Garoto Sujo

1 Prólogo – Terceira Temporada!


Notas iniciais
Terceira Temporada de Médico Sujo!! OLÁ, GENTE! Mais uma temporada pra vocês! *Essa fic não acaba nunca, não?* Não. ******* AVISOS IMPORTANTES, LEIAM ISSO ******* Pra você que não sabe: existem duas fanfics. Médico Sujo e Policial Sujo (segunda temporada) E agora tem essa aqui também, a terceira temporada, GAROTO SUJO! Ela contará a história do famoso Flashback do Law transformando-se em ninfomaníaco completa! IMMMMMMMMPPPPPOOOOOOORRRRRRRTANNNNNNNTEEEEEEEEEEEEEEE NÃO LEIA ESSA FANFIC SE VOCÊ NÃO TIVER LIDO ATÉ O CAPÍTULO 33 DE POLICIAL SUJO, PORQUE VOCÊ NÃO VAI ENTENDER ABSOLUTAMENTE NADA. Caso você tenha lido até o cap 33, mas não acabou a leitura de Policial Sujo, pode ler. Não terá spoiler e você entenderá tudo! :3 OBS TAMBÉM IMPORTANTE!! Essa fic é extremamente violenta. Nela, contém: Insinuação de sexo, estupro, pedofilia, abuso de incapaz, drogas, dependência química, discursos que ofendam uma determinada minoria social, hegemonização, homicídio, tortura psicológica, agressão, perseguição, síndrome do Estocolmo, abuso físico, manipulação, objetificação e hipersexualização, prostituição, apologia às drogas, apologia ao estupro, apologia a porra toda e é isso aí. Ou seja, muita coisa ruim. Tejem avisados porque eu avisei. Divirtam-se! :*

Alguns anos atrás, uma matéria de jornal foi responsável por causar um impacto de comoção mundial. Não houve uma pessoa que não soubesse ou que havia deixado de comentar, seja entre amigos ou em uma simples conversa de bar. A notícia se espalhou rápido e o povo inglês ficou inato.

Haviam dois médicos bem conhecidos pela Inglaterra por terem finalizado a faculdade bem cedo, um com dezessete, outro com vinte anos. Eram altamente recomendados pelo conselho de medicina e, por isso, a visibilidade que recebiam era alta demais.

Entretanto, houve um certo ano em que esses dois médicos envolveram-se em um escândalo. O motivo? Haviam sido presos, formalmente acusados de assassinarem, por dinheiro e convicção pessoal, alguns de seus pacientes. Um deles chegou a pegar quatro prisões perpétuas, outro, recebera um convite para se redimir trabalhando na Yard como consultor.

Estamos falando de Trafalgar Law e Eustass Kid, que viveram juntos na mesma casa desde crianças e fizeram a faculdade um ao lado do outro. Ambos passaram por algumas grandes dificuldades e tiveram uma infância conturbada, justificando terem se tornado assassinos em série.

Atualmente, mais de anos depois de serem presos, Kid estava morto e Law seguia em liberdade monitorada. Tanto ele como Luffy agora são oficialmente um casal, depois de terem passado por várias complicações e suas vidas terem se tornado pacíficas. Porém, nem sempre foi assim.

Como dito anteriormente, a infância do antigo médico e atual residente da Yard foi um tanto conturbada, a começar pelo período de quando tinha nove anos e foi perdido em uma aposta pelo pai para uma máfia, salvo posteriormente por Kid. Mas não é sobre isso que viemos falar aqui.

Seis anos mais tarde, quando este mesmo garoto sequestrado havia completado quinze e estava na faculdade de medicina, já no penúltimo período, uma catástrofe que marcou sua vida aconteceu, graças à uma terceira pessoa chamada Diez Drake, que estudava criminologia na mesma faculdade.

Confira agora a estranha história de Garoto Sujo!— Terceira temporada de Médico Sujo.

♠ ♥ ♦ ♣

— Você já conseguiu tudo?

— Sim, tá tudo aqui.

Final do século XX, nos anos 2000 muitas coisas estavam acontecendo com as descobertas de novas tecnologias que vieram para substituir as antigas. Sem dúvidas alguma, um ano muito marcante e memorável para a grande maioria das pessoas.

Nos subterrâneos de Londres, onde deveria ficar localizado o metrô, a sede do submundo existia em segredo. Tratava-se de uma organização secreta que era oposta ao Governo Mundial, responsável por tráficos e vendas de artigos proibidos.

Comandada por Doflamingo, com sua alcunha “Joker”, três garotos de próximas idades abaixo de dezenove anos haviam acabado de ingressar, depois de terem sido recomendados por um sujeito excêntrico chamado John B. Adams, vulgo "tio" de Law.

— Mas tem certeza mesmo que isso vai dar certo?

— Por que não daria?

— Por vários motivos…

Trafalgar Law, de quinze anos e Eustass Kid, de dezessete, cursavam medicina na mesma faculdade de Diez Drake, que fazia criminologia e tinha dezoito. Os três haviam acabado de entrar para o exército de Doflamingo, no submundo, e como novatos, tudo o que faziam era limpar o chão.

E já que essa não era uma tarefa apreciada por eles, Drake, o mais velho dali e também melhor amigo de Law, arrumou um plano com o objetivo de ser reconhecido pelo Joker e ganhar algum cargo importante. Juntou-se com Dellinger, de catorze anos, que não estudava, mas que já estava ali há um tempo.

— Mas como exatamente vai ser isso? – Dellinger, um garoto loiro efeminado, perguntou, usando roupas curtas e apertadas para vestir.

— Meu primo me deu uma fórmula, eu vou usá-la numa injeção contra o Law. – Responde o ruivo com um “X” no queixo e olhos azuis, que usava um casaco com gorro azul, com alguns frascos na mão.

— Hihihi, seja no que isso der, vai ser bem interessante. – Dellinger ria de um modo sádico com a mão na boca.

