Geração Potter e o Torneio Dos Cinco

5 (Cap. 05) - A Declaração de Longbottom


Notas iniciais
HEY BRUXÕES!11!!! - "Longbottom" é tão chique, mas as vezes é irresistível a tentação de chamar ele por Neville... O que é errado agora. Ou quase isso. ENFIM! - caras, preciso desabafar com vocês: alguns de vocês sabem que eu estou no terceiro ano, ano de vestibular a criar responsabilidade para o futuro, por tanto meu tempo livre é extremamente escasso, além de ser dedicado a estudos. Então gostaria de saber por vocês o que acham de eu postar até o capitulo 10 e entrar em hiatus - nesse hiatus eu digito até o 20 e procuro postar duas vezes por semana?... Não, não sei se vai demorar, só sei que dois caps por semana agradaria todo mundo, além que essa pausa me ajudaria.
Vou considerar a maior votação e sugestões e divulgar no próximo capitulo. Obrigado e boa leitura!
AH SIM, só pra falar: estou quase terminando de escrever o penúltimo livro e está incrivelmente emocionante!!!
E NÃO!! EU NÃO VOU PARAR DE POSTAR A GP ATÉ O ULTIMO LIVRO!! prometi isso no Cristal de Invocação e vou cumprir até o Geração Potter e o xxxxxxxx xx xxxxx (haha, Kass being a bitch).

— Enfim, o caso é que temos assuntos inacabados ainda – Rose puxou a manga de sua blusa e mostrou a marca das Relíquias da Morte. Esse hábito já estava tão contínuo que nem precisavam de palavras. – estão lembrados?

— Como eu poderia me esquecer? – respondeu Albus, mas sua vontade era de dizer “Tem uma tatuagem no meu pulso pra me lembrar”. – primeiro ano: contrato. Segundo ano: a lista. Terceiro ano: paradeiro das relíquias. Quarto: torneio.

— Albus! – sua prima o reprendeu com um olhar de censura.

— Não, Rose! – rebateu com teimosia – somos alunos, e ele – citava a Morte. – nos deu um tempo limitado, temos até o sétimo ano, vamos curtir o presente enquanto podemos!

Scorpius resolveu ficar inativo e não comprar a discussão dos dois. Rose largou a briga e continuou a comer, sua sorte é ter herdado da família de seu pai; poderia comer o quanto for que não engordaria. Albus ainda estava zangado com o melhor amigo, mas recorreu a ele com um olhar suplicante, indicando Rose de canto. Para dar um fim nessa situação boba entre os dois o Malfoy suspirou fundo e inclinou para frente, relaxando os antebraços nas pernas.

— Rose? – sua voz tinha um timbre tranquilizante. Mas era aquela convincente, que com mais jeitinho ainda conseguiria o que quisesse.

Ela pareceu colidir com as ideias mentalmente. Ficou por um curto intervalo de tempo em silencio até então declarar:

— Bom... – começou, olhando de um para o outro. Os rapazes tinham olhares impetrantes nos rostos – ok... Participaremos – mas antes deles comemorarem ela ergueu um dedo e arregalou os olhos. – mas antes veremos como o Torneio será, caso seja acima do que podemos encarar, não insistam, não farei parte disso e não deixarei vocês se envolverem também, estamos de acordo?

A troca de olhares que eles tiveram foi o suficiente de uma conversa.

— Concordamos. – responderam em uníssono.


O Expresso Hogwarts fez o resto do caminho em alguns minutos. Logo já estavam na Estação de Hogsmeade descarregando suas bagagens. Encontraram Hagrid coordenando a saída de aluno e designando grupos às carruagens. O Guarda-Caça estava como sempre, exceto alguns fios crespos de cabelos brancos, a pele um tanto enrugada e uma aparência mais cansada, mas o mesmo generoso e prestativo tio Hagrid. Ele dissera ao trio que seus filhos, Orion e Oto, estavam crescendo bem e muito saudáveis, já com pouca idade começaram a demonstrar sinais mágicos, e isso fora uma noticia surpreendente para ambos. Olímpia continua na diretoria da Beauxbatons e ainda sim tomava conta dos gêmeos meio gigantes, e como uma mãe orgulhosa não despregava os olhos dos rapazes, e quando tinha, ligava a todo o momento para saber como eles estavam. Assuntos atualizados, o trio seguiu para sua carruagem e de lá para Hogwarts.

