Geração Potter e o Torneio Dos Cinco
9 (Cap. 09) - O Instituto e a Corporação.
Notas iniciais
Caras, passei a manhã e tarde inteira fazendo essa capitulo, revisando e editando para a história ficar melhor e mais esclarecedora o possível.
Parabéns àqueles que disseram que era Salém, vocês são muito observadores!
E é isso, nos vemos nas notas finais e nos reviews, boa leitura!
— É o Instituto das Bruxas de Salém! – exclamou James Sirius sem desgrudar os olhos dos enormes corvos que se aproximavam e deslizavam pelos céus com extrema agilidade.
— Salém acaba de chegar! – anunciou Neville as outras escolas. Todos começaram os novos visitantes com curiosidades e cheios de expectativas.
Um a um, os corvos foram pousando na orla da Floresta Proibida próximo ao local onde estavam. Deles desmontaram treze maravilhosas bruxas. Não contando a que parecia ser a diretora, as alunas estavam trajadas com um vestido liso curto e preto, a saia de prega finalizava em uma barra de rendada no meio das coxas; as mangas terminavam nos ombros, com a mesma barra da saia; no meio de um decote discreto havia colares de prata com pingentes de quatro tipos – um floco de neve prateado, uma flor cor de rosa, uma folha acobreada e um sol dourado; em suas cabeças um chapéu pontudo como os alunos de Hogwarts, só que menor e levemente feminino; suas capas de viagem eram negras como breu, sua extremidade que roçava no chão estava queimada, as brasas ainda faiscavam e ofuscavam magicamente. O brasão estava estampado nas costas de suas capas; uma corda de forca laçando uma vassoura, e em volta dela havia o símbolo dos colares, que representavam as quatro estações.
A diretora aproximou-se dos anfitriões trazendo suas alunas logo atrás. Ela era uma mulher jovem, mediana, dona de longos cabelos ondulados, dourados como ouro, que caiam pela linha da coluna em mechas bem formadas. Sua pele era pálida, e devido à iluminação da lua ela parecia ter brilho próprio. Seus olhos eram âmbar, o delineador preto deixavam seus cílios enormes e muito bem destacados. Seus lábios coloridos por um batom vermelho eram carnudos e seu sorriso constante era maravilhoso. Ela se usava um vestido curto e justo que ia até as coxas, estampado por fios acobreados, que ajudavam a destacar suas curvas esbeltadas; um cinto da mesma cor separava a área da cintura de seu busto avantajado; em seus ombros havia um xale semelhante às capas das meninas; ela também usava uma diversidade de joias e no pescoço havia um único colar com o brasão de sua escola.
— Vejamos... Você deve ser o diretor Longbottom? – ela falou apertando a mão de Neville. Sua voz era doce e suave. O sotaque norte-americano estava presente em cada palavra.
Neville devolveu com um sorriso sem graça e concordou embraçado.
— Pode ser apenas Neville, por favor... E você a senhorita Blair Carvelim, correto?
— Isso ai! – ela assentiu de maneira jovial.
Seguido dele, ela se apresentou e cumprimentou cada um dos diretores, logo acenou para os lecionadores e alunos.
— Meninas – chamou Blair educadamente. Ela fez um gesto indicando as outras escolas e balançou a cabeça positivamente.
As garotas foram curvando-se em reverências, lado a lado. Os corvos voaram e fizeram uma algazarra no céu, deixando cair penas em volta das garotas, que quando tocavam ao chão queimavam em brasas e desapareciam. Depois das plumas, flocos de neve, pétalas de flores, folhas secas e um brilho ensolarado iluminou as meninas de uma forma magnífica.
Os alunos de Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons aplaudiram espantados e surpresos.
— Oh, vocês son ton jovens! – observou Madame Maxime, admirando Neville e Blair juntos.
— Tomamos o cargo cedo, não é Neville? – ela o deu uma cutucada com o ombro e uma piscadela.
— Sou novato aqui, acredite – Neville indicou Minerva com um sorriso, fazendo-a sorrir.
— Eu peguei a diretoria ano retrasado da minha mãe, Sant’Anna Carvelim – comentou Blair. – no nosso Instituto as coisas são passadas na família, e eu peguei a ultima geração por ser a ultima herdeira.
