Garotos

13 Capítulo 11 . O Garoto com Cauda


Notas iniciais
YOYOYOYOYO! Mais um capítulo de Garotos! ATENÇÃO: o meu Shun fala ~nya no final das frases, porque ~nya é miado de gato em japa.
Hoje, meu novo livro do David Levithan, o autor de Boy Meets Boy, chegou. PRECISO LEEEER! Ah, e alguém aqui assiste Moyashimon? Sim, não? Tem crossdresser que é um goth-loli, GENTE! (razão principal para eu ter assistido).
Anyway, aqui está o capítulo! VAMOS FERMENTAR VOCÊ!
Tema: Neko (Gato)

Era o dia de apresentação de trabalhos no terceiro ano, da Academia Saint John. Vinícius – ou simplesmente Vini – estava sentado na segunda fileira, por causa de sua sorte no sorteio dos assentos. Ele preferia sentar-se nos últimos lugares, onde o professor não podia ver que ele estava jogando ou lendo em vez de prestar atenção às aulas.

Bocejou pela milésima vez e decidiu espreguiçar-se. Por que resolvera dormir tarde para jogar o novo jogo de simulação? Então, lembrou-se: ele tinha garotas com caudas e orelhas de gato. Seu fetiche vinha à tona sempre que via aqueles rabos felpudos a balançar-se de um lado ao outro. Sorriu levemente.

Vini era, acima de tudo, um viciado em jogos de computador, ainda que sua aparência fosse o total oposto da imagem que muitas pessoas possuem dos jogares. Seu cabelo era da cor do mel, um castanho-alourado belíssimo, que se mesclava com a pele clara demasiadamente, e levemente ondulado, emoldurando-lhe a face máscula. Seus olhos eram pequenos, de uma forma que lhe davam uma aparência mais adulta, e escuros, como se todas as cores os evitassem. A fim de condizer com o rosto, seu corpo era forte e magro, mas não chegava a ter músculos.

Vini era bonito e desejado por muitos garotos da sua classe. Mas ele não saía com nada que não usasse caudas quando ele quisesse, ou seja, o tempo todo. Dessa forma, nunca havia sequer beijado um menino ou uma menina. Ele desejava namorar algumas daquelas garotas de seus jogos; era uma pena que elas não existiam.

- Professor-nya! – gritou a voz fina que retirou Vini de seus pensamentos. – Somos alunos da oitava série. Podemos conversar com os veteranos-nya?

Vini levou seus olhos escuros à porta da sala e arregalou-os em seguida. Havia um menino baixo demais para estar na oitava série parado no vão de entrada. Seu cabelo era liso e curto, além de tão escuro quanto os olhos do mais velho. Diferentes dos seus, os orbes do garoto eram grandes e claríssimos, de um tom demasiadamente belo de azul. E o que era aquilo sobre sua cabeça arredondada? Orelha de gato?

- Claro, podem entrar – o homem respondeu.

Os olhos de Vini seguiram o menino enquanto este caminhava pela sala, junto a seus amigos – todos mais altos que ele. Parou em frente ao quadro branco, os garotos ao seu redor, e sorriu.

- Bom dia-nya! Meu nome é Shun-nya, e nós estamos na oitava série-nya. Viemos prestar nossas homenagens aos veteranos que vão deixar a escola, enquanto nós vamos adentrar o ensino médio-nya.

O menino continuou a falar por um bom tempo, mas Vini não prestou atenção a nada, com exceção do “nya” que ele falava ao fim de cada frase. Seus olhos fixaram-se às orelhas negras sobre sua cabeça. De vez em quando, elas se moviam, e seu coração, a cada momento, acelerava ainda mais. Então, observou todo o corpo à sua frente. Era pequeno, quase frágil, mas havia algo mais. Repentinamente, ele viu. Balançando de um lado para o outro, havia uma cauda negra e felpuda. Suas sobrancelhas arquearam-se. O que era aquilo? Um gato que havia se tornado humano.

Shun percebeu o olhar do veterano fixo a ele e sorriu de volta – um sorriso infantil e divertido. Vini limpou a garganta e virou seu rosto, corando ligeiramente. O menino terminou seu discurso, agradeceu e caminhou até a carteira do mais velho. Ele pôs um papel dobrado sobre a mesa e voltou para frente. Depois Vini percebeu que os garotos que estavam ao redor de Shun faziam o mesmo com as mesas dos outros veteranos. O mais velho desdobrou o papel.

