Geração Potter e o Torneio Dos Cinco

6 (Cap. 06) - Explicação, regras e prêmio.


Notas iniciais
Heeeey bruxões! espero que todos estejam bem!
Então caras, gostaria de agradecer três coisas:
- Obrigado a todos que entendem a minha ocupação agora como terceiranista. Está realmente puxado, e como o leitor Rodrigo Ribeiro disse hoje; estou fazendo isso sem fins financeiro, mas sim porque gosto. E estou realmente feliz em saber que vocês compreendem a minha situação. Aliás, enviei currículos para agências de empregos, me desejem sorte, parceiros! x)
- Alcancei a marca de 50 leitores e passamos dos 100 reviews aqui! é incrível ver esse número, é bom saber que estou fazendo algo que atraia tanta gente assim. Espero que continuem agradando cada vez mais! - Muuuuuito obrigado
- por fim; boa leitura!

Vários alunos ficaram boquiabertos, o quão grande elevou-se o nível do Torneio? Além das escolas europeias teriam a participação das americanas? Todos olharam em volta e fizeram breves comentários com os amigos e colegas, só cessaram o murmúrio quando Minerva McGonagall pigarreou indiretamente pedindo ordem.

— Pois bem, as escolas ainda estão em processo seletivo para os Campeões que poderão se alistar aqui em Hogwarts, que no caso, será em outubro, no Halloween, já que o poder mágico se eleva no Dia das Bruxas – concluiu Neville.

Outra vez o Grande Salão se tomou em sibilos. Os fantasmas flutuavam calmos e atentos à conversa. Só se ouvia o sussurro de comentários e o crepitar dos archotes, até mesmo a música e barulhos alheios foram silenciados.

— Agora quero apresentar a vocês um velho amigo – Neville assentiu com a cabeça para Senford Strong. O zelador do outro lado compreendeu o sinal e abriu as portas do Salão.

Delas atravessaram um homem mediano e magro, trajava uma capa de viagem escura, cheia de fivelas e bolsos, a gola estava alta, o que dificultava ver seu rosto. Seus cabelos eram negros e ondulados, com várias pontas escapando do penteado rebelde. Uma porcentagem da franja cobria o que alguns suspeitavam ter uma cicatriz antiga em forma de raio estampada bem na testa. Atrás dos óculos de aros redondos, olhos verdes-vivo irradiavam uma aura poderosa, que pareciam ler e desvendar seus segredos mais ocultos. O homem caminhou até o altar e apertou firmemente a mão do diretor, trocando um abraço em seguida. Tocou a mão de cada lecionador, até chegar a McGonagall e a dar um forte abraço. Quando ele voltou para o altar Neville declarou:

—Senhoras e senhores os apresento Harry Potter, campeão do ultimo Torneio Tribruxo, junto do corajoso e leal Cedric Diggory!

Todos presentes deram uma salva de palmas e clamaram vivas. O som voltou a fluir em Hogwarts e os assobios e exclamações se tornaram bem audíveis. Em consentimento Harry agradeceu com uma reverencia e acenou. As garotas deliraram ver o auror com as bochechas levemente avermelhadas, corando diante da receptiva apresentação.

— Boa noite, Hogwarts – saudou sorridente. Sua voz, embora calma, era grave, sublime e portentosa.

— Lindo! – Lily Luna gritou, logo levando os dedos aos lábios e assobiando de maneira auditiva e invejável.

Em meio do coro de risadas, Harry mordeu o lábio inferior e piscou um dos olhos, da mesma maneira que a própria filha fazia quando dizia seduzir. Mais risos e palmas. As pessoas olhavam de Harry para seus três filhos, tentando não perder a reação dos quatro Potter, agora reunidos em Hogwarts publicamente.

— Viktor Krum e Fleur Delacour, os outros participantes do Torneio Tribruxo, neste exato momento estão fazendo em Durmstrang e Beauxbatons a mesma coisa que Harry fará aqui em Hogwarts – revelou o diretor Longbottom. – explicar a vocês sobre o Torneio.

Ele indicou o altar ao Potter, que se posicionou defronte a todos, encarando rostos duvidosos e curiosos. Alguns ele tentava ignorar, pois havia certo desejo e sensualidade. Mas as coisas com ele começaram a ser assim, afinal seduzir é fácil, ser auror é difícil, ser bonito complicado e ser Harry impossível.

— Pois bem, serei breve, até porque mais detalhes serão ditos no Halloween. De inicio devo dizer a vocês que desta vez a censura não será apenas de idade, mas também de poder mágico – evidenciou Harry.

Albus arqueou uma sobrancelha e virou para James. Seu irmão devolveu o olhar sacudindo os ombros, como se também não tivesse pegado esse detalhe.