— Corrompreêndo – murmurou gravemente Viktor Krum, assentindo. – faz todo o sentide, as brruxas de Salêm possuem hábitos diferrentes dos nossos. Poderria nos contarr um pouco mais?
— Gente, adorei o sotaque de vocês! – Blair deu um gritinho e deu um tapinha no ombro de Viktor, deixando o búlgaro extremamente embaraçado. – e a história é grande, vocês não gostariam de saber...
— Por favor, suponho que estamos todos interessados em saber – disse Neville, atrás dele os alunos de Hogwarts gritaram e assentiram. Os da Durmstrang olharam com interesse. Os estudantes da Beauxbatons exclamaram incentivos em francês.
As garotas de Salém sorriram com afeto. Blair ficou com as maçãs do rosto coradas, ela mostrou as mãos, indicando que se rendia. Pigarreou uma ou duas vezes teatralmente e se postou na frente de todos.
— Pois bem, já que insistem taaaanto – ela fez uma careta, trazendo todos a rir. – Vejamos por onde eu começo... O Instituto das Bruxas de Salém foi erguido no século XVII, em 1.600, pelas minhas ancestrais; a grega Minerva Ronclew e a romana Sabrina Carvelim, em uma colônia nos Estados Unidos chamada Salém, com o intuito de ensinar magia para os colonos que com o tempo perderam a cultura mágica. Nosso castelo foi erguido no meio de uma floresta onde eram praticados rituais de magia branca. Nossos feitiços e encantamentos são baseados nos elementos da natureza e nas estações do ano.
“Nessa época a magia despertava apenas em corações de mulheres, respectivamente Salém tornou-se uma escola feminina, e a fim de manter a escola na geração seguinte, Sabrina Carvelim amaldiçoou sua linha apenas para dar a luz apenas a mulheres. Infelizmente Minerva Ronclew não aceitou e acabou excluindo-se da maldição, o que mais tarde veio dar muito certo, pois os membros masculinos da família Ronclew vieram a ter relações com as Carvelim e assim puderam prosseguir com a escola, dando a diretoria a seus herdeiros. Até hoje nenhum homem pode estudar em nossa escola, então eles optava por duas coisas: viver sem magia ou mudar-se para uma das escolas de Magia e Bruxaria ao redor do mundo. Ainda sim temos bruxos em nosso corpo docente e nas atividades extracurriculares, porém nenhum é formado em Salém.”
“Voltando um pouco mais ao passado, em uma noite obscura de 1692, no episódio chamado Bruxas de Salém, a serviçal Tituba de um senhor poderoso na época contou para outras serviçais sobre a bruxaria que ela aprendeu em Salém, e com o passar do tempo isso acabou despertando a magia nas demais pelo fato de serem bruxas inativas da África. O alvoroço causou um boato, e a fim de descobrir o que se passava, um médico foi chamado e seu diagnóstico foi que a terra estava amaldiçoada por bruxas. Após descoberta, os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas por de laços de forca – nosso brasão, simbolizando o orgulho e o pesar que temos de nossas ancestrais. No fim, foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas, a maioria estudantes e ex-alunas de nossa escola”.
“Foi então que chegamos a um acordo, as diretoras das quatro casas: Ann Putnam, da casa Summer; Elizabeth Parris, da casa Spring; Maria Walcott, da casa Autumn; Abigail Williams da casa Winter foram as principais testemunhas de acusação às bruxas que escolheram sacrificar-se no intuito de finalizar o ciclo de horror. Tentaram convencê-las de que poderiam achar outra maneira, mas elas estavam confiantes de que isso daria certo. Então foi feito, e graças a elas, com um extremo pesar, sacrificaram a ultima bruxa – filha da senhora Abigail, a corajosa e nobre Margareth – e tudo foi declarado como completo e que nenhuma maldição mais percorria os campos de Salém. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que suas sentenças haviam sido um erro e que nada passou de uma especulação e mal entendido. Isso porque ele havia se apaixonado por Olga, uma das diretoras da época, filha de Minerva Ronclew, que o fez entender que nossa magia não era do tipo maligno, mas sim praticada para estender a cultura mágica entre o povo americano.”
