Gekiha (Esmagador)
13 Naruto X Sakura: round 13 - Pedido de namoro
Notas iniciais
Sakura acordou bem mais tarde do que planejava. O corpo estava completamente leve e descansado. Ela se espreguiçou e sentou na cama. Naruto não estava.
—"Deve ter saído para correr" — ela pensou.
Ela aproveitou para tomar um banho mais longo, ao sair tomou uma grande xícara de café preto.
Naruto chegou um pouco depois, todo suado, sem camisa, os músculos e a pele bronzeada à mostra.
— "Que raiva" — ela pensou olhando disfarçadamente para o corpo dele.
Ele a beijou suado como estava e ela limpou o suor que ele deixou em seu rosto. Foi tomar banho. Ele saiu só de cueca.
— Naruto, veste uma roupa! — Sakura brigou com ele.
— Calma Sakura-chan... eu esqueci de pegar.
Ele vestiu uma bermuda.
— Vamos fazer o que hoje? — ele perguntou.
— Eu quero ir comprar a cama.
— Ah, eu tive uma ideia melhor! E se a gente for ao parque? Depois podemos ir almoçar.
— Mas e a cama?
— A gente vai no shopping depois, fica aberto até mais tarde.
— Certeza?
— Com toda a certeza — ele assegurou com um sorriso.
— Então tudo bem.
Foram ao parque e brincaram igual crianças. A montanha russa não assustava Sakura, mas o barco viking era o pior para ela. Naruto adorou que ela ficou agarrada à ele o tempo todo. Compraram algodão doce e sentaram observando as crianças brincarem.
— Lembra quando o Jiraiya levava a gente ao parque, daí enquanto a gente brincava ele e a Tsunade se escondiam pra dar uns amassos? — ele perguntou rindo.
— E os bobões achavam que nós não sabíamos! — ela respondeu.
— Sinto falta dessa época.
Ela concordou em silêncio. De fato lembrava muito pouco da infância, suas memórias eram sempre preenchidas com as histórias de Tsunade e Jiraiya. Até as lembranças dos pais pareciam construções, viu as fotos e ouviu as histórias, mas nunca teve certeza de que realmente participou daquilo. Naruto parecia estar tendo os mesmos pensamentos, pois ele disse:
— É tão estranho, eu não me lembro muito bem do que aconteceu.
— Nem eu.
Sakura espantou aqueles pensamentos confusos com uma oferta.
— Vai comer algodão doce?
— Melhor não — ele disse — Não quero sair da minha dieta.
— Pra quê essa dieta se você está em perfeita forma?
— Obrigado pelo "perfeita" — ele riu — Mas não é só uma questão de estética, excesso de açúcar atrapalha o desempenho. E falta só dois meses até a luta, eu quero estar no meu melhor. Vou dar bastante trabalho para o seu chefe.
— Faça isso. Assim quem sabe ele para de me atormentar.
— Ué, mas você disse que ele era um cara tão bacana...
— Sim, ele é obviamente. Mas chefe é chefe, né? — ela desconversou.
Naruto resmungou alguma coisa.
— Ele está dando em cima de você, não está? — ele perguntou.
— Não, não é nada disso.
— Não precisa mentir, Sakura. Todo mundo sabe como ele é mulherengo.
— Não é nada que me incomoda.
— Bem, incomoda a mim.
— A gente poderia mudar de assunto, por favor? Eu realmente não quero brigar — ela pediu.
— Não estou brigando, só estou falando.
Almoçaram em um restaurante que tinha as comidas saudáveis para a dieta de Naruto. Ao final, Sakura sugeriu ir logo até ao shopping.
— Claro, mas antes eu poderia te levar em um lugar? — ele convidou.
— Onde é?
— É surpresa.
— Vai demorar?
— Não, é rapidinho.
—Ok, porque não quero ter que adiar essa compra.
— Não se preocupe.
Pegaram o metrô e foram. Ao contrário do que Naruto disse, demorou um pouco, pois foram até ao limite da cidade. Naruto a levou a um jardim botânico.
— Eles cultivam a flor de cerejeira aqui — ele informou.
— Uau! Que máximo! E está na época?
— Parece que sim.
Sakura adorava a flor que a nomeava, não só pela beleza e perfume, mas por florescer somente uma vez por ano. Já não sabia quantos anos haviam se passado desde que teve a oportunidade de ver as cerejeiras em flor. Ela andou entre as cerejeiras e Naruto tirou várias fotos com seu celular. Ela recostou-se no tronco da cerejeira e ele veio mostrar as fotos.
