Geração Potter e o Torneio Dos Cinco
8 (Cap. 08) - A Academia e a Delegação.
Notas iniciais
Eu sei, devo uma explicação. Bom, final de semana não tive tempo pra digitar a fic... porque queridos, eu tenho vida social, desculpa vocês. Segunda e terça não rolou porque eu fui pra uma entrevista e no dia seguinte pra um treinamento. Infelizmente miou tudo (pra quem não é paulista: não deu certo) e to no zero de novo. Estou cogitando entre vender meus órgãos e o corpo pra conseguir dinheiro mais rápido.
Mas isso é um conto de outra história.
SE LIGUEM NO TÍTULO E IMAGINEM O QUÃO FODA VAI SER O CAP. UHUL
Muito boa leitura, nos vemos nos reviews e...
Torneio dos Cinco: onde tudo começa!
Setembro tomou seu inicio e fim de uma forma monótona, pois além de algumas aulas, não havia nenhuma ação no dia. Por exemplo, em Defesa Contra as Artes das Trevas, Albus e vários alunos já conseguiam manter seus patronos por um longo período de tempo. Outros ainda não conseguiam conjurar um corpóreo, o que preocupou os que gostariam de participar do Torneio dos Cinco. Com o passar do tempo Albus já se acostumava com sua fênix prateada, e aos poucos conseguia trocar algumas palavras com o beija-flor e a águia de Scorpius e Rose. Só faltava saber no que os Patronos seriam úteis no Torneio.
Um clima frio invadiu Hogwarts no mês de setembro. O verão já passava de uma lembrança. O clima outonal proporcionou aos ventos uma temperatura mais baixa, daqueles que você respira de uma forma cortante e suspira em forma de vapor. Agasalhos eram indispensáveis, assim como uma caneca generosa de bebidas quentes, cujo Hogwarts era especialista, e andar bem próximo aos amigos na tentativa de se aquecer era uma alternativa para expulsar o frio. Não era novidade o céu nublado, porém aquele tom metálico e gélido voltou a dar as caras pela Escócia. As árvores foram perdendo suas folhagens douradas e acobreadas com velocidade. Logo mais o inverno estaria chegando.
Com ele, a espera da chegada de outra coisa: das escolas internacionais.
Certo dia quando acordara e saíra do dormitório com o intuito de ir ao Salão, Albus estranhou o tumulto excessivo de alunos no quadro de avisos no Salão Comunal da Grifinória. Ele se aproximou murmurando “licenças” e “desculpas” quando pisava sem querer em alguém. Mas era em vão, todos estavam tentando fazer o mesmo e alguns simplesmente se postavam no lugar para conversar com o colega do lado. Albus tentou ficar nas pontas dos pés para ler e ainda sim não conseguiu enxergar nada. Do seu lado Scorpius soltou uma exclamação e sorriu de forma boba pelo canto da boca.
— Que foi? – Albus quis saber.
— Você não leu? – Scorpius retrucou, indicando o mural.
— Não consigo... Hum, tem... As pessoas... O frio às vezes... Não importa! Me diz o que seus dois metros de altura enxergaram?
Bufando de forma rabugenta, Albus desistiu de ler o quadro e caminhou para fora do Salão. Scorpius fez o mesmo, evitando uma risada apertando os lábios na boca.
— Está dizendo que as escolas chegarão esta noite em Hogwarts!
Os olhos de Albus se arregalaram. Ele parou na escada e puxou o amigo para mais perto pela gola do uniforme.
— Sério?
Scorpius assentiu.
— Por Merlin! – clamou Albus. – Sabe o que isso significa? O Torneio está próximo de acontecer!... BOO YAH!
E saiu saltitante pelas escadarias. Nem mesmo Pirraça o intimidou mirando uma legião de balões cheios de lama, ele simplesmente desviou contrariando o poltergeist, e saiu fazendo caretas e dando risadas.
Quando encontrou Rose na mesa da Grifinória no Salão Principal a ruiva já estava a par com as novidades e tão empolgada quanto os rapazes. A ansiedade e adrenalina preencheu cada um como se fosse a primeira aventura que tiveram no primeiro ano.
