Geração Potter e o Torneio Dos Cinco

15 (Cap. 15) - O Clã dos Anjos Caídos.


Notas iniciais
Ohoooooo Bruxões!! mais uma quinta de GP e devo dizer a notícia que vou lhes dar não vai ser tão boa quanto o capítulo apresenta ser.
Bom, como alguns de vocês devem saber eu tenho 17 e estou cursando o ultimo ano do ensino médio. Nesses dias abriram as vagas de inscrição pro ENEM. Como eu desejo ingressar na USP, preciso de extrema concentração e dedicação nos estudos - mais agora do que antes! - então, infelizmente, vou voltar as postagens de segunda feira. Isso quando der! porque agora estarei reservando a maior parte do meu tempo livre aos estudos. E meu deus, NÃO, eu NÃO vou parar de postar a fic! - estou escrevendo o ultimo livro, não dediquei quase dois anos atoa, ok? estejam certos disso!
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Mas retornando ao capitulo, consegui postar 5 em duas semanas e meia, se fosse na postagem antiga levaria um mês e alguma coisa. Só peço paciência a vocês, JK Rowling levou mais de uma década pra ter tudo pronto o que eu estou levando de modo simplório algum tempo. Logo vocês terão tudo disponível, parafraseando meu amigo e leitor Rodrigo Ribeiro: faço isso por diversão e prazer, mas minhas responsabilidades vem primeiro.
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É isso, desejo uma boa leitura e nos vemos nas notas finais!

Mais dias se passaram e enfim a primeira tarefa se aproximava. Quando publicado, toda a sociedade bruxa teve maior percepção do Torneio dos Cinco por via do Profeta Diário. A matéria feita por Jade Ocello ganhara a primeira página, fazendo elevar seu ego ao máximo. Ainda sim a matéria que Astoria Malfoy tivera com o Ministro foi mais popular ainda.

Em um fim de semana em Hogwarts os residentes tiveram o privilégio de visitarem o Vilarejo de Hogsmeade. Os demais estudantes ficaram ansiosos e excitados com a notícia, Hogsmeade era mundialmente conhecida por ser justamente uma das poucas aldeias que são inteiramente habitadas por bruxos.

— Não acredito! – Rose lamentou-se observando os alunos vestirem suas capas e casacos para saírem na neve. – antes de chegarmos a Dedos de Mel todos os doces terão acabados!

A mente de Albus se abriu e ele soltou uma exclamação de animo mesclada com um lamento.

— Eu tinha me esquecido disso! – disse mirando Rose e Scorpius – JP e os outros fizeram uma descoberta incrível!

— E qual seria? – perguntou Scorpius com interesse. Rose ainda estava preocupada com os doces que acabariam antes de saírem do castelo.

— James, Fred e Domi desvendaram o segredo do Mapa do Maroto.

Isso despertou a curiosidade da garoa. Ela curvou-se na mesa e fitou Albus alarmada.

— Que? Como?

— Calma, pega leve – ele a empurrou de volta pra cadeira. – eles não me contaram tantos detalhes, mas assegurou que estava totalmente certo. Além do mais, me deu exemplares pra distribuir entre nós.

— Por Merlin, ele criou mais de um?

— Sim – confirmou Albus. – na verdade foram vários...

— Odeio admitir isso... Mas James é um gênio – cuspiu Rose contra vontade.

— Vamos conferir se é autêntica mesmo? – sugeriu Scorpius. Albus concordou e eles subiram o dormitório masculino com Rose atrás deles. Pelo menos até as escadas.

Os rapazes adentraram em seu dormitório e Albus foi direto ao seu baú. De dentro ele retirou o embrulhe de sua Capa da Invisibilidade, revirou mais algumas roupas e encontrou o envelope onde havia três Mapas perfeitamente camuflados com HQs do Batman: Arkham City. Ele exibiu o interior das revistas e Scorpius ergueu uma sobrancelha meio duvidoso.

— Bom, espero ver isso na prática – disse de modo simples.

— É incrível, espere um segundo... Ahm, segure isso – Albus estirou o braço com o envelope para o amigo, no entanto ele recusou receber.