— Ficaram lindas! — Sakura disse.
— Claro, com essa modelo, impossível se não tivesse ficado.
Ela riu. Uma flor de cerejeira caiu bem em cima dela nesse momento, Naruto pegou a flor e acariciou o rosto de Sakura com suas pétalas. Isso deixou a moça extremamente ruborizada.
— Sakura-chan fica tão bonitinha assim vermelhinha!
— Deixa de ser besta! — ela o empurrou delicadamente.
Ele riu e sentou-se aos pés da cerejeira. Ela o imitou e ficou observando enquanto ele brincava com as pétalas da flor. Tinha um motivo importante para estarem ali, mas agora que havia chegado a hora ele sentiu a coragem ir para o espaço. Foi Sakura quem abriu seus olhos, dizendo que as pessoas sempre os confundiam com um casal de namorados, e, naquela manhã enquanto estavam no metrô indo para o parque de diversões, percebeu que de fato várias pessoas os olhavam e sorriam. Ele aproveitou para testar a sua nova teoria a abraçando, colocando a mão sobre o seu ombro e as reações ao redor continuavam as mesmas.
Para qualquer pessoa desconhecida, eles poderiam muito bem se passar por um casal de namorados, afinal não havia semelhança física nenhuma entre eles. Então ele começou a pensar que já que eram orfãos mesmo e já se sustentavam há muito tempo, não precisavam dar satisfações à ninguém, poderiam fazer o que quisessem e não haveria ninguém no mundo para censurá-los. Eles não seriam o primeiro caso de incesto do mundo e com certeza não seriam o último. Coisas assim aconteciam o tempo todo, no mundo inteiro. Ele estava com isso na cabeça já algum tempo, mas depois da noite anterior com Sakura falando que iria arrumar um namorado, ele tomou coragem. Tudo ali fazia parte do plano de pedi-la em namoro. Talvez até as cerejeiras tivessem colaborado com ele e floriram maravilhosas para aquela proposta.
— Sakura... tem algo que quero te falar.
— O que é nii-san?
— É algo sério, muito sério. Prometa que vai me ouvir até o final, que não vai rir de mim, nem me bater, nem me mandar embora...
— Fale logo! — ela perdeu a paciência.
— Sakura, é sério. Prometa.
— Tá, eu prometo — ela respondeu preocupada com a seriedade dele.
— Eu quero que... bem... ontem eu disse pra você não arrumar um namorado, certo?
— Sim...
— Eu queria dizer que mudei de ideia quanto a isso.
— Naruto, fique tranquilo. Eu não vou arrumar namorado nenhum...
— Sakura, me escute. Agora eu quero que você arrume um namorado.
No fundo ela sentiu-se triste em ouvir ele falando isso, queria afastá-lo de qualquer incentivo equivocado, mas não podia negar que ter ele pedindo para ficar com outro assim repentinamente era doloroso.
— Não tem ninguém que eu queira namorar — ela disse — Mas se faz tanto caso...
— Ninguém? — ele perguntou entristecido.
Ela virou-se para o outro lado. Não queria que ele visse como ela estava infeliz com aquela proposta.
— É melhor a gente acabar com esse assunto — ela sugeriu.
— Não, agora que eu tomei coragem eu vou até o final.
— Naruto, esquece isso.
— Eu tentei, Sakura. Eu tentei. Mas foi impossível pra mim.
— Do que está falando agora?
— Você sabe do que eu estou falando. Eu quero ser o seu namorado.
Sakura piscou várias vezes, desviou o olhar. Naruto a segurou pelo rosto e forçou a olhá-lo.
— Sakura, me responde que sim!
— Não, você está louco?
— Estou louco sim, mas não tenho mais vergonha e não vou mais esconder.
— Naruto, a gente tinha combinado.
— Aquilo foi o passado, de lá pra cá as coisas se fortaleceram.
— "Olha aí o resultado de dormir na mesma cama.." — ela pensou.
— Não deveria ter fortalecido — por fim ela disse.
— Mas fortaleceu, pra mim estão mais fortes do que nunca.
— Eu vou esquecer isso o que falou, vamos embora — ela disse tentando se levantar. Ele a segurou.
— Você prometeu que iria me ouvir.
— Mas não quando meu irmão está delirando!
— Não é delírio.
— Você viu a pergunta que me fez?
— Sim, eu quero ser o seu namorado. E a única resposta que aceito é sim.
— Você está louco?
— Por quê?
— Você esqueceu que somos irmãos?
