Notas iniciais
HEY BRUXÕES! Kass gripado aqui, cantem soft kitty pra mim :c ausdçlajda (fãs de The Big Bang Theory entenderão).
Mas enfim, capítulo dessa semana que vem veio mais cedo, feliz natal -n. Resolvi postar hoje porque nessa terça tenho entrevista (De novo, é. E me desejem sorte!) pra um trampo que eu to levando fé, só que é meio longe... Mas enfim, pra não acabar ficar sem postar, ai esta.
AH SIM, chegamos há 72 bruxões e 300 reviews, olha que máximo! - quero agradecer a cada um de vocês e sinceramente, pedindo do fundo do meu coração Potterhead, que comentem a fic, seria bom saber o que todos pensam sobre ela. ♥
Hoje eu terminei uma fase do último livro, uma fase que eu amei escrever. Não posso dizer muito a respeito, mas posso dar uma dica: Doctor Who. Rç
E falando em dica, boa leitura e nos vemos nos comentários finais!

Ao comando de Rose os rapazes cuidadosamente se espalharam pela Floresta tomando suas posições. Os alunos que andavam rumo à torre eram da Durmstrang, aquele trio de gigantes: Ivor Thorson, Odir Rasmussen, Axel Górki. Time 10.

— Socorro, soc-... Oh, graças a Merlin! – Rose correu mancando até os escandinavos, que levantaram suas varinhas instantaneamente. A garota estava bem acabada, as vestes estavam arregaçadas e sujas, saía sangue de seu lábio inferior e os cabelos estavam despenteados.

— A ruivinha do time 12 – Ivor virou-se para falar com seus amigos, sua voz era tão grave quanto à aparência, o sotaque russo contido em cada palavra em inglês. Nesta altura do Torneio suas roupas não estavam no melhor estado. Os cabelos pretos e rebeldes mais bagunçados ainda e os olhos azul-cristalinos frisavam a direção onde Rose supostamente teria sofrido um ataque.

— Onde estão os seus parceiros? – rugiu Axel Górki. Independente da aparência angelical que demonstrava no início da Seleção, agora ele estava parecendo um demônio. Os olhos verdes estavam semicerrados de desconfiança. Os cabelos louros na nuca estavam empapados de sangue, que escorria pelo pescoço e sujava a camisa, que também aos frangalhos. Provavelmente esse time tivera enfrentado algum tipo de criatura, não bruxos.

— Estão desacordados – respondeu imediatamente – alunos da Forccinari nos atacaram e derrubaram... E eu estou sem minha varinha, olhem – Rose estendeu os braços e girou as mãos, mostrando as palmas vazias.

— A Torre não deve estar tão longe daqui. Carregue-os até lá ou dispare as faíscas – instruiu Odir. Os cabelos castanhos perderam a amarra que os prendia e agora estavam soltos. Um dos olhos fora esmurrado e tinha a parte inferior arroxeada, apenas o outro castanho fitava Rose cheio de incredulidade e cinismo. Assim como os outros, estava com as roupas igualmente acabadas.

Rose levantou o rosto, os olhos teatralmente marejados e a voz embargada de um choro que segurava para não sair.

— Eu sou apenas uma garota! – os joelhos fraquejaram e ela esmurrou o chão em derrota. A outra a mão cobriu o nariz e a boca quando um soluço teimoso ousou sair. – e eu... eu...

Um longo suspiro e ela terminou de desabar no chão. Ela caiu inerte na frente dos rapazes, que tomaram um susto e recuaram na mesma hora. Ivor era o mais cheio de coragem, aluno da casa Feuer, onde a força bruta e as atitudes falavam mais alto, foi direto a Rose para conferir seu estado. De varinha apontada diretamente para as cascatas de cabelos flamejantes, deu um chute em seu ombro e a virou de peito para cima. Como Rose manteou-se imóvel, ele aproximou-se mais um pouco e virou a cabeça para declarar aos amigos:

— Apagou.

Em uma fração de segundos Rose puxou a varinha da mão do rapaz que estava a poucos centímetros de seu antebraço e o chutou, fazendo Ivor cambalear alarmado.

Estupefaça! – um lampejo vermelho rompeu da varinha contra o próprio dono e ele foi atirado por um campo de força invisível a metros de distância.

