Garras de Uma Maldição
3 Capítulo 3
Vejamos...já contei para vocês sobre a noite da mudança...falei um pouco de como descobri o que aconteceu naquela noite...creio que no presente momento, querem saber sobre a moça que me salvou, e eu salvei a ela, certo? Bom, mesmo que não queiram, faz parte de minha história, então, vou pedir um pouco mais de paciência de vocês, pois uma história boa, é uma história completa, não?
Pois bem...após desmaiar pela segunda vez, acordei apenas algumas horas depois, no sofá, com a cabeça no colo da moça. Apesar de estar sentada, estava adormecida. Percebi que sua uma de suas mãos estava em meu peito, sendo que a outra estava na minha cabeça, com várias mechas de meu cabelo por entre seus dedos. Cuidadosamente levantei-me, e fiquei observando-a.
-Bom...ainda não tenho muitas respostas, então, acho que não posso sair desta casa, sem as mesmas respostas que quero...
Deitei-a no sofá. Seu perfume era forte, e muito bom. Então olhei bem para ela, e percebi como ela era bonita. Tinha uma expressão facial bela, pura. Seu corpo era bem delimitado. Arrisco a dizer que as curvas eram firmes, apesar de não ser possível ver todas em si, considerando o vestido que usava. Mas seu decote, era algo de tirar o fôlego de qualquer um. Ah, era...mas, não sou nenhum pervertido, nem maníaco. Já que eu havia perdido a chance de ter a mulher que eu queria, quem sabe, depois de conseguir as respostas que estavam em minha cabeça, eu não conseguia também, \"algo mais\"? Não custaria nada tentar.
Olhei ao meu redor. Estava de tarde, quase de noite já. Senti minha barriga roncar.
-Hum...fome...será que ela tem carne por aqui?
Fui andando pela casa. Vez ou outra entrava em um cômodo errado, até que finalmente cheguei à cozinha. Dei uma passada de olhos. Era linda, assim como a sala. Grandes panelas em um canto, um grande forno à lenha em outro, talheres brilhantes, e outras coisas bonitas, que não parei para prestar muita atenção. Senti um cheiro de carne, muito forte. Devia ser carne assada...comecei a olhar pela cozinha, e então percebi que o forno à lenha estava aceso. Cheguei perto, e com um pedaço de pano protegendo a mão, abri a portinhola do forno. Um enorme pedaço de carne estava dentro do forno, e o cheiro veio forte em meu rosto. Senti-me levemente descontrolado, e quase avancei na carne, mas consegui me controlar. Retirei a bandeja de dentro do forno, e após apoiá-la em uma bancada...bom...nesse momento eu me descontrolei, e devorei o enorme pedaço de carne...estava delicioso, no ponto.
-Aaaah...agora sim, estou satisfeito...
Olhei para a bandeja vazia e suja, e percebi a besteira que havia feito. Bom, fazia pelo menos três dias que eu não comia. Acho que a moça iria entender, se eu explicasse o que ela já sabia. Depois de arrumar a pequena bagunça que eu havia feito, voltei até a sala. A moça estava em pé, e logo que cheguei, ela olhou para mim:
-Ah! Você está aí! Pensei que tivesse ido embora!
-Ah, não...eu...fui até a cozinha e...bom...
-Você comeu a carne que estava no forno?!
Envergonhado, respondi:
-Sim...
-E gostou?! Espero que tenha gostado...a carne não estava queimada, estava?
-Não, não...estava muito boa...
-Que bom, fico feliz que tenha gostado.
-Ahn...estou aqui há três dias, mas...nem sei o seu nome!
-Louisie. Louisie Jattene.
-Ah...muito prazer.
-Igualmente, sr...?
-Ezio. Ezio Laurett. Sabe, tenho algumas perguntas, que gostaria de fazer. Será que...posso?
-Claro, sinta-se a vontade!
E sentou-se no sofá, aguardando que eu fosse até o centro da sala, e me sentasse também. Caminhei até uma poltrona do outro lado do sofá, e sentei-me. Ela veio para perto de mim, no lado do sofá.
-Então...o que está te perturbando?
Hesistei em perguntar, mas, já que aquela situação já não me fazia mais sentido nenhum, comecei. E as respostas, cada vez mais, criavam mais perguntas em minha mente.
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