Geração Potter e o Torneio Dos Cinco

14 (Cap. 14) - Inspeção de Varinhas.


Notas iniciais
E aí bruxões! Espero que todos estejam bem!
Bom, essa segunda foi meio corrida, participei de uma seleção pra um trampo mas não tive sorte, o salário muito baixo e o horário da escola não era compatível... É bem provável que o projeto me chame e novo, então vou tratar de digitar o máximo de capitulos que eu puder.
Também quero comentar que estou na segunda parte do ultimo livro, (não sei quantas são, talvez 5), e está muito legal de se escrever. UAHSUDHA
Então, esse cap aqui foi muito legal de se escrever, me senti um integrante da família Rowling, mó delícia explorar o que a JK inventou, de verdade UALSÇDASJKDP´0SAJ
Mas é isso, até as notas finais e boa leitura!

A ideia de terem se tornados Campeões fez o Trio de Ouro e os Marotos serem tratados com mais respeito e louvor em Hogwarts. Ainda sim, alguns corvinos e sonserinos resistiam em apenas torcer pelo, até então chamado, Poison Trio. Quando seus familiares souberam da notícia ficaram extremamente orgulhosos. Provavelmente Hermione fora a única em cair em preocupação, ainda sim nada que Harry não pudesse garantir a segurança de sua filha.

Com o decorrer dos dias e a aproximação do inverno, podiam-se calcular algumas semanas que as escolas estrangeiras estavam de estadia em Hogwarts. Todos, felizmente, convivendo em paz e harmonia. No entanto, era inegável o sentimento de incomodo de Albus perante Thanatos Asmodeus. Em alguns dias ele conseguira conquistar Rose de uma forma muito envolvente, que ela persistia em dizer que não era nada demais. Não só o Potter, mas como o Malfoy não aprovava nada essa relação.

No início de novembro as chuvas e tempestades começaram a cessar e dar espaço ao clima gélido da estação seguinte. As ventanias eram mais frias e o ar que se respirava era cortante. A vontade de passar o resto da manhã nas largas e aconchegantes camas dos dormitórios dominou toda a Hogwarts. Os módulos estudados nas matérias também estavam finalizando o estágio de introdução e alguns professores já marcavam suas provas para antes das Férias de Natal. Rose implorara à McGonagall para fazê-las, mesmo que escondida – ainda sim teve a proposta recusada; “Você precisa se dedicar totalmente ao Torneio, menina!”, repreendia a anciã de Transfiguração.


Certo dia, numa aula de Poção nas horrivelmente congelantes – essa descrição sempre era plausível e nunca ficava velha – masmorras de Hogwarts, o Trio foi convocado pelo zelador, dizendo que eles teriam de comparecer no Salão Principal para a realização de uma tarefa pré-evento.

— Mas estamos em aula! – queixou-se Albus, manuseando rapidamente vários frascos ao mesmo tempo, quase sem olhar. Todos acompanhavam com os olhares os movimentos furtivos e práticos do Potter, colocando, picando, pitando, e misturando os ingredientes num caldeirão de latão, médio.

— É urgente – reportou Senford sem paciência.

— Se eu não posso fazer as provas, você não vai se divertir na sua aula favorita – disse Rose, puxando Albus pela gola da camisa. Ele ainda tentou colocar mais algumas coisas em seu caldeirão, mas fora empurrado por Scorpius.

Até mesmo na porta ele resistiu, usando a varinha e feitiços de levitação e locomoção para misturar as coisas dentro do caldeirão, até Rose fazer um ligeiro movimento com a sua e fechar as portas atrás deles.

Desapontado, o Potter seguiu seus companheiros rumo ao nível terro da escola. Chegando lá eles se depararam com todos os outros Campeões aguardando em bancos, encostados e conversando de forma descontraída. Eles foram os últimos a chegar ali por estarem no lugar mais longe, ainda sim não deixaram de ser cumprimentados por acenos simpáticos e piscadelas de olho.

