Gekiha (Esmagador)

14 Sakura X Tenten: round 14 - Uma namorada ciumenta


Notas iniciais
Yoo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Após o pedido de namoro, Naruto falou que não iria insistir, mas ele não conseguia esperar pela resposta de Sakura. Embora não ficasse perguntando diretamente, ele permanecia com suas tentativas de aproximação, querendo beijos e na hora de dormir era um suplício. Sakura adiava o máximo possível o momento de ir para a cama, esperando que o irmão já estivesse dormindo, mas ele permanecia acordado a esperando, independente do horário. E queria sempre um beijo de boa noite, e alguns abraços muito apertados que não acabavam nunca. Sakura estava quase cedendo pelo cansaço e por ver como ele ficava feliz com somente essa mínima ponta de esperança que ela o havia dado.

O aniversário dela estava chegando, e Naruto queria fazer uma comemoração à dois. Sakura não estava com ânimo para comemorar nada. A data acabou caindo em uma sexta feira, Naruto reservou a noite sem treino para poder ficar com ela, mas queria fazer uma surpresa, então não avisou a irmã. No ginásio Hyuuga, Neji sabendo que era o aniversário da sua funcionária favorita, preparou uma festa surpresa. Na hora de Sakura ir embora, ele tanto fez e insistiu, que ela acabou cedendo e resolveu ficar, após ver todo o esforço que ele havia feito para homenageá-la. Neji disse que seria algo simples e rápido, mas como sempre a festa estava lotada, com várias pessoas que Sakura sequer conhecia. Embora ela tivesse gostado de uma demonstração de amizade daquele tamanho, incomodava o fato de estar comemorando o seu aniversário sem o irmão. As coisas estavam cada vez mais estranhas entre eles depois daquele pedido de namoro, ela disse que iria pensar, mas acabou que quando a sua mente à levava àquele assunto, ela fugia o máximo que podia. Não queria pensar na situação pecaminosa que seria namorar com o próprio irmão, e ele parecia cada dia mais pecaminoso e irresistível aos seus olhos.

O relógio já marcava quase onze horas quando Sakura percebeu que aquela festa iria longe. Ninguém parecia disposto a abaixar o volume da música, ou parar de se drogar, beber ou se pegar pelos cantos escuros do ginásio Hyuuga. Sakura foi se despedir do grupo de amigos, Neji estava com Tenten sentada no seu colo, pediu para Sakura esperar que depois ele a levaria, mas ela insistiu, então Tenten, que estava querendo conversar com Sakura há algum tempo, chamou a garota de lado. Sakura foi morrendo de medo de tomar uma bronca da namorada do seu chefe, mas ela se surpreendeu quando Tenten estendeu um pequeno embrulho para ela.

— O que é isso? — Sakura perguntou.

— Um presente pelo seu aniversário.

— Presente? Pra mim?

— Sim, é o seu aniversário, não é?

Sakura abriu o embrulho, o objeto era completamente desconhecido para ela, parecia uma faca, mas era um pouco maior e tinha gume dos dois lados.

— O que é isso? — ela quis saber.

— É uma kunai — Tenten respondeu — é uma antiga arma ninja.

— Uau! Mas uma arma? Eu não sei se realmente preciso de algo assim.

— Na verdade eu a redesenhei para ser menor e mais leve, ou seja, ideal para as mulheres levarem por baixo da roupa ou na bolsa sem chamar muita atenção.

Sakura parecia espantada.

— Na verdade — Tenten continuou — eu estou te dando como um presente, mas não é de graça.

Sakura pareceu confusa.

— Como assim não é de graça?

— Eu quero que você me diga o que achou dela.

Sakura observou a arma, a lâmina brilhante como um espelho e o punhal trabalhado com tiras de couro claro e uma pequena pedra brilhante, lilás em forma de losango como adorno.

— É linda — Sakura disse.

— Isso eu sei... eu quero que depois você me diga como foi usar ela. Se é realmente leve e fácil de armazenar, a profundidade do corte, esse tipo de coisas... quero saber se realmente dá pra colocar à venda no mercado e conquistar o público feminino.

— Eu não pretendo usar em ninguém...

— Ninguém compra uma arma de defesa pessoal esperando precisar usar... isso é pra casos de emergência. É isso o que eu quero que me diga, quando você precisar usar, se você precisar usar... se ela funciona bem.