— Ah, não. Obrigado. Isso estava de baixo das suas cuecas.

— Qual é, Malfoy, são limpas!

— Mas você já as vestiu em algum momento.

Albus bufou com raiva e por um momento pareceu quieto. Então num movimento furtivo recolheu uma das peças e atirou de forma certeira no rosto de Scorpius. O Malfoy cambaleou vários passos e atirou a cueca pra longe.

— Porra All, eu estava de boca aberta! – vociferou o loiro, tomado pelo rubor.

— Opa, aproveita e me diz o quanto eu sou gostoso – brincou o Potter, levantando-se com os dois embrulhes debaixo do braço e caminhando para fora do quarto.

Quando os dois estavam fora, Rose atacou Albus e retirou de suas mãos um dos Mapas e começou a analisar com curiosidade e perícia. Scorpius lamentou não ter avisado onde eles estavam.

— Vamos indo? – chamou Albus, caminhando para as escadas rumo à saída do Salão Comunal.

Na saída, eles se isolaram num canto desabitado por alunos, Albus sacou sua varinha e tocou a ponta da revista com a extremidade.

Usarei o Mapa com consciência e marotagens serão consequências – sussurrou e o pergaminho revelou seus segredos.

O que antes exibia quadrinhos das aventuras do Homem Morcego agora mostrava claramente cada área de Hogwarts. Pegadas com uma faixa acima indicava seu nome, sua posição e, neste caso, de que escola pertencia. Tudo mapeado com os desenhos detalhados de James e Fred acompanhados da caligrafia caprichosa de Dominique. Também mostrava as criaturas e animais de estimação – e a quem pertencia –, os fantasmas, espíritos e espectros também estavam presentes – estes, por sua vez, tinham um rastro opaco por onde passavam. As folhas pretas e brancas muito bem decoradas exibiam todas as demais áreas do Castelo, o Lago, a Floresta, os campos e lá estava, mais ao fim, o Vilarejo de Hogsmeade. Um verdadeiro trabalho árduo de gênios.

— Ok abra no capitulo “Passagens e Vias Secretas” – falou Albus a Rose enquanto retirava sua capa do embrulhe. Fazia tempos que não admirava sua relíquia, ela continuava do mesmo jeito desde sua ultima vista; seu tecido tão macio e maleável quando fios de água. Ainda tinha aquela coloração cintilante de preto com azul, e no centro havia, toscamente estampado, o símbolo das Relíquias da morte. Como uma capa ela tinha um capuz embutido e um bom espaço para caber no mínimo três pessoas, quatro se ficarem bem juntos. – com a nova construção de Hogwarts algumas passagens foram trancadas e outras feitas sem querer... Isso, esta ai, usaremos essa! – Rose mostrou a revista para Albus e ele tocou com a ponta da varinha no título “Alçapão da Dedos de Mel”, e como se fosse um link, um tracejado de setas prata-esverdeados mostraram o caminho.

— Existe uma passagem direto para a Dedos de Mel? – Rose arregalou os olhos e deu alguns pulinhos. Ela afundou a cara na revista e começou a seguir as setas que os indicava a passagem.

Quem via o trio andando junto de nada suspeitava, pois enquanto Rose afogava-se numa leitura, Albus e Scorpius compartilhavam de uma conversa como qualquer outro dia. Sendo que na verdade seguiam um trajeto demarcado pelo Mapa do Maroto.

Quando atravessaram corredores, desceram andares, venceram escadas e passaram por salas, enfim foram parar na passagem que antigamente era guardada por uma bruxa, que agora dava espaço para um conjunto de armaduras medievais que decoravam o fim de um corredor. Quando chegaram ao ponto marcado, os fios se apagaram. Rose se apaixonava pelo invento. Albus guardava a edição na mochila enquanto Scorpius acionava a abertura; puxar a espada da armadura do centro como se fosse uma alavanca, a que estava parada em posição de desembainhar a arma. Feito isso, a armadura ganhou vida, fez uma reverência aos seus visitantes e abaixou para abrir o palco onde ela estava postada. Dentro dele havia uma escadaria de pedras. Automaticamente archotes acenderam na entrada.