Naquele dia ninguém prestou tanto atenção nas aulas. Toda Hogwarts estava em um clima de tensão e expectativas. Tendas foram erguidas nos jardins para receber e instalar algumas escolas na chegada. O Grande Salão fora magicamente ampliado por Minerva e Cassandra a fim de caber todos os hospedes nas cerimonias que viriam. Os elfos cozinheiros foram orientados para prepararem um banquete de boas vindas um tanto peculiar. Algumas instruções foram dadas antes do almoço pelo próprio diretor. Coisas como vestimentas, comportamento, educação e recebimento dos estrangeiros. Acima de tudo, disse que não suportaria piadas, preconceito e deboche. Cada uma das escolas tinham suas respectivas culturas, e isso eles teriam de aceitar e entender. Caso alguma de suas instruções fossem ignoradas o sujeito seria alvo de detenções e consequências sérias.
Entendido o recado, os alunos tiveram o resto do dia livre e colocaram em prática o que foram instruídos a fazer.
Conforme a tarde foi alcançando os céus, ele foi tomado por nuvens escuras enquanto o azul era claro e vespertino brilhava lá em cima. Algumas estrelas faiscavam distantes e o sol parecia deslizar tranquilamente rumo ao horizonte, deixando suas faixas douradas atravessarem as copas dos pinheiros e nogueiras e encontrarem as torres do castelo. Com muita organização e perfeição, as quatro casas estavam alinhadas na frente do castelo, em quatro grupos de sete fileiras cada.
Albus, Scorpius e Rose estavam na quarta fileira do segundo grupo de estudantes, ao qual pertencia a Grifinória, todos trajavam os habituais uniformes da escola. Os rapazes se vestiam de social; calças pretas, sapatos lustrosos e blusa branca – com o brasão da Grifinória estampada no peito –, por cima vinha o, sobretudo de Hogwarts, aquele das mangas grandes, capuz e a barra que alcançava os tornozelos – as o de Albus ainda roçava no chão –, com o brasão da escola estampada no peito. No alto da cabeça um chapéu pontudo e preto que só usavam em ocasiões especiais. Rose estava vestida como as demais garotas; uma saia de pregas preta que iam um pouco acima dos joelhos, meias 7/8 escuras, sapatos com um salto pequeno e discreto, uma blusa branca estampada com o brasão da Grifinória, e vestia a mesma capa e chapéu que os rapazes – o que era humilhante para Albus, pois o dela não roçava no chão.
— Como será que eles virão? – Scorpius perguntou sem saber para onde olhar.
— Também não faço a mínima ideia – a cabeça de Albus trocava de direção a cada minuto.
— Provavelmente por transportes mágicos – Rose entrou na conversa – minha mãe me contou sobre o navio da Durmstrang e a carruagem da Beauxbatons. Mas não sabe nada sobre Salém e Forccinari.
O tempo foi passando e o sol já estava quase desaparecendo no céu, os professores buscavam manter a postura e a calma de seus alunos com chamadas de atenção. A realidade era que a perna de todo mundo doía depois de meia hora de pé. O impaciente Neville vestia uma espécie de casaco negro com forro de cetim preto; calça risca de giz escura e sapatos sociais; uma gravata preta laçando a gola de uma camisa vermelho-vivo com traços alaranjados. O diretor estava desesperado, olhava o relógio de bolso a todo instante. O ato irritou tanto Minerva que ela o tomou como se Neville fosse um de seus alunos. McGonagall trajava um longo vestido que parecia ser de camurça, que embora negro, tinha um brilho azulado; seus cabelos estavam presos no coque casual e um chapéu preto estava elegantemente postado em sua cabeça; ela também usava joias discretas e elegantes.
Então, de repente, em meio ao silêncio ouviram alguém gritar:
— Ali!
Um aluno da Corvinal apontava para a Floresta Proibida. Os professores quase tiveram de berrar para que os alunos não saíssem da formação, a curiosidade vencera todos a ponto de juntarem os quatro grupos – menos os Sonserinos e Corvinos, astutos e organizados. A cabeça de Albus girou em pensamentos confusos quando avistou a coisa. A seu ver uma casa estava sendo puxada por algo. E só depois, quando as coisas entraram em foco, ele pode vislumbrar a imagem de uma carruagem sendo puxada por cavalos alados. A carruagem era pintada em azul-claro e gelo, detalhada nas bordas e cantos por desenhos dourado. Ela vinha puxada por um rebanho de pegasus, grandiosamente transfigurados, de tal forma que ficaram imensos. Os cavalos eram brancos como as nuvens, suas asas tinham quase três metros cada, grandiosamente celestiais.