— Eu nem sei se eu saberia usar...

— É muito fácil, eu te mostro.

Tenten pegou a kunai e fez uma série de movimentos muito precisos no ar enquanto explicava à Sakura onde golpear caso alguém a tentasse agarrar por frente ou por trás. Sakura estava impressionada com a destreza da moça, mas acreditava que nunca precisaria de algo daquele tipo.

— Eu sei que é falta de educação rejeitar um presente, Tenten, mas eu não quero uma arma que pode matar uma pessoa.

— Você não precisa matar... só dar um sustinho caso precise. Mas não pense só em você, imagina o tanto de meninas ou senhoras de idade indefesas que são alvos de bandidos o tempo todo. Sabia que não há armas próprias para mulheres atualmente? Eu quero mesmo entrar nesse mercado, conseguir minha independência financeira e ajudar quem precisa.

Naquele momento, Tenten não parecia a mesma namorada ciumenta de sempre, parecia uma grande mulher de negócios com um objetivo bem claro e um propósito nobre.

— Já que é assim então eu aceito — Sakura respondeu com um sorriso — Mas eu achei estranho você me dar um presente, sempre achei que você não gostasse de mim.

— Por que não?

— Por nada, era só uma impressão.

— Pode falar, é por causa do Neji, não é? — Tenten riu.

— Não, não... não é por isso — Sakura ruborizou fortemente.

— Fica tranquila, Sakura. Eu não sou tão ciumenta quanto pareço.

Elas ainda ficaram conversando mais um pouco, até que Kiba e Hinata disseram que iriam embora e Tenten resolveu ir junto. Sakura pediu uma carona, mas Kiba alegou que era muito fora de mão, e depois ele queria ir para a casa da Hinata. Pelo horário não teria mais metrô, Sakura estava preocupada. Das pessoas presentes só havia sobrado Shino de mais conhecido, mas não pediria carona para o rapaz, achava ele muito sério e fechado, não sabia se poderia pedir algo assim para ele.

— Deixa que eu te levo — Neji ofereceu.

— Não precisa, acho que vou pedir um táxi.

— Não, fica caro demais. Eu te levo — ele insistiu.

— Melhor não, Neji.

— Sakura, eu te fiz uma festa, te levar pra casa não é nada, vamos?

Ela acabou se resignando. Andaram até a garagem, Neji tinha vários carros, um mais lindo do que o outro. Abriu a porta de um, Sakura entrou. Ela afundou no banco de couro, Neji entrou e ligou o som, uma música lenta e sensual. Sakura começou a ficar desconfortável com aquilo, mas não desligaria a música do seu chefe.

— Onde você mora?

Sakura disse o local e Neji deu partida. No caminho ele foi falando sobre o ginásio e sobre como estava gostando do trabalho dela, sobre como ela era importante para o ginásio e tal. Sakura sentiu-se à vontade com ele, Neji era muito educado, não parecia ser do tipo que faria nada desagradável com ela. Sakura acabou concluindo que aquele jeito galanteador dele era o jeito dele mesmo, que ela não precisaria se preocupar que ele nunca a constrangeria.

Chegaram rápido em frente ao prédio onde Sakura morava.

— Você mora aqui, então? — ele perguntou.

— Sim, nada glamouroso.

— E daí? Nunca se envergonhe de onde você mora — ele falou com um sorriso.

Sakura achou ele muito humilde naquele momento. Isso combinava muito com ele.

— Muito obrigada por ter me trazido — ela disse — e pela festa. Realmente não precisava.

— Precisava sim — Neji respondeu — lá nós somos como família, entendeu? Eu sempre comemoro o aniversário de todos.

— Fico mais aliviada de saber que não é só pra mim.

Neji riu.

— Por que aliviada? Acha que eu tenho algum outro interesse além do seu trabalho?

Sakura não respondeu. Queria poder falar que não gostava da maneira como ele às vezes falava com ela, parecia que a estava assediando, mas não tinha coragem de falar algo assim para ele, precisava muito daquele emprego.

— Hein, Sakura? — ele perguntou se virando no banco para ela.

— Me desculpe, estou falando besteiras... eu vou subir — ela fez menção de abrir a porta.

Neji se inclinou para ela e a impediu de abrir. Sakura pôde sentir o perfume dos cabelos dele.

