Notas iniciais
Olá, leitores lindos! Um tanto quanto atrasado *Pare de enrolar os coitados, está muito atrasado, mulher!*, mas este capí­tulo finalmente saiu! o/ Agradecimentos à Jahs, marybasilio, leticiaplus, Tsuki Kyra, Clara Almeira, Kagome Chan, Anjo das Trevas, Rezinha_Cullen, DarkLucy, Meroko, PatrciaNight, Natyy, MogamiLM, HinaaHChaan, ackels, LoxLu e RikuHarada, além de Miss Elyon por minha terceira recomendação *.* Então, hã... boa leitura.

E mais uma vez seu sonho invadiu-lhe os pensamentos.

Em frente à mesa sobrecarregada com a papelada do Conselho Estudantil, Misaki oscilou a cabeça para afastar da mente as cenas que lhe vinham continuamente. Baixou os olhos ao sentir seu rosto corar, enquanto tentava desesperadamente impedir que retornassem as imagens extraídas do sonho ― seu primeiro sonho erótico.

Assim como a maioria de suas fantasias noturnas, não havia sentido algum nos fragmentos desconexos que seu cérebro fabricara em estado de torpor. Estes recortes, no entanto, envolviam situações muito íntimas entre ela e o namorado, e, mais que isso, foram intensamente vívidos. Ao despertar, ela demorou a acreditar que fora apenas sua imaginação, pois sua pele ainda estava aquecida com a memória, assim como sua respiração, descompassada, e seu pijama, úmido com suor e... fluidos.

Confusa e envergonhada, despediu-se rapidamente de Minako e Suzuna pela manhã ― ambas iriam visitar os avós de Shintani, aproveitando a folga que teriam naquele sábado. Misaki dirigiu-se ao colégio, pois sua semana letiva durava seis dias, já que estava inserida no processo do vestibular. Durante as aulas matutinas, pouco absorveu sobre o conteúdo lecionado pelos professores; agradecia pelo fato de que estava adiantada em todas as disciplinas, e portanto, não perdera nenhuma matéria nova enquanto dedos, línguas e sussurros teimavam por entretê-la mentalmente. Porém, a atividade como presidente exigia sua concentração, e os malditos pensamentos impediam-na de exercer sua função.

Respirou profundamente, enterrando seus dedos entre os fios castanhos. Não podia deixar que um empecilho destes lhe confundisse; era algo irresponsável e imaturo a se fazer. Pôs-se a trabalhar, portanto, naquele mesmo estado mental lastimável. E a tarefa, que comumente lhe exigia duas ou três horas de esforço ininterrupto, ocupou-lhe as cinco horas disponíveis entre o início das atividades vespertinas e o encerramento do horário de funcionamento do colégio.

Ao fim, exausta e sozinha, permitiu-se relaxar na sala por alguns minutos, apoiando sua cabeça sobre a mesa de madeira que, naquele momento, lhe parecia o mais sedoso travesseiro. O sono não lhe afetava, contudo; pretendia apenas aquietar-se após o cansativo expediente. Mostrou-se grata mais uma vez, pois não teria de ir ao Maid-Latte naquele dia.

Gradativamente, a libertinagem em sua mente deu lugar à estatísticas, censos e dados quantitativos, enquanto preenchia os inúmeros relatórios administrativos do Seika. Porém, ao terminar, a mente vazia preencheu-se da mesma maneira que anteriormente. Não conseguia concentrar-se em qualquer outro assunto, e passar o dia pensando em sexo era irritante e constrangedor. Não sabia como aquele pervertido conseguia.

― Merda... ― lamentou ela, quando a imagem mental de Takumi a beijar suas pernas lhe veio repentinamente.

O percurso até o pequeno sobrado onde morava seguiu sem maiores complicações, somente alguns dilemas internos. Sabia que ir ao apartamento do loiro seria um empenho ineficaz: o rapaz lhe avisara há algum tempo atrás que visitaria a família naquela tarde, e provavelmente permaneceria lá por bastante tempo, para manter-se a par de qualquer resolução de seus parentes.

― Cheguei ― anunciou ela, adentrando no vestíbulo, pois supôs que a mãe e a irmã já teriam regressado. Notou a ausência de dois pares de sapato femininos, substituídos por um par masculino. Sua mente processou a informação com rapidez. Como assim?!