O castelo nunca mudava, sempre majestoso e poderoso, as torres se erguiam metros acima do solo, os portões e muros de pedra ocultavam a maior visão, mas era óbvio que Hogwarts estava lá, firme e forte como sempre foi. Defronte para o castelo tinha um lago espaçoso e profundo, de águas escuras e misteriosas. Em volta do lago a Floresta Negra se estendia com árvores negras e altas, com sombras imensas projetando-se devido o luar. Em volta de tudo isso montanhas azuladas guardavam os terrenos do castelo, muitas delas com picos nevados.

Albus e os outros seguiram direto para o Salão Principal quando desceram das carruagens. Parecia ser impressão, mas o lugar estava aglomerado de bruxos pra lá e pra cá. Alguns obviamente eram alunos, outros nem mesmo ele poderia dizer o que fazia lá. O zelador, Senford Strong, um homem alto e musculoso, de expressão amarrada e cabelos em corte militar guiava os alunos para suas devidas mesas. O Salão Principal estava como sempre, ou quase; as quatro mesas correspondentes às quatro casas estavam muito mais larga que o de costume; o teto enfeitiçado mostrando a figura de um céu negro livre de nuvens, ofuscado por milhares de estrelas e astros coloridos que corriam ligeiros de um lado ao outro; a bancada do Corpo Docente estava à frente deles, quase completa, pois ela fora magicamente transfigurada para ficar mais larga, de tal forma que havia mais três tronos ao lado do de Neville Longbottom. Pelo o que Harry dissera, Albus pensou que algum daqueles seria ocupado por seu pai.

— Saiam da frente, vermes! – uma voz grave e gutural ecoou distante. — Oh, Sir Malfoy!

O Barão Sangrento fez questão de parar para cumprimentar seu favorito. Como de costume deu aqueles tapinhas nas costas de Scorpius, já que não podiam trocar um aperto de mão. Foi aqui que o Scorpius que eles conheciam voltou. O Malfoy respirou tão fundo que provavelmente roubou metade do ar no Salão; tapou a boca com as mãos e trancou o grito; fechou os olhos tão forte que pareciam ter sido esfaqueado por sabres de gelo.

“Ah não, não! Esse cara de novo?...” resmungou Alan Morgado, o vampiro. “Essas horas que eu gostaria que os Caça Fantasmas passassem em Hogwarts para uma limpeza”.

— B-B-Ba-rão...

— Boas férias, presumo eu?

— Óti... m-mas...

— Aqui a mesma coisa de sempre. Oh, às vezes sinto falta de estar vivo – sua voz tinha um timbre sonhador, mas sua expressão havia aquele caráter assassino. – Enfim, coisas há fazer. Espero que tenha tido um bom regresso. Ótimo retorno!

— Obri-Obri-Obri... O-Obri...

— Gado. – completou uma vez feminina.

Quando se viraram deram de cara com uma garota, pouco mais nova que eles. Seus belos cabelos negros eram repicados, e pairavam acima do ombro em várias pontas. A pele fazia um fascinante contraste com os cabelos; era tão lívida que parecia ser iluminada por uma luz própria. O rosto tinha linhas suaves, os lábios tinham uma cor levemente alaranjada – apesar de sua essência – seus olhos lilases eram puros e ao mesmo tempo sensuais, talvez devido à maquiagem carregada, que sem muito esforço a destacava de uma maneira invulgar. Ela apenas precisou sorrir pro Salão se inundar de calor. Era maravilhoso e único.

— Lady Astaroth – a voz do fantasma tomou um timbre educado. – com a sua licença.

— Concedida, Barão de Maxwell.

Ele bateu continência e ela uma fez uma reverencia delicada, enfim os deixou a sós, flutuando entre os demais alunos. Albus não se conteve e foi abraça-la. Para sua sorte ela correspondeu já o esperando de braços abertos, que o acolheu forte e saudoso. Albus aspirou o perfume de seus cabelos, era envolvente e tranquilizador, cítrico, talvez. Já ela parecia muito confortável em seu peitoral, como se fosse o melhor travesseiro do mundo.

