Gasolina

3 Saltos no Telhado


— É um pecado ter um professor daqueles. — Ino comentou enquanto caminhávamos para nossas casas.

— Nem lembre. — Karin concordou.

Certo que o professor é um santo de um deus grego da Física, mas ficar falando dele é estranho! O cara é nosso PROFESSOR! Só consigo imaginá-lo nos dando aula sobre Refração, Termometria e Velocidade Média e não vendo a temperatura de meu corpo e medindo a velocidade em que me penetra, como elas estão falando, eu nunca pensaria isso, por favor.

Cheguei à minha casa, me despedi das meninas e entrei.

Minha tarde foi somente de estudos, super animadas, lendo resumos de livros e debatendo comigo mesma o porquê da fórmula de Bhaskara ser tão fácil e eu conseguir me enrolar toda, fazendo a fórmula difícil.

Chegou à noite e meu celular estava sendo bombardeado de mensagens de Ino e Karin tentando me convencer a ir para a tal festa.

Eu ainda não entendo o que esses projetos de gente querem em uma festa de universitários, Ino namora Gaara que é universitário e calouro! Karin... É nossa amiga louca que vai tentar arranjar um boy magia na festa, e eu só quero estudar.

Mas Edward Murphy desgraçou minha vida com aquela lei que me define perfeitamente. Ino invadiu minha janela usando um salto 15, Deus sabe lá como ela conseguiu subir minha janela com esse salto gigante, e me forçou a me arrumar. Sim, forçou e eu fui obrigada.

Nossa Sakura você é muito burra, como deixa alguém te forçar a fazer algo que não quer? Você não é obrigada a nada. Sou sim, principalmente quando se trata de Ino Yamanaka, que tem os piores podres a meu respeito. Entenda isso como um "ela me ameaça".

A roupa sorteada foi normal, nada muito extravagante e bem a minha cara. Short jeans cintura alta, uma blusa colant preta e uma bomb jacket verde militar e nos pés uma alpargata sienna.

Fiz minha maquiagem abusando do corretivo, sim, minha cara de zumbi estava à solta novamente, olhos claros e boca vermelha, porque de acordo com Ino "preciso ir provocante para conquistar os universitários gostosos".

Saímos de meu quarto pela janela e caminhamos — como se fosse a coisa mais normal do mundo — pelo telhado rumo a árvore de cerejeiras que tem no quintal de minha casa, descemos por ela e fomos para a rua onde Gaara mexia no celular dentro de seu carro.

— Demora da porra. — Reclamou olhando para Ino.

— Desculpa. — Falei entrando na parte de trás do conversível.

Gaara engatou a primeira e saiu voado pelas ruas de meu bairro, passamos pelo centro de Konoha e depois alguns bairros e então a bendita casa onde acontecia a festa.

A casa era bastante vitoriana para meu gosto, mas logo percebi que se tratava de uma irmandade da Faculdade do ruivo. Gaara estacionou e caminhamos para dentro ouvindo a música alta e nada dançante que vinha de dentro.

Entramos e, nossa! Que cheiro é esse? Maconha?!

A luz piscava e as pessoas passavam de um lado para o outro conversando segurando copos coloridos com bebidas coloridas, na escada diversos casais conversavam ou ficavam nos sofás mais casais faltavam se comer, e a cada passo que eu dava o cheiro ficava mais forte.

Procurei Ino e Gaara e nada, claro né? O que eu pensava? Eles ficariam ao meu lado em uma festa? Eles nunca ficaram o que iniciaria essa atitude deles? O bom senso que não era.

Caminhei pelos cômodos. No que parecia ser uma sala de jantar, dois caras jogavam beer pong com outras diversas ao seu redor, em outras diversas pessoas gritavam nostálgicos vendo um baixinho de óculos tomar todo o conteúdo de um copo gigante, na cozinha havia bacias com cheetos, cervejas, mais cervejas e mais cheetos , tomei a liberdade de abrir a geladeira e peguei uma garrafa com água esquecida na parte inferior.