Eles trocaram olhares empolgados e pularam para dentro confiantes. Já dentro, o coração dos três saltitou quando a armadura fechou a passagem em cima deles. Infelizmente os archotes só havia na entrada, então eles conjuraram luzes na ponta de suas varinhas e seguiram o resto do caminho evitando falar muito.

A caminhada não durou mais que cinco minutos. A caverna não era por inteira assustadora, havia oxigênio o suficiente e era quente enquanto a chegada do inverno lá fora castigava – talvez um feitiço climático colocado pelos Marotos. O fim dela dava em outras escadas para cima, com um teto de madeira. Albus deu três toques com os nós dos dedos e nenhuma resposta. Por precaução pediu para vestirem a Capa da Invisibilidade. Quando cobertos e invisíveis, eles empurraram o alçapão e viram uma espécie de porão escuro e inabitado. Suspirando fundo, saíram um atrás do outro com demasiado silêncio e precaução, sem serem descobertos.

Era de fato um deposito da Dedos de Mel. Nele havia diversas caixas seladas e outras abertas exibindo uma variedade infinita de doces. O cheiro adocicado tomou conta do olfato deles e se deixaram levar pela sensação de felicidade que era estar repleto de guloseimas. Rose saiu de baixo da Capa e começou a revirar as caixas, depois conferindo as estantes e prateleiras. Os rapazes despiram a Capa contemplando Rose dar gritinhos e pulinhos.

— Vou nem subir! Vou fazer minhas compras aqui mesmo! – exclamou ela, recolhendo as sacolas de papel de um monte e começando a enchê-las de diferentes tipos de embrulhes, caixinhas e kits.

— Me sinto parte do assalto mais tosco da história – murmurou Scorpius sem vontade.

— Não seja estupido, vou pagar tudo na saída – esclareceu Rose, sem tirar a atenção de sua compra particular.

Albus rolou os olhos enquanto empurrava sua Capa para dentro de uma mochila.

— E eu pensando que isso não poderia ficar mais podre.

— Oi? – perguntou Rose, sua boca estava cheia de Bombarda de Chocolate.

— Nada – ele jogou a bolsa nas costas. – agora é só curtir – declarou, avaliando a escada de madeira que levava para o piso superior, logo contornando o cômodo e encontrando uma porta dos fundos. Estava destrancada.

— Para onde você vai? – perguntou Scorpius, seguindo o amigo.

— Preciso encontrar, hum, uma pessoa – murmurou, pensativo.

Scorpius entendera na hora. Ele deu um soco amigável no ombro do amigo.

— Vai com tudo, seu safado – incentivou sorrindo com malícia.

Albus balançou a cabeça rindo sem jeito.

— E boa sorte... Com... Com aquilo – ele mostrou Rose com um aceno de cabeça.

Ela despejava Varinhas de Alcaçuz no rosto rindo de forma maníaca.

— Vou precisar – Scorpius juntou as sobrancelhas, apertando os lábios na boca para evitar mais comentários.

Hogsmeade estava lotada e repleta de bruxos para alguém reparar ou dar atenção a um jovem acadêmico sair de forma traiçoeira de um beco de uma loja de doces. Em alguns pontos o vilarejo estava coberto por camadas de neve que chegava algumas semanas mais cedo. As casas antigas e construções históricas do lugar estavam sendo visitada e fotografada pelos estrangeiros, que riam fazendo poses esquisitas para as câmeras, agitando suas sacolas de compras. Todos se divertiam. E Albus buscava por sua diversão.

Percorrendo a via sinuosa que era rua principal, ele se misturou entre os estudantes e gringos por um caminho que ele fazia quase sempre quando visitava o local. Parando para admirar as vitrines da loja Artigos de Quadribol e a filiar recentemente aberta da Floreio e Borrões, talvez desse tempo para comprar um livro que ele usasse para estudar umas boas táticas para colocar em prática no Torneio. E citando o Torneio, ele não conseguiu caminhar muito sem ter de parar pra conversar com pessoas que assistira sua Seleção. Alguns tiraram foto com ele e outros foram além, pedindo autógrafos. Ele recebeu abraços, apertos de mão, tapinhas nas costas e beijos no rosto que ele não conseguiu evitar. Uma francesa beijou seu rosto, próximo demais ao canto da boca, e depois saiu aos risos com suas amigas. Além dele, os outros Campeões pareciam ter evitado as multidões, pois não havia nenhum outro por ali.