Ambos, mais cedo, haviam montado um plano para conseguirem cargos importantes no submundo ao invés de precisarem passar o resto de suas vidas limpando o chão. Nada mais era do que se aproveitar do fato do sentimento que Joker tinha por garotos mais novos a seus favores.

Drake e Law tinham uma amizade de três anos, saíam para estudar juntos e explodiam coisas em conjunto como melhores amigos costumam fazer em seu tempo livre. O ruivo pretendia usar Trafalgar em seu plano, arrumando um jeito de fazê-lo dormir com Doflamingo mesmo que forçadamente.

Colocando algumas substâncias líquidas depressoras juntas, tais como GHB, Ketamina e Clorofórmio, Drake, com intenção de dopar Law e obrigá-lo a fazer tudo o que mandasse, fez um coquetel de drogas e colocou o frasco em uma seringa que usaria contra o garoto em forma de injeção.

— O que esse negócio faz, afinal? – Dellinger indaga ao ver a injeção pronta. – Eu acho o Law tão inocente, não acho que vá dar certo...

— Ele tem uns traumas com o corpo, fica dizendo que não gosta que toquem nele. É pura frescura, ele tem cara de quem curte, essa injeção só vai deixá-lo mais “soltinho”.

— Uh, então é tipo uma poção do amor? – Coloca a mão na boca, surpreso, com um sorriso sádico em resposta.

— Não é bem “do amor”, é basicamente uma poção que vai deixá-lo excitado e tonto o suficiente pra dormir com qualquer um.

— E você vai entregá-lo assim pro Doffy mesmo, virgem?

— Não né, eu não posso deixar alguém inexperiente com o Joker. E se ele desmaiar? Eu vou domesticá-lo pra ter certeza que tudo ocorra bem.

— Pera, então você vai...

— Me sacrificar pelo time. Você vai entender mais tarde, vai valer à pena, eu sinto isso. Enfim, Dellinger, tá com as coisas que eu te pedi pra arrumar?

— Sim, tá tudo aqui! Eu também pedi pro Doffy ir pro quarto daqui há duas horas, hihi.

— Beleza, então vamos começar logo com isso.

— Só uma pergunta, essa coisa não vai matar ele não?

— Os riscos dele morrer são só 99,97%. Isso porque eu usei o dobro das quantidades que o meu primo tinha me dito pra usar.

— “Só”?

— Mas ele vai sobreviver, relaxa, o garoto é forte, só é fresco. Bom, pelo menos é o que eu espero.

— Aaah, cada hora esse plano fica mais emocionante! Mal posso esperar pra saber no que vai dar.

— Então bora colocar pra funcionar.

Pouco antes de Drake e Dellinger armarem o plano, tanto eles dois como Kid e Law estavam reunidos na sede do submundo limpando o chão com a ajuda de esfregões como era de seus feitios. Nenhum dos quatro apreciava a ação, mas eram obrigados.

Eram vigiados por Corazón, irmão de Doflamingo e seu braço direito, Donquixote Rosinante, para garantir que fariam seus trabalhos devidamente bem. Apesar de obedecerem às ordens que recebiam, não poderiam deixar de conversar entre si e reclamarem.

— Tsc, eu não deveria ter aceitado isso. – Law resmunga, obrigado a fazer parte do submundo por seu tio Adams. – Até ajudar o pai do Kid é melhor.

— Eu até agora não entendi porque a gente tá aqui. – Eustass responde. – Pra que entrar no submundo? É tão desnecessário.

— Parem de reclamar, vocês não fazem ideia da sorte que tivemos por conseguirmos fazer parte do bando de Joker. – Drake fala, segurando o esfregão e fingindo que estava fazendo algo.

— Hã, ei! – Law aponta pra ele. – Você tá limpando essa mesma parte parado há meia hora!

— Limpar chão é coisa de mulher. – Afirma.

Let it go, let it goooooo! Can’t hold it back anymore... — Dellinger nem se importava, apenas cantarolava alto enquanto alegremente lavava o chão no mesmo ritmo da música.

— Tsc, já chega. – Trafalgar joga seu esfregão no chão. – Eu desisto desse troço, não quero virar uma versão nova do Adams e tenho prova amanhã.

É isso que dá o Doffy ficar recrutando pirralhos. — Uma voz grossa e baixa murmura, enquanto lia um jornal de pernas cruzadas. Era Corazón, um loiro alto que estava tomando conta dos quatro.

— Como é que é? – Mas o moreno o retruca, sendo o segundo mais novo dali.

— Não ouviu? Se não aguenta nem limpar o chão, seu lugar não é aqui, garoto.

— Cala boca! A única coisa que você faz o dia todo é beber chá, tropeçar e ficar lendo jornal, inútil. É pra isso que um Corazón serve?

— Argh... – Rosinante solta um longo suspiro, levanta-se acendendo um cigarro e vai na direção do garoto. – Você precisa mesmo conhecer o mundo pra evitar falar essas merdas.

— O que você vai fazer? – Mas antes de receber uma resposta verbal, Law foi pego pelo braço de modo bem forte, quase sendo levantado do chão, e começou a ser arrastado. – EI, ME SOLTA!

— OI, LARGA ELE! – Kid exclama, também se livrando do esfregão e correndo atrás do moreno que era levado pra algum lugar.

— Espera, Kid! – Contudo, o outro ruivo, Drake, segura seu braço. – Deixa eles.

— Hã, do que você tá falando?

— Saai, me solta! – Law gritava sendo arrastado. – Tá machucando! Qual é a sua?

— Me larga, maldito! – Eustass ficava nervoso. – Esse desgraçado tá tentando levar o Law pra algum canto!

— Deixa levar, ele tá merecendo mesmo.

— Como é que é?

— Quer dizer, quem tá levando ele é o Corazón, o segundo cara mais poderoso daqui. – Afirma Drake, segurando o outro.

