Gefährliches Dreieck
36 Por Quinn
Notas iniciais
Eu estava nervosa, hoje eu iria viajar até a cidade de Jéssica e conhecer sua família. Durante essa semana Jess estava pra lá de esquisita, nervosa, calada e às vezes evitava ficar perto de Mike...
Arrumei minha mala com antecedência, não queria deixar as coisas de ultima hora. E antes de viajar, eu queria passar na casa de Shelby para poder ficar um pouco com Beth. Jéssica quis ir comigo. Concordei.
...
Passamos uma boa tarde com minha filha, ela adorava brincar com Jessica, e eu achava isso adorável.
Postei uma foto nossa no Facebook. Recebi alguns comentários e curtidas, principalmente dos meus colegas de Yale.
...
Mike viajou na frente, ele iria de carro com um grupo de amigos e Jessica e eu iriamos de avião. Eu usei minhas milhas para pagar as passagens de ida, iriamos voltar de carro...
– Jess, tá tudo bem? Você anda tão nervosa, tão impaciente...
– Eu to bem- ela murmurou, sua voz saiu tristonha- Eu só estou chateada com umas mensagens que minha irmã mandou.
– Quer falar disso?
Ela negou, apenas abraçou minha cintura e se afundou nos meus braços. Eu lhe dei um beijinho na testa, e acariciei suas costas.
– Promete que vai estar comigo para todas horas?
Ela perguntou manhosa, eu acabei sorrindo.
– Claro que sim, princesa, você cuida de mim e eu cuido de você. Somos um time!
Ouvimos a chamada para nosso voo, e fomos ao portão de embarque. Eu fiquei com a poltrona da janela.
Jessica começou a ler um livro, e eu liguei meu videogame portátil... O silencio já estava ficando desconfortável. Finalmente aquele avião pousou e eu pude sentir a terra firme, além de um calor incomodo, tirei meu casaquinho e enfiei dentro da minha mochila. Fomos buscar nossas malas na esteira. Minha mala era pequena e preta, com algumas fitas coloridas presas, a mala de Jessica era azul, cheia de bolinhas brancas.
Saímos daquela aérea, e Jessica já estava discando alguns números do celular, eu apenas fiquei observando, enquanto ela fala com seu pai. Parece que ele se atrasou, droga, eu estava morrendo de fome.
– Ele vai demorar no mínimo uma meia hora, quer pegar um táxi?
– Podemos esperar, só quero comer alguma coisa.
Ela concordou rapidamente e fomos numa lanchonete, que tinha preços bem caros, optei por um sanduíche com bastante queijo e bacon, Jéss pegou algo mais leve...
Ficamos conversando, enquanto ela me dizia mais sobre sua família.
– Meu pai é Chef de cozinha, mamãe trabalha no museu, Junior não faz nada da vida, Collins é líder de torcida.
– Ela é mais nova?
– Não, mais velha... Ela é líder de torcida na faculdade, mamãe queria que eu fosse também, mas isso não é pra mim.
Balancei a cabeça em concordância.
– Tudo bem, você é uma linda nerd, fica muito melhor com suas roupas normais...
– Cala a boca, sua idiota.
Ela me deu língua, e eu beijei sua bochecha.
Continuamos uma conversa agradável, até que um homem apareceu. Ele era alto, de cabelos grisalhos, olhos claros e um belo sorriso. Jessica pulou em seu colo, então esse era o Senhor Ohen, agora eu sabia de quem Jess puxou a beleza.
Ele estendeu a mão para me cumprimentar.
– Papai, essa é Quinn, minha namorada, e Quinn esse é meu pai.
– Seu sogro!
Ele disse brincalhão.
– Meu sogro.
Repeti sem graça. Ele pegou a mala de Jess e eu comecei a puxar a minha. O carro deles era bem grande, parecia um modelo atual, na cor prata.
Eu sentei no banco da frente, como o senhor Ohen pediu. Ele foi me mostrando a paisagem, me fazendo perguntas e fazendo piadas.
...