— Beauxbatons – a palavra saiu quase inaudível dos lábios de Neville. Ele virou-se para Hagrid e balançou a cabeça positivamente. De longe o Guarda-Caça compreendeu e começou a preparar a pista de pouso.
O problema era que eles não desviaram a linha reta, continuava vindo cada vez mais rápido e quando estavam exatamente perto do grupo de Hogwarts eles cortaram uma curva tão bem feita que qualquer motorista teria inveja. Os cavalos eram potentes e bem adestrados, o que provocou um pouso tão bem feito e trancado que arrancou suspiros e exclamações de admiração. A carruagem só foi parar quando estavam próximo de um penhasco que dava no lago negro, bem ao lado da entrada de Hogwarts, num campo liso e espaçoso. Os cavalos ainda estavam inquietos. Balançavam suas cabeças e as rédeas, suas asas desfraldadas agitavam o gramado e as árvores ao redor com as lufadas de ar que emanavam. Os olhos avermelhados eram tão hipnotizantes que Albus se lembrou das chamas ardentes de Fawkes. A carruagem também era mais bela vista de perto, o brasão da Academia de Magia de Beauxbatons estava estampado logo na porta: duas varinhas cruzadas com três estrelas saindo delas, logo a cima dois pegasus virados um para o outro com suas asas estiradas. O impressionante era que as varinhas pareciam reais, e as estrelas mais ainda: brilhavam de forma ofuscante, como se tivessem sido roubadas do céu, e os cavalos também se mexiam, semelhante às pinturas de Hogwarts.
Um rapaz vestido de azul metálico, semelhante às cores da carruagem, puxou uma escadinha cor de marfim de baixo da carruagem e girou a maçaneta da porta tocando-a com a varinha.
Dela uma mulher alta saiu instantaneamente, respirando o ar da Escócia com um gesto teatral. Ela era perfeita para a carruagem, o que fez alguns alunos novatos pensarem se todos por lá eram grandes dessa forma. Albus a conhecia, aquela era Olímpia, a Madame Maxime. Sua pele era escura e tinha um brilho dourado. Os cabelos eram longos e desciam em cascatas ao lado do busto avantajado. Seus olhos eram negros e encantadores. Ela usava um vestido justo preto com bordados prateados na barra e nas mangas. Usava também um xale nas cores de sua escola, assim como suas unhas compridas estavam pintadas em azul e ouro. Mesmo com a idade que estava ela uma das mulheres mais bonitas que Albus já vira.
Hagrid foi o primeiro a cumprimenta-la, lhe deu um abraçou e a beijou. Ainda fez perguntas sobre Oto e Orion, seus filhos, e ela o respondeu que estavam na França aos cuidados da babá. Ambos faziam um tipo de pais ciumentos e atenciosos. Neville começou a bater palma, e junto com ele puxou a escola inteira para aplaudir os alunos da Beauxbatons, que saiam da carruagem de forma majestosa e elegante. Julgando pela aparência deviam ter de 15 a 18 anos. Trajavam os uniformes da escola; roupa azul metálico com o brasão estampado numa costura muito bem detalhada. Cada um tinha em sua gravata ou laço o símbolo de sua casa (eram elas: Noble, Lucttore, Sagesse e Paxllité). Ao todo havia doze, distribuído igualmente entre belos homens e lindas mulheres.
—Madame Maxime! – exclamou Neville de maneira cortês. Ele tomou a mão da mulher nas suas e a beijou educadamente. Olímpia admirou a ato e devolveu com uma curta reverência.
— Jôvem Nêville! Bôm vê-le novamente. Essperro quê essteje tudo correte porr aqui!
— Tudo sob controle – assegurou, batendo no peito teatralmente, o que tirou alguns risinhos graves da mulher.
— Sejam educados e currumprrimentem os alunos de Hôgwarrts – disse Maxime aos seus alunos.