Continuei sem rumo, sai da casa e fui para o quintal de trás. Era muito mais calmo, tirando toda a gritaria e a música alta que vinha de dentro, luminárias coloridas em volta de toda área, um chafariz com o cupido mijando água (juro), sofás embaixo das árvores e algumas pessoas fumando em um canto.

Respirei fundo e sentei-me em um sofá encarando aquele monumento barroco e depravado. Quem diria que estamos no Japão, certo? Chega a ser brochante ver algo ridículo nesse nível.

— Você veio. — Karin disse e se jogou ao meu lado. — Perdi cinco ienes, Sakura, obrigada.

— De nada. — Respondi, Karin cruzou as pernas e percebi que ela estava de saia, muito curta por sinal.

Karin ficou em silêncio. Isso ta errado! Karin NUNCA fica em silêncio, olhei para ela e vi que seus olhos estavam arregalados, quase pulando dos óculos olhando para algum lugar do outro lado do quintal.

— O que foi?

Segui seus olhos e puta que pariu, os professores gostosos deveriam ser proibidos de estarem nas mesmas festas que os alunos.

PROIBIDO!

Falando em proibido, o que ele está fazendo aqui em uma festa de universitários? A voz inteligente em minha cabeça respondeu: Ele é universitário, sua anta. Claro, uma festa para universitários e ter universitários, que lógico.

E... Ele está muito bonitinho. Sério. Está de bermuda bege com uma blusa preta de manga longa com capuz. Oh Meu Deus, homem é bonito, né? O bicho bonito! Não faz nada e ta lindo, desgraçados.

O amigo estranho de cabelos brancos lisos olhou para nós e comentou algo com ele (que estava de costas para nós, mas reconhecemos aquela bunda que tanto foi falada no intervalo pelas meninas), que se virou e nos viu encarando as costas definidas do moreno, e a bunda.

Virei meu rosto sentindo-o queimar.

Desgraça! Desgraça! Agora ele sabe que estamos aqui na festa de universitários e vai achar que somos maníacas por universitários ou estamos seguindo o bonitão! Merda! Logo o professor?!?

— Sakura, minha amiga, aquele cara de cabelos brancos me quer nua. — Karin disse, olhei para ela e cai na risada vendo-a com os olhos semicerrados e um sorriso malicioso no rosto. Eu ri! E ri muito!

Ela se levantou, me entregou a lata de cerveja e caminhou na direção dos três — inclusive do professor — que sorria de canto olhando para o amigo de cabelos brancos e o de estranhos cabelos alaranjados – disse a normal de cabelos róseos.

Eu tô com vergonha alheia. Karin não tem juízo não, a chapinha fritou o resto dos miolos intactos que ainda tinha, tenho quase certeza.

Cruzei minhas pernas e depois meus braços observando a situação. A ruiva se aproximou do professor, o cumprimentou com dois beijinhos e depois falou com os amigos fazendo o mesmo com eles. Que vergonha.

Como ela tem coragem de fazer uma coisa dessas?

Virei meu rosto assim que percebi que os quatro me olhavam, engoli em seco e avistei Ino e Gaara conversando com um cara ruivo... Sasori. Desgraçado. Sasori Akasuna, meu ex, meu adorável ex, universitário também, entrou com Gaara em Direito.

Procurei minha boa vontade de conversar com ele e cheguei à conclusão que ela estava muito bem perdida e não queria ser encontrada, então, vamos voltar a vergonha alheia de Karin.

Não, volta não! O professor está vindo em minha direção! DESGRAÇA!!!

Ele se sentou ao meu lado e suspirou, abracei meu corpo.

Quem me via jurava que eu estava com uma puta dor de barriga, mas eu estava, se esse cara me agarrar aqui? O que vai ser de nossa relação aluno e professor? Deus me livre e guarde, amém!

