Gehenna

1 Capítulo 1 - Nascer


Nossa história começa em 2005, quando o mundo encontrava-se no que dizem ser o começo do fim.

Escondida em um bosque, durante o inverno rigoroso da Rússia , andava uma linda mulher, seu nome é Helena , pelos crimes de seu marido ela era perseguida pela máfia russa considerada cúmplice dos crime. Carregava consigo seu filho recém-nascido, Bello, andava calmamente pelo bosque quando foi surpreendida por dois mafiosos, Helena era lenta por isso teve dificuldades em fugir. Correu até a cidade mais próxima, Berenovsk após um tempo de perseguição conseguiu despistá-los em um beco nos subúrbios. Estava cansada e temia não poder proteger seu filho.

Esperou um tempo para recuperar o fôlego então saiu, no final da rua encontrou um orfanato cristão ortodoxo, era chamado Sta. Maria Madalena. Após refletir viu que a melhor maneira de proteger seu filho seria abandoná-lo, deixou-o junto a porta com um pingente com uma foto dentro podia-se ver claramente Helena, Bello e um homem com o rosto rabiscado , bateu na porta e fugiu. Uma freira idosa atendeu a porta viu Bello e assustada sem saber o que estava acontecendo levou-o para dentro e lhe deu um banho. Ela estranhava sua aparência ,o bebê possuía um cabelo branco e grande para sua idade. A noite estava silenciosa não se ouvia nada além do som do vento e algo no fundo que pareceram tiros.

Passou-se um tempo, Bello cresceu no orfanato , um garoto mais quieto como qualquer um dos outros, comum. Dividia o quarto com um garoto chamado Nicol, que com pouco tempo se tornou seu melhor amigo. Brincavam freqüentemente nos bosques ao redor da cidade , Nicol sempre gostava de ver o noticiário e com o tempo ensinou Bello a gostar também , desde os cinco anos foram amigos inseparáveis.

Já era 2018, Bello já tinha 13 anos, começou mais um dia comum, o céu estava nublado como a maioria dos dias de outono, ele e seus colegas foram a escola. Foi um dia produtivo como qualquer outro. Voltaram todos ao orfanato já se passava das três da tarde, ele e seu amigo Nicol estavam no quarto assistindo o noticiário a partir deste momento o dia começou a se fechar um pouco mais do que o normal para essa época do ano, o noticiário falava sobre uma iminente guerra poderia ocorrer, os dois não deram muita importância por não ser nada oficial. Já era o final da tarde quando um plantão jornalístico interrompeu a programação, o ancora disse:

-‘’As autoridades recomendam que todas pessoas permaneçam em suas respectivas residência, pois esta em andamento uma guerra de movimentação causada por repartidaristas, eles alegam estarem insatisfeitos com o atual sistema de governo ,eles batizaram a guerra como Voyska (Forças), a guerra pode afetar as principais cidades próximas da metrópole, Moscou’’.

Os exércitos Repartidaristas atacaram Berenovsk por fazer parte da região metropolitana de Moscou. As freiras trancaram todos os órfãos em seus quartos, Bello percebendo o perigo iminente se esconde dentro de seus armário junto a alguns lençóis e roupas brancas deixando apenas uma pequena abertura na porta para ver o que ocorria, por ter a pele clara ele ficou camuflado enquanto chegava no quarto sem saber onde Bello estava. Nicol gritava silenciosamente por Bello, ele com medo de revelar sua posição ficou em silêncio. De repente um barulho estrondoso derrubou a porta, Bello surpreendido vira o rosto rapidamente para não ver o que poderia vir a acontecer, se ouvia uma sessão de gritos insurdecedores combinado com o som de tiros vindo dos outros quartos que aterrorizavam cada vez mais ele.

Bello esperou tudo ficar silencioso e vagarosamente abre a porta do armário e se depara com seu amigo caído sobre uma poça de sangue com a mão sobre a barriga, ele se aproxima e percebe que o sangue esta vindo de um corte, Nicol diz:

-Be...Bel...Bello. Eu agradeço por ... te...ter feito minha vida mais feliz do devia ter sido – disse tossindo.

Escorria bastante sangue pela sua barriga e ele começava a tossir sangue, Bello olhava perplexo e Bello disse:

-Por Favor não me deixe sozinho!!!

— Só peço mais uma coisa, — disse Nicol – Lembre-se de mim...

Nicol fecha lentamente os olhos com um leve sorriso no rosto. Bello levanta-se e em passos lentos anda pelo orfanato com uma expressão vazia , observando todos os corpos das pessoas que convivera durante todo esse tempo. Estava descalço e era obrigado a pisar nas poças de sangue. Saia pela porta do orfanato e via as marcas de tiros , olhava para os lados e via poucas pessoas aos prantos lamentando a perda de seus entes. Viu um caminhão parado levando aqueles que haviam sobrado na cidade para Moscou, sem saber o que fazer subiu no caminhão e partiu.