Expelliarmus! – as vozes de Albus e Scorpius surgiram em uníssono por trás das árvores e as varinhas de Odir Rasmussen e Axel Górki foram tomadas de surpresa.

Eles tentaram revidar fisicamente, do que serviam varinhas quando se tem quase dois metros de altura? – mas foram impedidos por Rose, literalmente.

Impedimenta!

Os grandalhões foram estocados no lugar na mesma hora, trancados em movimentos que seriam certeiros se tivesse alcançado algum dos rapazes.

— Ora sua... – Odir começou a murmurar, o peito inflando de raiva.

— Oh, Oh, Oh! – Rose censurou, levantando um dedo até a boca do escandinavo e o calando de vez – vai por mim, você não vai querer completar essa frase.

Como o maior e mais bruto, Axel começou a se agitar e o feitiço aos poucos fraquejava.

Incarcerous – brandiu Albus e de sua varinha romperam o mesmo tipo de cordas que laçaram o testrálio. Não precisaram de trabalho manual, logo que disparadas ela enrolaram-se na dupla do Time 10 fortemente.

Petrificus Totalus – garantiu Scorpius com Ivor, que aos poucos retornava a consciência do assalto de Rose. Ele estremeceu como se levasse um choque elétrico e estendeu-se rígido, caindo no chão como um pedaço de rocha.

— Lembraremos disso, Time 12! – prometeu Odir. Axel não parava de se mexer ao seu lado.

— Qualquer coisa estaremos na Torre – Albus piscou e caminhou até Ivor, com aquela passada lenta e despreocupada que seu pai tinha.

No peito de Ivor havia um único broche. Uma única chance, a última. O Potter recolheu o Cálice Dourado sentindo a sorte ocupar seu corpo. Alfinetou em sua roupa e tomou cuidado com os feitiços de Desilusão – vai saber o que eles encontrariam no caminho da Torre.

Rose aproximou-se de Thorson, que mesmo petrificado havia outros sentidos muito bem ativos. Ela acabava simpatizando com ele mais do que os outros – de maneira adversa.

— Quando o feitiço se desfizer desamarre seus amigos. E Obrigada pelo broche, querido.

Os rapazes já caminhavam na frente. Ela foi logo atrás, parando para estapear a nuca de Odir (da mesma forma que fazia com Albus).

— Eu sou apenas uma garota, e é exatamente isso que você tem de temer, tapado.

Os lábios do russo se crisparam tanto que se tonalizaram de brancos. Quando já não era mais possível ver algum deles, ouviram as suas costas o grito furioso de Odir cortar a noite.


— Cinquenta e três minutos – Albus já corria sem a varinha em mãos. Scorpius e Rose ladeavam a sua guarda e eles disparavam em direção ao norte sem mais delongas.


A lua cheia clareava vagamente o caminho que eles faziam. As raízes de plantas nesta região eram maiores, o que dificultava correr sem ter de pular algum obstáculo. As toras de arvores e troncos eram marrom-acinzentado, dando a eles a mínima noção do que havia a sua volta. Aqueles barulhos sinistros soavam a distancia – ou pelo menos Albus queria que fosse bem longe dali. A torre estava logo atrás de um conjunto de árvores e um circulo de pedras propositalmente formado.

— Chegamos! – Albus pulou um rochedo e adentrou na área onde a Torre. Scorpius ajudou Rose a descer e quando ela pisou os pés no chão um canhão de metal escuro jorrou uma bola negra ao ar que desapareceu logo em seguida, apenas registrando chegada de mais um time.

Albus saltou do chão e pulou comemorando a vitória. Rose se jogou nos braços de Scorpius e o abraçou. Pego de surpresa, ele apenas laçou sua cintura com os antebraços e confortou seu queixo no ombro da amiga.

— Vocês estão bem? – um auror vinha na companhia de um curandeiro. Eles analisavam o estado do trio com olhares profissionais.

— Sim – Albus olhou em volta e reparou nos amigos – é, estamos bem.

— Quer ajuda com a ferida no seu lábio, meu bem? – o medibruxo, um senhor de idade, apareceu no lado de Rose e levantou seu rosto. Seus olhos analisaram por trás dos óculos ovais a boca da garota.