Aos poucos, palmas surgiram no amontoado de alunos franceses, que contaminou os britânicos e logo os escandinavos davam estrondosas palmas. Blair deu um sorriso amigável, quando Neville e Viktor a cercaram de elogios. Olímpia fez questão de abraça-la, seus olhos negros estavam marejados de emoção.
— É uma histôrria de amor – Madame Maxime recolheu um lenço de sua bolsa e secou os olhos.
— Muito esclarecedor – comentou Neville, maravilhado pela história e a beleza com que Blair contava.
— Agôrra eu sei porr que você conseguiu o carrgo tom cedo, você realmente entende do assunto – gratulou Viktor Krum, suavizando sua face carrancuda para um sorriso de tirar o fôlego feminino.
— E no fim, o que aconteceu com o juiz Sewall e Olga? – quis saber Neville.
— Eles se casaram e tiveram o primeiro herdeiro masculino que tentaram lecionar em Salém, o bruxo Gregori. Para a infelicidade deles, ele não conseguiu simpatizar com a nossa magia, então aproveitou seu senso mágico e lecionou particularmente, em sua mansão, a Casa Sewall, os integrantes masculinos e bruxos de Salém. Mesmo que sua magia não fosse tão poderosa e efetiva quanto a nossa. Então aos poucos nossos rapazes foram enviados para a América do Sul, para serem lecionados em Forccinari, de uma forma mais ampla. Temos uma parceria e tanto!
— Encantadorr – clamou Maxime com um gesto grandioso.
— Suponho que estejam cansadas após a viagem do outro continente até aqui – disse Neville, novamente sendo cortês. – gostariam de entrar?
— Acho que não será necessário – Blair apontou com seu indicador o céu e todos olharam na mesma direção.
Para onde a diretora apontara havia uma gigante sombra batendo asas imensas provocando um furacão de nuvens ao seu redor. Então, de súbito, uma coluna de fogo deslizou pelo céu e iluminou a noite friorenta que fazia.
— Pelas Barbas de Merlin! – Albus exclamou. – é um dragão, um dragão!
— Diretor, é um dragão! – repetiu Rose com urgência.
Compreendendo o que a Weasley queria dizer, Neville gesticulou para os grupos derem mais espaço para o réptil pousar. Então reservaram a ponte que ligava Hogwarts à sua entrada. Hagrid sacou sua varinha e fez os muros da ponte iluminarem em pontos brilhantes, criando uma pista de pouso. Lá de cima eles entenderam o gesto e começaram a preparar a decida. Albus estava certo, era realmente um dragão; ele era cinza escuro, tinha um longo pescoço e peitoral fincado por pedras preciosas que brilhavam e refletiam o brilho das esferas luminosas que Hagrid preparava; seus olhos eram azuis como gelo, cortados no meio por uma pupila negra vertical; na boca haviam fileiras de dentes afiados e fios de sangue colorindo a língua, mostrando que ele provavelmente acabara de ter uma refeição; ao todo, seu corpo deveria ter por volta de nove metros de comprimento – contanto a cauda – e seis de altura – somando o pescoço; em seu tronco havia postado de forma impecável uma caixa enorme, semelhante a uma carruagem, ela era preta e havia desenhos abstratos de um verde-musgo, amarelo-dourado e azul-petróleo – ela também brilhava em pontos prateados, simbolizando as cores da bandeira do Brasil.