— O Ministério da Magia e os organizadores votaram e decidiram que apenas os alunos que conseguem produzir um patrono corpóreo decente e satisfatório terá autorização para se candidatar ao Cálice de Fogo – prosseguiu ele, agora dando alguns passos de um lado ao outro, a fim de passar a mensagem em todos os cantos. – o Cálice de Fogo, aos que não sabem, é um artefato mágico – Harry fingiu coçar o nariz e murmurou entre pigarros – que particularmente defino como hostil e traiçoeiro – a partir daqui retomou o timbre natural de sua voz. – que escolhe de maneira imparcial, dentre os nomes depositados nele e independentemente da idade, um campeão para cada uma das escolas participantes do Torneio. Digamos que ele selecione os campeões por vários fatores, porém posso afirmar a vocês que ele os escolhe de tal maneira que possa julgar ser o interessante aos Jogos.

Tirando os lecionadores Cassandra Winry e Michaelis Graypow (que foram contatados diretamente pelo Ministério e o próprio Harry para ensinarem aos terceiranistas em diante o feitiço do patrono), todos no Grande Salão foram tomados pela impactante surpresa. Agora sim tudo fazia sentido; terem ensinado o Expecto Patrono aos alunos, principalmente aos terceiranistas – agora quartanistas – com extrema urgência. Ano passado Albus pode se lembrar de que uma minoria escassa de sua turma conseguiu produzir um patrono corpóreo, muitos deles até hoje só conseguem expelir poeira prateada de sua varinha, mesmo que seja um repelente aceitável ao dementador. Mas agora é óbvio que não lutariam com dementadores. O patrono serviria como credencial para o Torneio.

— A razão para isso é justa – continuou Harry. – Patrono, como boa parte de vocês sabem, é um guardião composto de energia positiva que, quando conjurado corretamente, assume a forma de um animal prateado, de aspecto único para cada bruxo que o conjura. É feito todo e totalmente de energia positiva, e para conjurá-lo é preciso se concentrar em uma lembrança muito feliz. “Mas porque um Patrono?” alguns devem estar se perguntando, simples, antigamente os Patronos era uma marca dos aurores do Ministério, nos quais usavam para comunicar-se e identificasse entre si, mais tarde tornando-se um símbolo de poder.

“Consequentemente apenas os alunos do quarto ano em diante poderão se inscrever para o processo seletivo do Cálice de Fogo”, geralmente este seria o momento para insultos e resmungos, porém ninguém teve essa coragem para afrontar o Chefe da Seção de Aurores. “Outra coisa que eu quero deixa-los cientes é durante o Torneio uma tropa de aurores estará aqui para prometer segurança a todos vocês. Da mesma forma que o St. Mungus nos emprestou um grupo eficiente de curandeiros para qualquer imprevisto. Serão realizadas três tarefas, todas eliminatórias para enfim restar um vencedor de cada escola. Ou devo dizer: um trio.”

Outra vez todos foram pegos de surpresa. Inclusive o diretor Longbottom descruzou os braços e caminhou para mais perto do auror.

— Você disse trio?

— Exato – ele sussurrou. Depois voltou para os alunos, que não paravam de cochichar em grupos. – Eu mesmo não consegui realizar todas as tarefas sozinhos, por vezes recorria aos meus dois melhores amigos, outras tive ajuda até dos outros campeões. Por tanto fora decidido de que será realizado em grupos de três membros – a noticia não poderia ter sido recebido de uma melhor maneira. Albus, Scorpius e Rose se entreolharam com sorrisos animados e expressões exaltadas. – o Torneio ocorrerá o ano inteiro, o que renderá muita atenção e disposição dos professores, funcionários e organizadores. Bom, consequentemente... – seu olhar foi parar em Neville, e o dele caiu sobre o professor de Esportes Mágicos.

— Consequentemente – continuou Harpia Hooch, levantando-se de seu acento, sendo fitado por todos. – não haverá disputa pela Taça das Casas e o nosso precioso e indispensável Quadribol fora... Dispensável – ele torceu o nariz ao pronunciar. – este ano.

Muitos alunos ficaram boquiabertos pela surpresa. Quando a noticia fora processada a maioria exclamou insultos e gritaram “injustiça!”. Cada membro dos times de Quadribol de Hogwarts estavam perplexos, estáticos e rígidos em seus lugares, provavelmente xingando mentalmente cada organizador que os retirara uma de suas distrações favoritas da escola. Os Marotos extravasaram sem pudor. James Sirius falou um palavrão e completou:

— Sem Quadribol? Minha existência não faz mais sentido. Domi, me mate – ele estirou os braços longe do corpo e fechou os olhos, pendendo a cabeça para trás.

Atendendo seu pedido, Dominique segurou sua varinha como se estivesse preparada para um disparo de rifle. Fez uma mira inteligente, umedeceu os lábios, aguçou a visão e disparou:

Booom!

Recebido o assalto, James Sirius caiu nos braços do primo Fred e lá fingiu lamentar sua morte.

