Notas iniciais
A ultima atualização foi feita à 112 dias, isso é muito eu sei. Coisas aconteceram. E eu estava meio bloqueada com essa estória, andei trabalhando em outras coisas, mas só vou postar quando terminar essa fic. Eu definitivamente vou terminar essa fic, pode demorar, porém não vou desistir, e espero que vocês também não desistam. Obrigada à todos que comentaram e favoritaram e aos que acompanham, quero me desculpar pela demora excessiva. Estou programando mais alguns capítulos para os próximos dias, mas para isso preciso de comentários, só para constar que alguém ainda acompanha a estória.

Minha cabeça estava estourando quando acordei, tateei a cama, e tive a confirmação que estava sozinho.

– Porra.

Quem abriu essa maldita cortina? Levantei rapidamente, esfreguei meu rosto para tentar afastar essa horrível sensação, há quanto tempo eu não tinha uma ressaca dessas?

Tomei um banho frio, precisa disso para tentar afastar essa droga de dor.

Vesti um short qualquer e desci as escadas em busca da minha família.

– Bom dia, hijo.

Minha tia cumprimentou, enquanto me oferecia uma xícara de café.

– Sem açúcar?

– Definitivamente.

Dei o primeiro gole. Minha tia me ofereceu aspirinas, tomei duas.

– Onde está a Rachel?

– Saiu com a Karla, ela parecia um pouco chateada.

Esfreguei o rosto mais uma vez. Respirei fundo.

– Ela disse que horas iria voltar?

– Não, hijo, mas não deve ser tarde. Quer comer algo?

– Creio que nada vá parar no meu estômago. Estou me sentindo péssimo- murmurei- Vou arrumar uma mala, Rachel e eu vamos passar alguns dias em Orlando.

– Ótima ideia.

Minha tia beijou minha testa, e eu fui arrumar a mala. Não precisaríamos de muitas coisas, roupas leves para caminharmos durante o dia e roupas de dormir.

Rachel chegou no fim da tarde, eu estava morrendo de preocupação, mas me contive na hora de fazer uma ligação, não queria sufoca-la.

– Oi, princesa.

Murmurei, buscando seus lábios, ela desviou.

– Oi.

Seus lábios estavam crispados, e seu cumprimento saiu tão desanimado.

– Eu fiz algo?

– Não sei, chegar aqui quase pendurado, bêbado que nem um porco e na companhia de duas garotas parece algo para você?

Ela perguntou, enquanto me encarava seriamente.

Cocei minha nuca, respirei fundo.

– Eu não estava acompanhado de duas garotas, Lauren estava- respondi, vi Karla levantar chateada e se retirar da sala- eu tenho meu compromisso com você Rachel Berry, sair com outra pessoa não é nem cogitado por mim.

– E o que é cogitado por você?

Ela perguntou, podia ver a dúvida pairando em seu olhar.

– Que teremos um lindo bebê, que você vai conseguir se formar e vai estrelar um grande musical, eu serei um bom médico e que vamos ficar juntos, isso é tudo o que se passa na minha mente agora, você não precisa desconfiar de mim, eu nunca faria nada para te magoar.

Resmunguei. Ela me abraçou, e eu devolvi o gesto, enlaçando sua cintura.

– Como foi o passeio?

– Foi ótimo, quer ver o que comprei?

– Claro, vamos subir e você me mostra. Vai na frente, ok?

Segui para cozinha, onde preparei alguns sanduíches e um achocolatado.

Subi as escadas equilibrando a bandeja.

Rachel estava só com os shorts e um sutiã roxo, seus cabelos estavam presos em um coque desarrumado, ela conseguia ser linda e sensual sem muito esforço.

– Você está linda, sabia? Sua barriga cresceu um pouco.

– Sim, ela está crescendo nesses últimos dias, alguns dos meus jeans nem estão dando em mim. Estou gorda.

Ela respondeu, dobrando sua blusa. Coloquei a bandeja encima da cama.