Quando chegara ao Três Vassouras foi recebido por uma multidão que aguardavam a visita de algum Campeão. Ele lamentou ser filho do bruxo mais famoso de todos os tempos e ainda por cima ser um Campeão. O constante assédio era algo que ele nunca superaria.

— Assina meu uniforme?

— Me dá um autografo?

— Faz biquinho pra foto!

— Boa sorte!

— Arrasa, Potter!

— Me beija?

— Com licença... Eu... – pedia Albus, paciente e sem jeito. – Ah, Vicky, Vicky!

Ele avistou sua prima atendendo uma mesa próxima. Victoire era a mais bela de todas ali. Alta, curvas fantásticas, seios fartos e sabia usar sua beleza de forma nada vulgar. Era naturalmente linda. Rosto arredondado de queixo fino, lábios superiores finos e os inferiores cheios. Olhos grandes e azuis-elétricos – da mesma cor que os cabelos de Teddy Lupin – delineados e com uma sombra leve. Pele lívida que parecia ter um brilho próprio. Cabelos longos e sedosos, perfeitamente soltos e esvoaçando sem o mínimo esforço, louros prateados que imitavam a coloração de uma lua cheia. E claro, tão perigosa por ser uma veela legítima. Uma herança sanguínea herdada de sua bisavó.

— Albus, querrido! Algum prrobleme?

Ele mostrou o tumulto a sua volta. Victoire deu uma piscadela sedutora e pediu com paciência:

— Alô, alô, querridos! – e as atenções voltaram para ela. Sua voz tinha um tom hipnotizante e sedutor. Instantaneamente Albus tapou os ouvidos e fechou os olhos. – o balcon é logo ali, aprroveite as nossas bebides quentes, esston marravilhosamente deliciosas neste frrio!

Um a um, homens e mulheres, se dirigiram para o fundo do pub numa passada lenta e ritmada, envoltos pelo charme da veela. Albus ainda estava encolhido para não ser um dos zombies quando sentiu um toque suave em seu ombro. Era Victoire.

— Uma garrota linda está te esperrando na mesa que eu deixo reserrvada prra vocês no fim do dia.

Albus percorreu o pub com o olhar e reparou que na mesa indicada por sua prima aguardava uma jovem bruxa de vestes escuras e leves. Os cabelos negros repicados estavam cobertos pelo cachecol cinza-chumbo. Em suas pequenas e delicadas mãos enluvadas havia um livro versão pocket que ela parecia se deliciar com a leitura envolvente.

— Vicky, você é a melhor – sussurrou Albus.

— Ai, eu sei! – ela inclinou para beijar o rosto do primo e limpou o batom com o polegar.

Albus sentiu o rosto formigar e esquentar na área selada. Ela o empurrou na direção da mesa murmurando incentivos e dizendo o quão Pottinho dela crescera – Albus sempre teve uma relação boa com Victoire, antes de Teddy, ela que cuidava dele e seus irmãos.

— Daqui a pouco passo lá parra serrvi-los!

Andando com lentidão pelo soalho de madeira e ligeiramente tímido, Albus chegou à mesa de Pandora. Ela estava confortável no assento macio rodeada de almofadas. Uma chama cor de rosa brilhava dentro de um recipiente de vidro e iluminava seu rosto junto de sua mesa. Na sua frente uma xícara de Cappuccino Divino fumegava.

— Pandora?

Ela levantou o olhar e o recebeu com um sorriso. Devido à iluminação da pequena chama cor de rosa, seus olhos violeta ganhavam um destaque incrível.

— Hey, Albus!

Por Merlin, esse sorriso! Pensou consigo mesmo.

— Esperando alguém?

— Na verdade ele acabou de chegar – respondeu assentindo com a cabeça. – você ficou me devendo isso com a ajuda no Salão Principal, lembra?