O estardalhaço que o dragão pousou quando pousou fez todos cambalearem e recuarem alguns centímetros. Apenas os alunos de Hogwarts do sétimo ano que haviam visto um dragão pessoalmente – que por sua vez, era Norberta, o dragão de Hagrid que convivia com seu rebanho na Romênia e vinha algumas vezes para Hogwarts a fim de ser analisada e conhecida pelos septuanistas. O grande réptil descansou na ponte como se deitasse em um amontoado ouro e pedras preciosas. No outro lado os corvos e cavalos das outras escolas se agitaram e recuaram, incomodados com a presença do dragão. Em sua lateral surgiu uma escada e lá da porta rompeu um homem por volta dos trinta anos; ele tinha cabelos castanhos ondulados que alcançavam a altura de seus ombros largos, ainda havia uma mecha presa num rabo de cavalo pouco acima da nuca; ele tinha uma barba por fazer mais espeça que o comum desenhando o maxilar; seus olhos eram castanho-esverdeados como os de Neville, mas o dele era um pouco mais escuros e receptivos, ainda havia algumas marcas puxando a lateral de seus olhos, indicando que ele fazia o tipo animado e que ria bastante; sua pele era levemente bronzeada devido o clima tropical do Brasil, e mesmo com suas roupas via-se que ele tinha um corpo definido. De longe você simpatizava com sua feição extrovertida, seu sorriso torto e os olhos sonhadores, admirando tudo a sua volta. Ele trajava uma camisa verde-escuro, calças risca de giz pretas e sapatos lustrosos, finalizando o conjunto com um blazer preto por baixo de um sobretudo negro com quatro faixas de cores neutras em suas mangas e barra. Ele desceu alguns degraus e saltou no chão. Inspirou o ar europeu e a primeira coisa que fez foi gratular seu dragão com um afago no nariz, cujo respondeu com um silvado reptiliano e monstruoso, ainda sim mostrando sua personalidade amigável e bem adestrada.
Ele chamou seus alunos numa língua estrangeira, que Albus imaginou ser o português brasileiro, e ao seu comando foram saindo os alunos, que assim como as outras escolas eram doze no total. Eles foram aplaudidos pelos demais quando estavam todos do lado de fora. Sorriam e acenavam, agradecendo amigavelmente a recepção. Pelas aparências podia-se dizer que tinham entre 16 a 18 anos, variando entre garotas e rapazes, todos muito diferentes um dos outros, indicando a diversidade da etnia que os brasileiros tinham. Pelos traços puderam reparar suas descendências europeias, latinas, asiática, afro e outras mais. Seus uniformes eram simples, mas não deixavam de serem os mais belos por ali; suas camisas sociais estavam separadas em quatro tonalidades neutras das faixas que o diretor tinha no sobretudo. Todos usavam suspensórios com fivelas de um metal com a mesma cor da sua blusa. Os brasões de suas casas estavam em seus bolsos esquerdo da camisa, eram quatro letras muito bem feitas, com uma seta na frente indicando o lado dos quatro pontos cardeais – N de Norte, branco, com uma seta para cima; S de Sul, preto, com uma seta para baixo; L de Leste, chumbo, com uma seta para a direita; e O de Oeste, prateado, com uma seta para a esquerda. Todos usavam um casaco escuro, repleto de bolsos e zíper – semelhante ao dos aurores – com um capuz embutido, logo nas costas estava estampado o brasão da escola: uma bussola com uma rosa-dos-ventos no centro, seus quatro pontos cardeais eram coloridos pelas cores que eles usavam.
O diretor caminhou para frente e seus alunos fizeram uma fila na horizontal. Os brasileiros fizeram uma reverencia assim como as outras escolas, mas o jeito simpático e extrovertido fez aquela parecer a mais cálida de todas. Para completar a façanha, o dragão jorrou uma nova coluna de chamas atrás dos estudantes, que não se sabe como, ela brilhava nas cores da bandeira do Brasil: verde, amarela e azul – destacando-os de uma forma incrível.
— Senhoras e senhores; A Corporação de Magia e Bruxaria Forccinari! – apresentou Neville, trazendo todos os outros a uma salva de palmas.
— Neville! – exclamou o diretor. Sua voz tinha um timbre brincalhão, e seu inglês muito bem ensaiado tinha uma entonação do sotaque brasileiro.
— Seja bem vindo à Escócia, e a Hogwarts, senhor d’Orléans.
— Ora, pode me chamar apenas de Gaston – eles apertaram as mãos e na sequencia ele foi abraçar e cumprimentar os outros diretores.
As mulheres estranharam a intimidade dessa coisa de beijar o rosto, mas aceitaram gentilmente o gesto de afeto. Afinal, costumes brasileiros são isso; simpáticos e saudosos.