“Para aquele que se aventurou pela vida escolar e nunca desistiu, boa sorte no futuro”.

E no final:

“Veterano, você se interessou pela minha cauda? ~ nya”.

Vini lançou um olhar assustado na direção Shun, mas este já havia deixado a sala.

Durante aquela tarde, o veterano não deixou de pensar no garoto que estivera em sua sala. Ele realmente vestia uma cauda e orelhas de gato, certo? Ele não estava ficando louco, certo? E ele falava “nya” ao final de cada frase, certo?

Vinícius engoliu em seco. A imagem de Shun vestido daquela forma não saía da sua cabeça, rodando pelos seus pensamentos, impedindo-o de pensar logicamente na aula de física, impedindo-o de analisar textos na aula de inglês, impedindo-o de pensar em outra coisa que não fosse finalmente arranjar um namorado da maneira como sempre quisera.

Assim que o relógio marcou o fim do período de aulas, Vini adentrou os corredores lotados e foi em direção ao prédio do fundamental. Shun fazia oitava série, então, provavelmente, se ele perguntasse a qualquer aluno daquele prédio, saberia onde estava o garoto com cauda.

Não demorou muito para que um garoto louro dissesse que o menino-gato estava indo para o clube de atletismo, de que fazia parte. Vini correu, como nunca havia corrido antes. Ele adentrou prédios e saiu deles, tropeçou em degraus e trombou com alunos mais novos, até que, afinal, encontrou o rabo felpudo que balançava de um lado para o outro. Sorriu.

- Ei, garoto da oitava série! – exclamou.

Os meninos que estavam próximos a Shun viraram-se assim como este. Aparentemente, todos estavam no mesmo ano. Os olhos cristalinos do moreno brilharam ao encontrar a figura alta de Vini, e, em seus rosto, não havia nada além de surpresa.

- Você está livre depois das atividades do clube? – o mais velho indagou. – O que acha de conversarmos um pouco?

Vinícius pôde perceber um leve rubor preencher as bochechas alvas de Shun e ficou ainda mais encantado com aquilo. O garoto, além de usar acessórios que lhe lembravam de um gato, possuíam os gestos e feições mais adoráveis que o veterano já vira.

- Claro-nya – respondeu.

- Ótimo, vou esperá-lo no portão de saída do prédio.

O coração de Vini batia forte em seu peito. Seu último ano no colégio, tinha que, pelo menos, conseguir o beijo de alguém.

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Alan envolveu os ombros de Shun com seu braço fino e sorriu, maroto. Os olhos claros do moreno viraram em sua direção, a cauda balançou em direção às suas pernas, enrolando-se a elas, como se quisessem fazer o garoto tropeçar. Alan lançou-lhe um olhar desafiador, e Shun puxou seu rabo para longe do menino.

Alan era o melhor amigo do garoto. Estudavam juntos desde o ensino infantil, quando adentraram a Academia Saint John. Diferentemente de Shun, Alan parecia ser mais forte – pelo menos, era bem mais alto. Seu cabelo ondulava-se em todo o comprimento, que chegava à metade da altura de seu pescoço. Os olhos eram escuros, mas não passavam de um marrom escuro.

- Soube que você entregou o bilhete ao garoto lá e ele veio falar com você — começou. — Qual era mesmo o nome dele?

- Vinícius. Não acredito que tive coragem de fazer aquilo. Ele deve estar pensando que eu sou atirado e fácil, por isso veio atrás de mim! Quero dizer, por que não se aproveitar do garoto que faz com qualquer um? — Shun abaixou sua cabeça. — O que eu faço, Alan?

O garoto tinha cabelos tão escuros quanto os de Shun e possuía a mania de mexer neles quando estava pensando. Era exatamente isso que fazia, enquanto o menino olhava-o ligeiramente tristonho. Um sorriso travesso surgiu em seus lábios, o que fez Shun acreditar que havia imaginado o plano perfeito.

- Atire-se logo, garoto — disse simplesmente. — Você já teve tanta coragem só de dar-lhe o bilhete, por que não termina logo indo só com sua cauda e suas orelhas ao quarto dele?