― Bem vinda, presidente ― saudou o loiro, estendendo o tronco para enxergá-la da cozinha.

― Onde estão minha mãe e Suzuna? ― indagou ela, perplexa. ― E por que você está aqui? Não deveria estar em outra cidade?!

A morena encarava-o com dúvida e indignação. Se chegara, porque o cretino não lhe enviou uma mísera mensagem? Onde estava sua família, para não avisá-la sobre um atraso imprevisto? Por que ele estava na casa dela, afinal? E, principalmente, quando as insuportáveis reações físicas e mentais ao sonho que tivera chegariam ao fim?

― Olhe para o seu celular, Misaki ― pediu ele, num tom condescendente que a irritou. Ele não iria respondê-la? De maneira rude, ela retirou do bolso o aparelho, para descobri-lo desligado. Takumi suspirou antes de continuar: ― Sua mãe tentou te ligar para avisar que elas estão presas no interior porque o próximo trem só sairá pela manhã. ― Prosseguiu antes que ela lhe bombardeasse com outras inúmeras perguntas: ― Durante a viagem de volta da mansão, ela me ligou e pediu para que ficasse com você por hoje.

Havia certo contentamento em suas palavras. A primeira razão, evidente até mesmo para a morena, era o fato de que poderia vê-la ― era esta a sua atividade preferida, dentre as tantas que poderia desfrutar. O outro motivo, no entanto, era mais sutil, ainda que facilmente dedutível. Usui saíra mais cedo da reunião de família porque ela acatara a sua decisão de manter-se à parte das relações e transações realizadas pelos Walker. Gradualmente ganhava a liberdade de viver como queria, afastado de qualquer envolvimento social com a nobreza; apenas teria de tratar de assuntos burocráticos, longe das vistas do público.

― Acalmou-se agora, minha irascível vestibulanda com tendências violentas? ― Seu tom era divertido ao afagar o topo da cabeça da namorada.

Para disfarçar o rosto enrubescido devido à explosão emocional que protagonizara há poucos minutos, Misaki sentou-se sobre o assoalho, de costas para o rapaz, e retirou os calçados, enquanto balbuciava algo que vagamente sugeria uma resposta positiva. Mais que isso: ainda sentia com clareza a leve pressão com que ele lhe tocara casualmente o couro cabeludo. Era ridículo arrepiar-se internamente com um simples toque, mas ela não podia impedir-se de senti-lo.

Estava carente, afinal. E, talvez devido à sua atual ânsia, talvez por causa da desinibição que a competição proporcionara, ela não iria suprimir sua necessidade. Levantou-se num ímpeto para beijá-lo, confuso em seu último vislumbre. E, enquanto moldava seus lábios aos dele, Usui reagiu, aprofundando o que ela iniciara. Enfim percebeu o quão aquecido o corpo dela já estava ― seus pequenos dedos talhavam um rastro de fogo sobre a nuca e os ombros do loiro.

Enlaçou a cintura da morena, enquanto ela estendia-se para correspondê-lo com sua língua. Seus movimentos eram, apesar de veementes, também lânguidos; Takumi apenas rendeu-se às carícias de sua namorada voraz. Juntos, exploraram a boca e a pele um do outro; Misaki finalmente podia satisfazer os desejos de seu sonho. Quando ela afastou-se, ofegante e sôfrega, o rapaz mordeu seu lóbulo direito.

― Estava preparando algo para você comer ― sussurrou ele em sua orelha, bem-humorado apesar da excitação. ― Mas parece que Misa-chan está com fome de outra coisa.

― Takumi... ― repreendeu ela, ainda que ele tenha dito a verdade.

― Pode deixar,Misaki ― ele assegurou. Sua voz, num misto entre seriedade e atrevimento, era deliciosamente quente naquele momento, e deixava implícita a promessa de saciá-la.

Ansiosa, ela ignorou qualquer convenção ao puxá-lo levemente pelo pulso, guiando-o através das escadas e do corredor até seu quarto. Tão logo chegaram ao destino, ambos selaram os lábios novamente. A morena chupou-lhe o lábio inferior antes de empurrá-lo contra a cama e sentar-se sobre o seu quadril. Sentiu quando ele endureceu sob as vestes, e sufocou um gemido mordendo seu ombro e agarrando seus braços, ainda cobertos por camadas de tecido.