— Oh, isso? – Rose esfregou o polegar e removeu o suposto sangue – são apenas pétalas de rosas com um encanto básico.

O curandeiro deu um sorriso, surpreso.

— Peculiar...

— Vocês possuem os dois bottons? – quis saber o oficial.

Albus tocou no peito duas vezes. O auror pareceu compreender o que eles fizeram.

— Podem entrar na Torre.

Eles saíram da lateral da tenda/torre e foram para a entrada. Lá dois aurores montavam guarda, quando viram o Time 12 bateram uma espécie de continência e permitiram a entrada deles, puxando o que parecia ser as portas.

Magia, claro. O interior da tenda era bem maior do que aparentava ser pelo lado de fora. Ela era circular e suas paredes eram repletas de quadros de anotações e murais de avisos. Aurores, medibruxos e organizadores caminhavam de um lado ao outro, com pressa e fazendo registros. Em uma parte havia macas e bancos suficiente para um trio sentar-se. Em um deles Dominique estava deitada no meio, com as pernas no colo de Fred e a cabeça pousada nas coxas de James, tirando um cochilo tranquilo sob a guarda de seus amigos – as X-Firebolt descansadas em seus pés. Quando Fred avistou o Trio de Ouro, ele cutucou James – que afagava distraído as mechas pretas e avermelhadas de Dominique – e indicou com o olhar os primos. Com uma energia renovada, JP piscou para Albus, que respondeu com uma careta.

Eles foram andando pela tenda e pararam justamente na mesa do buffet. Lá uma servente os deu garrafas de água e uma barra de cereal de frutas.

— Você não teria algo doce? – choramingou Rose.

A mulher sorriu com generosidade, negando com a cabeça.

— Desculpe querida, você estava sob exercícios, não pode ingerir algo pesado.

Albus rolou os olhos e continuou andando, com Rose fazendo beicinho logo atrás e resmungando sobre comidas saudáveis demais. Ele e Scorpius deram uma olhada geral pelo acampamento e repararam os demais times. Aqui estavam os times 2, 4, 6, 9, 11 e 12, contando com eles.

O Potter rosqueou sua garrafa de água e sorveu o líquido com vontade. Scorpius e Rose sentaram-se em um banco disponível e Albus ficou de pé, encarando uma abertura que mostrava a Floresta Proibida. Dali viu que um feitiço era feito após o outro – primeiro visualizou um escudo que desfocou a imagem do plano de fundo, depois outro surgiu em faíscas douradas e mais um finalizou como um fio cinzento. Ele não imaginava o que poderia ser, mas o som de uma trombeta que veio do lado de fora o sugeriu que a Primeira Tarefa estava oficialmente finalizada.

— Acendam o farol! – comandou um auror, em seguida outras várias vozes disseram o mesmo até outro organizador subir até o ultimo andar da Torre e conjurar o Lumos Maxima.

Uma enorme esfera de luz foi crescendo gradualmente até chegar num tamanho consideravelmente grande. Com o auxilio da varinha, o bruxo coordenou ela para subir e flutuar dentro de um cilindro enorme de vidro, onde ali maquinava uma espécie de farol. E graças a esse mecanismo os demais trios poderiam achar a Torre com facilidade.

Harry surgiu na barraca com aquele andar, Ron estava logo atrás dele. O Auror Potter teve uma linha formada na sua frente com o que parecia ser capitães da brigada. Ele ditou alguma coisa e foi reverenciado formalmente por sua equipe. O Curandeiro Malfoy estava na abertura da Torre, falava algo para uma medibruxa, que assentia positivamente a cada ordem que ele dissera. Por fim anotou tudo em uma prancheta e caminhou pela tenda reunindo mais curandeiros e formando times com aurores.

— Acho que estão indo fazer uma busca pela mata – comentou Albus, sentando-se ao lado de seus amigos.

Rose estava com a cabeça encostada no ombro de Scorpius. Ele aparentava achar isso um máximo, mas só Albus conseguiu reparar que ela comia sua barra de cereal e frutas super saudável encarando Thanatos do outro lado.