Diferente do meu “sogro”, minha “sogra” era uma antipatia, uma loira sem-sal, chata... Ela implicou comigo desde o momento que eu pisei naquela casa, totalmente insuportável, e o pior, é que ela não fazia isso só comigo, mas com Jéssica também. Era totalmente desconfortável ficar perto dela.
Jess e eu resolvemos ficar no quarto, só assim poderíamos ficar livres.
– Quinn, me desculpe... Minha mãe, às vezes, não tem noção.
Ela respirou fundo, sentou na cama e tirou a blusa, ficando só de sutiã.
– Tudo bem, sua mãe é fácil de encarar, osso duro é meu pai, ele sim é ruim.
Murmurei risonha, enquanto sentava ao lado dela.
– Falou com Rachel essa semana?
– Não, não... Eu quero esperar ela voltar de viagem, eu vou falar que estou apaixonada por ela.
Jessica abriu um sorriso amigável, e buscou minhas mãos.
– Eu estou torcendo pra tudo dar certo, Quinnie, mas eu tenho tanto medo... Medo que você acabe se machucando, medo de que se der tudo certo, ela te proíba de ser minha amiga.
– Nada vai mudar, Jessica, você ainda é minha amiga, eu ainda sou sua amiga. Vai ser assim pra sempre, ninguém pode mudar isso.
– Nem mesmo a Rachel?
– Nem mesmo ela...
Ficamos num silencio confortável, ela deitou a cabeça no meu ombro.
– Sabe, estou morrendo de dor nas costas.
Ela murmurou, me arrancando um sorriso.
– Eu posso resolver isso, princesa, deite na cama.
Ela me obedeceu. Dentro da minha bagagem de mão sempre carrego um óleo de massagem, pois de vez em quando sinto algumas dores nos ombros.
Jess deitou de bruços, eu desabotoei seu sutiã. Suas costas eram bem branquinhas, eu despejei o óleo e comecei a massagear desde a base da coluna, até o pescoço. Ela gemia de satisfação, e confesso que aquilo mexeu um pouco comigo. Eu estava me sentindo excitada, e mesmo que eu goste muito de Rachel, eu não conseguia parar de me sentir fisicamente atraída por Jessica.
– Suas mãos são ótimas.
Ela murmurou, eu não respondi, apenas me concentrei em meus movimentos. Ela disse que já estava bom, e depois levantou, ficando de frente pra mim. Seus seios eram bem redondinhos, branquinhos e com os biquinhos bem róseos. Eu salivei, não conseguia desviar o olhar. Minhas mãos ganharam vida própria e foram diretamente para os seios dela.
Ouvi um gemido, mas não tinha certeza se era dela ou meu. Meus lábios buscaram os lábios de Jessica, tinha desejo, muito desejo. Eu tirei minha própria camiseta, e meu sutiã. As mãos de Jessica brincavam com os meus cabelos, puxando-os, me fazendo arfar. Desci minhas mãos por seu corpo esguio e encontrei o fecho de seu jeans, abrindo-os com dificuldades.
– Me ajuda...- murmurei apressada, enquanto ela me ajudava a puxar o jeans, ficando só com uma calcinha branca- Gostei da calcinha.
Ela sorriu e me puxou para um beijo, nossos seios entraram em contato, uma fricção gostosa. Desabotoei meu jeans rapidamente e me livrei dele, eu precisava me livrar, estava calor, muito calor.
– Posso te pedir uma coisa?
– C-claro, p-pode...
Eu gaguejei de forma ridícula.
– Me fode, por favor.
A calcinha branca desapareceu pelo quarto. Meus dedos brincavam com sua umidade, seu clitóris estava inchado, eu beijei toda sua virilha e finalmente cheguei sua entrada, meus dedos ainda massageavam seu clitóris, fazendo a gemer, ela arfava enquanto minha língua saia e entrava, depois eu mudei um pouco as coisas, três dedos meus entravam e saiam, enquanto minha língua fazia pressão em clitóris. Senti o aperto nos meus dedos, suas mãos agarraram meus cabelos e eu senti o gosto de seu gozo.
– Gostosa.
Murmurei brincalhona, enquanto ela buscava meus lábios.
– Eu quero retribuir, mas eu nunca fiz isso... com uma mulher.