- Alan! — Shun exclamou, as bochechas coradas.

- O quê? Sua coragem já acabou? Você não disse que gostava dele?

- Claro que sim, mas... Não quero que ele pense que eu vou fazer com qualquer um — o garoto abaixou seu olhar mais uma vez, os ombros caídos. – Apesar de que ele já deva pensar isso.

De alguma forma, Alan comoveu-se. Era o melhor amigo de Shun; era normal que se sentisse dessa maneira quando o visse para baixo. Mas ele sabia como era não saber o que fazer com relação a esse sentimento. Ele vivia esse problema nesse mesmo instante, já que não conseguia fazer seu coração parar de acelerar por Shun. Sorriu, levemente abatido.

- Ei, Shun, faça-o se apaixonar por você, já que tem esse rostinho tão adorável.

Os olhos cristalinos do garoto miraram seu melhor amigo, um sorriso mais divertido no rosto ainda marcado pela tristeza.

- Vou tentar.

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Vini estava esperando no portão de entrada, as mãos suando, o coração batendo rápido. Estava nervoso, como nunca antes estivera, já que esse seria seu primeiro encontro com seu possível primeiro namorado. Engoliu em seco e respirou fundo.

Shun deixou o clube de atletismo depois de tomar banho e trocar de roupa. Vestia um short escuro, que não lhe marcava as curvas e coxas perfeitas, e uma camiseta branca, do mesmo jeito, além, obviamente, das orelhas e cauda de gato. Havia um sorriso belíssimo em seus lábios finos, e os olhos de Vinícius brilharam com aquela visão.

- Vamos-nya? – Shun indagou, quando já estava próximo ao veterano.

Vini estendeu-lhe o braço, para que o menor se segurasse a ele, e Shun o fez, alegre. Juntos, eles caminharam pelo campus, riram o máximo possível, conversaram e flertaram, como se fossem os dois os únicos no mundo. Os olhos do mais velho pertenciam ao menino, e os deste pertenciam àquele.

Ao fim, eles foram ao quarto de Vini, ainda trocando sorrisos, mas, dessa vez, havia algo de tentador e luxurioso neles. Shun jogou-se sobre a cama do veterano e suspirou, balançando a cauda de um lado para outro. Vinícius sentou-se ao seu lado.

- Como você consegue mexer a cauda? – perguntou, curioso.

- Minha mãe trabalha em uma empresa de brinquedos de alta tecnologia-nya, e eles criaram um tipo de dispositivo que manda ondas cerebrais para objetos a certa distância-nya. Então, ela fez essas orelhas e cauda para mim-nya – sorriu.

Vini estava surpreso. Nunca ele vira esse tipo de tecnologia. Então, agradecia mentalmente ao Japão e à mãe de Shun. Primeiro, ele deixou que uma de suas mãos tocasse levemente a bochecha do japonês, a fim de não o assustar. O garoto estremeceu ao toque, e seus olhos lançaram-se fixamente aos movimentos do mais velho.

O veterano umedeceu os lábios, revelando ao menor o que ia fazer. Felicíssimo, Shun fechou os olhos e deixou que Vini se aproximasse ainda mais de si. Então, beijaram-se. A língua do maior pediu espaço entre os lábios do mais novo, que, prontamente, retribuiu o beijo, sua língua a explorar a boca do outro.

Duas bocas inexperientes a beijar-se com desejo. Essa era a descrição perfeita para aquele momento.

Vinícius empurrou Shun contra a cama, lentamente, deixando-o que deitasse sobre o colchão, enquanto ainda tomava seus lábios para si. Então, pôs-se sobre o menino, uma mão de cada lado dos ombros. Quando o ar fez-se necessário, separaram-se, as maçãs do rosto coradas, os peitos a subir e descer. Shun engoliu em seco.

- Veterano...

- Pode me chamar de Vini.

O japonês sorriu ligeiramente. Vinícius voltou a cobrir os lábios dele com os seus. Sorria entre o beijo, uma felicidade boba que fazia seu coração bater mais forte.

- Shun, eu posso continuar? – indagou, receoso de que o menor o recusasse.