— Que se foda a hierarquia, ele tá arrastando o meu Law e você tá deixando!

— Idiota, se você tentar impedir ele vai te matar, não vai adiantar nada você sair gritando por aí.

— E o que você sugere, ficar parado?

— Espera o Corazón voltar, depois a gente vai procurar o garoto.

Dito e feito, mesmo Eustass ficando ansioso, tiveram que continuar a limpar o chão. Rosinante voltou e ele pôde ir procurar Law, por quem sempre fora apaixonado e preocupado, enquanto Drake aproveitou a chance para ir conversar com Dellinger.

— Ei, Law! Tá aí?

Kid? — O garoto estava preso dentro de um quarto escuro que era chamado de “Canto do castigo”, trancado. – É você?

Aquele coração desgraçado te prendeu aí?

Sim, ele disse que ia me deixar aqui até eu aprender uma lição… tá escuro.

— Que quarto é esse?

Sei lá, tem umas algemas aqui, deve ser onde eles prendem as pessoas que não gostam mais. Aqui dentro fede, me tira daqui, por favor.

— Se afasta da porta, eu vou tentar arrombar. – Fala, usando seu preso pra bater a parte lateral de seu corpo contra a porta, mas sem sucesso. – Tsc, que coisa dura…

Não tem como você conseguir a chave com alguém? Eu não quero ficar sozinho…

Eu posso tentar, mas eu duvido que aquele Corazón vá me dar alguma coisa.

Tenta qualquer coisa, eu não quero ficar sozinho nesse lugar.

Eu não vou te deixar sozinho, assim que você sair nós vamos embora desse lugar, tá bom? Eles não podem manter a gente aqui pra sempre.

Tá, você tem razão, a gente precisa sair desse lugar rápido. Essa gente é doida!

Enquanto Eustass ficava junto com Law do outro lado da porta, Drake aproveitou a oportunidade para ir fazer a injeção do início com Dellinger. Em seguida, voltou sozinho, somente com uma mochila nas costas até o de cabelos vermelhos.

— Oi, Kid! – O cumprimentou como normalmente.

— O que você quer? – Mas este responde com impaciência. – Você me impediu de resgatar o Law.

— Não impedi nada, se você contrariar a ordem de alguém daqui isso pode causar a morte de vocês dois.

— Que seja, só apareceu aqui pra me falar isso?

— Eu falei com o Rosinante, parece que só vão liberar o garoto de madrugada.

O QUÊ?— Ele ouve, do outro lado da porta, e se espanta.

— M-Madrugada?! – Kid também tem a mesma reação.

— Pois é, parece que eles não gostaram mesmo de ver vocês reclamando.

Tava todo mundo lá reclamando, por que é que só eu vim parar aqui?

— Enfim, eu só vim dizer isso. – Drake se vira para falar com o outro. – Kid, eu acho melhor você avisar a mãe dele pra ela não se preocupar.

— Tá maluco? Eu não vou sair daqui sem o Law.

— Deixa que eu fico de vigia, se vocês dois sumirem e não voltarem hoje ela vai ficar preocupada.

Ele tá certo, Kid.— Law fala lá de dentro. – Ela sempre pede que a gente avise se for dormir fora, pelo jeito eles não vão me liberar hoje e a gente mora longe.

— Tem certeza? – Hesita. – Eu não quero te deixar sozinho.

— Eu cuido dele, não me invisibilize.

— Pode ir, mas volta depois.

— Então tá... se cuida.

Virando-se de costas, Eustass foi embora do local, deixando os dois sozinhos. O que não sabia-se era que Drake havia conseguido pegar o molho de chaves que abria a porta onde Law estava de Rosinante, enquanto o loiro estava distraído. Bastou esperar poucos segundos para que ele a abrisse.

— V-Você abriu a porta? – Law ficou com os olhos brilhantes. – Aah, obriga–

— Cala boca...

O garoto de cabelos negros arrepiados ficou levemente assustado e sem palavras assim que, ao tentar sair, fora empurrado para dentro novamente. Diez entrou no quarto junto com ele, o olhando com um semblante sério sem baixar a cabeça antes de se virar até a porta.

— Huh, o que foi? – Perguntou, com um mau pressentimento. – Por que você entrou aqui?

Mas não recebeu nenhuma resposta verbal. Ao invés disso, o outro apenas trancou a porta e ficou de costas para ele, com um sombrio ar pensativo à sua volta.

— Por que você trancou a porta..?

— Ei, garoto... – Falou, ainda sem estar olhando pra ele.

— O quê?

— Tira a roupa.

— Ahn?

— Não ouviu? – Vira-se, com irreconhecíveis olhos fulminantes de ódio e voz grossa. – Mandei tirar a roupa.

— Mas do q–

— AGORA!

Sem permitir que Law tenha sua reação natural de susto, o ruivo vai até ele bem rápido e agarra seu braço com força.

— E-Ei, me larga, i-isso machu–

— CALA BOCA E ME OBEDECE! – O puxa fazendo-o desesquilibrar-se para, logo em seguida, derrubar o chapéu branco com pintinhas pretas que Law usava e puxar seus fios negros de cabelo até arrancar alguns. – Não me faz ter mais nojo de você do que eu já tenho!

— A-Ai! O-O quê... você...

— FICA QUIETO! – O empurra tão forte que faz o garoto chocar-se contra a parede, batendo a cabeça e as costas antes de cair no chão, sentado, devido suas pernas estarem desestabilizadas. – Tira a sua roupa, anda, eu não vou repetir.

— Ai, ai, ai... – Havia ficado já tonto e com dor de cabeça, somente sentia dores e não conseguia pensar em nada direito.

— Você vai mesmo ficar aí parado? – Foi andando em direção a ele, devagar.

— M-M-Ma-mas, mas... o qu-quê... por quê... – E quanto mais o ruivo chegava perto, mas ele ia se afastando e, embora ainda esteja sentado no chão, tentava andar pra trás para fugir daquele lugar, tendo a parede como sua principal inimiga.