— Viu! Esse suicídio não teria acontecido se não cancelassem o Quadribol! – Fred parecia estar com os olhos marejados de tão brilhantes. O teatro dos três fora tão escroto que isso foi o suficiente para inundar o Salão Comunal em risadas. Harry teve de pressionar os lábios na boca para não rir e desfazer a postura. Hooch parecia ser o único infeliz ali, sentou em seu lugar e nem as palmadinhas amigáveis que a bibliotecária Wendy Scarlet pode ampara-lo, continuava a murmurar tristemente:

—... Baldado, desnecessário, escusado, inútil, prescindível, supérfluo...

— Mas e as aulas? – James Sirius abriu um dos olhos, mirando Neville.

— Aulas normais – respondeu McGonagall. Uma vaia de “Ahhh!...” tomou o Salão.

— Taça e Troféu cancelados, aulas não. – murmurou JP, imitando uma voz arrastada e esganiçada.

— Olhe, Sr. Potter – continuou McGonagall, porém quando Harry, James, Albus e até mesmo Lily Luna virou para ela foi impossível continuar sem sorrir. – deixe para lá...

— Mas pensem bem – o diretor retomou a palavra. – teremos um evento com várias atrações, garanto que isso será o suficiente para acobertar o que foi cancelado. Tirando que é apenas este ano letivo. Certo, Harry?

— Exato – concordou o Potter. – bom, para finalizar irei falar do prêmio. Serão presenteados os campeões com mil galeões para cada integrante do trio. Sem contar a glória e o legado que deixarão na escola. Escreverão livros e cantarão histórias sobre vocês. Serão eternizados por um feito grandioso e magnífico. Além de usufruir da sensação única de ser o campeão do Torneio dos Cinco.

— Ah, claro, quando Harry diz “glória” ele também está falando de autorizações e direitos que só os ganhadores terão sob a escola. Incluindo horário ilimitado de recolher aos aposentos, saídas a Hogsmeade quando bem quiser e um extra nas matérias e outras diversas coisas que só os ganhadores terão acesso – as ofertas de Neville foram tão impactantes que isso fez todos levantarem mais a cabeça e comentarem entre si sobre as milhares oportunidades que o Torneio traria.

— Eu já tenho tudo isso – James Sirius sussurrou aos amigos que estavam próximos.

— Menos notas boas – retrucou Lily Luna puxando um coro de debochadores zombarem do irmão.

— Vai entrar mesmo nessa, JP? – indagou Albus.

James Sirius abraçou Fred e Dominique, passando os braços por cima de seus ombros.

— Estamos nessa faz empo, maninho.

— E nós também! – exclamou Rose, para inesperado espanto dos rapazes.

— Por ora isso é tudo – declarou Harry, assentindo para Neville. – em outubro, no Halloween, estaremos de volta com mais informações e novidades sobre o Torneio dos Cinco!

Uma salva de palmas congratulou Harry pelo discurso. Neville apertou sua mão e indicou o lugar vago ao seu lado, convidando-o para se juntar a eles. Harry tomou seu posto e lá trocou algumas palavrinhas com McGonagall e os professores que se sentavam ao seu redor. O diretor tomou a frente no altar de coruja e ergueu um braço, na sequencia estalando os dedos, emitindo faíscas douradas, e a este comando os pratos, cálices e travessas de prata e bronze que estavam vazios foram preenchidos por vários tipos de comidas.

Em alguns segundos havia um jantar divino diante de todos. Lá tinha de tudo, como mini torradinhas, duas opções de patê: queijo com nozes ou ervas, saladas mescladas, farfalle ao molho branco de presunto e champignon, carne com molho vermelho, crepe de todos os tipos — carne e nozes, escondidinho de carne de frango e carneiro, polenta à bolonhesa, arroz ao pesto e de forno, caldos e sopas de feijão, carne assada com manteiga, batatas ao forno, peixe grelhado e defumado, porco assado ao molho e outras coisas. Havia coquetel de frutas, suco de abóbora, hidromel, rum de groselha e aos sextanistas e septuanistas tinha Firewhisky e Vodkice aos litros, bebidas do tipo abacaxi com hortelã e outra dezenas de misturas refrescantes. Estavam apenas recebendo as entradas, petiscos, pratos principais e bebidas, porém Albus ansiava para ver a sobremesa.

— Aproveitem o banquete – continuou Neville, orgulhoso dos trabalhadores e talentosos elfos domésticos. – bebam e brindem em nome do Torneio e sejam muito bem-vindos a Hogwarts!

Notas finais
Na mesa dos Lecionadores estavam Harry e Neville brindando o discurso do auror.
_ Você foi excelente - gratulou o diretor. - eles realmente ficaram interessados no Torneio dos Cinco.
_ Espero que outros também tenham ficado curiosos - comentou Harry, dando um gole discreto em sua taça de vinho. - interessados em saber onde isso vai parar? continue acompanhando os Campeões em sua trajetória pela Disputa!