— Não me esqueci, mas e daí?
— E daí que é errado!
— De acordo com quem?
— Com todo mundo, a família, Deus, sei lá! É errado!
— Foda-se isso tudo! Nós não temos família, somos nós dois há muito tempo! Tsunade te roubou, Jiraiya vive bêbado com meninas que tem um quinto da idade dele. Nunca fomos na igreja, nunca precisamos de Deus pra nada.
— Tem as pessoas, os amigos.
— Que pessoas? Que amigos?
— O pessoal do ginásio... não sei.
— Sabe que eu só estou lá porque ganho as lutas, não sabe? Deixa eu começar a perder pra você ver o que eles vão fazer comigo, você viu o que fizeram com o Sasuke.
— Mas é diferente, você é sobrinho do Jiraiya.
— Ele só liga para o lucro, você sabe disso. Ele nem assiste mais as lutas do pessoal.
— Mesmo assim, Naruto... eu não me sentiria bem.
Naruto pensou em tentar de outro jeito.
— Você gosta de mim?
— Claro que eu gosto! Você é meu irmão.
— Esquece que eu sou seu irmão. Você gosta de mim como homem? Gostou daquele beijo?
Ela não queria dizer que gostava e incentivar aquela maluquice. Também não queria magoá-lo. Optou pela verdade, afinal de contas seus sentimentos eram de fato contraditórios.
— Eu não sei — ela respondeu baixando o olhar.
Ele esperava um sim, ou um não. Um não sei o colocava em uma situação difícil.
— Me dá uma chance então? — ele pediu.
— Isso nunca daria certo.
— A gente vai descobrir depois. Me dá uma chance? Deixa eu ser o seu namorado?
Ele sorria, seus olhos brilhavam. E ela já estava quase seduzida por sua loucura.
— "E se eu aceitar, como é que vai ser? Ele vai me beijar todo dia? Toda hora? Na frente dos outros? Ele vai continuar dormindo na mesma cama que eu? A gente vai...?" — seu rosto ficou intensamente vermelho em pensar no que poderia acontecer, o caminho natural de um relacionamento entre homem e mulher. Eventualmente ele iria querer, e ela também, e se acontecesse, não, melhor... quando acontecesse seria irremediável.
— Mas e as pessoas vão saber?
— Não vejo porque contar da nossa vida para os outros.
Agora a coisa tomava uma conotação diferente. Seria escondido. Eles namorariam escondidos.
— Que loucura isso tudo... — ela não ocultou seus pensamentos.
— Não é loucura. Podemos tentar.
— Nii-san, você é realmente louco. Isso não é algo que podemos tentar e depois se der errado, como com certeza vai dar, a gente deixa pra lá e segue nossas vidas. Quando der errado, nós dois estaremos acabados! Foi como você disse, já não temos nossos pais, Tsunade e Jiraiya não são muito confiáveis, nós só temos a nós mesmos. O que eu vou fazer da vida quando você se afastar de mim? E você, vai ficar sozinho nesse mundo louco do boxe? Correndo o risco de cair nas mãos de um empresário corrupto que vai te usar pra ganhar dinheiro e te deixar destruído antes dos vinte e cinco?!
— Nada disso vai acontecer.
— Tudo isso pode acontecer, sim!
— Nada disso vai acontecer porque eu vou fazer de tudo para dar certo.
— Não tem como um negócio desses dar certo, entende?
— Claro que sim, tem como dar certo sim! Eu não vou ser um namorado idiota, eu não vou brincar com você. Assim que eu conseguir o patrocínio e entrar para os Profissionais eu vou me casar com você!
Agora sim, a loucura de Naruto havia atingido o nível máximo.
— Casar, Naruto?
— É, casar. Não isso o que acontece quando os namoros dão certo?
Ela balançou a cabeça exasperada. Tentou levantar de novo.
— Você não pode estar falando sério. Eu vou pra casa... melhor, vou comprar a cama.
— Sakura, você disse que iria me ouvir... — ele a segurou de novo.
— Não dá mais pra ouvir essas coisas que você diz. Você parece que está brincando.
— Eu não estou brincando! Você duvida dos meus sentimentos? Quando eu disse que queria namorar falei sério, e esse vai ser um namoro sério o suficiente para a gente se casar.
