Notas iniciais
Hey caras! - espero que estejam todos bem!
Pois bem, este capitulo é daqueles pra retratar a passagem de tempo e indicar o que os alunos do quarto ano aprendem. Afinal minha fic não é apenas sobre isso, quero destacar todos os ensinamentos de Hogwarts com mais clareza.
Ele é dedicado também a você que sempre sonhou em ter um dia em Hogwarts.
Boa leitura bruxões e nos vemos nos comentários! - isso é uma ameaça ♥ q

Um dia em Hogwarts


O trio estava voltando a se acostumar com a rotina e os horários da escola, pois tinham os mesmos do ano passado. A turma também era a mesma, de um tempo pra cá Hogwarts adotara um sistema interativo no qual as quatro casas tinham aulas juntas conforme seu ano e matéria de ensino. E em relação às matérias secundárias que optaram serem lecionados além das principais, eles dividiam um horário especialmente para isso, porém sempre acabavam juntos nas salas de matérias obrigatórias. Embora tudo estivesse como sempre foi, havia a falta de entusiasmo devido à ausência a competição entre as casas e os jogos de Quadribol fizera todos pensar que aquele ano letivo seria muito monótono nos estudos.

No mesmo dia de aula a estação de outono alterava seu clima de nublado e chuvoso por um tempo quase agradável. Nuvens preencheram os céus, deixando o lugar totalmente banhado por uma luminosidade branca e clara; as lufadas de vento eram frias e refrescantes; devido às chuvas recentes tudo estava úmido e meio empoçado, porém as plantas do local tinham a mesma coloração dourada e acobreada, que deixava Hogwarts com uma beleza mais bruxolenta do que o de costume. Mesmo o teto encantado do Salão Principal tinha o reflexo do que acontecia lá fora, incluindo uma garoa fina que caía lentamente, que nunca alcançava o solo e nem deixava vestígios de água. Todo o Grande Salão estava repleto por conversas, risadas e músicas – alguns estudantes tocavam seus instrumentos pessoais, a outra provinha dos cliques, rangidos e batidos ritmados de não se sabe onde, ou de se sabe o que. Albus e os outros atravessaram as portas pesadas de carvalho e caminharam entre os vãos das mesas da Grifinória e Lufa-Lufa, murmurando cumprimentos e acenando com a cabeça. Por fim sentaram-se entre sua turma e os Marotos.

— Bom dia, minhas margaridas – James Sirius sorriu cordialmente. Nem parecia o mesmo adolescente de samba-canção e atividade zero que conheciam em casa. Hogwarts o deixava ativo e disposto.

Em resposta Scorpius ergueu um sorriso sonolento e isso o causou a vontade imediata da bocejar. Albus mandou o dedo.

— Os Potter deixam a maturidade na cama pela manhã? – Rose resmungou enchendo uma caneca de café e colocando uma cobertura de creme de chocolate.

Em resposta, Albus e James mandaram o dedo.

Ela revirou os olhos e continuou a tomar seu café da manhã. Scorpius ficou dando risadinhas fora do olhar da ruiva.

— Cadê a Lils? – perguntou Albus, erguendo a cabeça e procurando em volta.

— Na mesa da Sonserina, com o Hypnos. Eles parecem tão felizes. E são tão corajosos com isso. Eu os admiro – a entonação que Rose usou era suave, ainda discretamente virou-se para encarar o casal de apaixonados.

— Ela não tá indo rápido demais? – cogitou James Sirius, encarando a irmã agarrada com o Astaroth, ambos brincando de esfregar a s rosquinhas no creme e melar um ao outro, depois lambendo os vestígios e selando com beijos. Pandora e Hugo presenciavam a cena aos risos.

— Na verdade não. – para a sua própria surpresa a resposta de Albus saiu mais tranquilo do que queria, pois a resposta não agradou nada James, que o encarou de narinas erguidas e olhos arregalados. Cômico presenciar essa cena de manhã. – vocês tinham de ver quando nos conhecemos.

— Ela disse coisas estranhas? – James perguntou e Albus concordou com a cabeça. – riu esganiçada? – Albus assentiu pensativo. – orelhas avermelhadas? – Albus assentiu outra vez. – cabelo atrás da orelha? – assentiu. – morder o lábio inferior? – assentiu. – evitar o olhar dele? – assentiu. – perder a fala, andar desajeitada aos tropeços, olhar pro nada e dar risada, apertar os lábios na boca, ficar mexendo no cabelo à toa, esfregar os dedos uns contra os outros, murmurar frases inaudíveis e rir sozinha depois e dizer algo como “Esse canon é shipp?” – Albus balançou a cabeça positivamente tantas vezes que seu pescoço doeu. – vish, é amor.