– Tudo bem, não precisa fazer nada. Seu prazer, foi um prazer pra mim.
Eu deitei na cama, aquela movimentação me deixou cansada, e Jess também parecia estar bem cansada. Deitamos, senti seus dedos brincarem com meu couro cabeludo, me fazendo ter uma sensação gostosa. Acabei dormindo.
...
Acordei sentindo um peso nas minhas costas. Aparentemente Jessica não sabe dormir sem se espalhar. Levantei da cama e busquei uma muda de roupas e uma toalha de banho na minha mala.
O banheiro era pequeno, mas tinha tudo organizado. Vesti um short jeans, e uma regata azul clara, penteei o cabelo e voltei ao quarto, Jess estava sentada na cama, com a cara amassada e o cabelo bagunçado.
– Oi.
Falei, ela me encarou e abriu um sorriso.
– Oi.
Ela levantou-se, enrolada no lençol, pensei em dizer aquela frase clichê, mas acabei ficando caladinha. Peguei meu celular e vi que tinha uma ligação perdida da minha mãe. Retornei.
–Hey Mãe.
– Querida, você não vai vir? Sua amiga Santana já passou aqui te procurando várias vezes...
– Mamãe, não vou poder ir... Estou viajando.
– Com Antony, eu faço gosto se vocês ficarem juntos.
– Mãe, Antony tem uma namorada, e eu também tenho.
Jessica saiu do banheiro, apenas enrolada na toalha de banho. Me encarou e perguntou apenas com uma movimentação de lábios com quem eu estava falando.
– Você está falando que arrumou um namoradinho?
– Não, mãe, eu arrumei uma namorada. O nome dela é Jéssica, uma boa moça, você vai gostar muito dela.
Silencio, silencio e silencio. Eu esperei ela dizer algo.
– Eu estava esperando essas palavras da sua boca, alguns conhecidos me disseram que você trocou o status de relacionamento, que vocês duas foram ver a Beth... Desde quando você gosta de meninas?
– Mãe, isso não é assunto para se dizer no telefone.
– Quinn, você vai me explicar tudo agora! Eu quero saber, sem mais segredos, por favor.
– Eu gosto de meninas a minha vida toda, ok? Desde que eu me entendo por gente, desde de que eu aprendi o que é gostar de alguém. Me apaixonei pela filha dos Berry, mas eu tinha medo, medo de você, medo de Russell, medo de mim mesma. Então eu comecei a namorar garotos, eu queria me “curar”- murmurei com ironia essa ultima parte- Mas mãe, eu sou assim, não consigo mudar, faz parte de mim... Eu só resolvi ser quem eu sou.
Ouvi a respiração da minha mãe no outro lado da linha.
– Quero conhecer sua namorada, querida, se ela te faz feliz, eu fico feliz também. Amo você, isso não vai mudar.
Desliguei o telefone, um sorriso brotou em meus lábios. Jess sentou ao meu lado, vestia um shortinho curtinho e uma camiseta bem coladinha. Seus cabelos estavam molhados e eu me ofereci para penteá-los.
A porta foi aberta com força, e Junior apareceu.
– Estranha, mamãe esta chamando você e sua namorada para o jantar.
Descemos as escadas, a comida estava com um cheiro ótimo. Todos estavam sentados no grande sofá, Mike já estava lá. Assim que nos viram, eles se levantaram para ir até a mesa.
– Bem, já que você está aqui hoje, gostaria de fazer uma oração, Quinn?
Concordei, demos as mãos e pigarreei, antes de começar.
– Obrigado Deus, obrigado por nos trazer em segurança até aqui, por estarmos todos juntos, desfrutando desse alimento, que nunca venha faltar essas coisas, nem o alimento, nem segurança e nem amor. Amém.
O amém foi repetido por todos. Jessica começou a se servir, e fiquei sem graça. Então ela pegou meu prato.
– Vai querer o que?
– Você sabe meu gosto.
Ela sorriu. Colocou arroz, purê, milho, frango e um molho.
A comida estava muito boa.
– Então, Quinn, o que você estuda?
Collins perguntou para mim.