Engoli em seco e encontrei minha simpatia perdida em algum canto de meu corpo, virei meu rosto para ele e sorri fechado o cumprimentando, ele ergueu a cerveja em resposta e virei meu rosto novamente.

— Você não gosta disso aqui, né? — Perguntou. Por que ele tá puxando assunto? Eu não quero que você puxe assunto.

Em resposta murmurei um não tão frio que se a Antártida fosse gente, sentiria inveja.

— Por que veio? — Bufei. Ele não percebeu que eu não quero conversa? Eu quero ficar aqui definhando e me martirizando por ter esquecido meu celular na cabeceira da cama.

— Porque Ino me obrigou. — Respondi tão seca quanto o deserto do Saara. E olha que lá tem miragem, nem isso vou propiciar ao professor.

— Não percebeu que eu tô querendo te inteirar na festa? — Perguntou com certo sarcasmo na voz.

Certo, Sakura, deixe de ser cabeça-dura! Ele só está sendo educado com você, ele não vai te estuprar, agarrar e nem te esquartejar como você ta pensando, o moreno perdição apenas quer te ajudar a se enturmar um pouco, relaxa.

MAS...

— Vai me estuprar?

Ele franziu o cenho me olhando, parecia que eu havia dito a coisa mais absurda da face da terra, mas acredite, eu sou muito difícil de sair e quando saiu fico desconfiada demais.

— Não. — Respondeu com convicção.

Menos mal. Próxima.

— Vai me agarrar?

Ele ergueu uma sobrancelha e junto a ela, ergueu um canto do lábio, fazendo o famoso sorriso de canto sensual que fez a xoxota de Temari piscar durante a aula.

— Se você quiser, eu posso pensar em seu caso.

Ele não disse isso. E puta merda, como ele falava aquilo tão sensualmente! Não seria uma má ideia trocar uns beijos com o professor, mas lembrei: ELE É O PROFESSOR! Sabe o que pode acontecer se cair na mesa de Tsunade "professor e aluna se agarram em festa universitária"? Ele demitido e com o currículo manchado e, meus pais muito putos comigo, e eu não quero isso nem a pau.

Virei meu rosto bufando. Na verdade eu escondia a vermelhidão que tomava conta de minhas bochechas.

—Você ta brincando, né, professor?

—Depende. Se você levar na brincadeira, eu também levo, minha aluna.

O cúmulo. Como o colégio contrata um professor desses pelo amor do bom Deus? Não pesquisaram a ficha corrida dele não? Garanto que constava lá embaixo: "costuma dar em cima de pobres alunas indefesas", GARANTO!

Deixei-o sem resposta, foi o mais seguro que fiz, tenho é medo de falar qualquer outra coisa e ele pensar maliciosidades a meu respeito. Pobre de mim.

Levantei meu rosto e vi Sasori beijando uma loira peituda, o pior foi que ele abriu os olhos e olhou para mim e ainda sorriu! Esse filho da puta nojento, desgraçado! Que DESGRAÇA!

Sabe o que aconteceu? Eu vou contar o que aconteceu.

Eu namorava o Sasori, éramos muito felizes, mas aí ele resolveu que iríamos transar — SEM O MEU CONSENSO — e faltou tirar as roupas e abrir as pernas! Onde já se viu isso? Cadê o respeito?

Depois eu terminei com ele e agora fica aí de criancice se agarrando com as outras como se eu me importasse, azar o dele, tô feliz sozinha e com meu cabaço intacto. Dá até pena dele, mal ele sabe que estou agradecida por tê-lo tirado de minha vida. O que diabos eu quero com um cara que queria me foder? Em todos os sentidos!

Os dois se separaram e Sasori se aproximou de nós puxando a loira pelo pulso, ela parecia tão bêbada que só fez cambalear próxima a ele.

— Nem tenta, cara, a rosinha não vai pra cama com você.

E se afastou pegando na cintura da loira, nem me dando tempo de respondê-lo, contudo, achei bom, assim não me rebaixo a quem está aos meus pés. Tenho quase certeza que ele está se roendo por estar longe de mim, sei que está.