Ela balançou a cabeça enquanto olhava pra baixo. O chão forrado de flores de cerejeira que caíram pelo balançar dos galhos agitados pelo vento. Uma fina lágrima começou a rolar do seu rosto. Queria ser como as jovens da sua idade, despreocupadas com a vida, poder estudar, sair com os amigos, ter uma vida normal e sem grandes preocupações. Mas ali estava, tendo que trabalhar como um burro de carga para um cara que a assediava noite e dia, dependendo da caridade alheia para poder voltar a estudar, e agora o seu próprio irmão confuso propondo namoro e casamento para ela.
— Sakura, me dá uma chance. Eu juro que...
— Naruto, eu não estou me sentindo bem... vamos embora — ela o interrompeu.
— Não enquanto você não me responder.
— Ou o quê? Se eu não te responder você vai fazer o quê? — ela gritou.
Naruto assustou-se. Não queria assim, não queria que ela se sentisse ofendida.
— Eu não vou fazer nada. Desculpe ter te pressionado. Me perdoa? — ele pediu.
Sakura não respondeu.
— Me perdoa, Sakura. Por te amar tanto, por ter esquecido que você é minha irmã, por pensar em você dia e noite como um louco, por agir como um idiota ciumento toda vez que você fala do seu chefe, por te abraçar quando a gente dorme, porque eu não consigo estar em outro lugar que não seja com você.
Ela viu que os olhos dele começaram a marejar de lágrimas. Seu irmão era um cara expansivo, mas nunca falava dos seus sentimentos para ninguém. Agora estava ali todo exposto, aberto.
— Me perdoa, minha irmã — ele continuou — porque eu desejo você com cada célula do meu corpo, porque eu quero te beijar e entrar dentro de você e morrer quando eu estiver lá dentro...
Então ela calou aquela declaração de amor, calou com um beijo. Preferiu beijá-lo do que continuar ouvindo seu irmão dizer tudo o que sentia por ela. No passado ela se sentiu assim, depois achou que estava confusa, nos últimos tempos o sentimento estava se contaminando com raiva, agora ouvir ele falar isso, escancarar na cara dela que o seu amor era carnal, era sexual a deixou com medo. De tudo o que poderia fazer, beijar, o mais insensato, foi escolhido. Naruto correspondeu ao beijo, com toda a paixão que havia declarado momentos antes e mais um pouco. Lentamente ele foi a deitando na cama de flores de cerejeira que o chão havia se tornado, ela não o impediu.
As mãos passearam ao redor dos braços da jovem, depois apertaram as carnes macias. Ela suspirou. Naruto aprofundou o beijo, entrou com a língua toda na boca dela. As memórias daquele primeiro beijo trocado tanto tempo antes voltaram com força, de novo aquela velha sensação de pertencimento, de proteção, cuidado. Família. Naruto continuou pressionando o corpo miúdo da jovem, ela sentiu que ele já estava excitado, tentou afastar as mãos dele. Ele parou na hora. Não faria nada que ela não quisesse.
— Naruto... pare.
— Me desculpa.
— Não, fui eu quem te beijei.
— Mas eu aceitei... eu fiz todo o resto.
— Olha só... eu entendo tudo isso o que você está passando. Mas eu não posso incentivar isso, seria o nosso fim como irmãos, e eu realmente amo muito você, não quero destruir nossa família.
— Você não vai destruir...
— Me ouça agora, por favor — ela pediu — é o seguinte: a minha resposta é não.
— Sakura...
— ... mas eu vou pensar, ok? — ela o interrompeu — Eu vou pensar em tudo o que me disse.
Ele abriu um sorriso imenso. Sakura já estava arrependida de dar esperanças à ele. Ele veio beijá-la de novo.
— Naruto, até eu te dar a minha resposta é melhor a gente parar com isso — ela o impediu — Nada de beijos, nada de dormir na mesma cama, certo?
— Tá bom — ele disse embora tivesse ficado visivelmente chateado.
— Vamos embora? Daqui a pouco o jardim vai fechar. E eu ainda quero comprar a cama.
— Sakura... quanto a isso... tem uma coisa. Não vá ficar brava comigo.
— O que foi?
— O shopping fecha cedo aos domingos, as lojas já estão fechadas.
— Mas você disse...
— Eu menti... eu queria ganhar tempo.
— Naruto, assim não vale! Você sabia como era importante!
— Era importante, não é mais... quando você me aceitar vai continuar tudo na mesma, não vamos precisar gastar dinheiro com essa cama.
Ela pareceu extremamente chateada com aquilo.
— Não faça assim pra mim. Não minta mais pra mim! — ela pediu.
— Me desculpe, ok? Me desculpe. Foi a primeira e última vez — ele cruzou os dedos e beijou por cima — eu vou dormir na sala enquanto isso.