Entre eles estava um velho que era impossível não reconhecer; Olivaras. Um senhor de idade franzino, de cabelos e barbas grisalhas e dono de uma expressão tranquila, no entanto cheio de manias ansiosas – como esfregar as mãos, tamborilar os dedos e alisar a ponta da barba.

Também havia uma figura jovial ecoando os saltos de um lado ao outro. Era uma moça alta e esbelta, de cabelos castanhos que desciam em ondas em volta do corpo, rumo a cintura. Os olhos eram azuis elétricos com riscos verdes. A boca carnuda e bem avermelhada tinha a beirada do polegar, mordendo o dedo de uma forma sensual e irresistível à mente adolescente. Com a chegada dos últimos, ela fitou os novos integrantes dos pés a cabeça.

— Trio de Ouro, estou certa? – fraseou cheia de interesse. Sua voz tinha um toque aveludado e urgente ao mesmo tempo.

— Na verdade esse era o apelido dos nossos pais – respondeu Albus, indicando ele e Rose.

— Não importa, estamos falando do presente, do agora, de vocês! – ela os juntou como se fosse abraçar, colou a cabeça dos três de tal forma que puderam sentir a respiração do próximo. – do Trio de Ouro!

Ela inspirou profundamente, maravilhada.

— Preciso escrever isso antes que eu me esqueça... Ahm, pena? Pena?! – ela deu algumas palminhas e uma pluma azulada – como seus olhos – voou em sua direção junto de um bloco de notas celeste e começou a riscar suas palavras.

— Suponho que agora possa fazer meu trabalho, certo, Srta. Ocello? – questionou Olivaras, sua paciência coberta por sarcasmo.

Ainda distraída nas anotações, ela fez um gesto com as mãos como se dissesse “Tá, tá!”.

Albus ergueu uma sobrancelha no alto da testa e virou-se para James Sirius, sem falar muito alto ele murmurou:

“Qual é a da louca gostosa?”

E seu irmão respondeu:

“Esquece. Era assistente da Rita Skeeter”.

Rose arregalou os olhos quando percebeu o que James sussurrara. De canto contou pra Scorpius e ele ficou mirando a Srta. Ocello de testa franzida.

— Bom, só faltam vocês, meus jovens – Olivaras tomou a dianteira e estirou uma mão.

Confusos, o trio olhou em volta e percebeu que todos estavam com as varinhas em mãos, ou pelo menos à vista.

— A gente? – repetiu Scorpius.

— Sim, sim. Inspeção de Varinhas, meu jovem.

— O que? – Albus insistiu.

Outro suspiro paciente, uma expressão gentil, e o velho explicou:

— Como suas varinhas são a principal... Hum, arma, nós precisamos conferir se estão em boas condições para não ocorrer erros e imprevistos.

Do nada, uma passada desajeitada e arrastou-se atrás deles. Albus virou-se para saber que vinha – mesmo tendo a impressão de já ter ouvido antes – e deu de cara com seu pai.

— É um exame de rotina, todos fizeram isso, e agora é a vez de vocês.

Harry tinha o semelhante sorriso misterioso e olhos ofuscantes de Dumbledore nos quadros da escola, talvez até mesmo o estimulante timbre de voz.

— Ah, certo então – Scorpius foi o primeiro induzido pela certeza de Harry. Com alguns movimentos ele tateou as vestes e retirou sua varinha, entregando-a ao fabricante.

Com alguns toques, a curiosidade despertou em Olivaras. Ele pareceu pensativo e resolveu tomar uma atitude:

— Licardo, venha cá, meu filho.

Um jovem – embora tivesse a estatura de James, sem duvida tinha mais de vinte anos – surgiu entre o pequeno grupo. Ele era alto e magro, pele pálida e os olhos azuis puros como o alvorecer. Os cabelos emaranhados eram negros cacheados. Ele era bastante parecido com Olivaras, mas Albus não gostaria de ser indiscreto em perguntar algo assim. Era de conhecimento dele que Olivaras tinha um filho e uma filha, mas o senhor era tão gentil que chamava todos de “meu filho”, “meu jovem” e essas coisas de velhos simpáticos.