— Me diz, por que você está aliviada? — ele insistiu na pergunta.

— Não é nada mesmo, me desculpe. Eu preciso ir, Naruto está me esperando.

— Você acha que eu tenho algum interesse em você, não acha? — ele perguntou — acho que devemos falar sobre isso, pelo bem da nossa convivência no trabalho.

Sakura entrou em pânico com essa declaração, se ele estivesse ofendido, ela poderia dar adeus ao bom emprego que conquistara.

— Não, Neji... eu realmente... acho que bebi na festa, estou falando idiotices.

— Eu não vi você beber nada.

— Eu estou cansada, quando fico cansada falo bobagens.

— Sakura, não somos mais crianças, me diz o que você está pensando de mim nesse momento. Alguma vez eu me excedi com você? Passei da linha? É por isso que você acha que eu tenho algum interesse?

— Não, eu não acho que você tenha interesse nenhum...

— E se eu tiver? — ele perguntou com um sorriso de canto, aquele brilho nos olhos perolados.

— Eu não acho que você tenha.

— Por que não? — ele se aproximou mais ainda, passou um dos dedos pelos cabelos dela.

— Neji, eu preciso ir, o Naruto deve estar preocupado.

— Relaxa, você já está em casa. Vamos resolver logo isso... — ele disse e se inclinou mais um pouco sobre ela.

Sakura agora podia sentir todo o perfume dos cabelos dele, e os lábios muito mais perto do que o adequado. Aquilo era muito constrangedor.

— Neji eu...

— Relaxa um pouquinho, Sakura.

Ele a beijou, só um leve roçar de lábios. Sakura estava paralisada, não esperava aquilo, não queria aquilo. Lembrou da kunai que Tenten lhe dera um pouco antes. Ali estava uma situação para testar a arma. Mas se fizesse isso perderia o emprego. Quis chorar por ser tão tola e fraca, sempre fazendo tudo o que os outros queriam, as suas vontades nunca eram respeitadas. Tentou o empurrar, mas ele se inclinou mais ainda e a agarrou pela cintura, o beijo tornou-se mais incisivo. Entrou com a língua na boca dela. Marcou sua pele com as mãos fortes, ele era um boxeador afinal de contas. Se ele tentasse algo além daquele beijo ela estaria perdida, não teria como lutar contra ele, a não ser que usasse a kunai. Se usasse o mataria e depois seria presa e mofaria na cadeia. Então poderia dar adeus ao sonho de ser médica, poderia dar adeus à Naruto.

Uma forte batida de nós de dedos foi ouvida no vidro ao lado dela. Neji parou de beijá-la e olhou. Naruto estava em pé ao lado do carro, a sua cara de poucos amigos revelava que o rapaz estava extremamente mal humorado.

— Sakura, já são mais de meia-noite. Vamos entrar — Naruto disse.

Ela se atrapalhou inteira, Neji saiu de cima dela. Ele ficou com aquele olhar safado e um meio sorriso nos lábios. Sakura desceu do carro, Naruto se inclinou e olhando dentro do carro, disse:

— Da próxima vez que ela ficar até tarde, me avise que eu vou buscá-la.

— Na verdade...

— Faça isso, Hyuuga — Naruto interrompeu Neji.

Este fez um sinal de cabeça, ligou o carro e saiu cantando os pneus. Naruto e Sakura subiram pelo elevador, ele não conseguia esconder o mau humor, mas não disse uma palavra até entrarem no apartamento.

— Esse cara, Sakura?

— Nii-san, não é nada do que você está pensando.

— O que é, então? — ele gritou.

— Não grita comigo, eu não tive culpa! — ela respondeu já com lágrimas nos olhos.

— Por que não me avisou que ficaria trabalhando até tarde?

— Eles fizeram uma festa, eu não sabia que ficaríamos até tarde.

— Uma festa?

— É, ele descobriu que era o meu aniversário e organizou, mas foi coisa simples.

Então ela olhou ao redor e observou a mesa posta, flores, velas, o jantar frio intocado.

— Você fez o jantar? — ela perguntou.

— Eu fiz pra você... para o seu aniversário.

— Naruto... eu não sabia... se eu soubesse teria vindo. Me desculpe! Por que não me avisou?

— Era pra ser surpresa... mas você mal falou comigo essa semana. Está me evitando depois daquilo, não é?

