Notas iniciais
OIS BRUXÕES... PORQUE ESSAS VARINHAS ESTÃO APONTADAS PRA MIM? RÇ parei.
Outro atraso previsto, como sempre. Motivos: Trabalho de Literatura sobre o Modernismo, Trabalho de Geografia sobre a Organização das Nações Unidas, sem contar as atividades minguadas das Apostilas. Vida de terceiranista é foda.
EEEEE pra tirar o foco do estudo, me aparece a Confraternização Entre Sagas (Simplesmente o melhor evento de sagas/series que acontece). Fui vestido de Leo Valdez na versão da Marca de Atena
Fotos:
> https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/484821_488072954595565_1701794980_n.jpg
> https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/968949_487224681347059_819699018_n.jpg (minha amiga Babu de Pipes)
> https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/391549_487222198013974_1541089485_n.jpg (minha amiga Lu de Rachel)
E ganhei em primeiro no Concurso de Cosplay, olha que beleza! *-*
E mais, vocês acreditam que uma leitora daqui, Torneio dos Cinco, me reconheceu lá?! Aqui uma fotchenha nossa: https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc1/425291_487223761347151_766215279_n.jpg (esqueci o user dela :c), mas me senti muito feliz, valeu pelo carinho ♥

Agora chega de enrolação, prosseguindo com o Torneio, a Primeira Tarefa:

Albus estava com seu coração acelerado, exigindo mais de seus pulmões para tomar folego. Estava correndo com Scorpius a sua frente e Rose as suas costas aproximadamente por cinco minutos e não havia sinal de perigo. Constantemente ele dava avisos prévios ao Malfoy como “Por ali”, “Este lado”, “Dobra essa árvore” indicando o caminho que sua varinha apontava ser o norte. Ou “Ai, Rose, meu pé!”.



— All? – Scorpius consultou pulando raízes e pegando impulso nos troncos de árvore para ganhar velocidade.


— Ainda para frente – em sua mão a varinha estava vibrando na direção norte.

— Parem! – Rose cessou a corrida e ergueu a varinha para cima.

De primeira Albus não entendeu o que estava acontecendo, porque Rose tinha a varinha direcionada às copas? – a resposta veio em seguida; lá em cima as árvores se agitaram e sons de galhos quebrando alcançou seus ouvidos. Um “Yahoooo!” empolgado foi escutado das alturas e três figuras montadas a vassoura cortou o ar.

— Boa sorte! – Dominique deu um loop diante de seus olhos.

— Nos vemos na Torre – quem gritara era James.

Fred estava logo à frente, no início do triangulo. Albus deu algumas risadas roucas, tranquilo. Rose elogiou a estratégia deles; teriam conjurado as vassouras como Harry fez na primeira tarefa. Scorpius era o único incomodado, mesmo que aliviado ele parecia indiferente.

— Eles não vão pegar nosso broche?

Albus o encarou espantado.

— É a minha família!

— Não aqui – retrucou passando as costas da mão na boca.

Quando Albus foi responder, o grito alarmado de Rose fez seu peito gelar.

— ABAIXEM-SE!

Instintivamente os rapazes se debruçaram no chão, fazendo estalar folhas mortas e galhos secos. Levantaram apenas a cabeça e esperaram o assalto, mas nada aconteceu. Ainda recuando, Rose afastava-se com passos lentos e a face trancada numa expressão de horror e confusão. Os dedos que cobriam a boca tremulavam. Os olhos arregalados tinham a pupila dilatada, focando o que só ela via.

— Albus, está na sua frente, ataque!

O garoto olhou para frente. Scorpius também tentava entender.

— Mas não tem nada – ele se pôs de pé num pulo e sacudiu a sujeira da roupa. Ofereceu uma mão e levantou Scorpius.

O Malfoy abanou as vestes e estirou os braços, fechou os olhos e começou a andar. Albus foi para o lado de Rose tentou acalmá-la, enquanto eles observavam o que o amigo estava tentando compreender. De costas eles repararam os ombros de Scorpius vibrar.

Estava rindo.

— Testrálio – declarou ao time. Ele sentia com seu tato o que não era possível com a sua visão.

— Como pode ser? – Albus encarou a prima, como se procurasse um selo “sou especial” ou “V.I.P” estampado na sua testa. – só ela está vendo.

— Testrálios só podem ser vistos por quem já presenciou a morte – Scorpius falou como um professor. Albus quis parabeniza-lo pela “Frase óbvia do ano”.

— Mas todos nós vimos à morte – foi uma péssima hora pra Albus tentar ser engraçado. Ele escondeu o sorriso bobo com uma expressão seria de agente do Ministério da Magia.