Albus virou-se outra vez para ver a irmã e seus sintomas estranhos quando de relance enxergou Pandora. Mesmo de manhã ela estava bonita. Seus cabelos estavam amarrados para trás, as vestes escolares sonserinas a deixavam mais audaciosa que era irresistível deixar de admirá-la. Seus olhos estavam pesados, mas as preciosas e raras íris lilases tinham o mesmo brilho. Seu sorriso era simples e natural, daquele despreocupante e calmo.

All! – Scorpius estava com seus olhos esgazeados. O que ficava um tanto engraçado nele, cujos olhos eram de ressaca – de pestanas pesadas e sonolentas, que cobriam o começo da íris. E isso não era efeito entorpecente do sono. Scorpius desde sempre teve olhos assim. – os horários! – repetiu com paciência. – são os mesmos, ao seja; logo, logo o sino badala e teremos de zarpar até as salas de aula.

Albus afundou a cabeça nos braços e mesmo com as mangas largas do uniforme eles o ouviram resmungar:

— Odeio segundas.


Após o café a primeira aula fora feitiços com a professora Cassandra Winry. Ela era uma bela mulher com magníficas e avantajadas curvas. Cabelos negro-azulados – provavelmente coloridos magicamente, que com o tempo passou a ser herdado geneticamente, como os louros prateados dos Malfoy – presos em um coque no alto da cabeça com algumas mechas caindo além do busto. Seus olhos eram de um azul profundo, como as águas de um oceano. Sua pele lívida havia maquiagem zero, precisava pouca coisa para realçar a beleza singular da professora. Divertida, carismática e irresponsável: Cassandra era do tipo que vivia da sua maneira sem medo de julgadores. Tanto que é que hoje mesmo ela estava de ressaca devido à noite passada, numa festa particular entre os lecionadores de Hogwarts. Albus sinceramente temeu que seu pai tivesse participado dela e o Besourando o flagrasse com a gravata laçada na testa e uma cara de entorpecido devido sua fraqueza em relação a bebidas.

Nessa aula eles tiveram uma pequena introdução sobre como expandir o poder mágico e prolongar seu efeito. Estudaram sobre como decorar o maior número de feitiços possíveis a fim de terem uma boa desenvoltura no Torneio dos Cinco. Também repassaram alguns feitiços e encantamentos principais. Além de pedir a turma ler dois livros que explicavam sobre feitiços convocatórios.

É óbvio que depois dessa uma salva de “Ahhh!” lamuriante inundou a Sala de Feitiços.

— Eu sei! Eu sei que é uma droga, mas eu preciso seguir o protocolo e vocês as minhas regras, todos saem ganhado no final, parceiros – comentou tentando desfazer sua cara de desanimada para um sorriso forçado.

No fim da aula eles deram uma redação sobre como expandir a fonte mágica de um bruxo e rumaram para a próxima aula. Desceram vários andares rumo ao subsolo e foram parar nas obscuras e gélidas Masmorras, para a aula de Poções com a professora favorita de Albus, Levy Knightwalker. Ela era uma jovem mediana de pele realmente metálica devido à palidez e maquiagem, que sempre era bem carregada nos olhos – destacando suas íris cristalinas – e um batom vermelho na boca. Seus cabelos iam pouco abaixo dos ombros em várias camadas, nas colorações de cinza e branco. Ela havia diversos piercings, um no lábio, um na sobrancelha, um no nariz e alargadores nas orelhas. Suas roupas eram góticas, o que não é muita surpresa para bruxos, ainda sim era uma figura intimidante, porém ardilosa e sagaz.

— Voltaremos a estudar antídotos e poções eficientes contra feitos de encantos e azarações. Não serão no nível do segundo ano, estas podem causar uma infecção e produzir doenças, senão levar o indivíduo a morte. Vocês trabalharão em duplas. E tome cuidado, afinal ninguém aqui quer acabar ferindo o melhor amigo, certo?... Mas não se preocupem, não deixarei nada disso acontecer a nenhum de vocês – sua entonação não dizia que estava mentindo, porém seu sorriso de canto dava uma certa tranquilidade.

Sem dúvidas Albus tiraria a matéria de letra. Seu medo era o resultado de Scorpius, que “péssimo” era elogio para a sua desenvoltura em Poções.

Nas aulas de Herbologia o diretor Longbottom os lecionava agora na Estufa Três, na qual continha especialmente plantas e ervas perigosas, consequentemente muitas delas desenvolviam uma espécie de atributo que a tornava mais repugnante ainda, como espinhos ou fungos. O estomago de Albus se revirou quando Neville os apresentou as bubotúberas, que eram plantas horríveis, cheiravam a gasolina e espirravam um pus gelatinoso e fétido. Por mais que fosse eficiente em Poções – e a maioria de ingredientes se conseguia em Herbologia –, o rapaz nunca teve um estomago forte, até quando as escadarias de Hogwarts mudavam repentinamente de direção o causava enjoo.