— Se você não me obedecer vai ser pior pra ti, garoto.

— O-O que você quer comigo? – Não conseguia desviar seus cinzas olhos de medo dos azuis celestes desgraçados do ruivo, que continuava o encarando fúnebre.

— Eu quero que você me dê o que eu mereço por esses três anos que eu tenho te aturado.

— Han–

Sem que percebesse, o garoto teve seus cabelos puxados para cima até que ficasse em pé, sentindo uma enorme dor em suas raízes. Em seguida, precisou segurar o braço de Drake com as duas mãos pois havia tido sua garganta tomada pela mão do ruivo que o levantava pelo pescoço até seus pés pararem de tocar no chão e o estrangulava até arrancar sua voz.

— Eu te odeio. – Disse seco, encarando Law de perto que possuía os olhos arregalados de pavor enquanto debatia-se em busca de ar. – Caralho, você não tem noção de quanto eu te odeio!

— ..... – Tentava realizar algum movimento ou falar. – M-Me... sol...

— Vai se foder! – Para de o estrangular e o joga para outro canto do quarto, o soltando.

— A-Ai... – Mas ele acaba caindo no chão novamente, fraco. – Alguém... me tira daqui... – E indo rastejando pelo chão até a porta. – Kid! Alguém! Me tira daqui, por favor! – Batendo nela e chamando alguém, sem um mínimo de sucesso. – Kid, por favor, me tira daqui!

— Para de ficar rastejando, inútil. – Volta a segurá-lo e o vira de costas, dessa vez, jogando sua face contra parede tão forte que poderia fazer seu crânio rachar-se facilmente, imobilizando seu braço para que não conseguisse se soltar.

— V-Você... o que você...

— Fica quietinho e tenta não gritar muito alto.

Drake o prensou de costas contra parede e abaixou sua calça rispidamente até sua bunda estar à mostra, tirando a injeção que havia preparado com Dellinger do bolso de seu casaco e injetando aquilo em Law de uma só vez.

— aaaaAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!! – Por ser extremamente forte e violenta, ardeu bastante. – AAAAAAAAAHHH!! Aaaaahh... aah... aaí...

— Tsc, você é escandaloso de mais. – Se afasta, o largando.

Law, após dar o incansável grito, calou sua voz completamente e ficou parado, de costas, sem proferir nenhum tipo de som. Levantou sua calça, coçando os olhos para enxugar as lágrimas que estavam presas a seus olhos e virou-se, devagar, na direção do ruivo.

— E aí, tá sentindo alguma coisa? – Diez indagou.

— Ahn? – Mas, estranhamente, ele acalmou-se como se nada tivesse acontecido ali. Não sentia mais medo, ansiedade ou uma dor sequer. – O que tinha nessa injeção?

— Huh? – E essa reação tão normal e cotidiana acabou por assustar o ruivo.

— ...? – Só o olhou com dúvida. – Pra que serve essa injeção?

— Han... você tá bem? Estranho, você tá falando tão normalmente.

— Como era pra eu estar falando?

— Você não tá sentindo nada?

— Não.

— Dor? Aflição? Agonia? Nada?

— Não, não, não, nada.

— Nadinha mesmo?

— O que era pra eu estar sentindo?

— Ahn... sei lá.

— Por que você fez isso?

— Eu... v-você tá realmente bem? Sério?!

— Eu tô... você tentou me matar?

— Bom, não...

— Você é estranho.

— Caramba, que situação chata... é, não deu certo, vamos embora daqui.

— Por que você disse que me odiava, que tinha nojo de mim e por que pediu pra eu tirar a roupa?

— Pfff, nada demais, eu acordei com raiva do mundo hoje, não leva pro lado pessoal.

— Sério?

— É, vamos logo embora daqui, amig– Drake foi abraçar o ombro de Law, porém, quando encostou a mão contra a pele do garoto...

— Aaaahhinn..! – Este sentiu um enorme arrepio percorrendo sua espinha como se tivesse levado um choque internamente. Em um ato de reflexo, Trafalgar se afastou e soltou um longo gemido, fechando as pernas e colocando a mão na parte tocada.

— Q-Q-Q-Q-Q-Q-Que q-que f-foi isso?! – O que acabou assustando o outro.

— Aahn.. hnm... – E mesmo depois, ainda soltou alguns gemidos de leve, com olhos fechados e bochechas coradas e quentes, até se acalmar, com o coração acelerado. – O quê...

— Isso foi um gemido?

— D-Do que você tá falando? – Ficou encabulado. – É claro que–

Drake encosta nele novamente.

— Aahn..! – Mesmo efeito.

— Eita porra.

— Aahn, uhn... o quê? – Abre os olhos e percebe o que havia feito. – O que... ahn, eu... vo... você...

— Deu certo? – Toca de novo.

— Aaahn! – E de novo. – Ain.... – E de novo. – Aaah, pa-para!

— Caramba, que coisa bizarra. – Toca mais uma vez.

— Aaaahhhnn..! – E ele já estava completamente vermelho e ofegante.

— Own, que gracinha.

— E-Eu.. por quê... – Estava com a visão totalmente falhada e sentiu um apagão em seu cérebro, fazendo-o quase cair de tanta tontura. – A-Ahn...

— Então vamos continuar com o plano.

Aproveitando o corpo de Law estar hipersensível, o ruivo pôde finalmente se aproximar do jeito que queria. O pobre garoto não entendia muito bem o que se passava ali, estava com um calor interno tão alto que lhe causava tontura, mas não conseguia parar de soltar gemidos com a voz cada vez mais fraca e abafada.

— Aahn, ah... – Hesitava um pouco por medo, mas não conseguia parar de olhá-lo.

— Heh, até que parece divertido.