— Oi...

— Olá – sussurrou de volta, tímida. Então para cessar o momento embaraçante voltou-se para os outros dois e acenou. – Oh, Rose, seus cabelos estão lindos!

— Ah, obrigada. Novo corte, aproveitei que estavam crescendo – elas se cumprimentaram com um beijo no rosto.

— Eu... Eu realmente não... Não sei como agradecer – ofegou Scorpius, cansado. Rose o incentivava a buscar por ar calmamente.

— Dez galeões, uma cerveja amanteigada e uma tarefa extra e não se fala mais nisso – brincou Pandora, mordendo o lábio inferior.

— Mas como? – questionou Albus, repleto de duvidas. – ele detesta tudo e todos aqui tirando a Dama Cinzenta e o Scorpius.

— Sou uma Astaroth. Os Astaroth tem uma ligação com os Rosier, somos uma linhagem pura de Sonserinos, juntamente com os outros Anjos Caídos, como somos denominados. Digamos que existiram Astaroth chegados ao Barão Sangrento, e como passamos anos sem frequentar Hogwarts, já que boa parte de nós se mudou para Rússia e passou a estudar na Delegação Durmstrang, é comum essa reação respeitosa dele...

— Faz todo o sentido... Quase-prima – disse Scorpius, dando um fraco sorriso.

“Sir, você está fisicamente abalado, consequentemente sua mente está confusa. O Mundo das Sombras não vai poder me conter desta forma” alertou o Conde, tentando manter a voz calma diante da gravidade do problema.

— Uh, Rose, você poderia me levar até a mesa?... Eu... Eu me sinto meio tonto.

— Poderia te levar para a área hospitalar, o que acha? – sua voz era prestativa e sua expressão doce.

— Não, hum... Acho que algo quente pode resolver – dito isso Scorpius sorriu e acenou para Pandora, ela respondeu com uma leve curvatura de cabeça e Rose começou a guia-lo para parte onde os quartanistas sentavam.

— Bom te ver, Pandora – disse Rose. A sonserina respondeu com um sorriso.

— E as férias, como foram? – perguntou ela a Albus, quando sozinhos.

— Ótimas. Meu aniversário foi melhor ainda com o seu presente e cartão.

— Jura? Muito bom saber. Passei horas pra acabar escolhendo um álbum de figurinhas. Nunca fui boa com isso – ela deu uma risada tosca e fez careta para demonstrar a confusão.

Porque mesmo assim ela continua linda? Albus cogitou mentalmente.

Ele tratou de rir junto. Admirando ela levar as mechas dos cabelos para trás das orelhas e umedecer os lábios de forma discreta.

— Bom, vou indo nessa. Preciso achar a mesa dos terceiranistas sonserinos. Agora posso ir para Hogsmeade!

— Wooow, isso é ótimo! Agora podemos sair... – a frase saiu involuntariamente. Sentiu um solavanco na barriga e o frio do nervoso o consumir.

— Ora, ora, isso seria um encontro? – a Astaroth perguntou passando a língua entre os dentes.

Albus ganhou mais confiança para perguntar:

— Depende, isso é um sim?

Ela deu uma risada e socou o ombro de Albus.

— Meu primeiro. Pega leve, Potter.

Então ela deslizou um dedo do peitoral rumo ao queixo de Albus, quase encostando em seu lábio. Ele ficou estático e rígido. Então antes que pudesse acontecer algo ela caminhou com postura rumo à mesa dos Sonserinos, sendo encarada por curiosos e invejosos.

Albus já estava caminhando para a mesa da Grifinória, puxando o colarinho da camisa até o nariz, a fim de saber se o cheio de Pandora havia impregnado suas roupas. Seu sorriso ia de orelha a orelha. Antes de se juntar a dupla, Scorpius entendeu aquela expressão e levantou a mão; Albus a tocou de maneira triunfante.

— Garotos... – murmurou Rose balançando a cabeça negativamente, sentando-se ao lado de Scorpius enquanto Albus tomava o assento da frente.

— Quando será que vai começar a abertura? – Albus questionou impaciente, olhando esperançoso de um lado ao outro, precisamente para as portas do Salão Principal.

— Não deve acontecer tão cedo assim – falou Rose, também olhando em volta, tomada pela ansiedade do primo.