O garoto sentiu um tipo de nervosismo naquele momento. Aquela era sua primeira vez, então, certamente, não estava totalmente pronto. Mas aquele era o último ano do veterano na escola, por que não aproveitá-lo?

A verdade era que Shun possuía poucos amigos, por causa de seu fetiche por acessórios de gato, e era ainda mais verdade que o único amigo que não ligava de coração para aquilo era Alan. De alguma forma, Shun precisava de alguém que o amasse. Então, concordou.

Vini abriu um sorriso sincero de felicidade. Puxou a camiseta branca do japonês para cima, a fim de retirá-la do corpo. Então, deliciou-se com a visão do tórax nu de Shun, a pele perfeitamente clara, os botões cor-de-rosa destacados. Lambeu os lábios e, por fim, levou a boca a eles.

O garoto estremeceu ao sentir o toque quente e úmido da língua de Vini, em seu peito. Depois que, finalmente, passou a camiseta pela cabeça, jogou-a no chão e passou a aproveitar as carícias do mais velho. Enquanto Vinícius o beijava, mordia e lambia, Shun passava seus dedos pelos cabelos cor de mel do maior, como um pedido para que continuasse.

O veterano, então, deixou que uma de suas mãos fosse ao short do japonês, desabotoando-o e, em seguida, empurrando-o para baixo. O garoto ajudou; levantou seu quadril, tocando o corpo de Vini com ele, e deixou que a peça escorregasse pelas suas pernas, juntamente com a cueca.

Shun estava nu, com exceção de duas coisas: suas orelhas de gato e a cauda, que se amarrava em seu corpo no quadril, como um cinto. Tentou tirá-las, mas a mão forte de Vinícius o impediu.

- Deixe, por favor.

O menino balançou a cabeça e deixou um leve gemido passar pelos seus lábios, quando sentiu o peso de Vini sobre seu corpo. Beijaram-se mais uma vez, enquanto a mão atrevida do mais velho descia até o pênis desperto do menor. Tocou-o, passou a masturbá-lo lentamente, como em uma tortura, e deliciou-se com os gemidos cada vez mais fortes que deixavam a boca de seu gato.

As unhas ligeiramente afiadas de Shun alcançaram as costas de Vini e, após as mãos puxarem a camisa para cima, começaram a arranhá-las, marcá-las. O quadril do japonês movia-se para cima e para baixo, como a mão do mais velho; queria mais, muito mais.

Então, mordeu seu lábio inferior forte, enquanto sentia todo seu corpo – em especial, as pernas – estremecer. Gozou em sua barriga e na mão de Vini, que a levou para a boca, lambendo o líquido branco que se acumulara. Ele sorria tentadoramente para o mais novo.

- Ei, Shun... Posso continuar? – indagou mais uma vez, seu rosto próximo ao ouvido do menor.

O garoto assentiu e viu o corpo de Vini aparecer diante de si, completamente nu. O veterano jogou sua calça no chão, assim como a cueca e a camiseta. Então, pôs-se novamente sobre o menor. Ele desceu pelo corpo do japonês e, quando estava na altura do pênis, levantou as pernas de Shun e colocou-as sobre seus ombros. Encontrara a entrada do menino.

Lambeu-a, primeiramente, percebendo as reações tímidas do corpo menor. Então, deixou que seus dedos o preparassem. Pôs um apenas, já que aquela, ele supunha, era a primeira vez do garoto em seus braços. Contudo, quando o viu, gemendo de prazer, a pedir por mais, deixou que dois de seus dedos alargassem seu interior. Percebia o quão perfeitamente eles encaixavam-se naquela pequena entrada. Estava na hora de ele encontrar seu prazer.

Retirou seus dedos e segurou a base de seu pênis, mirando o local que antes estivera alargando. Então, penetrou-o lenta e dolorosamente, na visão do mais novo. Shun respirava com dificuldade, percebendo o quão grande era Vini. O mais velho parou por um momento, esperando que o menor se acostumasse. Entretanto, ele próprio não conseguiria segurar-se por muito tempo. Então, começou a mover-se.

Os gemidos de Shun ainda eram um misto de dor e prazer, mas foram modificando-se com o tempo, principalmente quando Vini acertava certo ponto dentro de si. Vinícius encarava o japonês com um brilho luxurioso, e Shun o fazia com os olhos semicerrados, a boca aberta a soltar gemidos.