– Passei com uma bolsa de 100%, faço o mesmo curso que a Jess.
– Hoje em dia ninguém mais gosta de direito.
Revirei meus olhos, para o comentário da minha sogra.
– Direito é muito interessante, mas eu prefiro números.
Minha sogra então resolveu fazer outra pergunta:
– E seus pais, fazem o que?
– Minha mãe trabalha num escritório de advocacia...
A mulher pareceu ficar satisfeita com a resposta. Jess tocou meu joelho por baixo da mesa.
– E na escola, como você era na escola?
– Eu era chefe das líderes de torcida, participava do Glee Club também, e por alguns anos eu fiz parte do grupo do Celibato.
Minha sogra pareceu bem receptiva quando eu citei que fui líder de torcida.
– Ganhou algum prêmio com as líderes de torcida?
– Fui Bicampeã, e a líder de torcida mais nova à virar Chefe- ela queria mais informações, informações que eu não queria dar- Depois disso eu resolvi me afastar um pouco, e quando retornei acabei sofrendo um acidente de carro, fiquei na cadeira de rodas por muito tempo, não pude competir.
O silencio se instalou no local e eu voltei a atenção para minha comida.
– Como você começou a sair com minha irmãzinha?
Collins falou de forma debochada. Vi que Jessica soltou o garfo e ficou com raiva.
– Eu a vi pela primeira vez, no primeiro dia de aula, a chamei para estudar comigo e nos conhecemos melhor... Eu lembro que quando eu a vi, eu achei que eu fosse morrer, porque Jessica é tão bonita que meu coração dói.
– Quinn, acho que você nunca se olhou no espelho.
Jessica disse, beijando minha bochecha.
– Querida, você é linda, muito mais que perfeita- eu disse, fazendo Jessica corar- Você é uma namorada perfeita.
Collins estava quase espumando de raiva. O que temos aqui? Fiquei encarando essa garota magricela, me perguntei como uma irmã poderia ser tão linda e a outra tão feia? Quando eu digo feia, não me refiro apenas à beleza física, mas o jeito de olhar de Collins, suas palavras, parecia que tudo que vinha dela ficava feio.
Depois do jantar nos reunimos na varanda, o tempo estava quente, mas havia uma brisa gostosa invadindo o local. Junior sentou na escadinha, dedilhava um violão, mas lhe faltava talento.
– Ele está aprendendo.
– Desde quando?
– Faz muito tempo...
Levantei do meu lugar e sentei ao lado do moleque. Perguntei se podia tocar, ele abriu um sorriso debochado e me entregou o violão. Eu dedilhei algumas notas, notei que estava desafinado. Depois disso comecei a tocar as notas iniciais de This Love, do Marroon Five, Jessica sorriu para mim e então eu comecei a cantarolar. Depois que eu terminei a canção meu sogro bateu palmas, dizendo que tinha muito talento.
Mike apareceu por ali, carregando meu celular nas mãos.
– Não para de tocar, Quinn.
Olhei o visor e vi que era Shelby.
– Shelby?
– Desculpe atrapalhar, Quinn, mas Beth disse que queria falar com você antes de dormir.
– Tudo bem, não tem problema.
Ouvi um barulho na linha.
– Mamãe Quinn?
– Oi, meu amor, tudo bem?
– Tudo bem, mamãe Quinn, quando você volta?
– No domingo, mas só vou poder te ver na semana que vem.
– E a tia Jess?
– Ela também, meu anjinho.
– Mamãe, você pode cantar pra eu dormir?
Cantarolei a canção tema de Toy Story, e logo depois sua respiração ficou mais calma, chamei seu nome algumas vezes e ela não respondeu. Desliguei o telefone.
– Quem era?
Jessica perguntou, enquanto me encarava.
– Beth, queria perguntar quando eu volto.
Ela sorriu amigavelmente.
– Collins nos chamou para ir numa balada, o que você acha?
– Pode ser amanhã? Eu morrendo de cansaço- murmurei desanimada, enquanto levava minhas mãos até meu cabelo- Você não vai chateada, não é?
– Não, tudo bem.
