Gekiha (Esmagador)

8 Naruto X Jiraiya: round 8 - A polícia entra na história


Notas iniciais
Yoo mina-san! Olha, não sei se ficou claro para todo mundo, mas nessa FIC o Itachi é irmão do Sasuke sim (claro, né?). Só tem uma coisa triste que preciso avisá-los... aquela delícia de Uchiha ainda vai demorar um pouquinho para aparecer por aqui, mas vocês aguardam, não aguardam? O capítulo de hoje tem um pouquinho de comédia com a primeira aparição do Jiraya, romance entre os irmãozinhos incestuosos e hentai também (calma ainda não será com eles). Enjoy!

Como previsto, Sasuke recebeu alta no domingo a tarde mesmo. Na segunda feira logo após o almoço pegou seu vôo rumo à sua nova vida. Naruto, Sakura e Kakashi foram os únicos a ir se despedir dele. Na volta, Kakashi avisou que ambos haviam sido chamados para uma conversa com Jiraya. Raramente o dono do ginásio estava presente, pelo visto algo muito sério havia acontecido para tirar o bon vivant da sua dura rotina de bebedeira e sexo com moças que poderiam muito bem ser netas dele. Naruto estava com raiva do padrinho pelo o que acontecera com o Sasuke, por culpa das regras inflexíveis dele, o amigo havia partido para se juntar aos canalhas da Akatsuki. Então seria uma boa oportunidade para falar umas poucas e boas ao velho.

Entraram no escritório de Jiraya e ele muito paternal que era, recebeu os dois com os braços abertos, mas Naruto aproveitou a guarda baixa e socou o estômago dele com força.

― NARUTO! – Sakura repreendeu o irmão.

― Isso é pra esse velho aprender uma boa lição!

Jiraya ficou tentando recuperar o fôlego. Puxou o ar várias vezes. Kakashi observava tudo somente rindo discretamente por debaixo da máscara. Sakura indicou o sofá e foi auxiliar o velho. Jiraya aproveitou para se vingar de Naruto.

― Isso minha filha, faz uma massagem no seu velho... assim... isso... hum tá gostoso, que mãos macias Sakura-chan – ele tomou as mãos dela e começou a beijar enquanto a olhava pervertidamente.

Naruto se irritou muito com aquilo. Nem apanhando o padrinho tomava jeito.

― Velho pedófilo! Solta a minha irmã!

― Olha o respeito, moleque! – Jiraya respondeu bravo.

Qualquer um que visse poderia dizer que Naruto era louco por tratar o dono do ginásio daquela maneira, ainda mais porque ele era o seu padrinho, ele devia respeito. Mas Jiraya não se dava ao respeito, qualquer coisa que se dissesse dele, por mais cabeluda que fosse, possivelmente era verdade. Mas apesar de ser viciado em mulheres e bebidas, ele era um bom amigo para todos e sempre ajudava todo mundo.

― Saiba que Sasuke teve muitas chances aqui conosco, ele não aproveitou porque não quis – Jiraya ralhou com ele – no fundo ele sempre quis ir atrás do Itachi, sabe como é, seguir os passos do irmão.

― Que seja. – Naruto respondeu emburrado enquanto sentava-se no sofá. – fala logo o que você quer Ero-sennin, preciso treinar.

― Não me chama assim que eu não gosto. – ele odiava o apelido que o apadrinhado colocara nele – sentem-se todos.

Kakashi e Sakura sentaram nos bancos próximos enquanto Jiraya tomava o seu lugar diante da sua mesa.

― Chamei vocês aqui porque recebi uma notificação da polícia.

― Da polícia?? O que aconteceu? – Naruto perguntou preocupado.

― Você que me diz... você foi o último que a viu.

― Eu vi? O quê?

― É a Ino, Naruto – Kakashi respondeu por Jiraya – ela está desaparecida. Como já completou mais de 48 horas que ela foi vista, o pai dela deu queixa. Conversamos com algumas pessoas do ginásio e descobrimos que vocês dois foram os últimos a vê-la. Vocês foram a uma festa na sexta-feira na casa dos Hyuugas, não foram?

― Sim mas...

― Ocorre que depois dessa festa, ninguém mais viu a Ino, ela não voltou para a sua casa, não esteve no ginásio. – Kakashi continuou — O pai dela teria dado queixa antes se ela não tivesse o perfil de sumir para essas festas loucas que ela costumava frequentar.

― Nossa, eu não imaginava... – foi Sakura quem disse.

