Gekiha (Esmagador)

9 Sakura X Neji: round 9 - Uma proposta irrecusável


Notas iniciais
Yoo-mina san! Um pouco mais demorado, mas eu não garanti frequência de postagens nessa FIC, não é? No cap. de hoje Sakura vai arrumar um trabalho e um casal completamente inusitado vai se render ao fogo da paixão (nossa, que coisa do século retrasado, kkkkkk). OBS: cenas explicítas de shotacon, se não curte ou se ofende com esse tipo de material, favor não leia.

Naquela mesma semana, Naruto e Sakura foram chamados a prestar depoimento na polícia. Eles contaram a história que haviam combinado, ou seja, a verdadeira: que foram à festa junto com Ino, que Naruto foi o último a vê-la, que Sakura foi embora um pouco mais cedo sozinha e que ele foi logo em seguida sem ter visto Ino novamente. O relato deles pareceu satisfazer a polícia, então eles foram liberados. Outras pessoas que estavam lá na festa no mesmo dia foram interrogados. Kiba e Hinata, que estavam no maior amasso em um banco perto deles ficaram intrigados, eles lembravam que eles haviam sido apresentados como irmãos, mas naquela noite eles viram um rapaz loiro e uma moça de cabelos curtos e rosas aos beijos próximos à eles e embora houvesse muitos outros rapazes loiros, não havia mais nenhuma outra moça de cabelo rosa na festa. Como Naruto e Sakura agiam naturalmente diante um do outro, eles acharam que poderiam estar imaginando coisas, afinal como diabos um irmão poderia beijar uma irmã daquele jeito? Ambos estavam muito bêbados naquela noite e não lembravam muito bem do que acontecera, então ambos optaram por guardar suas suspeitas para si mesmos e não trocaram impressões sobre isso nem um com o outro.

Depois do gelo quebrado e com Sakura permitindo que Naruto a tocasse da maneira “fraternal” que a tocava antes, as coisas entre eles ficaram mais tranquilas, não ficavam mais tensos e sem assunto diante um do outro. É claro que cada dia estavam mais apaixonados um pelo outro, mas ambos resolveram guardar os próprios sentimentos para si mesmos, Sakura para não incentivar Naruto e Naruto para não ofender Sakura. A semana estava quase acabando quando Sakura recebeu uma ligação que a deixou animada. Hyuuga Neji a chamara para uma entrevista de emprego no ginásio Hyuuga. Sakura imaginou que fosse algum tipo de trabalho administrativo, mas torceu que desse certo mesmo assim. Naruto apoiou mas ficou com ciúmes. Quando foram dar o depoimento, Neji também estava lá acompanhando as primas, ele foi muito educado como sempre, mas Naruto percebeu que o rapaz olhava para ela de um jeito diferente. Antes de partirem, trocaram os telefones e todos se comprometeram a avisar sobre qualquer notícia a respeito de Ino. Naruto achou que esse foi só um pretexto para conseguir o número dela.

Ao chegar no ginásio Hyuuga, Sakura ficou admirada com o luxo do lugar. Era tudo muito superior ao que tinham no velho e despencado ginásio Konoha. Equipamentos de última geração, vários ringues e não somente um, uma lanchonete que servia somente itens que estavam na dieta protéica dos atletas, aparelhos de ginástica e musculação, um excelente vestiário. Tudo era ótimo e de excelente qualidade, o símbolo dos Hyuugas estava em cada lugar.

Sakura ficou impressionada em descobrir que Neji administrava o ginásio sozinho. Neji havia perdido o pai quando era bem pequeno, então seu tio Hyashi o adotou como filho. Na adolescência o rapaz demonstrou interesse pelo esporte e como Hiashi sentia-se culpado pela morte do seu irmão gêmeo e como adorava o sobrinho, deu-lhe um ginásio inteiro de presente para que ele pudesse treinar. Contratou uma bela instrutora de artes marciais, Kurenai, mas a aptidão do rapaz era para o boxe, então contratou um instrutor de boxe, Asuma. Mas Asuma e Kurenai acabaram e se apaixonando e passaram a deixar os treinos do garoto de lado, afinal o ginásio era enorme e somente os três ficavam lá, era fácil despistar o menino. Quando a gravidez de Kurenai não pôde mais ser escondida, Asuma pediu demissão e foi trabalhar no ginásio Konoha, ele e Kurenai se casaram e passaram a ser discretos em seu relacionamento. Hiashi não teve problema em contratar uma nova instrutora de boxe para o sobrinho, Anko Mitarashi, ela era realmente durona e muito brava, não dava mole para o Hyuuga, não ligava a mínima que ele fosse um dos herdeiros do império, tirava o máximo dele e foi a principal responsável por fazê-lo amadurecer no esporte. Isso provavelmente impressionou bastante o adolescente, que aos 14 anos se viu apaixonado por uma mulher 10 anos mais velha do que ele. A coisa toda foi descoberta meio que por acaso. Em uma tarde quente, Neji e Anko treinavam sozinhos, ela estava especialmente brava naquele dia e isso parecia atiçar os hormônios do adolescente.