- Ei, Shun, aja como um gato, para mim.

- Vini-nya! Eu... nyaa...

A mente de Shun estava em branco, mas, com algum esforço, ele conseguiu mandar para sua cauda uma mensagem para levantar-se e enrolar-se no corpo forte do mais velho. Ela o fez. Vinícius excitou ainda mais com a maciez do rabo ao seu redor e intensificou as estocadas no corpo menor.

O japonês levou uma de suas mãos ao seu pênis e começou a masturbar-se, a fim de encontrar mais prazer. De sua boca, saíram miados com um tom de gemido, o que o fazia parecer, de fato, com uma daquelas garotas dos videogames de Vini.

Em pouco tempo, Shun gozou. Inconscientemente, os músculos de seu ânus contraíram-se e pressionaram o pênis do mais velho, fazendo-o chegar ao ápice do prazer quase instantaneamente. O corpo forte do veterano caiu sobre Shun, e os dois passaram a apenas sentir os corações rápidos e as respirações ofegantes.

Durante muitas semanas, Vini e Shun encontravam-se. Passaram a chamar-se de amantes e namorados. Trocavam palavras de amor todas as noites, mesmo nas quais não transavam. Contudo, o japonês sentia-se, de alguma forma, que o garoto não o amava de fato. Algo dizia-lhe que o veterano gostava apenas de seu jeito de gato. Percebia isso principalmente quando tentava tirar os acessórios e Vini o impedia. A situação deixava-o arrasado, pois ele amava o garoto de coração.

Uma noite, então, Shun deitou sobre o peito de Vinícius e começou a sussurrar-lhe:

- Um dia, minha turma da quarta série foi conhecer o novo prédio em que ficaria a partir da quinta série. Nós passamos pelo pátio e havia uma turma de veteranos da oitava série, despedindo-se dos amigos mais novos, pois iriam para o ensino médio. Você que fazia o discurso, Vini, e algo nas suas palavras me fez assistir a toda a apresentação. Eu gostava da sua maneira, das suas palavras. Desde então, eu passei a tentar conhecê-lo, mesmo que você não me conhecesse. Descobri que gostava de videogames, de gatos e de pessoas vestidas de gatos. Eu tentei ser seu ideal, Vini. Então, quando minha turma disse que iria às salas do terceiro ano, eu implorei para me deixarem ir e fiz aquele bilhete especialmente para você – suspirou, mirando os olhos do mais velho com os seus, marejados. – Mas o que você vê em mim, realmente, é apenas a minha cauda, ou minhas orelhas. Você gosta de mim, apenas porque eu uso isso, não é? Desculpe por ser tão repentino, mas... Eu realmente gosto de você, e isso me machuca um pouco... Saber que você não gosta de mim por quem eu realmente sou...

- Ei – Vinícius chamou o mais novo, uma expressão divertida em seu rosto. – Quem te disse isso, Shun? Não é que eu queria alguém que fosse como aquelas garotas de videogame. Eu só queria alguém que me amasse, a ponto de fazer qualquer coisa por mim. Eu tentei namorar as pessoas, mas, quando eu pedia para elas vestirem esses acessórios, ou seja, fazer alguma coisa por mim, elas se negavam. Com exceção de você, Shun – Vini beijou os lábios finos do menor e sorriu em seguida. – Eu também realmente gosto de você, meu gatinho, e pode vestir a cauda e as orelhas só quando quiser.

- Você sempre me impedia de tirá-los.

- É porque eu acho que fica bem mais fofo desse jeito – e sorriu sem jeito.

Shun sorriu, juntamente. Então, uma gargalhada por parte do menor tomou conta do quarto. Era felicidade, pura felicidade, em descobrir que seu amor era correspondido. Ele jogou sua cabeça contra o peito de seu namorado e fechou os olhos, deixando que seu corpo se afundasse na mais pura alegria.

Notas finais
Oh, well, espero que tenham gostado. Comentários? 8DD
Então, até a próxima, e assistam Moyashimon!
Takoyaki ~ VAMOS FERMENTAR VOCÊ!
Próximo: O Garoto de Coração Partido (tentem adivinhar quem é o personagem, hehehe)