— Não... não... — ela começou a chorar de verdade — eu não estou te evitando... eu estou... eu não sei bem o que está acontecendo.

Naruto a abraçou, não aguentava ver Sakura chorando.

— Me desculpa, eu não queria fazer você chorar — ele falou.

Sakura não respondeu. Parte daquilo era Neji, mas a maior parte daquele choro era culpa de Naruto. Se eles não tivessem começado com aquela história, se não tivessem se beijado, se ele não a tivesse pedido em namoro.

— Você não vai me desculpar, Sakura?

Ela se soltou dele. Secou as lágrimas.

— Nii-san, você sabe que minha raiva por você não dura dois minutos.

Ele sorriu.

— Mas as coisas estão complicadas — ela continuou — depois de tudo aquilo...

— Foi o pedido que eu te fiz?

— Também... tem tantas coisas... eu já nem sei.

— Por que não me dá logo uma resposta e tira esse peso das suas costas?

— Você vai me odiar...

— Não vou, eu juro...

— Naruto... você vai ficar com raiva de mim se eu te rejeitar.

— Então não me rejeite!

— Mas eu não quero... eu não quero ser sua namorada... — ela disse finalmente.

O sorriso dele morreu. Não era só o calor do momento, aquelas eram as palavras de alguém que já havia ponderado os prós e os contras. Ela já havia se decidido e estava sofrendo porque sabia que as coisas nunca mais seriam como antes.

— Você já tinha falado naquele dia mesmo... — uma sombra passou pelos olhos dele.

— Naruto... eu nem sei como foi que chegamos à isso...

— É ele, não é? Você e o Neji estão juntos.

— Não! Eu juro que não!

— E então?

— Naruto, eu sei que você não pensou no que me pediu. A gente vai acabar com tudo se entrar nessa.

— Nós não vamos, eu já te falei que eu vou fazer dar certo!

— Isso está errado, não pode só um batalhar pra fazer dar certo, tem que ser os dois.

— Vai dar certo, Sakura! Nós já fazemos tudo juntos, vai continuar a mesma coisa!

— Eu não sei... eu realmente não consigo nem pensar nisso.

— Por que não? Eu sou tão horroroso assim?

— Claro que não! Você é lindo! Qualquer garota adoraria namorar com você.

— E então? Você já sabe que eu te amo, Sakura... já te falei que não me importa o que os outros pensem. Vamos ficar juntos, vamos? Fala pra mim que me aceita?

Tinha só um problema que Sakura não queria sequer pensar, muito menos falar... mas sabia que Naruto tinha razão, não dava pra continuar do jeito que estavam, tinham que resolver logo aquilo, sempre foi sincera com ele, por mais constrangedor que o assunto fosse, tinham que conversar e resolver.

— Naruto, tem uma coisa...

— O que é?

Ela sentou no sofá, ele a imitou.

— Eu tenho vergonha de falar...mas já que somos irmãos...

— Pode falar tudo para mim — ele pegou nas mãos dela e a beijou.

— É que eu... eu tenho uma coisa... na verdade tem uma coisa que eu ainda não fiz... eu nem sei como dizer.

— É só falar, seja lá o que for eu entendo.

— É que eu sou virgem... — ela disse sem coragem de olhá-lo. Se olhasse veria que ele estava com o sorriso dando a volta na cara.

— Eu também sou — ele disse.

— O quê? — ela perguntou espantada — Não acredito!

— É verdade. Eu sou virgem também.

— Mas você é menino!

— E daí? Eu não queria fazer só por fazer com uma menina que eu não gostasse.

Sakura estava impressionada. Naruto era bonito demais, fofo demais, agora entendia a tara da Ino pra cima dele.

— Eu tenho vergonha em pensar que os namorados... eles sempre, você entende né? — ela disse.

— A gente não vai fazer nada que você não queira, eu juro.

— Mas como vai ser isso? Uma hora você vai querer...

— Na hora certa, quando você quiser também... até lá eu não forçaria nada. Eu não sou assim.

Sakura ponderou. Antes a sua maior preocupação era que no momento em que dissesse que aceitava ele como namorado, ele já pulasse em cima dela e tirasse sua roupa e faria todas as coisas possíveis com ela, mas agora com ele dizendo que esperaria, ela começou a pensar que talvez pudesse dar certo.