— Mas foi apenas Rose que quase foi levada por ela – concluiu Scorpius. Ele acariciava o animal, mas não conseguia vê-lo, nem sequer ouvi-lo. O tato apenas entregava que ele acariciava um dorso irregular.

Uma luz iluminou os pensamentos de Rose.

— Somelier... Vadia – silvou entre os dentes.

Agora mais calma, Rose reparava que o animal era bem mais inofensivo que ele aparentava ser. Independente de sua figura demoníaca, ele era um ser alado e passivo; um mistura de dragão com pegasus. A criatura tinha a estatura de um cavalo adulto. O couro negro e reluzente estava esticado sobre os ossos, dando uma aparência cadavérica ao animal. As asas de morcego eram enormes, cortadas e furadas, mas resistentes e donas de um voo potente. Seu focinho terminava numa espécie de bico, semelhante aos dos abutres, próprios para mutilar carne e estraçalhar ossos. Os olhos eram grandes globos enormes, arregalados e tão escuros quanto mirar o universo profundo. Ele estava longe do bando – que era uma dúzia, ou mais –, provavelmente reparando no movimento dos bruxos, mesmo que sejam de natureza tímida, os testrálios são criaturas curiosas.

— O que você está fazendo? – Rose reparou que Scorpius tateava o animal até passar uma perna por cima e montá-lo. O testrálio não reagiu.

— James Sirius me deu uma ótima ideia.

Albus compreendeu a ideia quase que de imediato. Brandiu a varinha e num giro lançou cordas de sua extremidade. Ele as recuperou do chão e passou a Rose.

— Tome, lace-o.

Não era uma má ideia, apenas louca. Ela fez o que seu primo pediu. Ela já havia montado antes, com seus pais na França e n’A Toca isso não era algo raro, quando se tem um campo enorme próprio pra isso. Ela passou as rédeas improvisadas à Scorpius e ele deu uma palmadinha no lombo do testrálio, convidado Albus a sentar-se atrás dele – quando acomodado, o rapaz segurou o ombro do amigo para buscar apoio, na outra mão pousava sua varinha em posição de bússola. Aceitando a ajuda de Albus, Rose segurou sua mão e foi a ultima a montar, passando o antebraço em sua cintura. Novamente estavam na formação que aderiram no começo. A criatura não reagiu outra vez, nem se incomodou – parecia que estava lá apenas para servir, ou ajuda-los.

Scorpius agitou as cordas e o testrálio galopou. Por alguns metros ele tomou velocidade abrindo as asas e com um salto tomou voo.

O trio agora estava sobre as copas das árvores mais altas da Floresta. De lá tiveram uma visão lisonjeada do perímetro. Se investigassem bem poderiam avistar os demais Campeões. Além de salvo deles, estavam seguro das criaturas malignas que ali habitavam.

— Quanto tempo já? – Scorpius perguntou a Albus.

— vinte e três minutos – ele consultava seu relógio. – vire um pouco para esquerda, na direção daquele pinheiro.

O Malfoy seguiu o conselho. O testrálio deu uma rajada de vento com as suas asas e planava com maestria rumo ao objetivo dos três. Rose murmurava atrás deles, com um braço erguido, balançando de um lado ao outro.

Abaffiato, Repello Inimigotum, Salvio Hexia...

— Pra que tudo isso? – quis saber Albus, cortando a linha de raciocínio da prima.

— O testrálio pode ser invisível, mas nós não somos – retrucou, agora lançava um feitiço de desilusão.

Quando completaram trinta minutos, o trio já havia percorrido uma boa área da Floresta Proibida, a tarde ia colorindo o céu de um azul metálico, com as bordas atrás das montanhas levemente num tom de violeta-rosado, ainda havia aquela neblina densa em certas partes. A este ponto o trio avistou do céu duas faíscas azuis romperem o auge da tarde e conseguiram escutar quatro trombetas, como aquela de início, mas essa mostrava que quatro trios de campeões haviam chegado à Torre.

Albus ditava as coordenas a Scorpius, que dirigia o testrálio pra sempre ao norte. Rose tinha os olhos fixos no chão e nas atividades fora do normal a sua volta – nada os prejudicou, aparentemente os feitiços estavam funcionando.

— Olhe! – Scorpius apontou a varinha para frente.

Uma enorme tenda se erguia com aproximadamente três andares. Embora fosse uma barraca, ela apresentava a estampa de uma construção de pedras acinzentadas e muito resistente. Logo a cima a bandeira do Torneio dos Cinco agitava-se a favor do vento, a estampa de um anel mesclava o símbolo dos broches: um cálice dourado incendiário, de sua borda rompiam chamas azuis.

