Garotos

14 Capítulo 12 . O Garoto de Coração Partido


Notas iniciais
YOYOYOYO! LEIAM, É IMPORTANTE.
Então, eu decidi abrir mais uma votação para capítulo especial! Vou fazer um capítulo do casal favorito dos leitores, WEEE, como foi com Kim x Ruki e Arthur x Chris. Podem escolher quaisquer, repito, quaisquer personagens da fic 8DD
Aqui está o presente para todos que disseram que a personagem seria o Alan. YAY estrelinha para vocês!
Boa leitura!

Alan via como seu melhor amigo corria, contente, em direção ao seu namorado; percebia que sua cauda balançava de um lado para outro em demonstração de pura alegria, quando o menor estava próximo a Vinícius; tentava sorrir quando ouvia os relatos das palavras românticas do veterano. Contudo, a cada dia, tornava-se mais difícil conter as lágrimas e andar pela escola com o coração partido. Era terrível que Shun não percebesse a dor que causava em seu amigo.

Enquanto caminhava pelos corredores, pôde sentir a cauda felpuda do menor enrolar-se em suas pernas e estremeceu. Antes, ele gostava daquele toque, daquela sensação, mas, naquele momento, isso apenas fazia seu coração doer. Como desejava que Shun percebesse seus sentimentos e se contivesse um pouco!

– Bom dia, Alan! – ele exclamou, o sorriso pelo qual o maior era apaixonado estampado em seu rosto. – Posso fazer o dever de casa no seu quarto? Vini disse que estaria ocupado com os testes.

Aquilo estava tomando um rumo perigoso.

– Tudo bem. Vamos juntos depois do treino – e sorriu.

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Shun gostava de, após as corridas, vestir camisas grandes demais para seu corpo e shorts curtos demais para suas pernas, o que passara a incomodar Alan, depois de o garoto ter começado a namorar. Ele gostava de admirar as coxas claras de seu amigo e tentar entender onde o corpo magro do menor havia parado debaixo daquela camiseta. Entretanto, não naquele momento, quando ele sabia que não teria mais chances com Shun.

Juntos, eles caminharam em direção aos prédios de dormitórios, ao quarto de Alan, e sentaram-se na cama. Shun puxou um livro de inglês da mochila, a cauda a bater contra o colchão macio. Então, lançou seu olhar para o amigo, como se fosse pedir algo a ele – o que faria, em verdade.

– Eu estava com uma dúvida em inglês avançado, e você é da Inglaterra, não é?

Como ele conseguia ter dificuldades na língua em que todos se comunicavam na Academia? Alan suspirou e riu levemente do menor. Seu coração voltou a doer quando ele viu a expressão emburrada no rosto de Shun, por ter rido dele. Estava, de fato, apaixonado por aquele garoto e, provavelmente, viveria com essa dor para sempre.

– Qual é a sua dúvida? – indagou Alan.

– Quando usamos a palavra however – Shun murmurou, o dedo apontando o assunto no livro.

– Essa palavra significa entretanto e é usada normalmente no começo de uma frase. I am in love with my best friend. However, he has a boyfriend. Entendeu?

Shun fez que sim com a cabeça e sorriu, enquanto anotava o que Alan falara em seu livro, fazendo o maior corar levemente. Ainda houve mais perguntas, que o garoto respondeu com indiretas, as quais o menor entendia como simples frases aleatórias. Contudo, quando o relógio anunciou oito horas, Alan parou de falar e, após o menino escrever a última frase, disse que precisava resolver alguns problemas. Shun concordou, agradeceu, guardou o livro e deixou o quarto.

Dez minutos depois, um garoto tão baixo quanto o melhor amigo de Alan adentrou o quarto. Seu rosto possuía as mesmas feições do outro. Em verdade, era possível dizer que o menino que havia entrado no quarto era um clone em contraste com Shun. Enquanto os cabelos deste eram escuros e os olhos, de um tom cristalino de azul, os fios do menino alcançavam seus ombros e eram loiros, tão loiros que, se estivesse abaixo de certa luz, era possível dizer que eram brancos, e os olhos, que orbes escuras, como se absorvessem toda as cores para si, sem nunca deixá-las sair. E brilhavam, tão forte quanto o luar do lado de fora do prédio. Alan sorriu ao ver o garoto.

