Geração X - Fic Interativa HIATUS
2 Capítulo 3 - “Smash”
Notas iniciais
enfim, boa leitura...
POV Narradora
Era o primeiro dia de aula. O jovem rapaz de 17 anos, corpulento e alto, se arrumava em seu quarto. Fez sua higiene matinal. Vestia o uniforme, que ele considerava feio e desnecessário, calçava os tênis e arrumavam o cabelo, tudo na maior má vontade. Ele não queria ir para a escola, mas era necessário. Depois de pronto, ele organizou seu material, o deixando em perfeita ordem, em seu devido lugar. Pegou seu celular e seu casaco. Aquela era uma manhã um pouco fria e o vento que congelava lá fora pedia um bom agasalho. O vestiu e em seguida colocou sua mochila em suas costas. Encaminhou-se para a cozinha para tomar o seu desjejum, junto com seus pais adotivos. Sentou-se a mesa e se serviu.
O silêncio constrangedor que se formou estava afligindo seus pais que o encaravam e trocavam olhares, como se conversassem assim. O rapaz, no entanto, parecia alheio a tudo e não ligou para os olhares de seus pais. Até que o pai resolver quebrar o silêncio.
— Está tudo bem, filho?
— É... Estamos preocupados com você, Daniel.
Os pais tinham motivos para se preocuparem. Há dias, Daniel estava estranho, na opinião deles. Eles repararam que o corpo do filho mudará muito, em muito pouco tempo. Que desenvolverá reações que antes ele não tinha. Começou a dar problemas na escola por se envolver em brigas constantemente, por tomar atitudes impensadas. Ultimamente, os pais encontraram algumas coisas quebradas, dilaceradas, totalmente destruídas. Seria essa a forma de Daniel de descontar sua ira? Quebrando coisas? Era o que os pais dele pensavam o tempo todo. Aquilo era estranho demais e o filho deles nunca mais foi o mesmo.
Depois da pergunta dos pais, o silêncio voltou a reinar por alguns segundos e Daniel continua de cabeça baixa. Seu pai, Paulo, até achou que o filho não responderia sua pergunta e iria repeti-la. Mas Daniel se adiantou e ergueu a cabeça provavelmente para responder. E realmente era.
— ‘Tá tudo bem, pai. – revezou o olhar para o pai e para a mãe. – Não precisam se preocupar. – disse finalizando o seu desjejum e levantando da mesa. – Vou escovar os dentes de novo. – e saiu.
— De novo, filho? – sua mãe Andréia questionou. – Anda logo então. Você já está atrasado. – disse e ela ouviu um “Tudo bem” proferido por ele já no andar de cima.
No banheiro, Daniel foi colocar pasta de dente em sua escova. Porém, a força quase inconsequente dele o fez o que ele o apertasse muito e fizesse sair muita pasta, a espalhando por todo o lado no banheiro. Nas paredes, no espelho, na pia.
— Droga. Eu odeio quando isso acontece. – resmungou. Escovou os dentes e arrumou a bagunça.
Despediu-se dos pais e caminhou até sua escola. Colocou fones de ouvido enquanto ouvia uma música agitada. Rock, obviamente. Era o seu estilo favorito.
“This ain't a song for the broken-hearted
No silent prayer for faith-departed
I ain't gonna be just a face in the crowd
You're gonna hear my voice
When I shout it out loud
It's my life, It's now or never
I ain't gonna live forever
I just want to live while I'm alive (It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, I did it my way
I just wanna live while I'm alive, It's my life”
Ele balança a cabeça e tocava uma guitarra imaginaria, enquanto balbuciava a canção. Ele chegou à escola, pegou seus horários e foi para a sala de aula. Assistiu às primeiras aulas bem entediado. Agradeceu mentalmente pelo ultimo horário ser Educação Física. Trocou-se e foi para a quadra. Como o capitão do time de basquete, ele separou os times para praticarem cestinha. Formaram uma fila. Quando chegou sua vez, Daniel tomado por um impulso que ele, novamente, não controlou, saltou com tudo para marcar a cesta. Ele deu uma enterrada, mas a tabela se despregou, graças a sua força, e ele caiu com a tabela em cima dele.
— Caraca. – um dos colegas de Daniel disse. Seus colegas se juntaram e ajudaram, levantando a pesada tabela de cima dele. O levaram para a enfermaria, mas felizmente, ele não sofreu ferimentos muito graves.
Mais tarde, ele voltou para casa, mas não contou para os pais o acontecimento da escola.
— Estou muito preocupada com Daniel. – Andréa disse.
— Eu também. Até tentamos conversar com ele, mas ele simplesmente se fecha e não quer saber de conversa. – Paulo disse, enquanto li seu jornal.
Ouviram passos na escada e viram Daniel chegar à sala.
— Vocês estavam falando de mim? – perguntou.
— Filho... – a mãe começou, mas foi interrompida.
— EU JÁ DISSE QUE NÃO ESTÁ ACONTECENDO NADA. – disse alto e um pouco grosseiro, assustando seus pais. – Perdoem-me. Não queria te dito isso. – disse baixo e arrependido.
— Tudo bem, filho. Nós só queríamos ajudar. – sua mãe disse. Segundos antes de ouvir a porta. Foi atender.
— Boa tarde. Meu nome é Professor X. – disse o senhor que batia a porta. – Posso falar com os senhores? – eles assentiram e ele entrou. – Acho que sabem o que são mutantes? – perguntou, os fazendo arquear a sobrancelha.
— Sabemos. Mas, aonde quer chegar com isso. – perguntou Paulo.
— É que o seu filho Daniel é um mutante. – disse, fazendo os olhos dos pais se viraram para Daniel, que abaixou a cabeça. – Não se assustem. Isso é comum entre os jovens da idade dele. E eu quero convidar o Daniel para se juntar a outros mutantes como ele na minha escola. Ela aprenderá a controlar seus dons e usá-los da forma certa. Não se preocupem. Ele ficará seguro, eu garanto.
Daniel revirou os olhos, não aceitando muito. Olhou para seus pais e eles assentiram.
— Tudo bem. Eu vou. – Daniel disse por fim.
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