― Você sabe de algo, Sakura? – Jiraya perguntou.

― Não sei... bem, na verdade a última pessoa que esteve com ela naquela noite foi você Naruto, não foi? – ela dirigiu-se ao irmão.

― Sim, mas depois que eu a deixei eu fui até você e depois a gente...

Ambos ruborizaram imediatamente ao lembrar o que fizeram. Isso não pareceu ter passado despercebido a Kakashi ou Jiraya, mas nenhum dos dois levou a sério o que passou pelas suas mentes, ambos eram dois pervertidos, Kakashi disfarçava melhor que Jiraya, mas os dois tinham sérios problemas nesse departamento, eles não podiam achar que todo mundo era sujo como eles.

― De qualquer forma – Naruto continuou – eu a deixei e fui conversar com a Sakura e logo nós fomos embora de lá, não é Sakura-chan?

Mesmo que não fosse bem verdade, Sakura achou melhor concordar com o irmão. Eles partiram da festa em momentos diferentes devido ao que acontecera, então ela não poderia afirmar que após aquilo Naruto não tenha visto Ino mais uma vez. Mas duvidava muito que ele tivesse feito algum mal à garota.

― Sim, foi isso mesmo. Nós saímos de lá mas Ino continuou na festa. – Sakura concordou com o irmão.

― Como ela estava na última vez que a viu? – Kakashi perguntou para Naruto.

― Muito alcoolizada, possivelmente drogada também, ela tinha fumado um negócio fedido.

― E VOCÊ FOI EMBORA E DEIXOU A GAROTA LÁ SOZINHA NESSE ESTADO? – Jiraya gritou.

― COMO É QUE EU IRIA SABER QUE ELA IRIA SUMIR? A Ino sempre foi meio louca, e outra ela estava na casa desse tal Neji, ela ficou se derretendo toda pra ele, dizendo que ele era um excelente anfitrião, um cavalheiro que cuidava das donzelas em perigo – Naruto respondeu bravo e irônico. – eu pensei que ela estivesse segura lá!

― Ocorre que esse tal Neji foi interrogado pela polícia, mas o garoto tem costas quentes. A família dele é muito rica, a polícia não conseguiu tirar muita coisa dele. Além do mais, a namorada dele, Tenten, também foi interrogada, e ela afirma que ambos estiveram sozinhos nos aposentos dele durante boa parte da noite.

― Isso pode ser verdade, eu lembro deles saindo juntos – Sakura disse.

Naruto sentiu-se péssimo, a única coisa que o Sasuke pedira pra ele, ele não pôde cumprir. “Mas também ela já estava sumida antes dele me pedir para tomar conta dela”, Naruto pensou consigo mesmo.

― Pessoal, não estamos aqui para acusá-los de nada – Kakashi continuou em tom conciliatório – ocorre que pode ser que vocês sejam interrogados pela polícia, então se sabem de algo, por favor, não nos ocultem, Yamanaka Inoichi está muito preocupado, sabiam que Ino é filha única? Além disso a esposa dele morreu há alguns anos atrás, os dois estão sozinhos nessa, se acontecer alguma coisa com a menina, acho que ele vai ficar louco.

Na verdade nenhum deles sabia muito sobre Ino. Agora que analisavam com mais calma, perceberam que nunca tiveram um diálogo mais sério com a garota, o papo dela era sempre sobre suas aventuras amorosas ou coisas fúteis como roupas e maquiagem, ninguém sabia onde ela morava ou qual a sua idade. Perceberam que por mais incrível que fosse a espevitada amiga era a mais reservada sobre a sua vida particular do que todos.

Após garantirem que se a polícia os chamasse eles não esconderiam nada e que se descobrissem alguma coisa, reportariam imediatamente, ambos deixaram Jiraya e Kakashi para que eles mesmos tirassem suas conclusões sobre o comportamento de ambos.

*****

Sakura foi pra casa e Naruto foi treinar. A tarde passou rapidamente, a mente do loiro voava tentando lembrar de algo significativo naquela noite de sexta, mas nada vinha à sua mente. Ao cair da noite, voltou pra casa. Sakura preparava o jantar para eles, as coisas estavam complicadas para ambos, mas com o sumiço de Ino, eles resolveram que era hora de conversar abertamente. Após jantar ambos sentaram-se no sofá.

― Naruto, me diga o que aconteceu naquela noite – Sakura começou – você foi o último que a viu.