Um a um foram se curvando em reverencias graciosas e continências esplendidas. Brilhos azuis e prateados serpentearam por trás da trupe os deixando mais bonitos ainda, ainda algumas estrelas cadentes romperam do chão e voaram rumo ao céu, iluminando-os de forma mais vistosa. Neville virou-se para seus alunos com as sobrancelhas erguidas e um sorriso nervoso travado no rosto. Inclinou a cabeça levemente e indicou que fizessem o mesmo.
Uma comédia. Os britânicos não souberam o que fazer. Alguns se inclinaram, outros reverenciaram, bateram continência, gritaram “E aí, beleza?”, assobiaram e acenaram. McGonagall levou os dedos às têmporas e começou a massagear, tentando esquecer o vexame. Os professores tiveram suas próprias reações. A mais divertida ali fora Cassandra, que caíra numa gargalhada tão profunda que Harpia Hooch teve de ficar na sua frente para não presenciarem sua postura.
— Ahm... Gostariam de entrar e se aquecerem? Londres sempre castiga seus visistantes – balbuciou Neville, tentando atrair a atenção dos franceses.
Maxime deu uma risadinha e abanou os olhos, a fim de não borrar a maquiagem cinza metálico por lágrimas de riso.
— Adorro os birritânicos. Son ton excêntricos. E nom se prreucupe. Estamos acusstumados já. Às vezes os pequenos querrem visitarr o père, nom é, Hagrrid?
O Guarda-Caça assentiu com orgulho, corando por trás de suas barbas e cabelos crespos.
— Orion e Oto são bem chegados ao papai mesmo.
Sorrindo e concordando com a cabeça, Neville se sentia um grande anfitrião. Alguém cutucou seu ombro e ele virou na direção.
— Diretor Longbottom – quem chamava era Michaelis, ele apontou para uma direção e Neville se virou automaticamente para ver.
Alguns já estavam olhando e chamando seus amigos para observarem também. Lá no Lago algo estranho ocorria: as águas calmas e sonolentas estavam agitadas e turbulentas. Até mesmo as árvores e arbustos que margeavam o lugar estavam balançando freneticamente. Lá do centro um mastro emergiu sem fim para cima. Junto dele um enorme navio começou a surgir das águas escuras e misteriosas do Lago Negro. O barco era um tanto esquelético. Suas madeiras eram enegrecidas e vernizadas. Até que depois de vários segundos puderam presenciar a embarcação por inteiro: era um navio imenso. Do mastro desembrulhou velas negras e nelas – assim como o da Beauxbatons – uma águia negra de duas cabeças agitava suas asas em um voo potente, seus bicos e pernas eram acobreados, e seu olhar era furioso.
— É o Instituto Durmstrang! – exclamou Scorpius, tendo uma visão privilegiada de todo o navio. Ele se maravilhava com a escola devido seu grande destaque e interesse por Defesa Contra as Artes das Trevas. Na realidade, Draco o inscreveria na escola – imaginando que seu filho não seria bem-vindo depois de todo o ocorrido que envolvia os Malfoy – se não fosse pedido por Astoria que eles aguardassem a carta de Hogwarts.
— É? Brilhante! – comentou Albus. Mesmo na ponta dos pés só via o mastro e um pedaço do convés.
O navio disparou sua âncora para o fundo do lago, que quando topou no chão a terra estremeceu nos pés de todos ali presente. Uma enorme ponte surgiu magicamente ligando a embarcação à terra firme. E por ela caminhava seu diretor com seus numerosos e corpulentos alunos. O diretor tinha quase dois metros, dono de um corpo musculoso e robusto. Seus cabelos eram tão negros quanto breu, curtos e arrepiados, assim como uma barba e um par de grossas sobrancelhas que estavam juntas, franzindo a testa e as narinas. Tinha uma face carrancuda, lábios carnudos e pele lívida. Todos se vestiam com pele e couro, variando em tons de vermelho-sangue e preto, com alguns detalhes em cobre. Nas costas haviam um brasão enorme de suas respectivas casas, sendo elas Wasser, Feuer, Luft e Land. Os doze alunos eram todos homens. Devido suas aparências vigorosas e potentes dizia-se que estavam quase para se formar. Os olhares frios e trancados de alguns chegavam a intimidar.
— Meu Deus... Aquele é... Viktor Krum! – sussurrou Rose, quase perdendo o fôlego.