— O que aconteceu? — O professor perguntou com as sobrancelhas unidas.

Respirei fundo, acho que eu devo uma explicação ao menos sobre o que aconteceu aqui.

— Eu e Sasori namorávamos, então quando estávamos na casa dele, no quarto dele namorando, ele tentou iniciar algo mais forte... — Vergonha de falar isso para o professor, por que eu tô explicando a ele? Tô doida. — e eu não deixei, e terminei com ele.

—Você terminou por que ele queria transar? — Como ele consegue falar essas palavras tão alto? Transar... Coisa feia... Eca, eu não quero transar, quero fazer amor.

— NÃO! — Berrei em negação. — Eu terminei porque ele estava me forçando a fazer algo que não queria. — Expliquei.

Ele entortou o rosto e olhou para frente e aquilo me deixou constrangida. DESGRAÇA, fala alguma coisa!!! Eu acabei de contar o motivo de meu término e ele não vai falar nada? Vai ficar olhando para frente, observando a movimentação e tomando da cerveja? Sério, cuzão!

— Dá pra falar algo?

— Tipo...?

— Sei lá! — Exasperei-me. — Ele tentou arrancar minha calcinha com a boca, o que acha disso?

— Ele precisa de aulas de como tirar a virgindade de uma mulher.

— Concordo — Afirmei e então me toquei o que ele havia arrancado de mim. — Espera, o quê?

Eu e meus impulsos nervosos descontrolados que me fazem falar mais do que o necessário, não vi graça alguma nisso, viu, professor? Desnecessária sua atitude. Ele ficou em silêncio me deixando pela segunda vez em menos de cinco minutos frustrada! Como eu me deixei levar tão rápido?!

— Se quiser eu te ensino e te ajudo com umas coisas... — TEM DEPRAVAÇÃO NESSA FRASE QUE EU SEI!

— Que coisas? — Me atrevi a perguntar. Maldita seja minha curiosidade sem fim que me faz falar e fazer coisas desnecessárias.

O professor tomou um gole de sua cerveja me olhando de esguelha, e só por aquele olhar ônix em cima de mim vi que minhas suspeitas estavam certas.

— Você. É. Meu. Professor.

— Por acaso eu respondi? — Rebateu. Neguei e esperei sua resposta. — Você estava certa...

Não pude deixar de sorrir, ele é fofo vai. O professor ficou em silêncio por um tempo até que quebrei o gelo:

—O que você pretendia me ensinar mesmo? — Maldita seja a minha curiosidade! Desnecessário, Sakura, DESNECESSÁRIO! Só acho.

Ele me olhou e entortou o rosto esbanjando em seguida seu sorriso de canto mais sensual, meu Deus, ele é muito lindo, pense em um professor bonito! Dá até raiva. Esperei sua resposta com o coração na mão. O que eu estava pensando quando perguntei a meu professor de Física o que ele pretendia me ensinar? Sakura, ele quer te ensinar assuntos de Física!

— Esquece. — Falei antes que respondesse. — Não quero saber, você é meu professor, seria estranho.

—Sua desculpa só é essa? — Concordei, precisava de outra? — Então ficaria comigo se eu não fosse seu professor? — Aonde ele quer chegar com isso? Dei de ombros e olhei para o lado tentando evitar que ele visse meu rosto queimado.

— Não sei, professor.

— Sasuke. — Apresentou-se.

— Eu não vou conseguir te chamar pelo nome, com professores eu mantenho a postura de respeito não importa onde, e vou lhe chamar de professor ou senhor. — Ele revirou os olhos. Respirei fundo. — Sakura, Sakura Haruno.

Ele deu mais um gole da bebida e então deixou a lata na mesinha de centro de madeira à nossa frente, escorregou pelo sofá e pegou outra lata dentro de um balde lotado de gelo.

— Amanhã não vai dar aula? — Perguntei cruzando os braços.