– Boa noite, Pierre.

– Ele estava aqui, não estava? – indagou o menino, sentando-se ao lado do maior. – Eu o vi saindo do quarto.

– Sim.

Alan abaixou os olhos, uma expressão dolorosa estampada em seu rosto. Os olhos escuros de Pierre encararam-no. Havia algo em seu rosto que mostrava o quanto o menor sabia dos sentimentos de Alan. Ele levou uma de suas mãos pequenas ao peito do maior.

– Doeu, Alan, enquanto ele esteve aqui? – indagou.

O moreno engoliu em seco, uma lágrima solitária a escorrer pelo seu rosto. Pierre colheu a gota de água no ar e beijou sua mão, onde ela caiu. Então, empurrou Alan sobre a cama e sentou-se sobre sua virilha.

– Quer que eu te faça esquecê-lo essa noite? – perguntou.

– Por favor – disse Alan e pôs o braço sobre seus olhos, tentando esconder as outras lágrimas.

– Pode deixar, Alan. Você vai esquecer completamente aquele que só o machuca – Pierre abaixou seu tronco, a boca rente ao ouvido do outro. – Eu faço tudo por você.

Pierre levantou seu rosto, apenas o possível para visualizar o rosto escondido sob o braço de Alan. Não deixou transparecer, mas havia um ligeiro sorriso em sua boca. Era comum que os lábios dos garotos encontrassem-se durante a noite. Contudo, nunca deixavam de ser apenas um selar. Eles acreditavam que não deviam ultrapassar os limites de um beijo simples para um intenso e apaixonado.

Então, o louro continuou as carícias mais abaixo do rosto de Alan. Deixou que sua boca fosse até o pescoço do outro e beijou-o, deixou marcas escuras, lambeu-o. Em momento algum, levantou-se da virilha do moreno. Ainda estava sentado e, com os movimentos do corpo, roçava seu corpo contra o membro de Alan. Aquilo excitava-o e, antes mesmo de alcançar os mamilos do outro, Pierre podia sentir o peito abaixo de si subir e descer.

As camisetas foram jogadas em um canto alguns minutos depois, e o louro passou a cuidar dos botões rosados, que se destacavam na pele clara do peito de Alan. Mordiscava-os com força. Chegava, em verdade, a machucá-los de vez em quando, o que fazia o moreno gemer um pouco mais forte. Alan gostava da maneira como Pierre era na cama: ligeiramente agressivo, apesar de ser passivo. Cada noite com ele, era única de certa forma.

O louro desceu ainda mais o rosto, após perceber que os mamilos do outro estavam avermelhados e eriçados. Não tinha mais por que apenas roçar seu quadril contra Alan. Então, resolveu apenas excitá-lo ainda mais. Ele deixou que sua mão acariciasse o pênis do outro sobre o tecido, os gemidos baixos a preencher seus ouvidos. Ele queria, porém, ser tocado da mesma forma. Rápido, Pierre retirou sua calça, juntamente à cueca, e jogou-os onde as blusas estavam. Depois, fez o mesmo com as roupas de Alan. Deixou seu membro ereto à mostra e, com ele, tocou o do outro. Os pênis roçavam um contra o outro, enquanto o louro fazia movimentos lentos de vai e vem. OS gemidos dos garotos misturaram-se e formaram um som em conjunto.

Uma das mãos de Pierre procurou a de Alan e, quando encontrou, deixou que seus dedos se entrelaçassem aos do outro. Aquela era uma demonstração de apoio, de que ele estava ali e sempre estaria. Alan gemeu um pouco mais alto, e o louro podia senti-lo estremecer abaixo de si. Então, parou os movimentos, ficou de quatro sobre o corpo do moreno e levou dois de seus dedos à sua entrada. Ele já estava, de certa forma, acostumado com a penetração, já que fazia com tanta frequência, mas sempre era preciso fazer aquilo, se não, a dor era terrível.