― Arrume essa postura! Gire o quadril ao socar! Mova os pés! Melhore esses jabs! – a sensei implicava com tudo, mas sabia que só assim para levá-lo ao nível da perfeição.

― Hai sensei! – Neji respondia enérgicamente e continuava dando tudo de si.

Até que em um determinado golpe que ele dava contra o saco de areia, seu pulso girou minimamente para o lado oposto, mas com a força aplicada ele não conseguiu impedir a luxação. Na hora ele parou, mas não emitiu nenhuma reação.

― CONTINUE! – Anko gritou com ele sem perceber que ele estava com o pulso machucado.

Neji preparou mais um soco e ao atingir o saco novamente, o pulso torceu e aumentou a gravidade do ferimento, dessa vez um grito curto escapou da garganta do garoto.

― Moleque! O que foi dessa vez?

― Acho que machuquei meu pulso...

― Me deixe ver.

Anko tirou a luva dele e constatou que por pouco ele não quebraria o pulso.

― IMBECIL! Quando você se machucar, você tem que parar!

― Desculpa sensei! Eu não queria desapontá-la.

― Se quebrar o pulso não vai poder treinar, e aí sim vai me desapontar! Quer me deixar sem trabalho?

― Não sensei, nunca!

Correram para o vestiário e Anko aplicou uma pomada que reduziria a dor e enfaixou a mão do garoto. Enquanto ela fazia o procedimento, estava ajoelhada diante dele, Neji sentado no banquinho observando cada traço daquele rosto que ele adorava. Aos 14 anos ele estava no auge dos hormônios e as revistas do seu tio já não o satisfaziam mais. Uma mulher como Anko poderia conduzi-lo muito bem pelo caminho que ele desejava, não só nos esportes. Assim que ela terminou fez menção de levantar-se mas Neji a impediu.

― Arigatou, sensei – e tomando as mão da jovem pousou um suave beijo.

― Que bobagem é essa?

― É só um agradecimento.

― Me poupe dessa melosidade, vamos continuar treinando, você ainda pode usar a sua esquerda. — ela falou brava, mas visivelmente constrangida com o ato dele.

― Claro.

Ele respondeu isso mas não se moveu um centímetro sequer, as mãos ainda seguravam as da sensei. Por mais ridícula que a situação fosse, Anko não poderia negar que o rapazinho à sua frente era bem desenvolvido para a idade, ele já era poucos centímetros mais alto que ela, os ombros largos e braços definidos, os cabelos negros chegavam-lhe no meio das costas e aqueles olhos que ela particularmente adorava, mas era uma pena que nenhum Hyuuga da sua idade estava disponível. Tentou se levantar pela segunda vez, mas dessa vez Neji a impediu abertamente, segurando-a pelos ombros. Se fosse mais sensata, Anko não permitiria nada do que aconteceu em seguida, mas seu sangue quente não afetava somente a sua personalidade, a moça sofria seriamente de uma intensa necessidade de atividade sexual e como havia brigado com o seu noivo, ela não impediu Neji de beijá-la nos lábios.

Como não foi repelido, Neji aprofundou o beijo e suas mãos rapidamente buscaram os seios da sensei, nem o pulso dolorido foi impecilho para ele apalpar a carne rosada e suculenta da moça, em segundos despiu-a e trocou os beijos de língua pelos beijos nos mamilos. Anko já não conseguia pensar em nada, agarrou-o com força e retribuiu as carícias passeando com as mãos pelas costas dele. Um rapazinho jovem e fogoso é como um prêmio para uma mulher um pouco mais madura, Anko pensava em usufruir do seu prêmio naquele exato momento. Arrancou a camiseta suada dele, Neji repetiu o gesto livrando-a do top e do sutiã. Nos segundos seguintes, eles retiraram toda a roupa um do outro e deitando-se sobre elas Neji começou a acariciar a entrada lubrificada da mulher que ele amava quase não acreditando no que acontecia.

― Vem logo – Anko pediu impaciente.

E pela primeira vez Neji penetrou uma mulher de verdade. Ele adorou a sensação, Anko o agarrou pela cintura com as pernas e arranhava as costas dele, dizendo obscenidades nunca antes ouvidas pelo garoto. Não demorou muito e ele a inundou com o seu gozo. Pousou o corpo cansado sobre o dela. Agora que estava feito ele sentia que poderia pedi-la em casamento, ela com certeza aceitaria. Só que antes de ele abrir a boca uma forte batida foi ouvida na porta e o som de pequenos passos no corredor. Anko cobriu-se ao mesmo tempo que Neji se levantava.