—Droga. — Ele deixou a lata na bacia e suspirou cruzando os braços.

Ele olhou ao redor, uma garota se aproximou de nós e sentou-se ao lado do professor.

— Sasukinho... — Que intimidade. — Por que não me responde?

— Porque não quero, Akemi, e faz o favor de sair de meu pé. — Se levantou e saiu caminhando para dentro da casa com as mãos no bolso da bermuda.

Eu acho que ele foi um pouquinho grosso com a pobre Akemi, a garota só queria atenção, creio eu. Acenei e sorri fechado para ela:

— Sasuke é chato, né?

Dei de ombros, eu não fazia ideia sobre nada a respeito dele. Simplesmente que me deixou frustrada duas vezes em menos de cinco minutos, a garota pegou uma lata de cerveja e deu um longo gole:

— Ele é meu ex. — Contou com a voz esganiçada. — Eu gostava do sexo dele... O bicho tem experiência.

Eu não precisava saber disso a respeito de meu professor, eu tenho certeza que não precisava de jeito algum! Meu Deus, professores transam! Que nojo!!! Sim! Não me julgue, eu só consigo imaginar professores lecionando e não fazendo sexo, isso é estranho e quanto àqueles que têm filhos/filhas eu penso que vieram da cegonha, assim como eu vim, porque é triste pensar em meus pais me gerando.

—Só... Do sexo? — Perguntei. Por que ela namoraria alguém só por causa do modo com que transa? É bom assim, é?

—Ele também beija bem, as garotas do campus se matariam para ganhar um beijo desse gostoso... Ele te beijou? — Perguntou-me sorrindo maliciosa. Eu não preciso saber de nada disso, é sério! Alguém manda essa criatura parar.

— Não, ele é meu professor. — Expliquei, a garota sorriu pensativa e falou:

— Já fiquei com meu professor... Ele é gostosão.

— Você ta na faculdade, o... — Como é difícil! — Sasuke? É meu professor de física do colégio.

Ela arregalou os olhos e me abraçou:

—Ai Rosada, você é tão novinha! Vou te dar uma ideia, pegar professores nos corredores dos colégios é a maior adrenalina! Não que eu tenha pegado algum professor em meu ginásio, mas deve ser o máximo. Dá uns pegas nele, garota! Vale à pena.

E saiu cantando.

Nesse ínterim, o professor voltou com uma garrafa de água e um pacote de pipocas. Ofereceu-me e aceitei algumas, estava com fome, oras! Sou gente também, acham que sou o que? Anime? Mangá?

— Sakura. — Chamou-me e o olhei.

— Sim?

— Vamos descobrir nosso coeficiente de fricção? — Perguntou me olhando maroto.

Ele não tá jogando em mim essas cantadas físicas retardadas, está? Escondi meu rosto nas mãos e ri baixo negando.

— O que foi, hein? Gamou por mim?

— Não é todo dia que encontro uma pessoa de cabelo rosa. — Claro. Provavelmente porque as mulheres da vida dele têm juízo, exceto a Akemi lá. — Além do mais você tem a boca gostosa.

E eu entrei em estado de inércia enquanto ele ficava comendo a pipoca e tomando da água, cantarolando a música que tocava dentro da casa como se fosse a coisa mais normal do mundo, certamente ele não sabe que há uma hierarquia entre os docentes e os decentes, alguém precisa inteirar ele nesse aspecto.

Como meu professor de FÍSICA abre a boca para dizer que EU, uma mera aluna desleixada e de cabelos róseos, tenho a boca gostosa? Não tô entendendo o que tá acontecendo aqui.

Só quero saber a cara que eu vou olhar para ele amanhã de manhã, sim, vai ser com a mesma, mas eu penso que vou estar da cor de meu cabelo.

— Eu vou indo. — Levantei-me e sai correndo do quintal da festa. Só quero minha cama e recuperar as horas de sono.

Notas finais
Obrigada por ler.