Depois da breve conversa que tivemos, ele levantou novamente. Para arrumar sua cadeira.

A sunga branca dele fazia um volume enorme em seu pênis, tudo bem, eu poderia aceitar aquilo numa boa, se não fosse um grupo de garotas que passou encarando o meu namorado. Ele não reparou, mas eu raparei bem.

– Você está excitado?

Perguntei, eu tinha que perguntar. Eu nunca fui muito ligada no tamanho do documento dele sabia que não era pequeno, mas não que faria volume daquele tamanho todo.

–Não?!

Sua resposta saiu rápida, assim como um olhar confuso. Antony pegou o protetor solar e passou no rosto e nos ombros.

– Quer ajuda?

– Não precisa- ele deu um beijo na bochecha, enquanto pegava um protetor labial e passava nos lábios- Quer passar?

Ele ofereceu, eu apenas assenti com um leve balançar de cabeça. Então ele me beijou, me fazendo sorrir entre o beijo.

– Bobo.

Nos sentamos, enquanto víamos Sofia brincar. Ele estava ocupada trocando mensagens, e as vezes ficava tenso, outras vezes relaxa.

– Está tudo bem?

– Uhun, eu to conversando com a Quinn. -Eu não disse nada, eles eram melhores amigos e eu não me sentia a vontade de me meter naquilo. – Finn foi seu primeiro cara?

Ele perguntou, assim do nada. Enquanto me encarava.

– Como?- perguntei- De onde surgiu isso?

– Ele foi seu namorado, não é? Foi seu primeiro cara?

– Uhun, ele foi.

Nós já tínhamos conversado sobre aquilo, mas ele não pareceu tão chateado no dia. Acho que eu havia perdido algo durante aquelas horas que estávamos acordados.

– Você ainda sente algo por ele?

– Antony, claro que não!- eu quase gritei- Eu gosto de você, estou com você.

Ele afundou os pés na areia e depois me olhou de soslaio.

– Ele ligou pra você hoje de manhã, você nunca mencionou que são amigos ainda.- ele disse- Eu senti uma coisa esquisita, ele foi seu primeiro, seu primeiro amor, seu primeiro em tudo... Ele tirou uma coisa de você, que eu jamais vou poder tirar, ele te fez mulher e eu sou só eu. Isso pode parecer machista, eu sei que pode, mas eu sinto raiva por não ter te conhecido antes, eu deveria ser seu primeiro cara, não aquele garoto com rosto de feto.

Antony disse, seu tom de voz foi ficando cada vez mais baixo, até que ele parou de falar.

– Antony, me ouve, eu posso ter tido minha primeira transa com o Finn, ele pode ter sido meu primeiro beijo, mas não foi meu primeiro amor- eu disse sincera- Eu estava com Finn, porque eu achava que deveria que estar, ele era o Quarterback, então eu achava que ele tinha que ser meu sonho, como era das outras meninas. Eu fiz coisas que me arrependo, quase casei com ele e dei minha virgindade para ele. Mas eu não fui feliz, em nenhum momento, ele me estressava, me deixava pra baixo e me fazia sentir coisas horríveis sobre eu mesma, ele não me fez mulher, nem ele e nenhum outra cara, você fez. Você faz, você me faz mulher todo dia, quando eu sinto que você está na minha vida, cuidando de mim e do nosso bebê- respirei fundo- Você pode não ser meu primeiro, mas eu sinto como se fosse, você me faz me sentir diferente, são sensações diferentes. Não precisa ficar com raiva de não ter me conhecido antes, até porque você acha que se tivéssemos nos conhecido antes estaríamos aqui agora?

– Acho que não.

Ele murmurou, buscando minha mão e entrelaçamos nossos dedos.

– Então relaxe, não ligue para Finn, eu só o tenho como um amigo, um amigo que eu gosto muito de evitar, mas que não posso ignorar por muito tempo.

– Você me faz sentir algo estranho, Rachel Berry, eu nunca estive assim...