Fomos para o quarto, procurei meu pijama dentro da mala. Jessica entrou no banheiro e voltou de lá com uma blusa grande com a estampa do Frajola. Eu já estava com meu pijama, e deitada na cama.
– Olha, tem uma coisa, só consigo dormir com o radio ligado, você se importa?
Ela perguntou com as bochechas coradas.
– Tudo bem, ligue o radio e veia deitar.
Foi o que ela fez, a musica estava baixa, as luzes foram apagadas e senti seu peso contra o colchão. Me virei em sua direção e passei meu braço ao redor de sua cintura, trazendo-a para mais perto.
...
A claridade que entrava pela janela me fez abrir os olhos, me acostumei com aquela luz e virei-me para ver se Jess só estava deitada ou estava dormindo. Meu coração quase saiu pela boca quando vi Collins deitava ali, ela estava só de calcinha e sutiã e tinha um sorriso sádico. Me levantei da cama num pulo, acabei ficando com o pé preso no lençol.
– Calma, cunhadinha, não precisa correr.
Ela levantou da cama, seu corpo não era atraente. Eu revirei os meus olhos.
– O que você está fazendo aqui?
– Vim fazer uma surpresinha para você, não gostou.
Eu olhei ao redor e achei a roupa dela, peguei tudo e lhe entreguei.
– Qual é seu problema, garota? Eu sou namorada da sua irmã, você enlouqueceu?
Ela soltou uma gargalhada debochada.
– E daí? Ela é uma sem sal, como você pode dormir com ela?
Minha paciência já estava no limite, quando peguei essa garota pelo braço e lhe joguei para fora do quarto. Agora tenho lidar com essa louca, entrei no banheiro e tomei um banho, vesti uma roupa leve e desci as escadas.
– Bom dia, Quinn.
Mike me cumprimentou.
– Onde está a Jessica?
– Na piscina, só você sair por aqui.
Ele apontou uma porta, eu obedeci. Jessica estava deitada numa espreguiçadeira.
– Dormiu bem?
– Dormi, mas acordei com sua irmã?
Ela franziu o cenho, sem entender o eu queria dizer.
– Sua irmã estava deitada na cama, só de roupas intimas dizendo umas coisa loucas.
Murmurei séria.
– Ela tentou te seduzir?
– Sim.
Jess olhou para a agua na piscina e depois respirou fundo.
– Esquece isso, tá? Collins é louca.
...
Com essa viagem eu estava aprendendo muitas coisas, pessoas não são fáceis de lidar, e nenhuma família é perfeita. Todos nós cometemos erros, uns mais que os outros. Cabe a cada um saber como reverter isso.
Jessica tem problemas com a família dela, eu vejo como ela fica triste a cada comparação desnecessária que sua mãe faz entre ela e Collins, eu vejo nos seus olhos a tristeza quando ela vê a mãe dando atenção para os outros e deixando-a de lado. Jessica finge que aquilo não esta acontecendo, ela não derrubou nenhuma lagrima, ela simplesmente ergueu a cabeça e sorriu. Jessica é durona, mas mesmo assim ainda consegue ser doce. Eu queria muito ser como ela, mas eu não fui, eu nunca vou ser. Eu sempre achei mais fácil descontar meus problemas nas pessoas, e nunca notei como isso me fazia uma pessoa ruim.
Notei que Jessica tentava chamar minha atenção, desviei meus pensamentos.
– Quer sair hoje?
– Claro.
Murmure, enquanto sentia seus dedos brincarem com a cicatriz nas minhas costas.
– Então vamos nos arrumar, porque você não toma banho enquanto eu escolho uma roupa para mim.
Ela sugeriu, eu encarei seus olhos claros. Porque não posso escolher por quem me apaixonar? Seria muito mais fácil esquecer a Rachel, seria muito menos doloroso.
– Tudo bem, pode ser.
Entrei no chuveiro, me banhando com a agua gelada, lavei meus cabelos e aproveitei para deixar alguns pensamentos de lado.
Me sequei rapidamente, vesti minha roupa intima e fui para o quarto.
– Pronto, pode ir.
Ela concordou.