— Wooow, mas é claro! Que esquecido eu sou – ele deu um tapa na testa com a palma da mão. – você que chegou cedo ou eu que me atrasei?

— Na verdade eu gostaria de conhecer Hogsmeade deserta – ela olhou em volta, reparando no pub lotado, o barulho das risadas misturando com o da música animada que vinha de altos falantes encantados. – e acho que não vou conseguir ver isso nunca.

Albus riu do lamento.

— Concordo com o seu pensamento antissocial.

Ela riu outra vez.

— É coisa de sonserina – murmurou fechando o livro e colocando ao lado da xícara de cappuccino. Albus sentou-se colocando a bolsa do seu lado, muita coisa importante ali dentro para se descuidar. – acho que agora vou ter a chance de parabeniza-lo pelo título de Campeão. Meus parabéns, Sr. Potter!

— Valeu – ele deu os ombros, rindo. – só espero que eu esteja inteiro até o fim. Sabe como as coisas são no Torneio, não é?

— É, eu fiquei sabendo. Minha família ficou fora muito tempo, mas estou conseguindo me atualizar aos poucos – Victoire chegou para servir os dois. Trazendo para Albus uma caneca de chocolate quente com marshmallows e raspa de canela. Ainda trouxe um novo Cappuccino Divino (seu cacau era cultivado por magia; mil vezes mais delicioso, daí então seu nome).

— Porr conta da casa – Victoire deu mais uma piscada sedutora para Albus.

— Valeu, Vicky! – agradeceu. Pandora sorriu em consentimento.

— Nãm há de quê – e saiu desfilando, mexendo seus quadris naturalmente.

— Bom, falando em família, vi que você tem um primo – para quebrar o gelo, Albus tomou um gole de sua caneca. Sentiu a mistura aquecer seu interior.

Pandora ficou séria de repente. Olhou para além da janela, onde a neve se acumulava no parapeito externo.

— Asmodeus. Uma das famílias do clã dos Anjos Caídos. São caracterizados pela luxúria, concepção dada ao considerado pior dos pecados. São os mais atirados, irresponsáveis e devo acrescentar que são os mais bonitos da família, facilmente induzem alguém a cometer um tipo de relação carnal para obter algo que deseja. – a voz de Pandora estava tão baixa que Albus teve de fazer esforço para ouvi-la. – Raros são os que resistem. Na verdade não há ninguém ainda, os que evitam geralmente são mortos.

— Wooow – o rapaz suspirou.

— Eu conheci Thanatos quando éramos pequenos. Sabe, é raro nos encontrarmos fora das reuniões. Soube que nossas mães eram bem chegadas, por isso Hypnos e Thanatos receberam esses nomes, na mitologia grega esses deuses eram irmãos gêmeos; meu irmão e meu primo são assustadoramente parecidos – ela estremeceu ao dizer isso. E parando para pensar, sim, era verdade, tirando o tom de pele e a coloração dos olhos, eles eram quase idênticos. Ela baixou mais ainda o tom de voz – viemos buscar paz aqui pensando que nenhum do clã ousaria pisar em Londres, mas isso parece que é inevitável, o nosso destino.

Albus sentiu-se incomodado. Ajeitou sua posição na cadeira e tomou mais do chocolate quente.

— E qual é a participação dos Astaroth nesse clã?

—Agora não há mais nenhuma. Eu já disse, nós nos desertamos da família – ela mirou os olhos de Albus tão fundo que ele pode sentir uma conexão. – na demonologia Astaroth é o príncipe do Inferno, comandante dos duques, mão direta de Lúcifer. E é isso que meu pai fazia aos Lúcifer, basicamente. Nossa principal habilidade valorizada por eles era nossa beleza – ela fez aspas de forma modesta. –, vaidade, filosofia racionalista de ver o Mundo Mágico e nossas ideias. Somos a inspiração, por isso tínhamos um cargo importante, ao lado dos principais, os Lúcifer não tomavam uma decisão sem consultar a opinião do meu pai antes.

Aquele papo fazia Albus delirar de uma maneira insana. Que bizarro esse mundo em que viviam.

— E os Rosier, eram os que atuavam em Londres, certo?