De modo brusco, chegava cada vez mais perto do corpo trêmulo do jovem adolescente de quinze anos, até segurar o final da camisa que este usava e arrancá-la de uma só vez. Trafalgar teve todos os seus pelos arrepiados e tentou se cobrir, cruzando as pernas e colocando a mão sobre o peito desnudo.

— Aahn, p-por quê... – Com uma voz quente e abafada, sem conseguir raciocinar direito, tentou indagar.

— Você tá bem quente. – Mas o ruivo além de não se importar, aproximava-se dele de modo irônico e sádico, pegando em sua cintura na altura da calça. – Precisa tirar as roupinhas, bebê.

— N-Não... me solta...

— Te soltar? – Começa a andar para frente e, consequentemente, Law vai andando para trás. – Eu não tenho mesmo a intenção de fazer isso... – No mais, coloca a mão no zíper de seu próprio casaco, abaixando-o e ficando de peito nu tal como ele.

— O que você...

— Você ainda pergunta? – Coloca um dedo dentro da calça do moreno, o puxando para mais perto de si até seus torços se encostarem. – Só tenta gravar tudo o que eu fizer aqui e nunca se esqueça.

— Para... – Law tentava afastá-lo com as forças que ainda lhe restavam. – Não encosta... em mim...

— Eu já estou encostando em você. – Em um passo, desabotoa a calça dele e, mesmo o outro tentando não deixar, a abaixa junto com a cueca, formalmente deixando o garoto completamente nu. – Que gracinha...

— V-Você... n-não faz isso, por... por favor... – Tentava se cobrir e fugir dali, sem hesito e completamente dopado devido ao coquetel de drogas injetáveis.

— Por que não? Você tá tão sensível... – Tocou seu peito.

— Aaaahhhn!

— E geme só com um toque, que fofo, o Kid iria adorar isso.

— P-Pa... para...

— CALA A BOCA, CARALHO! – Do nada, grita para intimidá-lo, com êxito, dando um forte tapa em seu rosto.

— AI! – Tão forte que o menor quase caiu, mas foi segurado pelo pescoço e jogado contra a parede. – Aahn...

— ESCUTA AQUI, PORRA. – Drake apertava forte seu pescoço, tentando o estrangular e arrancando seu ar. Law arranhava seu braço para tentar ser solto. – Você vai me obedecer direitinho, entendeu?

— E... eu...

— ENTENDEU?

— E-Entendi! E-Eu vou... aaahn...

— Ótimo! – O ruivo segura em seu cabelo com força e abaixa suas próprias calças, forçando a coluna do outro e o obrigando Law a se ajoelhar. – Chupa, agora.

— Ahnm? – Fica sem saber direito o que fazer, forçadamente ajoelhado de frente para as partes íntimas despidas do ruivo, apoiando suas pequenas e frágeis mãos nas pernas dele.

— Mandei me obedecer, caralho! – Força o rosto de Law a encostar em seu membro, usando as mãos para aproximá-lo.

Antes que o garoto pudesse falar mais alguma coisa ou ter qualquer tipo de reação de defesa, dopado devido às drogas tudo que ele poderia fazer era obedecer para não sofrer qualquer tipo de punição. Acaba precisando introduzir todo membro flácido do ruivo em sua boca.

De olhos fechados e com nojo do ato, ia mexendo o rosto graças a Drake, que segurava seu cabelo e o obrigava a engolir mais. Law continuava a se apoiar nas pernas dele, cravando as unhas de tanta aflição, pânico e nervosismo que sentia.

Com os movimentos que era obrigado a fazer com a boca, logo o membro do ruivo foi ganhando ereção e ficando maior e mais duro, o suficiente para que o garoto não conseguisse mais aguentar ter entre seus lábios, precisando se afastar para tossir e salivar. Entretanto, Diez, impaciente, força a garganta dele para engolir o máximo possível.

— Se vomitar eu juro que te mato, agora vai aprender a fazer direito. Usa a língua...

Precisava dar instruções específicas para prosseguir com seu plano, que era fazer o púbere dormir com Doflamingo por interesses. Law tossia e lacrimejava, mas era obrigado a engolir mais ainda devido às mãos do outro em seus cabelos.

Drake aguardou até o menor se acostumar e realmente usar a língua, daí voltou a subir seu corpo. Trafalgar, de pé, foi virado brutalmente de costas até sua face chocar-se contra parede mais uma vez.

— Tá preparado, bebê..? – Disse, chegando próximo a seus ouvidos, mordendo o lóbulo de sua orelha. – Talvez os analgésicos te façam sentir menos dor...

— P-Para... n-não, não faz... aahn...

— Empina e deixa a coluna bem curvada... – Força as costas dele a ficarem bem pra baixo e pega em seu quadril, puxando em sua própria direção. Law apoiou os braços na parede e teve suas pernas afastadas. – Assim... – Para depois levar uma de suas mãos até entre as pernas dele, indo com os dedos até sua entrada.

— P-Por favor, isso não! – Acaba conseguindo se virar de frente para o ruivo, já com os olhos pedintes mergulhados em choro. – Por favor...

— HÃ? – Porém, Drake grita com ele e volta a apertar sua garganta. – Você acha mesmo que eu vou ter pena de você?

— E-Eu–

— CALA BOCA! Céus, como você é irritante, garoto. Eu preciso mesmo te ensinar tudo.

Mais uma vez, virou o outro de costas com ainda mais intensidade, forçando-o de verdade a ficar calado. Obrigou sua coluna a ficar empinada, puxando seus quadris de modo que Law recebesse seu membro sem sequer nenhum tipo de preparação anterior, no seco.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHNNNNNNN....!

— Tsh...

Law deu o maior grito de dor que conseguia, tendo todo o seu corpo mais trêmulo ainda e com dores insuportáveis o percorrendo, parecia sofrer queimaduras intensas internas. Drake também acabou sofrendo o impacto devido o buraco ser bem pequeno e apertado, sentindo uma ardência na glande.