— O senhor disse d’Orléans? – perguntou Madame Maxime. – essa non serria a família Imperrial do Brrasil?
— Exato! – afirmou Gaston. – sou descendente direto de Louis Philippe e da Princesa Isabel, respectivamente de Dom Pedro I e toda a família Imperial do Brasil.
— Wooow, mas como isso é possível? – cogitou Blair. – pensei que os membros da Sereníssima Casa de Bragança e da Casa d'Orléans haviam entrado em outras famílias e aos poucos perdendo sua posição...
— Isso é certo, mas uma parte teve de manter o anonimato devido nossa geração de bruxos.
— Perfeito! Mais uma história para nos contar? – exclamou Neville, Gaston o acompanhou com algumas risadinhas.
— Preciso mesmo? Espero não ter tido a honra de ser o primeiro.
— Há, há – disse Blair, ela deu um soco de leve no ombro do brasileiro e estalou os dedos. – essa foi minha.
Gaston deu outra risada.
— Ótimo, ótimo. Não gostaria de tomar o primeiro lugar, já que sempre reservado as damas. Ainda sim gostaria de ter ouvido a história de Salém...
A norte-americana deu um sorriso e piscou um dos olhos.
Os alunos de sua escola incentivaram o diretor a contar a história de Forccinari. Junto deles os estudantes de Salém, Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons entraram na conversa e pediram para que ele os contasse. Gaston deu mais algumas gargalhadas e aceitou, procurou um lugar onde todos o ouvissem muito bem e começou a recitar:
— Era uma vez... – murmúrios de risos e palmas surgiram na multidão. Ele deu outra risada e indicou que se rendia. – Ok, agora é sério... Bom, vou contar um pouco da história do meu país para que vocês entendam bem como tudo começou. Nascido em Lisboa, Dom Pedro I foi a quarta criança do Rei Dom João VI de Portugal e da Rainha Carlota Joaquina, sendo assim um membro da Casa de Bragança. Quando seu país foi invadido por tropas francesas em 1807, ele partiu com sua família para o Brasil. Mas essas tropas francesas não eram simplesmente um exercito em busca de guerra, eram Caçadores de Bruxas.
— Nossa Escola teve sérrios porroblemes com esses Caçadorres – comentou Madame Maxime.
Gaston assentiu tristemente.
— Pedro I estava ciente de que na sua família a linhagem de bruxos era constante, e o anonimato deveria ser mantido. Ele mesmo teve alguns antecessores bruxos, um irmão, tios e alguns primos. Então, mesmo sendo um Comum – o nome que damos para aqueles não bruxos – preferiu proteger sua futura linhagem e embarcou para o Brasil. A deflagração da Revolução liberal de 1820, com a rápida adesão de Lisboa e o resto do país, obrigou o pai de Pedro I a retornar a Portugal, deixando-o para governar o Brasil como regente. No tempo que ele esteve aqui ele organizou uma exploração na Amazônia para erguer rapidamente um Castelo, que mais tarde ganhou o nome de Forccinari. Os que estavam envolvidos na obra pensaram que se tratava de mais uma moradia luxuosa dos Reis e Rainhas Portugueses, mas na verdade esse seria o primeiro abrigo de bruxos emigrantes portugueses e dos legítimos brasileiros.
“A construção foi finalizada em menos de dez anos. Nessa mesma época a situação piorou em 1828, em Lisboa, Maria II, sua filha mais velha e bruxa – que estudou em Beauxbatons, na casa Noble –, teve o trono usurpado pelo príncipe Dom Miguel, irmão mais novo de Pedro I – que era um bruxo, lecionado em Hogwarts pela Sonserina. Outras dificuldades surgiram no parlamento brasileiro, e incapaz de lidar com os problemas do Brasil e de Portugal ao mesmo tempo, Pedro I renunciou e deixou tudo a favor de seu filho Dom Pedro II e partiu para a Europa – O que aconteceu em Portugal vocês devem saber por fazer parte da história europeia. Pedro II estava ciente de Forccinari, então nesse mesmo tempo em que liderou o Brasil como um Imperial, também coordenou a Corporação de Magia e Bruxaria. Aos poucos as coisas se acalmaram no Brasil, enquanto Portugal chamava a atenção com suas batalhas, dando espaço e oportunidade para bruxos portugueses e brasileiros serem mantidos no Castelo Forccinari, no coração da Amazônia.”
