton falou rindo baixinho e logo Papyrus emburrou gritando um: “Hey!” e ele corou vendo a risada do Mettaton.
Desde que Sans foi embora para Hotland o que esteve ao meu lado foi Mettaton, e de algum modo as vezes sinto que Sans fez isso para ele ser o meu apoio realmente. Quer dizer, nossa relação é de um apoiar o outro.
— S-Seu sorriso é grandioso Mett… Sorria mais. — Papyrus falou ficando corado e desviando o olhar, Mettaton parou olhando o rapaz e ele então se aproximou do rapaz de cabelos grisalhos beijando a bochecha dele.
— Obrigada darling. Eu também amo seu espaguete, mas seu Pudim de Maracujá outro dia estragou meu estômago. — Mettaton falou saindo andando rebolando em direção ao banheiro, Papyrus começou a pensar em como ele podia ser sortudo e ao mesmo tempo tão azarado.
Primeiramente, Sortudo porque ele estava namorando o seu amigo de infância e seu maior ídolo, Mettaton.;
Azarado porque seu irmão estava em uma encrenca que envolvia a todos que estavam ao redor dele;
Sortudo também porque se não tivesse o Mettaton ao seu lado talvez estivesse guardando um ódio enorme pelo seu irmão achando que ele tinha matado a Toriel;
E azarado porque não tinha ideia de como ajudar Sans e seu pai, mas faria de tudo ao seu alcance;
— Nyeh mas parece que eu estou em uma novela da globo e EU SOU O PROTAGONISTA?! NYEH! — Papyrus gritou se levantando do sofá em um salto.
— EU?! PROTAGONISTA?! EU? O GRANDE PAPYRUS?! O-OBVIO QUE EU ACEITO ESSA IMPORTANTE FUNÇÃO E…
— Paps darling com quem está falando? — Mettaton perguntou entrando na sala de estar, trajando uma bela de uma roupa formal que fez Papyrus ficar de queixo caido. Mettaton estava com os cabelos negros soltos que estavam levemente ondulados por conta dos rolinhos que estavam usando antes, usando uma blusa formal rosa bebê dobrada nas mangas até o cotovelo e com um colete bege claro aberto, a calça formal combinava com o colete tendo a mesma coloração e ele sorriu de leve para Papyrus, sorriso aquele que queria dizer que Papyrus precisava fazer algo.
— Você tem que se arrumar ainda darling.
— A-AH C-CLARO NYEH! V-VOU PARA O BANHO! — Papyrus falava aparentando estar nervoso mas Mettaton sabia que se falasse algo o mesmo começaria a falar que o grande Papyrus nunca ficava envergonhada, é que a pele dele era meio avermelhada mesmo. Por isso mesmo nunca falava muito dessas coisas, mas amava o Papyrus do jeito que ele era.
— Ele sempre foi assim não é? Não vai mudar. — Mettaton pensou andando até o sofá e sentando, e pensar que talvez por causa de um evento ruim o que veio em seguida foi um evento bom fazia Mettaton ficar sem reação, se perguntava as vezes também se a felicidade que ele vivia era verdadeira. Será que a qualquer dia poderia se acabar e novamente ele ter uma crise? Pensava enquanto via Papyrus passar correndo pela sala de estar em direção as escadas e subir para seu quarto, ficou corado em como ele estava começando a ter mais corpo, e olha que ele só cozinhava.
— Paps você sabe fazer uns pratos gostosos?
— Nyeh obvio que sim!
— Por que você está uma delícia assim. — Mettaton falou rindo enquanto observava o grisalho procurando algo para se vestir em seu armário e soltar um “NYEH!” resmungando palavras como: “Sans não está aqui mas você faz um ótimo papel substituindo ele Nyeh!”, até que ele tirou uma camisa que estava escrito: “Cool Dude” e logo a expressão que estava risonha de Mettaton mudou.
— Darling, VOCÊ NÃO VAI VESTIR ISSO?!
— POR QUE NYEH? ESSA CAMISA REPRESENTA MUITO BEM QUEM EU SOU!