— Anote o que eu direi.

Rapidamente o garoto tirou o tinteiro e uma pena de bolso da jaqueta de viagem e se preparou.

— Madeira de amieiro – declarou ele só de olhar. – o Amieiro tem uma madeira muito rígida, mas eu descobri que seu possuidor não é uma pessoa obstinada ou teimosa, mas sim uma pessoa generosa e geralmente amável.

As maçãs do rosto de Scorpius tingiram-se de vermelho instantaneamente com o comentário.

— Enquanto a maioria das madeiras procuram características similares naqueles a quem elas escolhem – prosseguiu o fabricante, rodando a varinha escura nos dedos. – o amieiro é incomum nesse aspecto e parece que procura uma natureza que não seja precisamente oposta a sua, mas certamente uma que tenha diferenças marcantes. Quando um amieiro é bem colocado, se torna um ajudante magnífico e prestativo. De todos os tipos de varinha, o amieiro é melhor para feitiços não verbais, de onde vem sua fama de ser apropriado apenas para os bruxos e bruxas mais avançados, e claro, aqueles misteriosos, enigmáticos, místicos, sibilinos!

Ele agitou os dedos na frente de Scorpius como se quisesse assustá-lo.

Não funcionou.

—... Antiga e altamente resistente – disse Olivaras, desapontado pela seriedade da juventude. – acho que essa não era totalmente nova... Essa varinha, de fato, tem um passado. Inflexível também. Trinta centímetros... E corda de coração de... unicórnio? Que combinação... proibida... Curiosa!... Sei que pelo de unicórnio costuma produzir um tipo mais consistente de mágica, que é menos sujeita a flutuações e bloqueios. Varinhas com núcleo de unicórnio geralmente são mais difíceis de utilizar para Artes das Trevas. São as varinhas mais confiáveis, e costumam manter uma forte ligação com seu primeiro dono, independente de ter sido um bruxo ou bruxa rígido. Outra desvantagem do pelo de unicórnio é que eles não fazem varinhas muito fortes, embora a madeira compense, pois podem gerar certa melancolia caso sejam muito maltratadas, o que significa que o pelo de unicórnio pode morrer e precisar ser trocado. Mas estamos falando do coração... A fibra do coração de um unicórnio “pulsa” nessa varinha – seus olhos se arregalaram atrás dos óculos de lentes já engrandecidas. Licardo anotava tudo com extrema agilidade. – ela nunca vai precisar de reparo, e assim como as cordas de coração de dragão, pode esperar dessa um grande poder. Seria como a fúria de um anjo, algo puro e avassalador.

Scorpius engoliu em seco, ele sabia que sua varinha tinha esse núcleo, mas guardou para si mesmo. Albus e Rose observavam o rapaz com a curiosidade dos outros. Nem para eles Scorpius tinha comentado.

—... E vejamos – Olivaras ficou girando a varinha, dando várias voltas nos dedos. – Não, não é minha, esta foi confeccionada por Gregorovitch.

— Gregorovitch... Espera – pediu Licardo, sua voz era meio rouca, e reparando bem ele tinha olheiras nos olhos. Provavelmente passava horas em pesquisas e estudos, mas as feições inteligentes eram generosas demais, provavelmente um corvino ou lufano. – eu escutei bem, papai?

— Sim, pensei que as varinhas dele já haviam desaparecido de circulação – acrescentou o velho.

— Ahm... Digamos que Greg foi um... Um amigo da família – esclareceu-se Scorpius. Ninguém era tolo, todos sabiam a historia de Gregorovitch. – ele deu essa varinha ao meu bisavô, Abraxas Malfoy, dizendo que em tempos de paz ela deveria parar na mão do ultimo Malfoy e o primeiro de coração puro. De primeira meu avô Lucius não entendeu o termo coração puro, mas enfim entendeu que na verdade puro queria dizer “valente”, logo a varinha teria de ser dada ao primeiro Malfoy grifino. E assim que ela veio parar em minha posse.