– Você não está gorda, você está grávida. Há uma diferença muito grande entre essas duas coisas. Você tem um corpo incrível, Rachel, você é maravilhosa, é sexy e sensual. Você é uma mulher muito, muito linda. E eu tenho sorte por você querer namorar com um esquisitão como eu.

A puxei para um abraço meio desajeitado e beijei o topo da sua cabeça.

– Você é incrivelmente fofo, sabia?

Ela beijou meu queixo.

– Quer lanchar?

– Eu comi antes de vir para casa, não se preocupe.

– Então eu vou comer, me mostre o que você comprou.

Peguei o copo de achocolatado e bebi de uma vez só.

Peguei o primeiro sanduíche, enquanto Rachel abria algumas sacolas.

– Uhn, comprei esse vestido, o que você achou?

Ela desdobrou a peça, era um belo vestido amarelo. Com certeza ficaria lindo nela.

– Parece muito bonito, vai ficar lindo em você.

Ela sorriu, e abriu uma nova sacola.

– Karla disse que você é fã dos Heats.

– Sim, eu sou.

Ela me estendeu o embrulho, e tinha uma pequena camisetinha, para bebês, com a estampa do time.

– É bem legal, mas acho que não dá em mim.

– Idiota.

Ela me deu um tapa na cabeça.

– Brincadeira, é ótimo, nosso bebê vai ficar demais dentro dessa camisa.

Abri um sorriso, coloquei a peça encima da minha coxa e continuei comendo meu sanduíche.

– Comprei uma nova camisa social para você.

Ela me estendeu a sacola.

Olhei rapidamente e vi a camisa azul escura.

– É bonita, com certeza vou usa-la bastante.

– E por ultimo, é uma outra coisa para o bebê.

Era uma sacola pequena, eu conhecia o logo daquela de algum lugar. Dentro havia uma caixa de veludo.

Abri a caixinha e havia um pequeno colocar com a estrela de David.

– É, uhn...

– Você não gostou?

– Não, não é isso- murmurei- É que eu não tenho religião e bem, achei que criaríamos nosso bebê da forma mais “livre” possível, sem inicia-lo em nenhuma religião.

– Se você prefere assim, é que significa muito para mim, eu também ganhei uma quando era pequena.

– Se significa tanto para você não há problemas, Rachel, eu só pensei... Mas você tem todo o direito de fazer o que acha melhor- mordi meu sanduíche- Olha, arrumei nossas coisas, depois do jantar vamos para Orlando.

– Orlando, tipo, Disney?

– Exatamente.

Ela se jogou no meu colo, e abraçou meu pescoço. Eu apenas sorri e recebi um beijinho no canto da boca.

Depois que eu terminei de lanchar a convenci de deitar um pouco, fiz uma massagem em seus pés.

– Antony?

– Uhn...

Levei minha mão até seus joelhos.

– O que você acha de chamarmos nosso bebê de Barbra?

– Não sei, pensei em algo mais... Uhn, não sei como explicar. O que você acha de Helena?

– Helena? Por quê daríamos esse nome para o bebê?

– Na mitologia, Helena tinha o titulo de mulher mais bonita do mundo, era cobiçada por vários homens, gosto da ideia de nossa filha ter esse nome, já que ela vai ser linda como você.

Rachel corou profundamente, beijei sua barriga e me deitei ao seu lado.

– Quer dizer que você me acha realmente bonita? Você já viu que tipo de gente anda ao seu lado? Lauren e Quinn, e elas são tipo muito bonitas.

– Mas eu só consigo enxergar você.

Respondi rapidamente, ela revirou os olhos e mordeu os lábios.

– Isso tudo parece um sonho, sabia?

– Bom ou ruim?

– Um sonho, realmente, bom.

Notas finais
O capítulo ficou pequeno, eu sei. O próximo vai ser da Quinn, ok? Comentem, garanto que isso me fará postar mais rápido. Beijos.