E era verdade. Viktor chegava à terra firme com seu passo rígido e perseverante. Quando finalizara sua carreira de jogador, recebera a diretoria da Durmstrang como herança de Igor Karkaroff. Óbvio que Krum aceitara a proposta, e colocara o Instituto em eixos tão precisos que ele já era intitulado como um dos maiores diretores que ficou no poder da escola.
Ele parou de frente para Neville, bateu uma continência tão bem feita que os alunos da Beauxbatons ficaram mordidos de inveja. Neville reverenciou o diretor com um leve aceno de cabeça e logo os dois apertavam as mãos e compartilharam de um abraço rápido.
— Nêville!... Hôgwarts. Quanta saudade tenho daqui. Há muito tempo que no veio a este lugar. Boas e grrandes memôrrias tenho daqui – sua voz era tão grave e ao mesmo tempo musical que ecoaria por dias na cabeça vários ali.
—Fico feliz em saber disso – respondeu o diretor Longbottom. – ainda lhe devo minha presença em Durmstrang.
— Aguarrdo por este dia.
Então Viktor se virou e ordenou algo em búlgaro. Ao seu comando seus alunos gritaram outra coisa. Depois fizeram uma grandiosa reverencia. De trás deles o navio da Durmstrang soltou rojões e fogos vermelhos. Lá longe puderam ouvir um pio cacarejado, chiado e áspero de duas águias. Viktor Krum curvou-se diante do corpo docente, depois na frente de Madame Maxime, beijando-lhe a costa da mão.
— Belo e educadê como semprre, Vik – a entonação de Olímpia foi suave que fez o diretor Krum corar.
Isso gerou uma onda de gritinhos e suspiros das britânicas e francesas.
Rose era uma delas.
— Esse era pra ser seu pai, Rosie? – Albus murmurou de canto para a prima, seus olhos verdes faiscavam de ironia e cinismo.
— Idiota – Rose retrucou com desprezo e incomodo. – mas olha só isso... Ele é tão... Nossa, ele é tão gostoso! Se minha mãe não tiver ficado com ele ela é uma burra.
— Hermione Granger? Burra?... Tá bom, né – Albus deu os ombros, rindo. – e os alunos? Assustadores, não acha? Parecem bem durões.
— Durões eu ainda não sei. Mas que são uma delícia, oh, são – Rose fuzilava cada membro do Instituto com interesse e sedução.
Scorpius deu um pigarro tão grande e indiscreto que Albus imaginou se a garganta do melhor amigo não estava sangrando depois dessa. Ele entendeu o recado e resolveu tirar a atenção de Rose dos rapazes com outras conversas bobas.
— Lá em cima! Perto das montanhas! – um Sonserino gritou, indicando os picos nevados de Hogwarts.
Todos olharam para cima e viram um enxame de pontos negros e agitados. Aproximavam-se com uma velocidade esplendida e voavam numa organização perfeita. Aos poucos puderam entender que aquilo se tratava de corvos, mais de uma dúzia deles. Só que corvos transfigurados. Eram tão grandes quanto um cavalo. Suas asas eram compridas e negras como o céu noturno. Suas garras e bicos eram escuros e pareciam perigosamente afiados. Daquela distância era possível ver seus olhos faiscarem em diferentes cores como pedras preciosas; rubis, safiras, topázios.
— Quem será? – perguntou Lily Luna na fileira da frente.
Albus aguçou a visão e mesmo assim não fazia ideia de qual seria.
— E aí, Salém ou Forccinari?
Notas finais
- "Boo yah" é uma típica expressão inglesa de comemoração.
- "père" significa papai em francês.
- Orion e Oto foram dois gigantes na mitologia grega.
- Noble, Lucttore, Sagesse e Paxllité são realmente as quatro casas de Beauxbatons. Significam Nobreza, Ousadia, Sabedoria e Justiça em francês.
- Wasser, Feuer, Luft e Land são realmente as quatro casas de Durmstrang. Significam Água, Fogo, Ar e Terra, em alemão.
- Essas palavras foram escritas propositalmente erradas a fim de transmitir o sotaque. Os franceses falam o inglês de forma aguda e puxada, popularmente julgado como melodioso e musical. Os que provem da Escandinava falam um inglês mais bruto e grave, como se estivessem murmurando rugidos. Em ambos os casos, devo admitir, que é apaixonante.
- PS. Geração Potter é cultura. Boo Yah! UAHSUDHA q
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