— "Se ele é virgem, então ele é inexperiente como eu... ele não vai perder a cabeça e me forçar... se ele ainda não fez então é mais fácil de se segurar..." — a cabeça à mil, o coração batendo forte.

— Então, Sakura? Será que eu posso considerar que a partir de agora você é minha namorada? — ele perguntou com um sorriso.

A resposta já estava ali, mas ela não tinha coragem de falar. Se desse errado ela destruiria o coração dele, não podia nem pensar em machucar seu irmão.

— Tá bom... — ela respondeu timidamente.

Naruto quase pulou em cima dela, começou a abraçá-la e beijá-la.

— Naruto... calma, calma! — ela pediu — olha só, a gente vai ter que ir com calma, ok? E eu não quero que as pessoas saibam, não quero ter que aguentar o julgamento de ninguém.

— Ninguém precisa saber, já te falei. Vai ser só nós dois, o nosso namoro, o nosso amor.

— Tá bom... ninguém mesmo, viu? Muito menos o Jirayia, ou o Kakashi-sensei, ou o Lee!

— Ninguém, Sakura-chan! Vai ser nosso segredo mais secreto!

— Tá... — ela riu do jeito feliz que ele ficou.

— Agora eu queria uma coisa — ele pediu.

— O que é? — ela ficou preocupada com o tipo de proposta que ele faria.

— Um beijo, mas um beijo de verdade... igual daquela vez.

Ela colocou as mãos ao redor do rosto dele, seu irmão era o rapaz mais lindo que ela já conheceu na vida. Então ela repousou os lábios sobre os dele, Naruto a abraçou com força, retribuiu o beijo com uma paixão violenta, sem medir suas carícias, seus toques. Passeou as mãos pelo corpo dela, ao passar as mãos pelas suas coxas, sentiu uma forte picada no dedo. Sangrou.

— O que é isso? — ele perguntou observando o sangue escorrer.

— Foi um presente que eu ganhei — Sakura retirou a kunai da coxa e a pousou na mesinha em frente ao sofá — A Tenten me deu — ela completou antes que ele começasse a pensar coisas.

— Humm — ele deu de ombros.

Sakura levou o dedo dele à boca e chupou o sangue. Ele tirou o dedo da boca dela e voltou a beijá-la, brincou com a língua na sua boca, a agarrou pela cintura e forçou ela a deitar-se, em segundos estava em cima dela, pressionando uma das coxas entre as pernas dela. Sakura retribuía o beijo, sem pensar no que estava acontecendo, mas ela sabia muito bem que aquele não era um beijo de quem não estava disposto a não forçar nada. Uma mínima abertura e ele faria tudo ali mesmo, naquele exato instante. Mas se a cabeça pensava isso, e o corpo agia contra seus pensamentos. As mãos deslizaram pelas costas dele, por dentro da camiseta. Naruto soltou um gemido abafado entre os beijos. Queria aquilo mais do que tudo na vida, já não saberia se conseguiria manter sua promessa, os beijos e o corpo dela eram muito convidativos para ele. Se fosse pra fazer tudo ali mesmo e estragar o que haviam acabado de começar, ele preferia esperar.

— Você está com fome? — ele perguntou interrompendo o beijo.

— Estou... eu não comi nada na festa.

Ele se levantou e foi esquentar a comida no microondas. Sakura ficou observando seu irmão, meio arrependida por ele ter parado o beijo, meio arrependida de ter aceitado começar aquele namoro.

***

— Você entregou pra ela? — Neji perguntou ao telefone.

— Entreguei — Tenten respondeu evasiva.

— Ótimo... tem uma coisa que eu preciso te falar.

— O que é?

— Eu tive que beijá-la.

— Eu imaginei que você faria isso — ela riu.

— Você vai ficar com ciúmes?

— Você precisa que eu fique? — ela perguntou maliciosa.

Neji riu.

— Por enquanto não — ele respondeu — dá pra você ativar a câmera de qualquer lugar?

— Já está ativada. Vou mandar as imagens para o seu celular — ela respondeu — acho que você vai achá-las interessantes.

Tenten mandou o arquivo de vídeo para o celular do namorado. Neji abriu o vídeo e seus quase sempre opacos olhos se arregalaram. As imagens não deixavam dúvidas, Sakura deitada no sofá e seu irmão em cima dela, ambos trocando beijos alucinados.

Notas finais
Aguardo os comentários. Abraços!