— Sabe que unicórnios são puros demais, certo? – acentuou Olivaras.

— Que culpa eu tenho do meu núcleo ser coração de unicórnio? – replicou Scorpius, incomodado e constrangido com os olhares que pesaram sobre ele.

— Nenhuma, estou afirmando que é uma grande honra – com um encanto silencioso, Olivaras mirou a varinha para o céu e disparou um corvo da ponta dela. O barulho de canhão ecoava por todos os lados, obrigando alguns a taparem os ouvidos. As plumas negras caíram como flocos de brasas no chão. De longe, o corvo crocitou e mergulhou por uma das janelas.

Ele devolveu a varinha negra e lustrosa para Scorpius com um sorriso misterioso desenhado nos lábios. Sem palavras, o Malfoy a recolheu lisonjeado.

— Srta. Weasley – pediu Olivaras. Com todo o cuidado, Rose passou sua varinha para ele. Após tatear, ele a aproximou do nariz. – aveleira, hum? Uma madeira suave e popularmente feminina... Uma varinha sensível, a varinha de aveleira costuma refletir o estado emocional de seu dono, e funciona melhor com um mestre que a entenda e possa controlar seus próprios sentimentos. Você é muito sentimental, Srta. Weasley?

— Bom, eu... – começou Rose, mas não conseguiu terminar a frase.

— Você é muito sentimental, Srta. Weasley – afirmou o fabricante, tranquilo. – você deve ser muito cuidadosa ao portar uma varinha de aveleira, ainda mais se seu dono for temperamental ou sofre de uma séria decepção, pois a varinha irá absorver essa energia e descarregá-la imprevisivelmente – Rose enrugou a testa e pareceu pensativa, provavelmente imaginando algum caso em que isso possa ter acontecido. – O ponto positivo da varinha de aveleira, além de não causar grandes desconfortos, é a sua capacidade de realizar uma magia excelente nas mãos de pessoas habilidosas, e ela é tão devota ao seu mestre que às vezes falha nas mãos de outro bruxo...

— Fidelidade – murmurou Rose, mais pra ela que qualquer outro.

—Fidelidade – concordou Olivaras.

— Olhe só, o núcleo é corda de coração de dragão. Como uma regra, fibra de coração de dragão produz as varinhas mais poderosas, e que são capazes de fazer os feitiços mais elaborados. Varinhas de dragão tendem a aprender mais rápido do que as feitas de outros núcleos. Não ficarei surpreso se souber que você é a primeira a aprender feitiços e encantos em aula.

Albus e Scorpius reviraram os olhos quando Rose, sem modéstia alguma, disse:

— Isso é.

— Uma vez que tenha sido tomada de seu mestre – continuou o velho. – ela cria um forte vínculo de fidelidade com seu dono atual. As varinhas de dragão são melhores com Artes das Trevas, embora ela não vá mudar por vontade própria, apenas dizendo, que tipo, se você quiser matar alguém, vai na fé que a varinha é boa.

A risada rouca e as tossidas doentias que Olivaras deu da sua própria piada não deu oportunidade pra ninguém rir junto. Ele se recuperou do ataque de asma e prosseguiu sem fôlego:

— Esse também é, dos três núcleos, o mais inclinado a acidentes, sendo um pouco temperamental. Você é um pouco temperamental, Srta. Weasley?

— Bem, eu...

— Você é um pouco temperamental, Srta. Weasley – afirmou o velho, mais tranquilo do que a ultima vez. – um conjunto muito, muito interessante... Vinte e cinco centímetros, flexível. Sua varinha transparece muito sua personalidade, sabia disso, minha jovem? – ele aproximou-se pousou sua mão de dedos ossudos e compridos sobre o ombro da moça. – independente de sua aparência ser frágil e delicada – agora seu dedo tocara a temporada de Rose com alguns toques. – o seu interior é o mais precioso e possante de todos.