Decorrido algum tempo Hagrid trouxe os novatos do primeiro ano para a seleção, coordenados agora pela velha McGonagall. Hoje eles ocupavam as vagas de alunos que se formaram ano passado. Mesmo quando acabou Albus nem deu atenção para as palavras do Chapéu Seletor, que recomendou de forma neutra, porém severa, de que deveriam saber quem realmente eram os oponentes e se valia a pena afrontar quem sempre esteve ao seu lado. O Potter estava tão distraído que não ligou para isso, no entanto Rose pode reparar Scorpius baixar a cabeça, olhando para o melhor amigo de canto.

— Atenção, silêncio, por favor – pediu o diretor, tomando a frente no pedestal de bronze em forma de coruja. – gostaria de dar as boas vindas a vocês, veteranos e novatos. E como não tenho muita coisa a falar fora deste assunto, aqui direi mais sobre o Torneio dos Cinco.

“Torneio dos Cinco?”, ecoou vozes duvidosas por todos os cantos. Alguns acharam que Neville errou a pronuncia, mas ele deu uma pausa o suficiente para se corrigir, mas não fez. “Torneio dos Cinco?”, se perguntavam silenciosamente, comentando entre amigos. ”Torneio dos Cinco?” o que será que houve com o Tribruxo?

— Pois bem – continuou Neville, gesticulando por silencio, com um sorriso misterioso brincando nos lábios. Pelo visto causou o impacto que tanto queria. – o Torneio Tribruxo, como muitos sabem, é uma disputa amistosa entre as escolas europeias de magia e bruxaria. De cada escola, um único campeão é selecionado pelo Cálice de Fogo, entre vários concorrentes, a fim de disputar as três tarefas enfim ter seu vencedor.

Até ai nada era novidade. Murmúrios corriam por todo o Salão, de mesa em mesa alunos se estiravam para conversar com as outras casas.

— O Torneio Tribruxo tem séculos de existência. Registros históricos dizem que Salazar Slytherin que o fundou, a fim de provar a todos que Hogwarts era a melhor entre todas as escolas.

Gritos e palmas partiram da casa de Salazar. As demais se conteve em xingar os exibidos.

— Cornelius Fudge – Longbottom prosseguiu com um pigarro no intuito de conter os eufóricos sonserinos – junto de uma frota de coordenadores do ultimo Torneio chegaram a uma conclusão; alunos entre 14 a 18 anos poderão sim participar do evento – mais gritos e palmas partiram das casas, especificamente dos alunos do quarto ao sétimo ano. Já trocavam conversas e planos, muitos já sonhando com a vitória – Desde que se provem hábeis a este feito, afinal quando se entra é impossível de se sair – então o Salão mergulhou num silencio, no qual só os archotes presos às paredes emitia o único barulho crepitante por lá. – Quero que todos vocês entendam que sim, há riscos, como qualquer outro ano em que ele foi realizado. Mas não como no ultimo, em que Voldemort ressuscitou. Garanto a vocês que este ano a segurança foi bem armada e está sob cuidados atenciosos de vários organizadores. E foi graças a isso que tivemos a honra de sediá-lo outra vez em nossa escola; os laços entre as escolas ao redor do mundo estavam se perdendo. Talvez vocês não façam ideia, mas é de profunda importância à coletividade entre as escolas de magia, com ela tem cooperação e ajuda quando precisamos.

“O Torneio Tribruxo foi repensado do inicio ao fim. Agora já bem mais certo de um final satisfatório, o Departamento de Cooperação Internacional em Magia resolveu editar as regras dadas por Salazar Slytherin em alguns pontos e desta vez não apenas as escolas Europeias participarão, mas como todas ao redor do mundo. Além da Delegação Durmstrang e a Academia Beauxbatons teremos a ilustre presença do Instituto das Bruxas de Salém – dos Estados Unidos – e a Corporação Forccinari – do Brasil.

Notas finais
_ Independente ou não de terem recebido sua carta, considero todos vocês alunos, e ele, leitores - disse o diretor Longbottom em seu timbre simpatizante. - por tanto, não deixem de comentar, com críticas positivas ou o que for! nos vemos no próximo capitulo, onde explicarão mais sobre essa Jornada. Até mais!