― Será que alguém nos viu? – ela perguntou preocupada.

― É isso o que eu vou ver. – Neji disse enquanto vestia o bermudão sujo com o próprio gozo que escorrera das pernas da jovem.

A sua priminha de 6 anos, Hanabi, corria debilmente em direção à porta de saída do ginásio. Na hora Neji gelou, se ela tinha visto, então era só uma questão de tempo até isso chegar ao seu tio, tentou alcançar a menina, mas ela já estava bem longe. Claro que naquela noite mesmo ele foi chamado para uma conversa séria no escritório do tio.

Hiashi pensou que havia cometido alguns erros na criação do garoto, afinal nunca conversara sobre nada do tipo com ele, como só tinha filhas mulheres sua esposa cuidava dessa parte e ele nunca havia pensado que Neji seria tão precoce, mas o sobrinho era um Hyuuga e a fama de mulherengo dos Hyuuga os precedia, mas nunca havia acontecido algo do tipo, Hiashi era muito rígido quando se tratava de posição social, um caso qualquer ele permitiria se fosse passageiro e se pelo menos Neji fosse maior, mas ele ainda era menor de idade, então para o bem dele, no dia seguinte Hiashi demitiu Anko, que saiu xingando o poderoso empresário e depois soube-se que ela casara com o seu namorado de longa data, Genma. A notícia deixou Neji devastado, então Hiashi contratou o quarto e último sensei que seu sobrinho teria, ofereceu um salário obsceno e vantagens fantásticas, tudo para garantir que Yamato não fosse embora.

Mas o garoto não conseguia se concentrar nos treinos, se com Anko ele tinha o incentivo da beleza da jovem e o temperamento que ele adorava, Yamato além de feioso, era chato e metódico, além de claro ser homem. O sensei que não queria perder o excelente emprego, chamou várias crianças para começar a treinar com Neji. Dentre elas, uma menina da mesma idade que ele, linda, morena, com os traços semelhantes aos de Anko, rapidamente Neji se esqueceu de Anko e se apaixonou por Tenten. As outras crianças que treinavam com ele acabaram se tornando muito promissoras, dentre eles, Kiba e Shino se destacaram. Quando ambos, que eram de famílias humildes, ganharam um torneio juvenil de boxe e com isso levaram uma boa quantia em dinheiro para casa como prêmio, os pais de outras crianças colocaram os seus filhos para treinar lá também. Hiashi vendo que aquele poderia ser outro negócio lucrativo, contratou mais professores e transformou o ginásio particular de treino do seu sobrinho em um lucrativo ginásio de boxe e artes marciais.

― E foi assim que o Ginásio Hyuuga nasceu – Neji concluiu sua narrativa, claro, ocultando alguns detalhes do seu tórrido e rápido romance com Anko.

Sakura estava extasiada, além do local ser maravilhoso, ele tinha uma história muito bonita e interessante por trás, não era como aquelas grandes empresas dos ricos, frias e impessoais. Além disso, ficou sabendo mais da vida do Neji, que era realmente um cavalheiro, ele era tudo o que disseram dele, Sakura passou a admirar genuinamente o rapaz e ficou muito feliz com a possibilidade de poder trabalhar ali. Eles caminharam por mais alguns minutos pelo ginásio, Neji mostrou todo o lugar à ela, apresentou-a à algumas pessoas e depois foram para o escritório dele.

― Sakura, não vou tomar o seu tempo.

― Não de maneira alguma, é um prazer e uma honra estar aqui.

― Fico feliz, mas sei que você está procurando emprego. Assisti a luta do Sabaku contra o Uchiha e observei bastante você naquela noite. Posso afirmar que o Uchiha, apesar de tudo, foi bastante poupado graças aos seus esforços.

― Que nada, eu nem sou uma cut girl tão boa assim.

― Pelo contrário, você é muito boa. Por isso serei direto, quero que você seja a cut girl desse ginásio. Mais que isso, quero que você lidere a equipe de cut mans e cut girls que temos aqui. Eu preciso de alguém como você.

― Nossa, isso é realmente... eu não imaginei que fosse essa a proposta.

― Sei que você é a única cut girl do ginásio Konoha, mas eles vão dar um jeito sem você.

― Não é só por isso, bem... tem o Naruto...

― Você poderá continuar sendo cut girl do seu irmão, desde que as lutas dele não coincida com as lutas dos meus atletas.