Escolhi uma calça jeans, uma camiseta branca e uma camisa xadrez amarrada na cintura, calcei minhas Yellow Boots, e passei um pouco de maquiagem, nada exagerado.
Depois de meia hora Jess saiu do banheiro, já com o vestido e a maquiagem pronta, seu cabelo estava trançado e ela buscou algo no armário, vestiu um salto e depois procurou algo nas gavetas da penteadeira.
– Qual brinco?
– Esses.
Apontei para os brincos de cor prata, que ela colocou com facilidade. Descemos as escadas, e ela disse que íamos sair. Seu pai jogou as chaves do carro que eu peguei com facilidade. Dentro do carro estava uma bagunça, no banco do motorista tinha um boné e uma jaqueta.
– Que time é esse?
– É o time da cidade, meu jogo futebol lá.
Joguei a jaqueta no banco de trás e coloquei o boné na cabeça, fazendo Jessica rir.
Coloquei a chave no contato, e arrumei o retrovisor.
– Uma foto?
Perguntei para Jessica, que puxou o celular e tirou uma foto minha.
– Tá boa?
– Está ótima, mas era uma foto nossa e não minha.
– Você não explicou.
Ela se aproximou de mim e tiramos uma foto.
– Posso postar?
– Claro.
Depois disso eu comecei a manobrar o carro para tira-lo da garagem, Jessica me guiou pelo caminho até pararmos numa rua movimentada, havia bastante carros, desliguei o carro, dei a volta e abri a porta para ela sair. Coloquei bastante moedas no parquímetro. Busquei as mãos de Jessica para ajuda-la, aqueles saltos eram muito altos. O local estava cheio, parecia mais um Pub do que uma boate, mas depois descobri que aquele era só o primeiro ambiente.
Ficamos num lugar mais calmo, pedi algumas bebidas. Jessica cumprimentava algumas pessoas, eu beberiquei minha agua e depois olhei ao redor. Havia bastante gente bonita, mas pareciam tão desinteressantes.
– Vamos dançar?
Jess sugeriu depois que bebeu sua cerveja, balancei a cabeça em concordância e lhe guiei até o outro ambiente do local, onde tocava uma canção mais animada. Eu estava meio sem graça em dançar, fazia tempo que eu não fiz isso, Jess parecia bem animada... Acho que foi a bebida.
You a bad girl and your friends bad too, oh
We got the swag so she drippin’ swagoo
You a bad girl and your friends bad too, oh
We got the swag so she drippin’ swagoo
Jessica dançava contra meu corpo, minhas mãos foram até seu quadril. E sua boca brincava com a pele do meu pescoço. Eu sorri debilmente, enquanto minhas mãos deslizavam por suas costas. Ela brincou com o boné que estava em minha cabeça, só então lembrei que esqueci de tirar aquela peça.
– Se solte.
– Estou tentando.
Murmurei contra seu ouvido, a musica ganhou uma batida diferente e eu comecei a me movimentar mais, segui o ritmo de Jess.
Uma musica do Justin Timberlake começou a tocar, eu olhei ao redor e sai arrastando Jess para um canto mais privado, lhe encostei da parede e beijei seu pescoço, senti suas unhas contra a pele da minha nuca.
– O que vai fazer?
– Beijar você.
Sorri. Busquei seus lábios, ela tinha um gosto de bebida na boca, que não era ruim, na verdade deixava tudo mais excitante. Clarity começou a tocar, enquanto continuávamos nosso amaço. Eu precisei de ar, e senti sua voz contra meu ouvido.
– Cause you are the piece of me I wish I didn’t need.
Apertei seu corpo e completei a musica lhe encarando nos olhos. Trocamos mais um beijo e eu lhe puxei para a pista, onde continuamos dançando. Depois que um tempo ela reclamou que o pé estava doendo, e eu levei para o ambiente onde estávamos da primeira vez, sentamos nuns sofá macio e eu pedi uma agua para mim e uma dose de Vodka para ela.
Ali tocava uma musica com batida de rap, mas não era na nossa língua. Mas o pessoal parecia curtir. Peguei meu celular no bolso, ainda era cedo, um pouco de meia-noite.
– Quinn.
– Uhm.
