Get Away With Murder
2 "Sanatório Underground"
Notas iniciais
O Domingo de noite estava ótimo, Sans estava ao lado do animado Papyrus comendo pipoca enquanto assistiam animes, o dessa vez era um filme de uma empresa japonesa que eles adoravam, mas quando ambos perceberam que a pipoca tinha acabado, Papyrus obrigou Sans a ir no mercadinho comprar mais pipoca.
Sans andava com as mãos no bolso e usando o capuz de seu casaco azul enquanto pisava pelo chão de asfalto para não andar na neve fofinha, chegando perto do mercadinho 24hs ele viu de longe uma garota de aproximadamente 17 a 18 anos, usando uma blusa azul com listras rosas e um shortinho curto demais e com meias calças rasgadas. Ela tinha cabelos médios que iam até o ombro e soltos charmosamente formando leves ondas e bagunçados.
Era uma garota charmosa não havia como negar. Mas era estranho uma garota aquela hora e com roupas rasgadas naquele frio, além disso… Ela estava sem um pé do sapato?
— Com licença… — A garota falou se aproximando dele, se surpreendeu com o toque dela no ombro, as mãos estavam geladas demais e ela parecia bem, muito assustada. Como se algo tivesse acontecido e julgando pelas roupas e cabelos “levemente” bagunçados, talvez tivesse sido estuprada.
— Você poderia dizer onde estou? — Ela dizia tremendo aos poucos e segurando o choro, Sans sabia que se saisse falando alguma coisa ela reagiria começando a chorar, como psiquiatra ele cursou sobre a mente humana maluca e psicologia sobre as ações humanas e suas justificativas, tinha noção até demais das reações das pessoas.
— Está em Snowdin. — Sans respondeu naturalmente e a garota se soltou dele.
— Obrigada. — Ela começou a se abraçar mas ia sair andando, Sans segurou o ombro dela.
— Espere, vou comprar algo quente para você e eu te acompanho.
— Não eu… Eu estou bem.
— Eu insisto. — Sans falava e a garota não teve muito o que negar, esperou vendo de longe Sans andando apressado pelo mercadinho para pegar a pipoca de Papyrus e um chá de camomila de latinha para ela e para Sans café.
— Qual é seu nome?
— … Frisk. — Ela respondeu parando de beber um pouco a bebida quente e andando do lado de Sans, ele bebia o café e olhava para ela.
— Você… Foi violentada?
— Eu não sei, É algo frequente, todo domingo a noite eu acordo nesse canto, nessa cidade… É estranho.
— Sonâmbula?
— Não… Bem, pode ser. Acontecem tantas coisas comigo. — Frisk falava sorrindo triste e voltando a beber o chá de camomila. Sans então vendo que ela ainda tremia de frio, tirou o casaco azul e colocou nela.
— Cuide bem desse casaco, graças a ele eu deixei de pegar muitas gripes, digamos que elas não são gatinhas como você Kiddo. — Sans falava sorrindo dando uma piscadinha e Frisk riu, ela parecia sorrir como a Toriel o que era bem bonito.
— Obrigada senhor, prometo te devolver ele. E… Eu vou para o outro lado, só pegar um ônibus. Você deve ir logo para sua casa, se não a feiosa da gripe vai te pegar de jeito.
— Quem diria que você manja dos truques de cantadas né Kiddo? Espero que a gente se veja por ai.
— Também. — Respondeu rindo e ela se virou saindo andando, ela andava lentamente segurando fortemente o casaco com uma mão e o outro com o chá. Sans vendo de longe ela pegar o ônibus se virou e saiu apressado dali, já estava tremendo de frio e a gripe poderia pega-lo de jeito.

— Bon day dotor Sans. — Uma enfermeira falava segurando uma prancheta e usando o uniforme branco, de algum modo nela parecia mais curto e exibia as pernas bonitas dela, ela tinha cabelos negros e a cara dela parecia de… Gato? Sans logo se decepcionou broxando e saiu andando até a mesa.
— Bom dia.
— O sinhorxinho qe caféxim?
— Eu… Aceito. — Sans pensava enquanto olhava a enfermaria correndo apressada, ela falava errado por querer ou sem querer? Sans então resolveu abrir o envelope e quando ele ia pegar a foto que tinha do paciente a enfermeira apareceu colocando o café na mesa quase derramando tudo.
— Diculpa Dotor.
— … Qual é seu nome?
— Mim ser dotorazinha Temmie, na verdade infermiraxinha!
— E india Temmie falar assim por querer?
— Axim chomo Dotor? Mim Temmie nõo sê India, ser infermiraxinha!