— Santo Merlin, deveria ter uma categoria em Defesa Contra as Artes das Trevas apenas para evitar essa coisa – comentou Albus aos amigos. E para seu espanto, lá no início da Estufa Neville deu uma risada.

— Realmente, Sr. Potter, essas plantas são de fato muito nojentas.

Ainda rindo, o professor Longbottom terminava de calçar suas luvas de couro de dragão. Muitas das garotas da turma amavam ter aulas de Herbologia, pois não precisavam disfarçar o olhar para encarar o diretor. Ao decorrer dos anos Neville ficara tão bonito que era irreconhecível aos olhos dos antigos colegas de classe. Ganhara altura e definira sua corpulência – nada exagerado, apenas o suficiente para manusear vasos de terra e lutar contra plantas carnívoras. Seus cabelos castanho-escuros eram curtos, e devido o hábito constante de leva-los para trás, os deixava arrepiados em cima. Seus olhos eram castanho-esverdeados, e por conta da iluminação natural que a Estufa causava, os faziam mais atraentes ainda. Sua pele ao decorrer dos anos ganhou um bronzeamento devido à capinagem e colheita de plantas sob o sol quente. O rosto ainda era arredondado, porém a barba por fazer dera um desenho ao seu maxilar. Aquele mesmo sorriso bobo e desengonçado tirava suspiros, mesmo que às vezes saía toscamente estupido. Ele tinha o costume de trajar um macacão de jeans escuro – onde a região do short era particularmente encarada sem pudor –, uma regata preta por baixo e um lenço vermelho no pescoço – que servia de máscara no manuseio de plantas que borrifavam veneno ou eram malcheirosas, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Os anos só fez bem a ele. Não se tornara dos homens mais bonitos, porém estava longe de ser considerado feio.

— Ainda sim suas propriedades são importantes. Alguém me diz para que?

— Amenizar doenças de pele – Rose falou logo após erguer a mão.

— Além de ser um ingrediente importante em várias Poções de embelezamento – completou Sophy de braço levantado, ainda comentou com Elizabeth Hannah ao seu lado. – minha mãe costumava usar litros disso, bleh! – e fez uma careta, rindo com a amiga.

— As duas estão corretas. – gratulou Neville.

Sophy ficou ok, já Rose pareceu esperar por algo mais. Estava com seu sorriso orgulhoso trancado no rosto e os dedos entrelaçados numa pose intelectual. Albus percebeu do que a prima sentia falta e inclinou-se sobre seu ombro.

— Esqueceu? Sem disputa pela Taça: sem pontos.

A expressão da garota lentamente se contraiu até esbanjar decepção. Ela bateu o pé contra o chão liberando seu incomodo e raiva por ter esquecido esse detalhe colossal. Mesmo assim não deixou de responder nenhuma questão da aula.

Depois dessa aula eles almoçaram – arroz japonês e sopa de feijão como prato principal, frango ao molho cremoso, polenta de legumes e salada verde. Suco natural de laranja com menta. Como sobremesa havia taças de limão com iogurte e biscoitos de chocolate de avelã – e tiveram aula de História da Magia. Albus praguejou os deuses e sua falta de sorte: porque as aulas de Binns sempre eram depois de um momento apropriado a uma soneca? Muito amado e bem recebido, Binns deu a introdução de História com a Revolta dos Duendes do século XVIII e graças ao falatório monótono e o clima sonolento deu a Albus e Scorpius um bom cochilo da tarde.

Em Transfiguração McGonagall parecia mais exigente com os alunos. A professora ainda era aquela mulher alta, com uma aparência bastante severa e com fios de cabelos variados em tons pretos e cinza devido à idade, usualmente preso num coque apertado. Como sempre ela usava suas roupas verdes esmeralda, um chapéu pontiagudo, e tinha uma expressão muito formal no rosto. Uma postura divina e correta. Segundo Albus, a professora é uma "setentona enérgica".

Ela lembrava os quartanistas a importância dos N.O.Ms que fariam no ano seguinte w como a transfiguração deste ano interferia nos exames. Também deu a notícia de que teriam alguns assuntos prévios da prova estudados neste bimestre. Ela também cobrou rispidamente uma boa desenvoltura de transfiguração àqueles que vislumbravam participar do Torneio dos Cinco, pedindo que trouxessem orgulho a ela e toda a Hogwarts. Com todo aquele clima tenso de preparação e cobranças, não só Albus, como a maioria dos alunos sentiram uma terrível falta das aulas de Esportes Mágicos com Harpia Hooch, dos vastos campos dourados pelo outono e das lufadas de ar no estádio.