— A-Aahn... aaaahh... – Foi necessário um tempo para se acostumar. Ambos ficaram parados, o ruivo com o membro inteiro dentro do garoto que agora continha um filete de sangue caindo por sua perna.

— Foi pior do que eu pensei que seria... – Diz, com os olhos quase fechados e apertando tanto a cintura quanto o quadril de Law com força, até deixar vermelho devido à ardência.

— Então... t-tira...

— Nem pensar, agora que a gente começou precisa acabar.

Devagar, ele começou a fazer movimentos de penetração dentro do garoto que possuía batidas no coração altamente aceleradas e suava frio, mas tentava aguentar o máximo que conseguia. Aos poucos, ambos foram se acostumando com a dor.

— Aarf... ahn... – Trafalgar, por sentir um calor interno tão gritante, não conseguia respirar direito e deixava sua voz escapar, abafada.

— Bom garoto...

Começaram as estocadas mais fortes, ganhando mais impulso e velocidade. O corpo do garoto foi ficando cada vez mais dormente, mas o do ruivo, mais vitalidade e prazer, principalmente derivado do sadismo.

O ruivo foi fazendo movimentos com seus quadris cada vez mais rápidos e fortes, obrigando a voz de Law a sair mais pesada e com alguns gemidos misturados. Em seguida, também pegou uma das pernas do garoto, levantando-a e o deixando um pouco de lado para penetrá-lo melhor.

— H-Hnm... aaarf... ahn... – Seu corpo pequeno foi ficando cada vez mais quente e ele próprio não conseguia aguentar. – Aaahn... ah-ahn...

— Hnm... – O outro também fechou seus olhos e aumentou o movimento das estocadas, atingindo mais prazer ainda. – Law...

Saiu de dentro dele por um instante e virou-o de frente para si, botando as mãos nas duas pernas do moreno e o subindo, o pegando no colo e deixando que apoiasse as costas na parede. Trafalgar abraçou o pescoço de Drake para não cair e comprimiu os dedos do pé graças ao arrepio e nervosismo.

— Você é uma gracinha... – O ruivo disse, de frente para ele, com o garoto sentado em suas mãos. Law abriu os olhos devagar, com a boca aberta por não conseguir respirar pelo nariz e encarando os profundos azuis dos olhos de Diez, que pareciam menos odiosos dessa vez.

— Me deixa ir embora... – Implorou, cravando a unha nas costas dele sem perceber o que estava fazendo. Estava tonto, mas seu coração insuportavelmente ganhava batidas cada vez mais fortes e seu corpo, além de esquentar, arrepiava-se. – Por favor...

— De jeito nenhum eu vou te deixar ir agora.

Afastou a entrada dele com os dedos novamente, voltando a introduzir seu membro que já estava por latejar. Law pôs-se a soltar mais um grito, mais baixo dessa vez, cravando com força as unhas contra a pele do ruivo e deitando seu queixo no ombro dele.

— Aaaahn... – Pela posição que estava, sua voz e gemidos baixos tocavam os ouvidos de Drake, que voltou com os movimentos de penetração.

— Aahn... – E dessa vez, até ele não conseguiu hesitar em soltar alguns. – Puta que pariu, garoto...

Deixou as costas de Law contra a parede e foi o penetrando de frente, segurando em suas pernas. Também desceu seu rosto até o pescoço do garoto para sentir seu leve aroma púbere, depositando alguns pequenos beijos e chupões não muito fortes para não marcar.

Atingia a próstata do moreno cada vez mais fundo, recebendo gemidos mais altos e naturais. A voz dele estava terrivelmente quente e batia nos ouvidos do ruivo, que só ficava ainda mais excitado. Chegava a salivar sem sequer notar.

— Aah.. aahn... aaah..! – Law gemia no ritmo das estocadas.

— Aaahn... – Virou o rosto de frente para o garoto, com a boca aberta e seus narizes se tocando, permitindo que suas vozes se encontrassem de tão próximos que estavam.

Alguns filetes de lágrimas estavam presos aos serenos olhos cinzas do menor que não conseguia sequer pensar graças à quantidade de calor que sentia em seu corpo. Seus lábios não fechavam-se, a voz saía naturalmente ao encontro da do ruivo, que deixava estocadas mais fortes.

— Aahn... – Law caiu com seu rosto por instinto na direção do do outro, intencionalmente indo beijá-lo para calar seus próprios gemidos enquanto era penetrado. Porém, Drake se afastou, também por instinto, e voltou a ir com a face no pescoço do moreno, beijando-o com mais vontade e o deixando mais arrepiado.

— Você é ótimo... não dá nem pra resistir.

Retirou seu membro de dentro dele mais uma vez, agora puxando seu braço e o fazendo andar até outro canto da sala. Lá, Law se apoiou em outra parede e o ruivo abraçou sua cintura, colocando a mão em sua bunda e beijando mais ainda seu pescoço, sem penetração.

— Uhhnm... ahn... – O que mesmo assim o deixou excitado, graças aos estímulos misturados com a quantidade de drogas excitantes que tinha circulando em seu organismo. Drake desceu com os lábios, apertando sua pele com as mãos e indo até o começo do peito dele com a língua.

— Você é muito bonitinho... – Pegou a mão dele e a levou até seu membro ainda rígido, obrigando Law a masturbá-lo. Depois, desceu o rosto até chegar aos mamilos do garoto.

Colocou a outra mão que não estava ocupada na frente da boca, tentando calar seus gemidos, mas tampouco fora possível. Drake usou sua língua para dar pequenos chupões e mordidas em seus mamilos, fazendo ele sentir cócegas e arrepios.

— Isso, assim... – Voltou a subir, mudando de lugar e permitindo que Trafalgar ficasse em sua frente agora. Abaixou a coluna do garoto mais uma vez, o forçando a se agachar estando agora mais relaxado. – Você já tá muito melhor que o começo.