– Tira uma foto nossa pra você colocar como capa protetor de tela?
– Tiro.
Sorri para seu pedido, lhe dei um beijinho na testa. Ela veio sentar no meu colo e eu tirei a foto, assim como ela pediu eu coloquei como fundo de tela.
– Depois eu tiro uma sua e da Beth, minhas duas meninas.
Murmurei contra sua bochecha, ela me abraçou e beijou a ponta do meu nariz. Voltamos pra pista para dançar, ela me guiava entre as pessoas, enquanto a batida agitada fazia com que todos se movimentassem.
– Adoro essa musica.
Ela disse risonha. Eu abri um sorriso contido. Ela começou a berrar a letra da musica.
Lay where you’re laying, don’t make a sound
I know they’re watching, they’re watching
All the commotion, the kiddie-like play
Has people talking, talking
You… Your sex is on fire.
Depois dessa dançamos mais algumas musicas, eu já estava cansada e pedi a conta. Voltamos para o carro, liguei o radio.
– Sabe, eu nunca fiz sexo no carro.
Ela comentou alheia, enquanto olhava as ruas.
– Nem eu.
– Podemos fazer?
– Não sei, você quer?
Perguntei divertida. Ela disse que sim, eu balancei minha cabeça e sorri. Claro que era uma brincadeira, só podia ser. Senti suas mãos em minhas pernas.
– Tem um lugar onde podemos fazer isso, só você seguir minhas instruções.
Ela disse, eu fiz o que ela mandou, o lugar deserto. Só arvores e uma estradinha de carro muito pequena.
Ela mexeu no radio e começou a tocar sex on fire.
– E agora?
Ela revirou os olhos, pulou para o banco de trás e depois me puxou. Foram beijos urgentes, seus dentes arranhavam a pele do meu queixo, e eu respirei fundo.
Ela gemeu, seus lábios macios entreabertos, seus olhos fechados com força, a respiração escassa.
Meus dedos acharam a borda da calcinha, que eu puxei com facilidade, a peça era azul.
– Muito bonita, mas agora vai ficar pra mim.
Eu disse, enquanto levava a calcinha até o bolso da minha calça. Meus dedos lhe penetraram seu aviso prévio, um vai e vem delicioso. Gemidos escapavam da minha garganta, e ela me apertava ainda mais.
Ela parou de se remexer, sua respiração estava mais rápida. Eu beijei sua testa.
– Isso foi ótimo.
– Eu sei, mas ainda não acabou.
Tirei minha camisa, fiquei só de sutiã, enquanto sentia suas unhas contra a minha pele. Tirei meu jeans, me livrando dele com dificuldades, minha calcinha se foi junto. Busquei contato entre nossas intimidades, que só consegui fazendo ela sentar no meu colo.
– Rebola pra mim.
Ela obedeceu, senti um alivio imediato. Senti um aperto que vinha desde a ponta do dedo até o centro do meu estomago, depois uma sensação de alivio. Gozei, e ela junto.
Ficamos ali, naquela posição, tentando acalmar nossas respirações.
Vesti minha camisa e procurei minha calcinha. Abri a porta do carro, aproveitei que o local era deserto, eu precisava vestir meu jeans. Senti um fleche vindo em minha direção, e uma risada de Jessica, a safada tirou uma foto minha. Resmunguei, depois ela iria apagar isso. Entrei no banco do motorista e engatei a ré, para sair da estradinha. Fiz o mesmo caminho de volta, passamos pela boate, e depois pelas ruas residenciais, até chegar na casa dos Ohen.
Tudo estava escuro, eu olhei para o banco ao meu lado, enfiei tudo dentro da bolsinha de Jessica e depois fui abrir a porta de trás para pode pega-la, ela já dormia. Subi as escadas e lhe deixei na cama, tirei seus saltos e abri seu vestido. Ela estava sem a calcinha, eu sorri com aquilo. Peguei um shortinho leve e coloquei nela. Fui tomar meu banho e me livrar do suor.
...
Puxei a coberta, precisava dormir mais um pouco. Mas meu telefone tocou e tentei captar de onde via o barulho, desisti, uma hora a pessoa iria desistir.
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