Ele se inclinou para me beijar, quando sentimos um pinguinho de gente se aproximar.

– Quero um picolé.

Sofia disse animadamente, enquanto pulava.

– Ok, mas onde está o sorveteiro?

Ela apontou pro homem, Antony levantou da cadeira de praia e pegou a pequena no colo. Eu sorri para os dois, eles eram tão bonitos juntos.

– Vai querer algo?

Ele perguntou pra mim, eu apenas neguei. Ele foi comprar o tal picolé, e depois de cinco minutos voltou, Sofia se lambuzava com um picolé de uva, e Antony aproveitava um de limão.

– Antony, não quero sentar na areia.

– Senta aqui, Sofi, prometo que não mordo.

Eu disse, ela sentou no meu colo e me ofereceu um pouco do picolé, eu mordi um pedaço e ela sorriu feliz, me dando um beijo gelado na bochecha.

– Vocês são tão lindas.

Meu namorado disse todo bobo, sorrindo para nós duas. Ele pegou o celular e foi tirar uma foto minha e da Sofia. Nós saímos abraçadinhas, de testa colada e um sorriso nos lábios, com o picolé entre nossas bocas.

Passamos a tarde ali, eu já estava cansada e o calor se tornou incomodo, Antony já havia ido à agua, mas eu não queria ir.

– Está cansada?

– Uhun, quero comer alguma coisa, tomar banho e ficar no geladinho do ar.

– Boa ideia.

Ele disse, já arrumando as coisas e chamando Sofia para irmos embora. Eu peguei uma toalha para secar o corpo da baixinha, e vesti-la com o short. Eu vesti meu short jeans e bati a toalha nos pés e nas pernas para tirar a areia.

– Entrem no carro, passageiras, vamos à uma viagem gastronômica.

O carro parou logo à frente, poderíamos ter ido a pé. O lugar era bem bonitinho, e arrumado.

Pude me deleitar com uma comida deliciosa.

– Rachel, prova essa farofa.

Ele disse, estendendo o garfo. Era uma farofa de abobora deliciosa.

– Vocês comem coisas tão estranhas.

Sofia disse, enquanto comia um bife com batatas fritas e arroz.

– Você que come coisa gordurosa, vou falar pro papai noel que você não quer comer saladinha.- Antony disse- Ele não vai querer te dar a casa da Barbie.

– Você não pode fazer isso.

A garotinha disse indignada. Eu prendi um riso, e Antony fez uma careta.

– Posso sim, vou ligar para ele hoje mesmo... Conheço uma menina que vai adorar ganhar essa casinha.

– Quem?

Eu perguntei curiosa.

– Nossa filha.

Ele comentou sorrindo, eu também sorri e busquei suas mãos.

– Ah, você não pode fazer isso! Vou contar pra minha mãe, que você está de complô com essa menina que ainda nem nasceu.

O clima ficou tenso, então eu resolvi ficar calada.

– O problema é porque ela ainda não nasceu? Então o que você acha de eu dar pra quem uma criança que precisa mais? Também vou falar com sua mãe, sobre você não comer salada e sobre ser uma malcriada.

– Antony, não fale assim com ela. Tenho certeza que ela vai se comportar.

Eu murmurei tentando apaziguar. Sofia não quis comer o resto da comida, e ficou invocada, enquanto eu fiquei sem saber o que fazer.

– Não vai comer tudo?

– Não!

Ela respondeu, fazendo bico e segurando o choro.

...

Chegamos em casa, e não havia ninguém. Eu fui tomar banho, enquanto Antony dava banho em Sofia no outro banheiro. Eu já estava deitada na cama, com o ar-condicionado ligado, Sofia chegou logo depois e se aconchegou na cama, deitando ao meu lado e abraçando meu braço.

– Me desculpa, Rachel, eu não quis dizer aquilo sobre o bebê- ela murmurou chorosa- É que não quero perder meu primo, ele quase não volta pra nos ver, e agora ele vai me esquecer e só vai querer saber do bebê.

