Gelo e Cinzas
1 Prólogo
O cheiro desconfortável impregnava o estabelecimento abafado, causando náuseas aos visitantes e curiosos. Contudo, a clientela fiel não se incomodava, estava presente todos os dias aproveitando a bebida barata e a comida de segunda; Havia uma lareira numa das extremidades aquecendo a todos do extremo frio do lado de fora. A janela fora obstruída pela nevasca recentemente e o acúmulo impedia que a porta fosse aberta por completo.
Mas uma vez o líquido quente foi ingerido com sofreguidão, derramando-o pelo queixo. O frio que sentia no corpo não era normal: vinha de dentro para fora, embranquecendo os lábios e bloqueando as articulações.
—M-Mais u-uma — gaguejou. O barman a olhou por sobre o capuz desconfiado. — Eu vou pagar! — exclamou.
O barman deu as costas e entrou numa porta estreita onde dava para a cozinha. A mulher puxou mais o capuz ocultando o rosto, não desejava ser reconhecida, muito menos que fosse incomodada por causa de seu sexo. As pessoas no local lhe eram asquerosas, vil e de cheiro desagradáveis.
O barman voltou com um copo fumegante. A aparência dele era estranha, de estrutura mediana, pela alva, olhos protuberantes e cicatrizes e hematomas pelo rosto.
— Aqui está. — disse, cético, jogando a caneca no balcão. Ele se inclinou olhando-a minuciosamente. — Você está bem, amigo?
Ela ergueu os olhos para o barman e deu os ombros. Bebeu o líquido estranho que aquecia o corpo e a alma e, gradativamente, lhe dava sono. Era o quarto copo que bebia para aumenta a temperatura corporal, mas ao estender a mão a sua frente via os dedos azuis e frios como uma geleira. Se ao menos tivesse ponderado antes, não sofreria com calafrios.
Repentinamente, o caos se instalou na taverna em que um grupo começou a briga por dinheiro. Socos, chutes e garrafas quebradas.
A kunoichi olhou de soslaio o grupo, desinteressada.
— Que merda é essa! — esbravejou o barman, saindo detrás do balcão e apartando a briga. — Vão briga lá fora seus inúteis! E pá… Oh, não!
Quando o barman gritou, tudo parou. Curiosa, a mulher olhou para onde todos encaravam estupefatos e sentiu o frio corporal aumentar. Eram só dois homens na entrada da taverna, e pela expressão do barman eram conhecidos ali. Youko também os conheciam, e desejava não os encontrar naquele local.
Na verdade, ninguém desejava da der encontrou com a Akatsuki.
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