— É a Torre! – reconheceu Albus. – acho melhor descermos e colocar em prática o nosso plano.

Enquanto Scorpius circulava para fazer um pouso sem dar de cara nas árvores, eles ouviram uma trombeta e uma faísca vermelha jorrou em seguida, bem próxima a eles.

— Cinco – o tom de Rose era embargado de preocupação. – por Merlin, vamos nos apressar, temos apenas uma chance de recolher o ultimo broche de Chamas.

Scorpius tratou de livrar o testrálio enquanto Albus fazia a vistoria do local. Rose era a única que podia ver o animal, então tratou de agradecer a criatura e fez promessas de retribuir o que ela não soube se poderia cumprir. O testrálio era tão amigável que aspirou fortemente pelas narinas puxadas e inclinou a cabeça, riscando seu casco no chão – Rose tomou isso como um gesto positivo. Logo ele estava livre e voando de volta ao seu bando. Lá de cima, apenas Rose ouviu o testrálio emitir um som: a mistura de relincho divino com um som furioso de um dragão. Enfim, abençoou-se por poder contemplar algo tão bonito.

—Trinta e cinco minutos – Albus aproximou-se para avisar. Ele acenou a cabeça para frente. – e a Torre está logo à frente.

— Certo – confirmou Rose.

— E agora? – Scorpius estava com a guarda armada. Evitava olhar para os outros, seus olhos estudavam o local com perícia.

— Esperamos – Rose se inclinou em um carvalho não tão grande e estudou a área ansiosa. Sua visão era da esquerda da torre, com um pouco de seu fim.

Scorpius contornou a árvore e foi pro outro lado, o direito, ali ficava um desfiladeiro que acabava no Lago Negro – quem sabe alguém parou pra tomar água e subiria da margem até aqui. Albus seguiu o exemplo dos amigos e virou-se para cobrir a frente da floresta, a que era um caminho certeiro para a entrada da Torre. Rose murmurava mais encantos, os mesmos que usava no testrálio, agora sob a guarda no carvalho.

O Crepúsculo tomou os céus. A tonalidade de azul escureceu, fazendo as estrelas ofuscarem com mais intensidade. O vento que soprava não era nada generoso, a temperatura caiu drasticamente que parecia de proposito. Rose foi a única a reparar que um sol pálido dividia o céu com uma lua cheia, que daqui alguns minutos daria para ser vista por completo e iluminaria a Floresta. E só pensar em lua cheia que os ruídos vieram como se fosse ensaiado. Galhos mortos estalavam; passos arrastavam no piso arenoso da floresta; pássaros piavam com menos frequência; o vento assobiava e farfalhava as folhagens de um modo aterrorizante. A luminosidade também caiu, e tudo se resumia a sombras e figuras que pareciam se mover: quando você olhava já não estava mais lá.

Eles decidiram abandonar a formação e se juntar. As coisas pioravam conforme o tempo ia passando. Os sons da Floresta se reforçaram: zunidos, rugidos, silvos, galopes, uivos, múrmuros, conversas. De longe eles conseguiram avistar um bruxo bêbado – que pensaram confundir com um campeão desnorteado – largar uma garrafa de bebida alcoólica e, passo a passo, transformar-se em lobisomem – por sorte ele estava tão alucinado que não conseguiu rastrear o Trio de Ouro pelo cheiro. Uma acromântula rastejou-se perto deles, carregando nas quelíceras um amontoado de teias – obviamente com alguma coisa dentro – que se contorcia em espasmos doentios, recebendo doses e mais doses de veneno. Para aliviar a tensão, escutaram um sátiro arrastando uma ninfa do bosque de árvore em árvore, a beijando no pescoço e carregando no colo, ela murmurava e suspirava cheia de êxtase – Albus e Scorpius ficaram ruborizados e agitados com a cena, Rose teve de cutuca-los para se concentrarem de novo. Um tempinho depois dois centauros trotavam conversando sobre bruxos que duelaram e acabaram ficando desacordados, expostos ao perigo – as criaturas de consciência (centauros, sereianos e fantasmas) foram instruídas a não ajudar em hipóteses alguma.

— Quarenta e cinco minutos – sussurrou Albus o suficiente para os outros dois ouvirem.

Neste exato momento, Scorpius sentiu-se meio apreensivo, só então soube que não estava sozinho consigo mesmo.

“Conde! Conde!”, Chamou pelo vampiro que repousava em seu interior, “Responda ao meu chamado!”.

“Sir Malfoy”, ele saudou.