– Ele ama você, tenha certeza disso!

– Mas ele nunca diz, ele nunca fala “eu também”.- ela disse tristemente- Ele sempre diz que amor não existe...

Eu fiquei calada, enquanto embalava Sofia e cantarolava para acalma-la. Antony chegou no quarto, enrolado pela toalha de banho, e procurando algo no guarda-roupas.

– Sofia dormiu?

– Uhun- eu murmurei- Você pode coloca-la no quarto dela?

Ele apenas afirmou, antes de pegar Sofia ele pegou uma cueca e vestiu e depois pegou a pequena no colo e levou-a ao quarto. Ele voltou e trancou a porta e deitou ao meu lado, apoiando a cabeça da minha barriga.

Minhas mãos acariciavam sua cabeça e minhas unhas arranhavam seu couro cabeludo.

– Podemos conversar?- Perguntei, ele apenas murmurou um sim, mas não me olhou.- Você acredita em amor?

Eu perguntei, mas não obtive resposta. Ele estava dormindo, com o ouvido apoiado na minha barriga e as mãos circundando minha cintura.

...

Antony acordou meia hora depois, eu resolvi enterrar o assunto de amor.

– Quer assistir um filme?

– Pode ser, qual?

– Tem uns DVDs ali na gaveta da escrivaninha e dentro do armário também tem, estão dentro de uma caixa dos Beatles.- ele disse, se esticando na cama- Vou ver se Sofia está bem, e vou pegar pipoca e algumas besteiras para comermos.

Eu levantei e fui à busca de um DVD, a maioria do filme era de ficção cientifica e achei um com uma capa preta e letras brancas escrito Amor Sublime Amor. Fiquei animada, era um musical e eu amava musicais.

Coloquei no leitor e esperei Antony chegar com as coisas, havia barra de chocolate, pipoca e suco.

– Escolheu o filme?

– Uhun.

Ele deu play no aparelho e a tela ficou verde, começou a passar umas cenas rápidas e depois veio escrito novamente Amor Sublime Amor, logo após isso começou uma cena de sexo explicito. Eu fiquei sem reação e Antony levantou correndo, para tirar aquilo do aparelho.

– Desculpe por isso, esse DVD é da Lauren, ela me emprestou pensando que fosse do musical.- ele estava corado- Eu, me desculpe mesmo... Eu não sou nenhum pervertido.

Eu balancei a cabeça confirmando, ele buscou no armário outro filme, e dessa vez era realmente o musical.

Ele deitou ao meu lado e ficou calado, claramente envergonhado.

– Tudo bem, é normal homem ter essas coisas...

– Não vamos falar disso, por favor.

Ele pediu, enquanto eu o abraçava. Em alguma hora o filme fora esquecido e estávamos trocando beijos, eu já estava sentada no colo dele, sentindo-o roçar a ereção em minha intimidade.

– Você anda muito fogoso!

Comentei, eu estava envergonhada e ele pareceu dar uma travada.

– Isso é ruim?

– Não- eu disse em resposta, enquanto rebolei, ele gemeu contra meus lábios- Eu gosto... Com você, eu gosto.

Ele desceu os beijos pelo queixo, até chegar ao meu pescoço, onde os beijos eram depositados com mais ferocidade, seus dentes raspavam na pele do meu pescoço, me fazendo arfar. Senti minhas contas serem deitadas na cama, eu ainda estava de roupa, mas logo senti o pano do jeans descer por minhas pernas, junto da calcinha. Sua língua logo trabalhava na minha entrada molhada, onde ele enfiava fundo, enquanto massageava meu feche de nervos.

– Você tem um gosto ótimo, sabia?- ele disse, enquanto voltava os beijos para meu pescoço- E agora eu vou sentir o quão apertada você é, mi cariño.