Sakura pareceu pensar na proposta, ela ainda sabia muito pouco sobre o trabalho para iniciar liderando uma equipe. Além disso em Konoha eles tinham aproximadamente 15 boxeadores que faziam parte da Liga dos Semi-profissionais, já ali deveria ter mais de 100, sem falar nos que já estavam na Liga dos Profissionais.

― Não sei, Neji. Acho que isso é muito pra mim, não sei se conseguiria.

― Você consegue sim. Claro que como líder da equipe vou exigir de você, mas vou recompensá-la à altura.

Então ele mostrou uma folha onde estavam redigidos os termos do contrato, em negrito, uma cifra que assustou Sakura.

― Esse valor será pago por ano, certo?

― Absolutamente. Esse será o seu salário mensal.

****

Quando Sakura chegou em casa, Naruto a aguardava. Estava bravo, com ciúmes e ansioso, mas esqueceu tudo isso quando ela pulou no colo dele e o agarrou dando um beijo na sua bochecha.

―Você não vai acreditar, Naruto! Você não vai acreditar!

― Me conta, quem sabe eu acredito? – ele respondeu sorrindo.

Ela saiu do colo dele e sentou ao seu lado.

― Consegui um trabalho! Um trabalho maravilhoso!

― Fala qual foi a proposta do Neji.

― Eu serei cut girl no ginásio Hyuuga! – ela respondeu comemorando.

O sorriso dele morreu imediatamente.

― Mas isso... então quer dizer que você vai me deixar?

― É claro que não!

― Mas você já é minha cut girl, como vai ser cut girl deles?

― Eu vou continuar te acompanhando nas lutas oficiais, mas no dia a dia estarei à disposição deles.

― Não, Sakura, eu discordo, eu não quero que você seja cut girl deles. Se fosse outro tipo de trabalho tudo bem, mas só de pensar em você cuidando daquela bicha do Neji.

― Não fala assim dele! Ele não é bicha! Ele é um cara muito legal e generoso.

Então ela abriu a bolsa e mostrou o contrato por tempo indeterminado, já assinado, ou seja, não tinha mais volta. Mostrou a cifra para ele.

―Esse será o meu salário por mês, nii-san! Por mês!

― Mas é muito dinheiro, será que tá certo? Eu nunca vi um cut man ganhar tudo isso. O que mais você vai ter que fazer pra esse Neji além de ser a cut girl dele?

― Deixa de ser idiota! Eu não vou fazer nada além das minhas tarefas como cut girl. Na verdade, eu serei a responsável pela equipe de cut mans e cut girls que ele tem lá, por isso que é um salário alto, eu terei muitas responsabilidades.

― Nossa...

― Nii-san, nem faça essa cara, o contrato já está assinado, não posso voltar atrás.

― Tudo bem, se não tem mais jeito... mas não quero saber de nenhuma gracinha com esse Neji ou com qualquer outro marmanjo de lá.

― Você me ofende falando desse jeito! Eu vou lá para trabalhar, só isso.

Naruto ficou resmungando algo que Sakura não entendeu. Por mais que amasse ele, às vezes seu irmão era muito chato e egoísta, será que ele não tinha percebido que se o trabalho desse certo ela poderia voltar a estudar medicina sem ter que mendigar nada para ninguém? Sakura ficou um pouco chateada em pensar que o ciúmes dele era maior do que a vontade de vê-la feliz.

― Isso vai ser bom pra mim, Naruto! Vai ser bom pra nós!

― Eu sei, mas é que vou ficar sem ninguém lá no ginásio Konoha, quem vai remendar minha cara depois das lutas? — ele fez drama para tentar comovê-la.

― Nii-san, sempre que puder eu vou lá assistir as suas lutas e ajudá-lo, não se preocupe.

― É bom mesmo, senão eu vou lá te buscar e não deixo mais você colocar os pés naquele lugar.

Sakura desistiu. Não era mais uma questão de ciúmes de irmão ou mesmo de amante, era um sentimento doentio de posse. Enquanto seu irmão não amadurecesse de verdade, ela não teria seu espaço, não teria direito a nada, nem mesmo ao que havia conquistado duramente.

― Ah, Kakashi marcou uma luta para mim. Se eu vencer, poderei entrar nos profissionais, é só uma questão de conseguir o patrocínio. – ele disse de maneira displicente.

― E quando vai ser essa luta?

― Em três meses.

―Contra quem?

― Quer mesmo saber?

― Mas é claro! Me diga.

― Meu oponente será o seu novo chefinho.

Notas finais
Ai nossa, como eu sou malvada! A pobre diaba mal arrumou um trabalho e já vai ficar entre a cruz e a espada?! Ela pode até torcer pelo Naruto, mas vai ter que cuidar do Neji-gostoso-sama. Alguém aí imaginava que o shotacon seria entre o Neji e a Anko? Esse é um casal que infelizmente nunca veremos :(