— Vou pedir que aguardem um momento até a chegada dos outros Campeões – Harry tomou a frente e falava aos trios que ali repousavam – quando todos estiverem aqui daremos continuidade ao estágio final dessa tarefa – ele ia se virando quando mudou de ideia e ergueu o indicador, como se lembrasse de algo. Aproveitando o dedo levantando, ele arrumou a armação dos óculos sorrindo de forma excêntrica – Parabéns a todos.

•••

Um tempo decorreu entre o aviso de Harry e a chegada dos outros Campeões. Todos, sem nenhuma exceção, demonstravam cansaço e marcas de luta, além de ofegantes e feridos. Quando o tratamento desses foi devidamente aplicado e alguns já se sentiam bem, Kingsley adentrou na Torre, deu uma rápida olhada e soube que já estava pronto pra finalizar a tarefa.

— Relatório?

— Todos estão aqui – informou Harry, postado ao seu lado de braços cruzados na frente do peito. – não tivemos nenhum imprevisto.

— Também sem ferimentos graves – disse Draco –um bom descanso tornará melhor as condições de boa parte deles.

— Pois bem – o Ministro começou a andar e, respeitosamente, todos os Campeões se puseram de pé. Albus viu que alguns buscavam apoio nos colegas e outros distribuíam o peso para ajudar o outro ficar de pé. O Time 10 fulminava ele e seus amigos com o olhar. – quero congratular aos que chegaram aqui com os dois bottons. Aos demais aconselho que não se preocupem, esta foi a primeira tarefa e o jogo pode virar a qualquer momento. Agora aos trios que possuem a dupla de broches apresentem seu Capitão.

Seis bruxos dos doze trios deram um passo à frente. Thanatos Asmodeus, do time 11 tinha criado cópias e distribuído entre seus amigos, apenas ele carregava os originais. Dakota Gwen, do time 6, recolheu os broches de seu peito e estalou os dedos na frente dos dois, desfazendo uma azaração (que queimaria gravemente a mão da pessoa que tentasse tocá-los sem permissão). James Sirius, time 9, levou sua X-Firebolt e entre as cerdas retirou os dois broches. Renné Eiffel, time 4, desprendeu os broches de seus cabelos loiro-acinzentados, onde estavam imperceptíveis aos olhar, e sacudiu eles com exuberância. Wagner da Silva, time 2, retirou um de cada manga interna de sua blusa. Por fim, Albus, que representava o time 12, tocou com sua varinha os broches e desfez o feitiço da desilusão, fazendo surgir ambos os broches em sua roupa.

Após recolher de cada um dos Campeões seus bottons, Kingsley assentiu com veemência.

— Estou impressionado com a maneira que vocês protegeram seus broches. Como prometido, vocês terão o direito a senha que dará uma dica a próxima tarefa. Recolham naquela mesa o envelope correspondente ao seu time.

Os autorizados encaminharam para uma mesinha de vidro discretamente colocada ao lado, em cima dela contendo envelopes de papel pardo ligeiramente envelhecido, estampados com uma numeração de um a doze, selados por uma cera de vela azul com um brilho dourado, marcado pelo emblema do Torneio dos Cinco. Albus avistou o envelope doze entre os outros e o pegou, analisando frente e verso. Aparentemente não havia nada de interessante ou secreto. Assim como os outros, voltou a seu lugar.

— Essa é a senha que vocês terão sobre a seguinte tarefa – o Ministro Shacklebolt caminhava de um lado ao outro, passando a mensagem e fitando com seus olhos castanho-escuros os capitães, que estudavam suas cartas curiosos. – abram apenas na presença de seus parceiros integrantes do trio e não mostre a mais ninguém. Desvende e preparem-se para a segunda tarefa que ocorrerá no dia vinte e quatro de fevereiro. Espero que tenham desfrutado e tirado ensinamentos desta tarefa.

•••

Naquela noite eles foram levados de volta ao pavilhão onde se deu o início da tarefa. Lá foi organizada uma festa de celebração. Tendas e mais tendas foram armadas para abrigar bruxos e mesas de um buffet magnífico. A especiaria era britânica, então todos provavam a culinária com certa curiosidade. Espetinhos, petiscos, bebidas, álcool e outras coisas estavam sendo entregues por pratos de bronze que flutuavam sozinhos. Uma banda fora contratada especialmente para essa ocasião, e dos instrumentos jorravam notas animadas e dançantes, o cantor usava sua varinha como microfone e narrava contos heroicos e conquistas em um gênero jovial.