“A abrupta abdicação do pai e sua viagem para a Europa deixaram Pedro Imperador e o levou a ter uma adolescência triste e solitária. Obrigado a passar a maior parte do seu tempo estudando em preparação para imperar o Brasil e liderar uma escola de magia. Ele conheceu momentos breves de alegria e poucos amigos de sua idade, que apoiavam e o ajudavam – alguns deles eram bruxos, e foram os primeiros professores de Forccinari. Seu distúrbio foi tanto que só depois da adolescência ele revelou seus primeiros sinais mágicos, o que foi uma grande surpresa e espanto para os poucos que sabiam sobre a bruxaria na época, o que teve de ser mantido em sigilo máximo. Suas experiências com intrigas palacianas e disputas políticas durante este período afetaram grandemente o seu posterior caráter, mas ele nunca largou seu gosto e interesse por ser o primeiro diretor de Forccinari. Pedro II cresceu para se tornar um homem com forte senso de dever e devoção ao seu país e seu povo. Por outro lado, ele ressentiu-se cada vez mais de seu papel como monarca. Mas ainda sim, os poucos momentos que ele teve para achar lecionadores, mais alunos e ensinar o que aprendeu de magia ao longo dos anos aos seus alunos em Forccinari, fizeram de sua vida o suficientemente mágica para considera-la feliz”.
Gaston d’Orléans declarou o fim e todos o aplaudiram. No fundo admiraram a perseverança dos portugueses e brasileiros a fim de erguer uma escola em tempos de guerras e batalhas quase sem fim.
— Brilhante! – exclamou Neville.
— Os estudantes de Forccinari são incrivelmente dedicados – disse Blair. – geralmente os membros masculinos de Salém, depois de ensinados na Casa Sewall a controlar seus poderes mágicos, são enviados ao Brasil para serem lecionados em Forccinari.
— Se tornaram e se tornarão grandes bruxos, pode ter certeza – falou Gaston numa entonação cheia de orgulho.
— Luna me falou muito sobre ela, quando se tornou Naturalista e foi explorar as Criaturas Mágicas do Brasil – disse Neville.
— Ah sim, Luna! – clamou Gaston com um sorriso largo. – grande mulher! Foi nossa professora de Mazoologia por um bom tempo. Ela também fez grandes descobertas em nossa fauna mágica. E você, Neville, deveria nos visitar a qualquer momento, você se encantaria com a flora.
— Com certeza visitarei – o tom de Neville era de extremo interesse. Como professor de Herbologia não perderia isso por nada.
— Estou quase sempre no Brasil – disse Blair, ela bateu os quadris nos de Gaston. – costumo acompanhar meus alunos e fico para a Seleção das Casas.
— Possuem casas também? – indagou Viktor Krum.
— Sim, nós possuímos o mesmo sistema de separação de vocês, a fim de organizar e manter o espirito competitivo e amistoso. São quatro casas; Norte, Leste, Oeste e Sul, em homenagem as viagens e descobertas que nossos antepassados tiveram.
— Muito criativo – comentou Neville. Ele deu uma olhada em volta e colocou as mãos nos bolsos. – bom, já agora que estamos todos aqui, o que acham de darmos Início a Cerimônia?
Notas finais
- Forccinari é totalmente fruto da minha imaginação fértil e da minha preciosa criatividade. Apenas usei o fato de existir uma escola no Brasil, por tanto, tudo que eu disse ai é inventado. E quero créditos por isso, porque distorci toda a história do Brasil pra incluir a Forccinari no meio ausdhsaj
- Quem tiver uma dúvida sobre elas deixa no review que eu respondo e destaco nas notas iniciais do próximo capitulo.
- Depois do cap. 10 eu irei entrar em hiatus pra digitar mais capitulos, porque a rotina está ficando muito cansativa pra mim, porém prometo que não demorará muito.
- É isso, até a Cerimonia, bruxões! *-*
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