Segurou seu próprio membro na frente do rosto do garoto e o bateu contra os lábios e bochecha dele, até voltar a enfiar na boca. Law estava um pouco mais acostumado, porém, engasgou mesmo assim quando acabou engolindo mais do que aguentava.

Drake abaixou mais o rosto dele para que desse lambidas no corpo de seu membro e em seus testículos, chupando e fazendo pequenos barulhos com a boca. Seus lábios salivavam bastante e deixavam o membro do ruivo lubrificado.

Em seguida, subiu o corpo do garoto e percebeu que haviam algumas algemas presas na parede do quarto. Prendeu Law de costas nelas, com os braços pro alto e deu um tapa na bunda do garoto.

— Aaaai! Tsh... isso dói.

— O Joker vai adorar ter você, esse foi o melhor plano que eu já fiz em toda minha vida.

— Você vai mesmo... fazer isso?

— Óbvio, você vai me deixar muito rico, garoto.

Deixando o corpo de Law acorrentado, o ruivo aproveita para dar mais estocadas e arrancar mais gemidos dele, apertando seus mamilos ao mesmo tempo e sussurrando em seus ouvidos frases nojentas envolvendo Doflamingo.

♠ ♥ ♦ ♣

Depois de quase duas horas terem se passado, ambos estavam jogados no chão. Drake havia usado diversas posições sexuais para que o menor se acostumasse, resultando na fadiga imensa que ele sentia. Ao menos o efeito da injeção havia passado.

— Huh, até que não foi tão ruim assim. – Afirma, sentado no chão.

— Hnm... nm... – Tentava acalmar sua respiração; suas lágrimas já haviam se secado, mas ele estava tão cansado que, além de sentar ao lado do ruivo, também deitou em seu ombro.

— Ei, não vai dormir, tá?

— ... – Não conseguia pensar direito ainda.

— Agora tá na hora da sua segunda dose.

— Tá falando.. sério..?

— Sim, vira de costas aí.

Drake pegou sua mochila e retirou outra injeção de lá, preparada com as mesmas substâncias usadas na primeira. Law acabou o obedecendo, não por querer, mas por seu corpo não o obedecer direito e pelo medo que sentia das consequências. Logo, recebeu outra dose.

— Eu vou te contar a segunda parte do meu plano e você vai me obedecer, tá bom?

— ... tá...

— Bom garoto, abre a boquinha. – Law o obedeceu, Drake colocou dois dedos em sua língua, brincando com ela e esperando o efeito da droga vir. – Você é uma gracinha mesmo...

— Hnm...

— Toma uma água pra acordar. – Tirou da mochila uma garrafa de um litro e meio, jogando tanto no rosto do menor quanto em sua boca.

— Ai, ai, tá fria! – Law acordou com o choque térmico e tossiu um pouco. – Aahn... – Mas, graças aos efeitos, seu coração batia forte e seu corpo continuava ardendo em chamas.

Sem falar mais nada, com um último toque, o ruivo vira o rosto do garoto e o puxa pela nuca, tomando coragem para finalmente beijá-lo nos lábios de maneira bem lenta e devagar, explorando cada parte de sua boca.

Usou sua língua para dar carícias internas contra a dele em diversas velocidades diferentes, algumas vezes mais intensas, outras, mais lentas, utilizando os dentes para puxar o lábio inferior aveludado do garoto e chupar sua língua, variando os tipos de beijo e deixando que ele faça a mesma coisa consigo.

— Tá pronto. – Afirma, se afastando e encarando o garoto bem de perto.

— ... – Seu rosto estava bem corado e tímido.

— Espero que isso tudo valha à pena...

— O que é pra eu fazer agora?

— Agora você vai... – O puxa para perto de si, sussurrando em seus ouvidos tudo o que ele exatamente faria.

(...)

Trafalgar, extremamente dopado e sem conseguir pensar por si próprio, estava agora totalmente nu, coberto apenas por um manto de couro com listras laranjas e escrito bem grande nas costas o título “Corazón”. Tal roupa havia sido pega por Dellinger e entregue a Drake pouco antes. Law estava entrando agora no quarto de Doflamingo, Joker.

— Donquixote Doflamingo. – Disse, com a voz mais séria que conseguia, de frente para o outro, fechando a porta do quarto. Tentava não estremecer muito, uma vez que seu corpo agia estranho.

— O Dellinger havia me dito que eu receberia um presente se viesse pro quarto. – O loiro estava sentado em uma poltrona com a mão no rosto e pernas cruzadas. – Então é você? – Fala, sem se importar. – Posso saber por que roubou a roupa do meu irmão?

— Ela combina mais comigo. Sem ofensas, mas o seu irmão é um completo idiota.

— Oh, e o que você acha que ganha vindo aqui falar mal do meu querido irmãozinho?

— Vocês dois já nasceram no topo, nunca precisaram fazer alguma coisa além de mandar nos subordinados, por isso não sabem dar valor a nada.

— Ei, ei, ei... eu não estou acostumado com pirralhos falando tão diretamente assim comigo, sabia? Você deveria ter um pouco mais de respei–

— Foda-se você. – Law o interrompe, o que deixa Doflamingo sem palavras e até mesmo atingido. – O que foi, não está acostumado com “pirralhos” mandando você se foder?

— O que é que você quer?

— O que todo mundo quer. Poder.

— Não é desse jeito que vai conseguir.

— Eu não sou igual aos outros. Com seis anos eu comecei a estudar medicina, aos doze eu entrei na faculdade, você depende do meu tio pra conseguir informações do FBI e a única coisa que eu vejo você fazer é ficar sentado o dia todo. Só acho que você não está dando valor às coisas mais simples, Doflamingo.

— Hm, um garoto de quinze anos falando de valores? Que gracinha, fufufu. Mas me diga, o que você veio me pedir, exatamente? Quer virar o novo Corazón?

— Eu não vim pedir nada, eu vim mostrar.

— Mostrar?

— Mostrar o que você ganha comigo por perto. – Law se aproxima.