Pierre gemia abafado e baixo, e os barulhos deixavam o corpo de Alan ainda mais excitado, até o momento em que o moreno colocou uma de suas mãos sobre a coxa do menor, chamando sua atenção.

– Pierre, eu não aguento mais.

O francês concordou. Então, segurou a base do membro do outro e posicionou-se sobre ele. Desceu. Aquilo doía, mas, por algum motivo, doía menos quando estava com Alan. Pierre conseguia suportar o corpo estranho a adentrar o seu. Suportava tudo o que acontecia naquele quarto, naquela cama.

Esperou que todo o pênis do maior estivesse dentro dele para mover-se para cima e para baixo. Era uma das posições de que mais gostava. Por isso, sentia seu corpo esquentar sempre que Alan dizia para fazer tudo. Pierre sabia que poderia fazer tudo aquilo de que gostasse.

O louro subia e descia sobre o corpo do outro, deixando que Alan visualizasse seu membro adentrar o corpo do menor e sair de dentro dele. Os gemidos ficavam cada vez mais altos e, quando Pierre sentiu o pênis do moreno atingir sua próstata, não conseguiu impedir que um grito deixasse sua garganta. Aquelas sensações deixavam seu corpo quente, seu coração acelerado. Ele adorava cada uma delas e todas as noites que passava com Alan. A fim de obter ainda mais prazer, o louro deixou que uma de suas mãos massageasse seu membro, mas Alan o impediu. Ele o faria.

Os dedos fortes do moreno brincavam com o pênis excitado de Pierre. Mexiam na glande, depois na extensão, e brincavam de subir e descer no mesmo ritmo do menor. Continuaram, então, as carícias, até que o louro se desmanchasse na mão já experiente de Alan. Não demorou muito para que este também gozasse entro de Pierre, já que as contrações do corpo do menor pressionavam seu membro.

O louro jogou-se sobre o corpo do maior, que colocou seu braço ao redor dos ombros de Pierre. Seu polegar acariciava o braço do menor levemente, em uma demonstração de carinho, e era impossível não perceber o sorriso do garoto, que aninhou-se mais no peito do moreno.

O fato era que Pierre também possuía o coração partido e conhecera Alan pouco tempo depois de levar um fora. Se ambos não tinham seu amor correspondido, por que não consolarem-se? Pierre ia quase todas as noites ao quarto do outro, principalmente quando lembrava-se do garoto por quem era apaixonado. E eles faziam sexo, como se fosse uma forma de esquecer-se – o que era, em verdade, mas apenas de forma momentânea. Eles ainda não haviam percebido, mas, de alguma forma, os corpos necessitavam um do outro. As visitas do francês tornaram-se mais frequentes; Alan esperava ver o garoto ali todas as noites, ansioso. Viviam ainda na mais pura mentira de que estava apenas a consolar-se, quando, na verdade, amavam-se de uma forma intensa.

Naquela noite, ocorreu a primeira demonstração da necessidade que sentiam: Alan levantou-se ligeiramente, a fim de fazer o louro levantar seu rosto, e beijou seus lábios de forma apaixonada, deixando que sua língua dançasse com a do outro, em suas bocas. Não demoraria muito para eles perceberem o sentimento que cultivavam naqueles momentos.


Notas finais
I am in love with my best friend. However, he has a boyfriend = Eu estou apaixonado pelo meu melhor amigo. Entretanto, ele tem um namorado.
Espero que tenham gostado. Sim, foi um capítulo curtinho, mas fazer o quê? HAHAHA
De qualquer forma, comentários? E escolham o casal, por favor 8D O capítulo especial será feito após o próximo e o casal será anunciado no próximo!
Até a próxima!
Takoyaki.
Próximo: O Garoto com Skate.