― Eu não me lembro direito, estava tudo escuro, eu estava meio bêbado e todo mundo fumando aquelas porcarias, aquela música alta, minha cabeça estava doendo.

― Tente lembrar do que fizeram antes, será que ela não falou nada sobre ir para algum lugar depois da festa?

― Sim ela falou.

― E então?

― Mas não é nada disso, era para a gente ir para outro tipo de lugar, Sakura.

Sakura entendeu o que ele quis dizer e corou. Deixando o ciúmes de lado ela pediu.

― Naruto-kun, me conte tudo o que aconteceu naquela noite, por favor...

(...)

Ino estava sobre o colo de Naruto, os cabelos longos e macios roçavam a pele dele enquanto ela distribuía suaves beijos por toda a face do garoto. Naruto levou as mãos aos quadris dela para fazer com que ela saísse de cima dele, mas isso pareceu atiçar a garota que começou a mover os quadris numa dança sensual, roçando o sexo quase exposto no dele.

― Vamos lá querido, vai ser gostoso.

― Ino, pára com isso, somos apenas amigos – Naruto tentava dissuadi-la.

― Ai... Sasuke-kun, vamos lá.

Naruto suspirou, ainda por cima, a garota estava tão bêbada que achava que ele era o Sasuke, todas as tentativas dele de mostrar o contrário só complicaram mais a situação.

― Ino, eu já te disse, eu sou o Naruto.

― Não! O Naruto é um bobo, ele não significa nada pra mim... é só você que eu amo. – a cabeça da jovem estava confusa demais naquele momento.

Irritado por estar sendo feito de bobo e descaradamente usado pela garota, Naruto bruscamente a tirou do seu colo e a empurrou para o sofá. Levantou-se e saiu enquanto a garota gritava.

― Sasuke-kun! Vem aqui ficar comigo! Sasukeee!

(...)

― Então esse tempo todo...?

― Sim, a Ino sempre amou o Sasuke, ela nunca o esqueceu.

― E o que era todo aquele fogo pra cima de você?

― Era só pra fazer ciúmes nele. Mas o Sasuke é um pervertido, ele gostava de ver ela com outros.

― Meu deus... – Sakura pensou que perto daqueles dois ela era uma santa, mesmo que fosse uma santa incestuosa – mas você não se lembra de alguém estranho lá?

― Todo mundo que estava lá era estranho!

Sakura riu, todos eram mesmo. Todo mundo muito lindo e drogado demais para o gosto dela.

― Naruto, o que temos que fazer é dizer a verdade. Vamos falar que fomos a festa juntos e você conta isso que me contou.

― Sim, vou contar que depois de deixá-la fui até o seu encontro e nós voltamos para casa juntos.

― Não, isso é mentira e eu não quero mentir.

― Mas Sakura... você quer que eu diga a verdade sobre o que aconteceu entre a gente?

Sakura ficou ruborizada. É claro que ela não queria ter que falar sobre aquilo com estranhos, não queria falar sobre aquilo com ninguém.

― Naruto, a pior coisa que podemos fazer é mentir para a polícia, isso levantaria suspeitas sobre nós, além disso uma pequena mentira como essa pode atrapalhar a investigação, por acaso você não quer ela seja encontrada?

― É claro que eu quero que ela seja encontrada! Mas não quero te expor.

― Não precisa falar nada sobre a gente. Só fale que eu fui para casa mais cedo e você ainda ficou mais alguns minutos conversando com os rapazes e depois foi também.

― Isso vai levantar mais suspeitas ainda. Algumas pessoas podem ter visto o qe de fato aconteceu.

Até aquele momento Sakura não havia pensado nisso. E se alguém tivesse visto ela aos beijos com o próprio irmão? Ela não saberia onde colocar a cara se seu segredinho sujo viesse à tona.

― Eu não vou mentir Naruto, e se eles nos interrogarem e encontrarem alguma divergência nos nossos relatos aí sim estaremos com problemas.

― Que confusão hein, Sakura-chan. Onde diabos será que a Ino está?

― Eu não sei nii-san, mas o que eu puder fazer para ajudar a encontrá-la eu vou fazer, nem que eu tenha que falar a verdade sobre nós.

Dessa vez foi Naruto que ruborizou. “ A verdade sobre nós”, ele pensou. “Quem ouvir pensa que de fato aconteceu algo tão tenebroso. Foi somente um beijo, não é como se eu tivesse engravidado a minha própria irmã”

― Qual a verdade sobre nós, Sakura? – ele perguntou incisivo.