— Você se acha tão superior, garoto...

— Eu não acho, qualquer um é melhor que o idiota do seu irmão.

— Ei, já deu esse lance de falar mal do meu irmão.

— Ele é um idiota, não sabe andar e se queima com chá. Por que você o mantém como Corazón? Por sangue? Você não tem ninguém a quem confiar esse título.

— E a quem você quer que eu confie?

— Em alguém que realmente mereça, mas pra isso você vai precisar abrir seus olhos. Em primeiro lugar, você vai parar de me mandar lavar chão.

— Oi, oi, agora tá me dando ordens?

— Em segundo, vai começar a me tratar com mais respeito.

— E por que eu faria isso?

— Porque eu posso te dar uma coisa que o seu irmão não pode.

Law chega mais perto ainda de Doflamingo e fica parado à sua frente. Segura em seu manto e, abrindo-o de uma só vez, deixa a roupa escapar por seus braços e revela toda sua nudez púbere, seu corpo magro e definido, chegando até mesmo a fazer o loiro hesitar.

— Você tem imposição... não conhecia esse seu lado.

— Você não me conhece, então só cala a porra da boca e faz o que tem que fazer.

Primeiro, levanta uma das pernas e coloca no braço da poltrona onde Doflamingo estava sentado. O loiro se vê em perdição naquele momento, não demora para alisar a pele do garoto até suas coxas, pouco antes de trazer a cintura dele até si.

Logo, Law estava sentado no colo de Joker, recebendo braços por seus quadris e mordidas fortes em seu pescoço, fazendo os arrepios que a droga provocava virem à tona. De olhos fechados, ele tremia levemente o corpo, mas fazia o máximo para que o outro não notasse.

— Eu não me lembrava de você ser tão apetitoso assim... – Falou, com uma das mãos apertando a bunda do púbere, que já havia esquecido tudo o que tinha pensado em fazer ali e não entendia muito bem o que estava fazendo.

— I-Isso porque você não viu nada ainda. – Só disse a primeira coisa que apareceu em sua mente, torcendo para dar certo.

— É? – E felizmente, Doflamingo abraça seu corpo mais forte ainda, o deixando com mais calor. – Então me mostra...

Nervoso e ao mesmo tempo tentando lembrar tudo o que tinha feito com Drake, apesar de ter recebido um enorme branco em sua mente, Law se abaixa para dar um beijo fechado em Doflamingo, encabulado demais para tentar abrir a sua boca. O loiro, em controvérsia, acaba puxando sua nuca e o obriga a dar um beijo de verdade, com língua e de boca aberta.

Trocando carícias com os lábios do outro, Trafalgar foi usando seu instinto e seus quadris começaram a se mexer estando sentado no colo do maior para excitá-lo. O corpo do garoto agia sozinho, sem pensar muito, somente deixando os estímulos escaparem.

Donquixote levanta-se da poltrona, segurando as pernas nuas de Law e o jogando na cama em seguida. Subiu em cima dele, agachado, abaixando suas próprias calças junto com a cueca e deixando seu membro exposto.

O moreno, que antes estava deitado na cama com Doflamingo em cima, sentou-se nela, ficando de frente para o membro dele e apoiando as mãos em suas pernas. Olhou para cima, diretamente para os olhos escondidos do loiro e encostou a face levemente em seu pênis.

— Isso, assim... – Puxa os cabelos negros do outro na direção de suas partes baixas, fazendo com que Law o chupasse.

Tentou usar bastante sua língua, como havia aprendido e sugou a glande do mais velho, percorrendo os lábios pelo corpo do membro e deixando a saliva escorrer livremente. Doflamingo o acompanhava com as mãos no cabelo dele.

Em seguida, Trafalgar deita novamente na cama e Doflamingo joga-se em cima dele, retirando sua camisa e afastando as pernas do menor, descendo com a boca até estar com o rosto entre elas, chupando e lambendo sua entrada para lubrificar.

— Aaahn... – Sentiu uma sensação estranha o percorrendo, não sabia muito bem o que era aquilo, mas seu corpo tanto se estremeceu. – Hnm...

— Gostoso... – Depois, lambeu um de seus dedos, penetrando o corpo do moreno devagar e o preparando da maneira correta.

— Hnm... ahnm...

— Se machucar avisa, ok? – Sobe em cima do garoto, que o abraça, afasta suas pernas mais uma vez e começa a o penetrar devagar.

— T-Tá... a-ahnn..! – E ele solta mais um de seus gemidos sem perceber, dessa vez não sentindo tanta dor como na primeira vez. – Aahn...

— Aahn.. como você é bom... acho que eu vou gostar disso...

♠ ♥ ♦ ♣

Após terminarem, Trafalgar estava morto de tanto cansaço. Não era à toa, depois de sofrer uma grande violência contra seu corpo e duas injeções bem fortes e perigosas, a única coisa que o pobre garoto poderia fazer era ficar deitado na cama de Doflamingo, com o loiro sentado dela, de costas, se vestindo.

— Você ficou mais cansado do que eu esperava.

— ... – Não conseguia nem responder direito. – .. é..?

— Tudo bem, pode ficar descansando aí, dorme um pouco.

— Mas... o que você vai... fazer agora?

— Eu ia pensar mais um pouco no que você me disse, mas acho que já tomei uma decisão.

— E qual é?

— Você vai saber quando acordar. Por enquanto, vamos deixar a surpresa no ar, fufufu.

Notas finais
Yaaaaaaaay, como prometido, a TERCEIRA TEMPORADA DE MÉDICO SUJO!Volto a dizer: Se você não leu até o capítulo 33 de Policial Sujo, NÃO-LEIA-ESTA-FANFIC.Ela será bem longa e terá uma história bem forte e impactante, isso eu prometo!! Quem leu os capítulos 33 e 34 já pode imaginar como ela será.Comentem aí o que vocês acharam, a opinião de vocês é importante!