Não havia palavras para agradecer, Rose corou diante do elogio e apenas deu de ombros de forma humilde.

Com outro feitiço silencioso, o ancião executou o Patrono, e com um gesto gracioso um enorme roedor saiu nadando no ar de uma forma leve, mesmo com seu peso. O pelo era lustroso, como se tivesse saído da água, a cauda era achatada e na boca havia dentes compridos pulando para fora.

— Um castor? – indagou Rose, admirando o animal. Graças a isso ela lembrava o de sua mãe, uma lontra.

— Minha esposa costuma relacionar ele comigo, dizendo que ambos somos grandes fabricantes.

Com um sorriso amarelo Olivaras entregou a varinha de Rose e fez um carinho simpático no alto de sua cabeça.

— Por fim, Sr. Potter – com o braço estirado, o fabricante recebeu a varinha de Albus na palma da mão.

Enquanto ele analisava mentalmente o Potter observava interessado querendo saber seu diagnóstico.

— Madeira de lariço; forte, duradoura e de cor quente – comentou ele. – o lariço tem sido uma madeira atraente e poderosa, sabe... Tem a fama de incutir coragem e confiança em quem a usa, assegurando que a procura superou as expectativas, ótima para Grifinos, acho eu. Entretanto, essa varinha tão procurada, é difícil de proporcionar o que seria ideal a seus donos, e muito mais difíceis de lidar do que muitos imaginam, então você, Sr. Potter, tem sorte de conseguir realizar alguma coisa com ela – Albus sentiu-se orgulhoso com as palavras, pois nunca teve algum problema sequer com a sua varinha. – Eu sempre achei que essa madeira gerava varinhas de talentos ocultos e efeitos inesperados, o que talvez descreva o mestre que a mereça. É sempre o caso de um bruxo ou bruxa que é escolhido por uma varinha de lariço que ainda não tenha percebido seu potencial e talentos até se deparar com ela, mas aí então eles formarão um par excepcional. Estou certo?

Dando de ombros, com um sorriso torto no rosto, Albus disse:

— Não sei, talvez?

Com uma risada misturada com um ronco, o velho voltou a consultar a varinha.

— vinte e oito centímetros... Flexível... E, oh, claro, núcleo de fênix, como a do seu pai e seus irmãos – ele virou os olhos para Harry, que assistia tudo em silêncio e interesse brilhando em seus olhos. – Me lembro de cada varinha que vendi, e posso garantir; todo o Potter que entrou na minha loja saiu com uma varinha de fênix.

— Não tinha me contado isso antes, Olivaras – falou Harry, cruzando os braços.

— Você não me perguntou – defendeu-se o velho. Ele virou-se para Albus e revirou os olhos, indicando Harry como se dissesse “Dá pra acreditar nesse cara? Pff”. – esse é o mais raro dos núcleos. Penas de fênix são capazes de fazer uma grande variedade de feitiços, embora ela leve um tempo maior que as de dragão ou unicórnio para revelar isso – ele movimentou a cabeça na direção de Scorpius e Rose. – Elas mostram mais iniciativa, às vezes agindo por vontade própria, uma qualidade que muitos bruxos e bruxas não apreciam. Já aconteceu com você?

— Hum... Acho que ainda não...

— Sorte a sua, meu jovem, isso significa que ela aprecia e aprova suas atitudes. Varinhas de pena de fênix são as mais críticas em se tratando de futuros donos, e as criaturas que elas escolhem são as mais independentes e destacadas do mundo, fênices são animais incríveis.

— Concordo – assentiu Albus, lembrando-se de seu fiel amigo Fawkes.

— Essas varinhas são as mais difíceis de personalizar, e sua fidelidade geralmente é algo difícil de conquistar, mas acho que você está se dando bem com isso, hein? – outro feitiço não verbal e um rojão foi disparado no céu, lançando uma variedade de fagulhas douradas e cor de rubi no céu nublado do Salão Principal. – ótimas condições!