― Vo-você sa-sabe – ela gaguejou – aquilo que eu te fiz fazer.

― Você não me fez fazer nada, eu fiz porque quis!

― Eu pensei que isso estava resolvido entre a gente, nii-san.

― Eu não sou o seu nii-san!

― O que está dizendo? É claro que você é!

― Eu não quero ser mais se eu não devo tocar em você nunca mais.

― Naruto, isso é só pra gente não se confundir mais, é necessário.

― Não, Sakura! O que acha? Que vou arrancar a sua roupa e força-la a transar comigo?

― É claro que não... não!

― E então? Sempre fomos os melhores amigos e agora eu não posso ter nem um abraço seu só por causa daquela noite?

“Sim, porque se você encostar em mim, eu não sei o que posso fazer”, ela guardou para si o seu pensamento.

― Hein, Sakura? O meu melhor amigo foi embora, eu estou arrasado por isso e mais essa da Ino, não posso nem ter um abraço seu?

― Naruto... você prometeu.

― Sim, eu prometi e ainda estou cumprindo a minha promessa! Eu só vou encostar em você se você permitir.

Como sempre, o irmão muito esperto arrumava um jeito de jogar a responsabilidade sobre ela. É claro que ela queria poder abraçá-lo e mimá-lo, cuidar dele até que toda a angústia saísse, para que o dia dele ficasse melhor, para que ele ficasse bem e feliz. Ela mesma ficaria assim com um mero abraço dele. Ele era o único com o poder de acalmá-la e refazê-la, ela também precisava daquele toque para voltar a ser ela mesma. “Eu só não posso permitir que ele fique confuso, se eu conseguir isso, estará tudo bem”, ela pensou aflita.

Ambos já estavam sentados de frente um para o outro, Sakura estendeu a mão com cuidado e tocou o braço dele, calmamente se aproximou e o envolveu em um abraço. Naruto correspondeu o gesto, mas diferente do dela, o abraço dele não foi nenhum pouco tímido ou comedido, ele a agarrou com força, apertou bem firme entre os braços, afundou o nariz no pescoço e cabelos dela, sugou seu perfume, percorreu as mãos pelas costas, marcou sua pele, deixou-a sem ar.

― Eu te amo tanto Sakura, tanto, tanto...

Ela sabia que não era o tipo de amor fraternal que sempre tiveram um pelo outro. Ela estava apaixonada por ele e sabia que não havia nada de fraterno naquelas palavras ou naquele abraço. Naruto tinha a pele afogueada pelo contato com ela, ela pôde sentir seu calor e sabia que estava igualmente quente. Já era hora de separar-se dele antes que ela mesma perdesse a cabeça. Com suavidade o afastou, mas Naruto não forçou a barra, mesmo triste, ele a soltou também.

― Eu também te amo, querido. – ela pousou a mão no rosto dele – você é o melhor irmão do mundo.

Naruto tomou a mão dela e a beijou com suavidade, a melhor coisa a fazer era segurar os ânimos por enquanto, mas ele ainda não havia descartado a ideia de ter Sakura como mulher, se o chamassem de doente ele não ligaria, sabia muito bem que seus sentimentos eram reais e não se importava com isso.

****

Ino acordou com a cabeça latejante, não conseguia se lembrar exatamente onde estava e o que acontecera. Diante de si o belo rapaz de cabelos avermelhados e olhos verdes a oferecia um xícara de café. Dele ela se lembrava muito bem.

― Que horas são?

― Seis horas da tarde.

― Nossa, estou atrasada para a luta! – ela disse dando um pulo da cama.

― Que luta?

― A luta que te falei, serei a ring girl do evento! Já devo ter perdido várias lutas, mas a do meu amigo eu tenho que assistir! – ela disse aflita.

― Ah, essa luta... foi ontem. – ele respondeu indiferente.

― Ontem? Como assim?

― Essa luta foi ontem, hoje é domingo.

― Impossível...

― Sinto muito, querida. Você dormiu a tarde toda, fiquei com pena de te acordar, você parecia estar precisando do descanso.