— Sim Darling mas essa camisa fica horrorosa! Especialmente quando você… — Mettaton parou de falar vendo que ele já estava usando o boné e a bermuda laranja com o tênis de jogador de Basquete, o mesmo bufou irritado andando até Papyrus, o mesmo começou a gritar “NYEEEEEH!” em desespero. Enquanto isso do lado de fora, Undyne entrava na casa com uma expressão raivosa, era para os dois estarem já arrumados para irem jantar com Asgore.
— Não diziam que mulheres demoravam mais para se arrumar do que homens?! Que coisa? — Undyne resmungava enquanto andava pela sala de estar da casa já arrumada com uma blusa branca e uma jaqueta preta e a calça colante vinho e botas de tamanco, os cabelos presos para o alto e com uma maquiagem pesada nos olhos e o batom vermelho. Parou de andar procurando eles pela cozinha quando ouviu os gritos de Papyrus vindos do quarto, foi então que entrando no quarto ela viu Mettaton em cima do Papyrus na cama com a blusa meio aberta, Papyrus só com a bermuda laranja e com os braços presos acima de sua cabeça por uma das mãos de Mettaton.
— FAÇAM ESSAS COISAS DEPOIS?!
— UNDYNE?!

Os olhos de Undyne toda hora iam em direção a Papyrus e Mettaton que estavam com o rosto marcado de arranhão, mesmo que eles já estivessem na mesa de jantar da casa de Asgore Undyne não parava de encarar a ambos com uma careta.
Todos da mesa percebiam, inclusive Alphys que pedia para sua esposa parar com aquilo, usando um vestido bege simples com decote circular e os cabelos loiros soltos e usando seus óculos ela parecia mais nervosa a cada olhada de Undyne.
— Ela não para de encarar a gente por sua causa!
— NYEH! MAS FOI SÓ POR… — Papyrus sentiu sua boca ser tampada pelas mãos do Mettaton que sorriu olhando em direção a extremidade direita da mesa vendo lá um Asgore sentado satisfeito, talvez aquele clima de amizade para ele estivesse bom. A perda recente da esposa tinha o afetado muito, especialmente no comportamento.
— Parece que Papyrus está chamando sua atenção Undyne, pensei que fosse mais para… Pepecas. — Flowey que estava com uma blusa jeans de botões e a calça combinando com a cor do jeans falou com um sorrisinho safado para cima da Undyne que encarou feio Flowey.
— O QUE ESTÁ FALANDO SUA FLOR PODRE?!
— Ahn? Grita mais alto que eu não estou te ouvindo!
— Flowey por favor… — Chara falou se fingindo de Frisk, estava com um lindo vestido rosa tomara que caia com a frente curta mas atrás longo com belas ondas que pareciam castatas e os cabelos que agora estavam quase no ombro, escondendo sua beleza com uma expressão de preocupação com certeza nesses momentos de briga ela sempre tentava acalmar a todos com sua voz chata e seu olhar carente. As vezes odiava ser Frisk, a vontade que tinha era de rir das brigas da casa.
— Por favor todos vocês! — Asgore que trajava um black tie chique pediu baixo enquanto tentava manter a calma de Flowey e Undyne que discutiam na mesa, até que Asriel bateu na mesa e se levantou.
— SILÊNCIO, VOCÊS NÃO PODEM NEM FINGIR QUE SE DÃO BEM HOJE? É PELA MINHA MÃE. — Asriel gritou em alto e bom som fazendo todos o verem vestido com o black tie parecido de Asgore e os cabelos sempre bagunçados dessa vez arrumados, Graças ao seu grito Flowey e Undyne se sentaram, Asriel logo se sentou na cadeira e bufou irritado e Chara estendeu a mão dela para segurar a dele e acalma-lo.
— B-Bem… Como esse é um jantar que resolvi fazer em homenagem a Toriel que adorava quando todos vinham aqui em casa vamos fazer uma coisa que era da crença dela. Vocês se lembram que ela sempre rezava antes de comer? Bem… — Asgore deu a mão para Chara qje estava sentada a direita dele e a Asriel que estava sentado a esquerda dele e todos deram as mãos.