Ele devolveu a varinha de Albus e olhou para Harry, com um grande suspiro esvaziando o peito magro.

— Certo, Sr. Potter, todas passaram no teste e estão em ótimas condições para uso – concluiu Olivaras, apertando a mão do auror e acenando para os demais alunos.

— Agradeço por isso.

Olivaras reverenciou Harry com se estivesse tirando um chapéu invisível de sua cabeça. Ele começou a andar e Licardo foi logo atrás dele.

— Acho que é isso – Harry largou os braços ao lado do corpo e depois segurou a cintura olhando em volta. – acho que vocês podem voltar para as suas salas de... – o Potter fora interrompido por um pigarro musical vindo de trás. – ah... Claro, antes que eu me esqueça, vocês precisam dar uma entrevista pro Profeta Diário. Infelizmente Astoria Malfoy não pode nos agraciar com sua presença, pois como seu cargo é maior, ela ficou na coordenação... E como conselho... Bom, se for como a minha foi, vai ser rápida e nada agradável – ele virou de costas e sorriu com sarcasmo. – são todos seus.

A Srta. Ocello devolveu com outro sorriso de desdém e um beijo estalado.

— Boa tarde – e Harry saiu com sua passada despreocupada.

Os suspiros tediosos tomaram o espaço. Reviradas de olhos. Múrmuros e comentários – em várias línguas. E tudo mais que demonstrasse tédio.

— Ele está brincando, somos amigos – Srta. Ocello colocou a mão na frente da boca e murmurou “íntimos”, em seguida rindo da própria piada. Albus fez cara de nojo e balançou a cabeça em negativa. – me chamo Jade Ocello, repórter e jornalista do Profeta Diário.

— Temporária – Scorpius interrompeu com seu sorriso desdenhoso.

Ela mirou o rapaz dos pés a cabeça e enfim compreendeu seu comentário malicioso.

— É, claro – concordou ela, cerrando os olhos azuis-esverdeados, lambendo e mordendo o lábio inferior com impaciência. – repórter temporária do Profeta Diário porque a Colunista Principal, Astoria Malfoy, está entrevistando pessoalmente o Ministro da Magia, sobre o Torneio.

Ela claramente estava em fúria com isso, ainda sim não perdeu o gingado.

— Mas eu tenho mais experiência nisso, afinal eu trabalhei com a renomada Rita Skeeter!

— Provável. Ela deveria estar setenta anos no cargo, imagino quanta maquiagem e poção de rejuvenescimento pode cobrir os anos – Rose murmurou para Albus e Scorpius, mas todos ouviram, e todos gargalharam sem pudor.

Jade Ocello fingiu divertir-se e encarou o Trio de Ouro.

— Estava pensando em começar por ordem numérica, mas estou vendo que o time doze quer ser o primeiro. Então vamos!

Ainda as risadas, Albus, Scorpius e Rose a seguiram para a câmara no fundo do Salão Principal. A porta se fechou atrás deles. E em questão de três minutos certinhos abriu de novo, e o trio saiu com a mão na boca, apertando os lábios, bufando para não rir e os olhos lacrimejando com vontade de gargalhar. Srta. Ocello surgiu logo atrás deles, visivelmente tomada pela raiva, as narinas arqueadas e o olhar vidrado nas costas do trio.

Sem duvidas eles deram uma entrevista que ela jamais esqueceria.

— Próximos! – rugiu Jade Ocello.

Notas finais
Divertido, não? UASÇDPDKAS90DHA
As descrições e dados de madeira/núcleo são verdadeiras, retiradas do site Potterish. Se tiver como; visitem. É muito estimulante e legal de se entender os atributos.
Mas indo pro mundo do Pottermore (CUJO A SONSERINA VENCEU PELA SEGUNDA VEZ SEMANAS ATRÁS, HÁ!) minha varinha é 30cm, elmo e pena de fênix. Deixem no review a descrição da sua, vamos começar umas dinâmicas por aqui asudakljda
Mas enfim, é isso, boa semana e até quinta!