Ele nunca falava assim, nunca mesma. Na verdade, nosso sexo nunca fora muito verbal, eu não dizia nada, ele também não. Uma vez ou outra eu deixava alguns gemidos escaparem e ele também deixava, poucas vezes, pelo menos nunca ouvia muito sua voz, apenas sua respiração ofegante contra meu ouvido... Nunca fazíamos nada muito diferente, sempre um sexo comum, sem mudar muitas as posições e nem nada. Ele nunca reclamou, mas hoje estava diferente, muito diferente. Os toques estavam mais fortes, os apertos com mais volúpia, os beijos estavam mais quentes...

Eu era meio travada para isso, não respondi seu comentário, apenas abri um pouco mais as pernas para facilitar o trabalho dele. Senti sua ereção, agora sem a camada de pano, roçar em minha intimidade. Ele suspirou forte, então senti sua ereção me invadindo bem devagar. Acho que eu nunca me acostumaria com aquele tamanho, era grande, eu estava admirada em como aquilo coube dentro de mim. Ele começou à se movimentar, um delicioso vai e vem, bem devagar, quase torturante.

– Gemi por mí, disse que tiene gostoso...

Seu sotaque espanhol sendo lançado contra meus ouvidos, pela primeira vez eu gemi alto. Eu gemi muito alto, fiquei assustada comigo mesma.

Percebi que ele gostou, então eu não controlei os gemidos, deixei que eles escapassem por minha garganta, ele era meu namorado, e se ele gostava de como eu gemia, eu iria fazer.

Ele tirou o pênis de dentro de mim. Ele me pegou e virou-me de bruços, pedindo para eu empinar a bunda.

– Vou te foder por trás.

...

– Eu já volto, tá?

– Como é mamadeira dela?

– Leite em pó, nescau, açúcar e agua, coloca pouca agua, ela gosta bem cremoso- ele calçou o vans e buscou a carteira- Coloca vinte segundos no micro-ondas.

Ele abriu a porta, e por puro acaso, Sofia já estava pronta para bater na porta e nos chamar. Ela estava com o cabelo bagunçado, os olhos semiabertos e um ursinho nos braços.

– Quero mamadeira- ela pediu, entre um resmungo- Tony, me dá mamadeira...

Ela pediu estendendo os braços para Antony, que pegou-a com facilidade. Descemos as escadas, ele deitou Sofia no sofá e ligou a televisão.

– Eu vou no mercado, volto rapidinho.

Ele saiu, e eu fiquei com a missão de fazer a mamadeira. Não sei se fiz certo, mas Sofia pareceu gostar, eu deitei ao seu lado no sofá e ficamos vendo o filme de princesas.

Karla chegou e aconchegou com a gente no sofá, ela fazia carinho na minha barriga e Sofia tinha os bracinhos ao redor do meu pescoço.

Meu namorado entrou em casa, com várias sacolas, e um sorriso nos lábios.

– Fiquem aí meninas, eu já volto.

Ele demorou uns bons vinte minutos, mas realmente voltou trazendo uma bandeja bem farta, com várias coisas gostosas.

Depois disso, eu continuei no sofá junto das primas dele.

Lauren apareceu um tempo depois, parecia chateada com algo, mascava um chiclete e trazia um maço de cigarros nas mãos.

– Rachel, será que libera seu man para dar uma saída comigo?

– Tudo bem.

Antony trocou de roupa e saiu de jeans e camisa branca e um all-star.

Karla suspirou tristemente.

– Estão brigadas?

– Mais ou menos, ela me viu saindo com um garoto, ficou chateada- ela respondeu- Mas não temos nenhum compromisso sério, então eu achei que poderia sair com quem quiser...

Eu não disse nada, apenas fiquei calada.

Mais à tarde pedimos comida chinesa, o relógio marcava meia noite, e eles tinha saído às seis.

Ouvi o barulho de pneu cantando, e desci as escadas. Antony entrou pela porta, com uma cara embriagada e a roupa amassada. Lauren apareceu logo atrás, com duas meninas ao seu lado, as duas se agarravam à ela, e beijavam seu pescoço.

– Está entregue, bro- ela sorria e apartava a bunda das garotas- Vou pra casa agora!