— Ela costumava falar assim… “Obrigada Senhor pelo alimento que nos destes nesse dia,...” — enquanto Asgore entoava a oração, Mettaton estava olhando ao redor vendo Frisk que estava orando também e Asriel, era bonito eles tentarem manter a fé que Toriel tinha em Deus, para Mettaton talvez Deus existisse, as vezes só agradecia pelos seus feitos e quando sentia que tinha feito algo de errado pedia perdão, além disso como ele podia gostar de um Deus que condenava ao amor de suas amigas e o seu amor pelo Papyrus? Terminando de ouvir a oração viram então os empregados chegarem com a comida, mas duas mulheres chamaram atenção, uma gordinha com os cabelos negros e usando um vestido chique e uma loira alta usando um vestido chique também.
— Ai meu Deus! Você é o Mettaton? — a gordinha perguntou vendo o rapaz olhar em direção a elas o que fez as duas soltarem um gritinho.
— É ele mesmo Catty!
— Ai Bratty me beslica!
— Não precisam se beslicar darlings, sou eu mesmo. — Mettaton falou sorrindo e então elas soltaram um gritinho vendo Mettaton se levantar e andar até elas as abraçando.
— Mettaton elas foram as moças que fizeram o jantar.
— Espero que esteja ao seu paladar Mettaton! Seu lindo! — Bratty falou e o mesmo riu se sentando na mesa e vendo elas se afastarem cochichando em como ele provavelmente estava mudado, então começando a todos comerem um silêncio estranho reinou no local até que a que a matou foi ninguém menos que Undyne.
— Eu… Eu gostaria de pedir perdão Flowey. — Undyne falou olhando Flowey e ele sorriu de leve.
— Quem vive de passado é Museu. — Respondeu bebendo o vinho, logo todos começaram a comer enquanto conversavam e Papyrus fazia seu papel muito bem, puxando a atenção especialmente de Asgore e Asriel na conversa. Quando ele foi olhar de soslaio para Frisk viu nela algo que nunca tinha visto.
Aquilo era um sorriso? Mettaton não sabia dizer, mas aquilo fez seu corpo todo se arrepiar.
— Eu… Eu preciso ir no banheiro, com licença seus lindos e lindas. — Mettaton falava se levantando e sendo guiado por um dos empregados que mostrou o caminho, Alphys sorriu vendo Mettaton começar a executar o plano.
— E-Es- Está g-go-gostoso Undyne?
— Apesar de não ser chegada em peixe eu curti. — Undyne falou sorrindo e dando um beijinho na testa da Alphys que fez a loira corar.
— Obrigada por ter me feito vir aqui. Eu ia recusar.
— R-re-cusar?
— Sim… — Undyne falou começando a beber o vinho e olhando novamente para a Alphys.
— Do que estão falando meninas? — Asriel perguntou sorrindo de leve junto com Asgore.
— Ah… Estávamos falando que eu ia recusar o convite. Não estava me sentindo muito confortável de vir aqui, Não é porque eu nunca fui chegada assim na Toriel, mas… era por causa de Sans, ele devia estar aqui... Mesmo que fosse para fazer as piadas horríveis dele. Apesar de tudo, mesmo que ele tenha feito aquilo tudo... Ele é meu amigo. — Undyne falou o nome proibido da festa, de repente o clima tinha mudado e Asgore olhava cabisbaixo.
— Sabemos que ele fazia parte do nosso ciclo de amizades Undyne, mas quem diria que ele seria capaz… Capaz de fazer a crueldade de maltratar minha menina e ainda destruir com a vida da minha esposa… — “Cínico” pensou Chara fazendo uma expressão chateada quase chorando, fingindo ser consolada pelo Flowey e vendo o olhar preocupado de Asriel.
— Vamos passar de família “Dreemurr” para família “coitadinha”. — Flowey pensou soltando um risinho e logo ele cochichou com Chara e a garota começou a chorar.
— E-Eu… Eu preciso ir lavar o rosto com licença. — Chara falou vendo Alphys tocar na mão de Frisk e ela sorriu andando ainda em direção aos corredores. Por um momento Papyrus entrou em desespero vendo que Frisk talvez visse o Mettaton andando pela casa.