— Deixa pra lá… — Sans achou melhor não questionar mas, logo ele viu entrar na sala uma mulher de cabelos ruivos alta, usava roupas normais como uma blusa regata preta com calça jeans e botas.
— SANS!? PAPYRUS ME FALOU QUE NÃO RECEBEU O CONVITE DO CASAMENTO! QUEM VAI FAZER O ESPAGUETE DO CASAMENTO?!
— Xinhorita, Nõo pode xair entrando axim, Temmie nõo dexar! — A garota falava começando a empurrar a Undyne contra a vontade de mesma, Sans agradeceu aos céus por pelo menos ela saber expulsar visitas inesperadas entretanto, como era esperado Undyne saiu entrando empurrando a Temmie.
— SANS VOCÊ NÃO ENTREGOU O CONVITE ENTREGOU?!
— Er… eu esqueci. — Sans falava dando uma piscadinha e sorrindo e logo ele sentiu a mulher levantar ele pela gola do jaleco branco.
— SE MEU CASAMENTO TIVER UMA COISINHA FALHANDO A CULPA VAI SER…
— Undyne?! — Uma loira entrou na sala de repente, ela usava um charmoso vestido preto com bolinhas brancas por baixo de um jaleco branco como de Sans, Undyne na hora soltou o Sans e ele se sentou em sua cadeira, a ruiva ficou corada sorrindo docemente para a ela.
— Oi Alphyszinha. — Undyne falava andando até a loira e se abaixando dando um selinho na mesma.
— Só estávamos tendo uma conversa agradavel aqui não é Sans? NÃO É SANS?! — Undyne falou com um olhar mortal em direção ao grisalho, que apenas sorriu nervoso e assentiu com a cabeça positivamente.
— Estávamos brincando de suicídio por enforcamento. — Sans falava ainda sorridente e Undyne sorriu também mas depois ela se ligou no que ele falou e Alphys ficou assustada.
— O QUE?!
— NÃO! Quer dizer… Não é nada demais amor! Somos amigos! Muito amigos! Amigos brincam disso que nem nos animes que a gente viu? Lembra do Nanatsi na Taizaw? O Bon e Meliados é tipo eu e Sans e… NÃO! É TIPO AS DUPER GATINHAS! TIPO AS…
— Por que está assim Undyne? — Falava Alphys assustada puxando a Undyne para fora dali antes que a ruiva explodisse e Sans apenas ficou rindo da cena, era tão engraçado ver a mulher reagindo daquele jeito com a noiva dela. Então, Sans se levantou se sentando na mesa e bebendo o “caféxim” da Temmie.
— Bem forte. Gostei.
— Com licença…? — Temmie abriu a porta enquanto sorria para a morena que entrava, ela estava com uma blusa regata branca simples com uma saia jeans azul marinho com sapatilhas bege, ela se virou fechando a porta e dando um tchauzinho para a Temmie, quando se virou se surpreendeu vendo o Sans.
— Você é o Senhor de ontem!
— Ora, se não é a Kiddo. — Sans falava sorrindo bebericando o café e deixando na mesa, Frisk sorriu andando até a cadeira que tinha para os pacientes, se sentando ela olhou para cima, exibindo aos Sans uma visão de um angulo diferente. E o que ele poderia dizer? Ela era sexy naturalmente ou era impressão dele? porque dava para ver um pequeno decote que mostrava um poucos os seios pequenos e a curva entre eles e a pele morena dela, além dela possuir um olhar carinhoso e curioso.
— Você era o novo doutor que viria trabalhar aqui? Então eu sou a sua paciente.
— Sim, prazer. Sou Sans, o "Sansacional". — Sans falava dando um sorrisinho e ela riu com a piadinha dele.
— Asgore e Toriel me falaram que vocês eram amigos de velha data, então se você é amigo deles, você também é meu amigo.
— E como não iniciar uma amizade sem um aperto de mãos? — Sans falava dando um sorrisinho e estendendo a mão para ela, vendo ela segurar eles então apertaram as mãos.
— Bem… Você é a minha paciente. Devo dizer que gostaria de te observar durante uma semana. Pode ser?
— Me observar? Bem… Só posso dizer que você vai ver que sou um livro aberto, não tenho nada demais. — Frisk falava docemente e soltando as mãos da do Sans.
— Vamos Senhor Stalker.
— Stalker? É porque eu tenho um rosto tão assustador assim kiddo?
— Só diria que tem um sorriso ameaçador demais, parece até um spooky scary skeleton.
— Não sabia que você gostava de musicas eletrônicas.
— Há muitas coisas que você ainda não sabe, caro Doutor Sans. — Frisk falava se levantando e saindo andando dali enquanto Sans a seguia.
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