— Sim, eram. Evan Rosier foi um Comensal da Morte. O resto de nós apenas apoiava e tomava o partidário de Voldemort, mas não tínhamos essa ligação direta.

— Ele foi morto pelo Alastor Moody – disse Albus. – e levou metade do nariz dele – acrescentou rindo meio nervoso. – ele foi capturado, mas resistiu, e nessa tentativa que ele foi morto.

— Enterraram ele? – perguntou Pandora.

Albus ergueu a cabeça e olhou pra fora, pensando. Então balançou a cabeça.

— Não sei, acho que não. Foi na Primeira Guerra Bruxa... Na realidade nem sei o que fizeram com os dos Comensais nessa época.

Pandora agitou a cabeça em negativa, rindo da mesma forma nervosa que Albus.

— Ele está vivo. Os Rosier eram especializados em magia de ressurreição rápida, desde que não fossem amaldiçoados por morte. Evan significa “Nascimento nobre”, sabe... Rosier também significa “Guerreiro Nobre”. Ele não escolhe a morte por acaso, ele se sacrifica em batalha como um verdadeiro guerreiro ao invés de se entregar. Esse é o orgulhoso Sonserino.

Albus estava perplexo.

— I-Isso é sério?

Ela fez um bico franzindo o queixo.

— Meu palpite – e sorveu o cappuccino da xícara com tranquilidade. – sabia que ele era sobrinho de Druella Rosier?... Ela é... Mãe de uma tal de Bellatrix. Já li sobre ela, porém evito esse tipo de informação.

Albus cerrou os punhos.

— Ah é? – ele usou o sarcasmo herdado de Harry. – Acho que sei quem é.

— Pois é.

— Sei que seu pai é auror, mas pede pra ele pegar leve. Não estamos aqui com segundas intenções, apenas querendo viver tranquilos depois de... Ahm, de tudo isso – ela comentou, evitando olhar para ele.

— Pode deixar – garantiu Albus. – qualquer coisa eu estou aqui. – institivamente ele pousou a mão sobre a de Pandora. Ela fechou os dedos nos deles e sentiram a calidez do toque.

Ela levantou o olhar de suas mãos para os olhos verde-intensos de Albus. Suas bochechas naturalmente rosadas ganharam um tom mais avermelhado. Albus sentia o peito martelar, mas não estava nervoso. Não sabia o que essa sensação significava.

— Que corajoso da sua parte se envolver com uma garota que pertence a uma família tão perigosa.

Albus soltou um riso meio bobo. Ele levantou de sua cadeira e debruçou-se sobre a mesa, sem romper o toque de suas mãos. Ele encarou Pandora bem de perto, seus olhos eram mais bonitos ainda.

— Vale a pena correr o risco.

Após essas palavras eles se aproximaram no mesmo tempo um do outro até seus lábios se tocaram. Albus segurou o queixo de Pandora com suavidade enquanto ela tinha um braço por cima de seu pescoço, trazendo-o para mais perto. Suas línguas entravam em contato de uma maneira vagarosa, até entrarem em uma sintonia prazerosa. Os lábios de Pandora eram mais irresistíveis quando tocados; macios, carnudos, adocicados pela bebida. A confortante sensação tomou os dois por completo. Ele sentiu Pandora acariciar os cabelos de sua nuca e agitar os dedos com ternura. Ela ainda ousou em morder o lábio inferior do Potter, sorrindo maliciosamente. O coração do jovem acelerou e inundou-se de uma adrenalina extasiante.

Ele não sabia quanto fôlego tinha, mas gostaria que aquele momento fosse eterno.

Notas finais
AWWWNN ASLDASD~´ASLD-0´~AS0KDA9SU, THE SHIP IS REAL!! ♥ ou não huehuehue.
Tantos pedidos por Pandalbus, não sei porque, mas senti a necessidade de deixá-los juntos aqui. Albus corre risco de vida, precisa desfrutar disso um pouco ♥ *escritor troll on*
Mas é isso, não deixem de comentar, deixar sua visão sobre o cap e sobre as nota ali em cima, óh, lá ↑ - nos vemos na segunda com a Primeira Tarefa, vejam só! até lá!