Quando os Campeões chegaram foram aplaudidos pelo público. Um palanque enorme foi montado para eles e, independente de terem conseguido a senha ou não, uma salva de palmas surgia a cada apresentação. Os que conseguiram retirar as senhas foram especialmente adorados e ditos como favoritos. Fogos de artifício iluminaram a noite e rojões explodiram em vários sons.

Albus foi cumprimentado por seu pai e ele disse que estava muito orgulhoso. Jade Ocello tentou uma entrevista particular, mas ele recusou a jornalista indo atrás de Pandora, que o abraçou com tanta força que seu corpo respondeu de uma forma meio sufocante, o que ele não soube determinar se era bom ou ruim. Lily Luna se jogou nos braços de Albus e James, beijou o queixo de cada um e apertou o nariz dos dois, dizendo que eram lindos e sempre soube que ganhariam. Mais amigos surgiram e apertaram sua mão, deram tapinhas nas costas e roubaram abraços. Alunos de outras escolas fizeram o mesmo, que no animado momento não dava pra perceber se era algo verdadeiro ou falso. E para deixar as coisas mais peculiares ainda, os outros Campeões vieram lhe cumprimentar, não todos eles, mas os que receberam a senha disseram que ele fez um grande trabalho com a desilusão dos bottons – que Albus passou os créditos a Rose e disse que era o apenas o Garoto-Bussola – deram boas risadas e voltaram a curtir a festa.

Em um determinado ponto da celebração, Albus tomava as escondidas uma bebida nomeada caipirinha com alguns alunos da Forccinari. Scorpius apareceu no meio do grupo e pediu licença, dizendo que roubaria o amigo por alguns segundos.

— Cara, isso é muito bom – Albus virou o copo, sentiu o peito arder e a língua refrescar com o sabor do limão. Scorpius tomou o copo da mão do amigo e cheirou.

— Bebida alcoólica? – enrugou o nariz.

— E que é você, algum tipo de inspetor?

— Não, só que você está bebendo sem mim – ele fez biquinho e tentou derramar o restante do líquido na língua, sem sucesso. – depois você terá de arranjar um desses pra mim!

Quando encontraram Rose, ela também falava com alunos da Forccinari e tinha nas mãos uma garrafa do que parecia ser também a desejada caipirinha. Era de se pensar “cadê os adultos essa hora?”.

— Oi! – ela cumprimentou os amigos com uma gargalhada.

— Um segundo! – Scorpius avisou aos brasileiros e eles levantaram os polegares ou concordaram com as cabeças, dizendo palavras em português que soavam como “Beleza” e “Firmeza”, ou frase como “Vai fundo”. Ele puxou Rose pelo braço e foram para um canto mais reservado.

A caminhada até a margem do lago não demorou tanto assim. Ainda era possível ouvir risadas e exclamações mescladas à música, mas estavam definitivamente sozinhos.

— E aí, querem ver o que tem no envelope? – sugeriu Scorpius.

— Opa, é pra já – Albus começou a tatear os bolsos e retirou a carta que pegara dentro da tenda.

Seus dedos romperam o lacre de cera e dentro Albus encontrou um cartão. Um simples cartão.

— Só isso? – ele procurou dentro do envelope se tinha mais alguma coisa. Nada.

— Olhe só, tem algo no verso dele – Rose virou a posição do cartão na mão do primo.

E realmente tinha alguma coisa. Desenhado num traço pra lá de Tim Burton (um bruxo que convivia entre os trouxas revolucionando o cinema de uma forma mágica) estava a figura de um animal.

— Essa é a nossa dica? – queixou-se Scorpius.

Albus fitou descrente o desenho, esperando que ele fosse pular do cartão ou falar com eles. Mas nada aconteceu.

— Um corvo?

Notas finais
* O desenho do corvo com traço de Tim Burton seria tipo isso: http://pontodalira.files.wordpress.com/2012/09/21.png?w=560

É isso meus queridos, bom final de semana, não deixem de comentar e até a próxima!