— Bem, é uma pena Mettaton não estar aqui mas podemos já servir as tortas de caramelo e Canela que Toriel servia. Quem fez foi a Frisk.
— Então com certeza deve estar uma delicia! — Papyrus falou sorrindo e logo começando a comer, Undyne e Alphys comeram calmamente enquanto olhavam Asgore que terminou de comer a torta.
— O que acham de um copo de chá?
— Parece que tem nada por aqui… Ah, casas grandes são horríveis. — Mettaton pensava andando pelos corredores de quartos acabando de sair do quarto do Asgore, vendo que ninguém estava por ali ele resolveu voltar. Devia estar demorando tempo demais, mas ele era Mettaton, era só dizer que estava se embelezando.
— Você está perdido? — Chara perguntou sorrindo saindo do quarto dela, o som dos tamancos de algum modo fizeram o corpo do Mettaton tremer inteiro, se virou lentamente vendo Frisk apontando um calibre para ele.
— Criancinhas perdidas deveriam ficar em suas próprias casas.
— … O que você é?
— O que eu sou? Ora, eu sou a Frisk. — Chara respondeu sorrindo e logo ela disparou a arma fazendo passar de raspão na bochecha do Mettaton.
— E ruim de mira ainda não é Darling? — Mettaton perguntou sorrindo e Chara riu.
— Será mesmo? — Chara perguntou largando a arma no chão correndo em direção ao rapaz e pulando em cima dele o segurando pelo pescoço, o peso dela com o seu fez ele resmunga de dor e começar a tossir tentando respirar.
— DROGA! — Mettaton pensou e tentou socar o nariz de Chara fazendo ela quase cair, mas só piorou pois ela estava com um rosto horrivel que fez o rapaz tremer, O nariz sangrando com um sorriso e uma gargalhada juvenil. Ela sentiu então ele segurar o pescoço dela também a enforcando, mas sua força já não funcionava contra ela.
Não era porque ela era mais forte.
Era porque ele estava com medo e fraco.
— Abre a boca lindinho, ta na hora do seu remedinho de dormir, e quem sabe acordar quando estiver de novo no hospício! — Chara falou o vendo abrindo a boca para tentar respirar e ela colocou o liquido para ele beber, "Desculpa Darlings..." pensou sentindo tudo se apagar e cair em um sono. O efeito foi imediato.
— Boa noite cinderela.
— Boa noite cinderelas. — Asgore falou terminando de beber seu chá e vendo Papyrus, Undyne, Alphys e Asriel desmaiados no chão, Flowey terminava de beber o chá também fazendo cara de nojo.
— Odeio chás.
— Não podemos os deixar terem contato nenhum com Sans… Pode ser que um deles ainda tenha contato com Sans. – Asgore falou andando até Alphys e tirando da bolsa dela o celular, vendo então que tinha senha.
— Mantenham silêncio sobre isso, se quiserem podem se despedir. – Asgore falou para os empregados que já sabiam o que aconteceria, eles apenas continuaram em silêncio e Flowey foi vendo aos poucos alguns saírem enquanto Asgore olhava o celular de Alphys.
— Sério que você não sabe mexer em um celular velho?
— Não é isso, qual é a senha dela?!
— ... Sério que você não sabe? – Flowey falou pegando o celular e logo digitando “Undyne” e logo a tela foi desbloqueada. Nada mais que o obvio.
— Tem mensagens para um numero desconhecido, vou deixar com o seu amigo para ele saber o que estão nessas mensagens bloqueadas, podemos saber onde Sans está. — Asgore falou entregando o celular para Flowey que tentou colocar de senha a data do casamento delas: "12062016" e não é que foi? Nada mais que o obvio novamente.
— Já sei como fazer ele se entregar para a polícia assumindo a culpa toda, mas... Para assumir a culpa disso aqui também vamos ter que atraí-lo para aqui.
— Sim. Vamos persuadi-lo com uma das coisas mais importantes da vida dele... Desculpe Papyrus.
— Sim, é como dizem Papyrus... Nesse mundo é matar ou morrer.
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