Michaelis Graypow era o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Como exigido dessa área, ele era jovem, alto e magro, o que facilitava o confronto com criaturas indesejáveis, já que a tendência desse tipo era ser ágil. Os cabelos compridos cobriam as laterais de um rosto pontudo de nariz e lábios finos. Seus olhos eram castanho-dourados, o que às vezes era intimidante mirá-los por muito tempo, pois dependendo da luminosidade do local eles pareciam brilhar por conta própria numa mesclagem mística e enigmática. Suas habituais vestes eram casacos de viagem nas tonalidades de terra e roupa social igualmente nos tons de marrom e bronze. Nunca deixava de lado seus inseparáveis suspensórios. E como esperado de um diretor Sonserino ele era individualista e ardiloso.

Essa matéria era a mais exaustiva vitalmente, pois no mundo bruxo tudo se relacionava a ela, e em Hogwarts não era diferente. Esse ano ele tinha trabalhos em conjuntos com Feitiços e Trato de Criaturas Mágicas. Na sala ele os dissera que daria uma ultima chance aos que não aprenderam um patrono corpóreo. Aos demais comentou que os ensinaria a manter o feitiço por um período maior de tempo, ainda Minerva foi convocada a sala para demonstrar a turma sua habilidade duelísticas em executar três Patronos ao mesmo tempo, demonstrando o poder e graciosidade de controla-los sem o mínimo esforço. Ainda Michaelis destacou que eles poderiam chegar ao nível de Minerva, desde que se dedicassem e mostrassem interesse nas aulas de Defesa.

Por outras turmas souberam que Astronomia se aprofundaria no ramo observacional. Aurora Sinistra, a professora designada a lecionar a matéria, distribuíra uma tabela dos tópicos que estudariam na Astrometria Celestial. Era a mais tecnológica em relação a bruxos, porém tudo era feito com magia. Essa noticia só causou Albus uma coisa: sono. Pois era claro e óbvio que suas aulas teriam a maioria nas madrugadas, no alto de uma das maiores e frias torres de Hogwarts.

O sátiro Pietro Umbridge (resultado da fertilização indesejável de sua mãe Dolores Umbridge – uma bruxa – por Magoriano – um centauro) foi o ultimo professor a ingressar no Corpo Docente. Ele tinha uma pele dourada caráter dos faunos, seus chifres amarronzados estavam enroscados por seus cabelos castanhos escuros e cacheados, assim como suas pernas de bode eram da mesma coloração, de pelos brilhantes e sedosos. Seu rosto era oval, seus lábios eram carnudos e seu nariz animalesco. Seus olhos eram da cor de âmbar num tom mais cobre. Sua expressão era sempre calma e sorridente. Há tempos Albus simpatizou com os clap, clap, clap que seus cascos lustrados causavam no soalho. E em relação às aulas ele destacou que seus principais métodos de ensino em Adivinhação seria baseada na centáurica, que privilegia o uso da astrologia e outras técnicas da sabedoria dos centauros, aprendida com seu pai e o bando, que o aceitava como um membro da família mesmo sendo de outra espécie. Usariam também a Interpretação dos Sonhos com o auxilio do livro Desvendando o futuro e Oráculo dos sonhos. Ainda ressaltou que ensinaria formas de estimular os sonhos para serem mais frequentes, e que os pesadelos seriam igualmente usados na segunda etapa de Adivinhação: Interpretação. Albus gostava das aulas de Pietro, embora as achassem desnecessárias ao ramo que ele gostaria de seguir.

Com simplicidade Hagrid explicou a eles que este ano estudariam as criaturas mágicas que apareceram com mais frequência nos Torneios Tribruxo através dos séculos. Começariam com as primeiras utilizadas há mil anos atrás, de nível cinco (Mata bruxos/impossível treinar ou domesticar) – que se resumiam a acromântulas, basiliscos, lobisomens e quimeras. E que depois foi aliviando para bandinho, cinzal, billywig e outros.

A rotina de um estudante de Hogwarts era puxada, ainda mais com um evento sendo organizado no ano letivo tudo ficava uma correria, mas era justamente esse clima que fazia Albus se sentir em casa. Afinal, como diz no hino de Hogwarts: ela sempre ensinava o que vale a pena, os faziam lembrar o que haviam esquecido, e dava o melhor, que eles faziam o resto.


Notas finais
_ Hogwarts... doce e amada Hogwarts... - comentou Albus pensativo e sorridente, avoado e sonhador.
_ Ok então, Di-Lua Potter... - disse Rose, estranhando o comportamento do primo - enfim, não se esqueçam de deixar aqueles comentários inteligentes de sempre.
_ Assim como as críticas, isso ajuda o cara - completou Scorpius. - Nos vemos no próximo... Ah sim, um aviso prévio: coisas já acontecerão nele. Não percam!