Ino forçou a memória e a última coisa que lembrou foi de estar na banheira deliciando-se com um vinho maravilhoso. Depois disso, não conseguia se lembrar de nada, o rapaz à sua frente tinha aqueles olhos parados no nada, mas o seu sorriso era cálido e gentil, ela nunca suspeitaria que no dia anterior ele havia colocado um sonífero forte no seu vinho e a ficou observando pelas câmeras em outro quarto. Quando a jovem apagou, ele correu para tirá-la da banheira, aplicou uma paralisante muscular, somente para se certificar que mesmo que ela acordasse, ela não se levantaria. Depois disso o rapaz a vestiu com uma camisola simples, deitou-a na cama, cobriu-a com lençóis macios e ativando o sistema de segurança do apartamento, saiu para um compromisso que durou boa parte da noite. Ao retornar era quase meia noite ele estava bastante eufórico, queria possuí-la novamente como parte da sua comemoração, mas como havia pegado pesado com as doses, achou melhor deixá-la dormindo. O rapaz não contava que Ino fosse tão sensível às drogas que ele injetara nela e acabara dormindo por mais de 24 horas. Na próxima ele pegaria mais leve.

― Por kami! Não acredito que dormi por mais de um dia inteiro! – ela fez as contas mentalmente, já não se sentia mais confusa e perdida.

― Sinto muito, mas você passou a noite anterior em claro, acho que uma hora o corpo reclama, não é? – ele respondeu com um sorriso calmo e a puxou para sentar-se no seu colo.

Passou as mãos pelos cabelos da garota desenhou uma linha pela face dela, parando no queixo. Com suavidade a trouxe para um beijo, Ino virou o rosto recuando.

― Eu preciso ir embora.

― Fica comigo mais um pouco. – ele pediu com a voz rouca no ouvido dela.

― Você é tão sexy... – as palavras escaparam involuntariamente dos lábios dela.

― Você também é, mas é tão malvada.

― Malvada? Porquê? – ele perguntou rindo da acusação infundada.

― Sabe que é sexy e não me deixa provar...

― Mas eu deixei... – ela se defendeu.

― Mas eu quero mais.

Então ele a tomou em um beijo apaixonado, as mãos desceram pela nuca, depois as costas e parou nos quadris. Ele levantou a camisola dela, e a colocou sentada entre suas pernas. Ino começou a mover os quadris em direção à ele, dançando calidamente. O beijo estava ficando mais quente. Então ele retirou a camisola da moça deixando-a somente de calcinha, tomou seus seios entre as mãos e roçou a língua nos mamilos rosados. Ino o agarrou pelos cabelos e arqueou as costas enquanto gemia. O rapaz abriu a braguilha da calça e liberou o membro grosso e pulsante, afastou a beirada da calcinha dela e começou a penetrá-la. Ino movia os quadris para frente e para trás numa dança gostosa, enquanto ele a pressionava contra ele, aumentando a intensidade da penetração. Não demorou muito e ambos gozaram gemendo alto. Ino quedou-se na cama e ele a abraçou por trás, ficaram em silêncio, somente sentindo a respiração um do outro normalizar-se.

― Eu preciso ir – ela interrompeu o silêncio depois de vários minutos.

― Então é assim? Você me usa e depois vai embora? – ele disse brincalhão.

― Eu não te usei! – ela respondeu rindo virando-se para ele.

― Usou sim! Passou o dia todo roncando e depois de se satisfazer vira pro lado e avisa que vai embora?

― Eu não ronquei!

― Roncou sim, parecia uma porquinha! – sua risada era franca.

Ino deu uma travesseirada nele, fazia anos que ninguém a chamava de porquinha, esse foi o seu apelido de infância. Claro que ela odiava, mas lembrava de uma época muito feliz da sua vida, quando sua mãe ainda era viva. A lembrança que aquele apelido lhe trazia era confortável e trazia segurança, encheu seu magoado coração de ternura.

― Eu fico, mas só essa noite. E eu preciso ligar para o meu pai, ele deve estar preocupado.

― Claro, fique à vontade. Use o meu telefone. – ele disse estendendo o aparelho para ela.

Ino discou o número, chamou, chamou e ninguém atendeu.

― Ele deve estar com a namorada dele – ela respondeu desanimada – mais tarde eu tento de novo. Quais são os seus planos para hoje?

― Podemos jantar, o que acha?

― Eu adoraria, estou faminta! Onde iremos?

― Arrume-se e você terá uma surpresa.

Notas finais
Já sacaram qual que é desse aí, né? Antes que me perguntem, sim ele é um psicopata. Enquanto a Ino estiver acordada ele vai tratá-la como uma rainha, mas assim que ela dormir (ou ele colocá-la para dormir) as coisas mudam. Kissu!