Na cabeça de Scorpius veio a imagem do vampiro. Belo, musculoso e sublime, Conde Morgado exibiu-se por inteiro ao seu mestre. Ele trajava as mesmas roupas de época que Scorpius o encontrara pela primeira vez – botas pretas que pareciam coturnos, que amarravam até a altura dos joelhos; uma calça justa de um tecido marrom e grosso; ele vestia no corpo uma roupa de linho que estava desamarrada na região do externo, exibindo o peitoral pálido e vigoroso do vampiro; por cima vestia um colete de camurça num tom de vermelho-sangue (irônico como sempre); por cima um sobretudo de couro negro, repleto de fivelas prateadas (mais ironia) e uma cruz de prata estava pendurada no pescoço (o cúmulo da ironia). Seu rosto era pontudo com o maxilar largo. A pele do rosto era como todo o resto, um pálido metálico – ele estava morto, mas não tinha nada de zombie. As linhas que desenhavam seu rosto eram perfeitas, provavelmente o homem mais bonito que já chegou a ver – ele tinha de admitir isso. Conde Morgado tinha os lábios finos e um sorriso sarcástico onipresente. O nariz reto fazia dava um charme maduro. Os olhos eram naturalmente bordados por uma escuridão proposital; as íris âmbar tinham um brilho dourado mortífero. Os cabelos compridos eram negros como a noite, uma franja ladeava seu rosto até a altura da clavícula, logo atrás, um rabo de cavalo preso por uma fita de ceda vermelha.

“Diga-me onde estão os outros Campeões”, exigiu o mestre com autoria.

A risada máscula e grave do Conde ressoou pelos pensamentos de Scorpius.

“Ora, Sir. Pensei que era proibido recorrer à ajuda de outras coisas além de sua varinha”.

“Foda-se as regras” era a resposta que o Conde estimulou Scorpius dizer.

Um sorriso discreto, saboreando a malícia que dava aos poucos a seu senhor.

“Há humanos próximos o bastante daqui. E uma deles está sangrando” ele colocou a língua para fora e lambeu as presas que ocupavam o lugar dos caninos, tão afiadas e brilhantes que nem pareciam dentes.

“Obrigado”, Scorpius agradeceu formalmente.

“Ao seu dispor, Sir Malfoy”.

O sorriso sarcástico de Morgado foi a ultima coisa que Scorpius viu antes de reparar que estava desligado aos acontecimentos a sua volta.

— Precisamos nos mover, ninguém apareceu até agora – Albus já parecia nervoso.

Rose suspirou com derrota.

— Acho melhor fazermos isso mesmo.

— Esperem – Scorpius segurou o pulso de Rose quando ela levantou. – vamos esperar mais alguns minutos.

Scorpius falava com tanta convicção que Rose não resistiu, ela concordou e sentou-se sobre os calcanhares outra vez. Albus estava atento aos outros três, mas murmúrios de vozes e passos apressados chamou sua atenção. Ele cutucou o ombro de Scorpius duas vezes e acenou com o queixo, indicando três silhuetas que vinham de trás de árvores e arbustos, vencendo a hera selvagem com feitiços cortantes e retirando cipós com a força das mãos.

“São eles,” declarou Conde Morgado.

— Um deles está ferido – Scorpius informou ao time.

Rose ergueu uma sobrancelha.

— Como sabe disso?

Albus pigarreou. Já pode imaginar como Scorpius sabia desse tipo de coisa, conhecia Conde Morgado, mas Rose nem sonhava que o Malfoy servia de hospedeiro para uma criatura da noite. A pergunta pegou Scorpius desprevenido, tanto que ele não pode formular uma resposta.

— Isso não importa – Albus teve de responder pelo melhor amigo. – temos de pensar como pegar o broche antes que eles cheguem à Torre.

Sempre desconfiada, Rose ignorou, mas não esqueceu.

Albus começou a erguer a estatura e caminhar para perto dos Campeões, que andavam em círculos, possivelmente ainda não sabiam a localização da Torre. Sentiu-se um predador, estudando os movimentos imprecisos e transtornados do trio adversário. Scorpius os acompanhava com o olhar, analisando se conseguiriam achar a Torre que estava há poucos quilômetros de distância.

Rose deliciava-se com a cena.

— Faremos o seguinte...

Notas finais
Fiz de novo, HUEHEUHEUHE parou.
É isso meus queridos, não deixem de comentar, dizer como estão (Feriadão ai, foi bom?) e criticarem positivamente.
Até a próxima postagem, um ótimo final de semana, um bom dia dos namorados aos marotos/alones/friendzoners e um abração!