— Não, deixa que eu durmo.
— Voltamos à estaca zero então? — ele riu.
— Eu realmente não queria que você brincasse com isso.
Ele parou com as brincadeiras. Deixaram o porque. Na saída, Naruto comprou algumas sementes de cerejeira rosada.
— Vou plantá-las. Quando ela florescer você vai ser minha esposa — ele disse.
Sakura ruborizou e sorriu tristemente. O ingênuo irmão achava que a árvore da cerejeira era fácil de cultivar e mais ainda de florescer. Sakura sabia que a planta poderia levar até oito anos para alcançar esse objetivo.
***
Quando a noite chegou, outro casal aproveitava o fim de domingo de um jeito mais interessante. Neji enterrava-se com força no corpo carnudo de Tenten, a moça fechou os olhos e involuntariamente mordiscou os próprios lábios enquanto suprimia um gemido. Neji a pegou pelo queixo com delicadeza.
— Olha pra mim — ele ordenou.
Ela abriu os olhos e mergulhou naquele mar acinzentado. Quase sempre tão pálidos e frios, agora cálidos e cheio de sentimentos só para si. Somente ela tinha o privilégio de vê-lo assim, de tê-lo assim.
Ela enroscou os dedos pelos longos cabelos dele e o puxou para um beijo. Ele terminou dentro dela e ficou descansando com o rosto naqueles seios macios.
— Vai ficar comigo amanhã? — ele perguntou.
— Não... tenho minhas coisas pra fazer — ela disse.
— Dar tiros e facadas?
Ela riu.
— Não é assim, seu bobo. Eu não dou tiros e nem facadas em ninguém. É o ganha pão da minha família.
Tenten, a filha única de um importante fabricante de armas brancas, era também fascinada pelo ofício. Ainda criança aprendeu sobre armas com os pais, aos poucos, foi se especializando e agora ajudava o pai no desenvolvimento de armas brancas mais leves e portáteis, para ajudar na autodefesa de mulheres de todas as idades.
— Passa lá no ginásio então, à tardinha, sei lá...
— Eu não gosto de ir lá. Tenho que ficar fingindo.
— Não é fingindo, você morre de ciúmes de mim — ele se gabou.
Ela o empurrou para o lado e começou a se vestir.
— Eu não tenho ciúmes de ninguém, seu bobalhão.
— Então continua fingindo, por favor. Sabe como é importante.
Ela suspirou. Seu namorado tinha umas ideias muito loucas. A vítima da vez era Sakura. Ela morria de dó da garota, mas não conseguia negar nada ao seu namorado.
— Neji, se essa menina se apaixonar por você, você tá fodido.
— Ela não vai se apaixonar.
— Do jeito que você faz é bem possível.
— Sabe qual o meu interesse nela, não sabe?
— Deve ter algum. Pagando um salário daqueles para uma cut girl? Ela acredita mesmo que é tão boa assim?
— Tenho que cercar por todos os lados... igual o Kiba, lembra?
— Coitado... e agora o caso dele é irremediável.
— A Hinata cuida bem dele, relaxa.
— Ok, se você diz... continue dando em cima dela, e eu continuo fingindo que sou a namorada super ciumenta — ela revirou os olhos.
— Eles já estão quase no papo.
— Ele é tão bom assim? — ela perguntou.
— Ele é sensacional. Mas ainda não sabe disso. Bem, ele sabe... um pouco.
— Neji, não vá destruir a vida do menino.
— Não vou destruir. É a glória e o dinheiro que o aguardo.
— Mas daquele jeito? Nem eu que sou tolerante para violência aguentei.
— Ele é forte... muito. Vai se dar super bem naquilo.
— Se ele quiser, né?
— Ele vai querer. Logo logo o Naruto vai estar fazendo exatamente o que eu quero. Vou usar a irmãzinha dele para atrai-lo.
Tenten não gostava desse lado do seu namorado. Mas essa era a principal fonte de renda dos Hyuugas, o ginásio era só uma fachada. Não falaria sobre aquilo. Somente temia por Naruto e Sakura.
— Eles são sozinhos no mundo, Neji. Não tem pai e nem mãe. Deixe eles de lado.
Ele balançou a cabeça em negativa. Esticou o belo corpo na cama e deixou que a luz da lua o iluminasse. Tenten viu o brilho malicioso que surgiu naquele olhar pálido.
— Eu não vou abrir mão desse talento. De jeito nenhum. Naruto vai ser um dos meus.
Ela não gostava dessa versão dele.
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