Como se pudesse ler seus pensamentos, Takumi retirou o próprio suéter; mas foi a namorada que despiu-lhe da blusa, para arranhar suas costas nuas enquanto roçava sua língua à dele, num beijo longo e explicitamente libidinoso. E os dois, que antes estavam sentados em uma extremidade do colchão, deitaram-se, aconchegando-se mais um ao outro. Já consciente do ponto fraco dela, o loiro puxou-lhe os fios da nuca com alguma força, porém sem a intenção de machucá-la ― e, extasiada com o prazer, ela gemeu contra seu ouvido.

Aproveitando-se de sua posição, ele lambeu a garganta exposta da namorada, enquanto percorria os quadris e coxas femininos com os dedos, para fincá-los sobre a pele macia, aquecida e ávida por carícias mais ousadas. Para correspondê-lo, a morena deslizou sua língua sobre a orelha, o pescoço e a clavícula do rapaz, com habilidade e intrepidez tamanhas a ponto de fazê-lo gemer.

Não havia embaraço ou restrição alguma nas ações dela, e Usui agradeceu mentalmente ao que havia deixado a namorada de tal maneira, seja lá o que fosse. Logo inverteu suas posições para deitar-se sobre ela, mas sequer conseguiu acariciá-la imediatamente, pois Misaki puxou-lhe contra si mesma para tomá-lo em um novo beijo. Como era bom senti-la exigente sobre seus lábios e molhada contra seus dedos ― que já haviam ultrapassado a barreira da saia escolar e encontravam-se sobre o tecido fino e úmido da calcinha.

Em sua região mais íntima, a temperatura dela atingia níveis críticos ― Takumi não pretendia mais esperar para descobrir o sabor de sua pele aquecida. Deixou de apalpá-la em sua intimidade; porém, antes de qualquer protesto, desabotoou a camiseta branca e liberou seus seios do sutiã (que possuía um conveniente fecho frontal) com rapidez, e permitiu às suas mãos e boca a sensação de apertar, lamber e sugar as mamas acetinadas e os botões gêmeos.

Após um dia no qual imaginou o loiro a tocá-la de inúmeras formas distintas, finalmente senti-lo acariciar sua pele nua era prazeroso a ponto de ser insuportável. Quando ele deixou de beijá-la apenas nos seios para também chupar sua garganta, enquanto permanecia a dedilhar a carne suave e os mamilos salientes, a avidez que lhe consumia antes de beijá-lo retornou, exercendo uma poderosa influência sobre o seu sistema nervoso. Qualquer mínimo contato a submetia a um deleite crescente, que somente seria extravasado por completo durante o orgasmo.

Enquanto retirava de Misaki as roupas que cobriam seus membros inferiores, o loiro beijou suas panturrilhas, assim como o fizera em sua mente. Estendeu-se para alcançar a pequena e rosada boca da namorada mais uma vez, num beijo lascivo e sedento, enquanto os dedos procuravam pelo abrigo das entranhas dela. De modo surpreendente, ela o impediu, segurando sua mão muito próxima a seu rosto ― e, de maneira ainda mais extraordinária, a morena sugou o indicador e o médio de Usui.

A língua cálida e úmida remexia-se, inquieta, entre ambos os dedos. Deus, como ela estava sensual enquanto os chupava ― foi o único pensamento coerente que o loiro conseguiu formular. Era tão... erótico. Quando ela os soltou, o rapaz não demorou a enfiá-los, completamente encobertos por saliva, em outra cavidade quente e molhada. Inicialmente, empurrava e puxava os dedos, mas ao perceber que os gritos dela acentuavam-se ao senti-lo em seu interior, deixou de movê-los para fora e passou a mexê-los, em um ritmo provocante, internamente.

Misaki arqueou as costas quando a língua do loiro uniu-se às carícias; involuntariamente, impeliu-se contra a boca que a sugava e lambia com voracidade. Com estímulos tanto internos quanto externos, logo alcançou o clímax, enquanto gritava o nome do namorado e agarrava-se ao lençol para não debater-se violentamente.

Apesar de livre da ânsia desmedida que a acometera, ainda restava na morena a ousadia que lhe permitira lamber os dedos de Takumi. E, quando ele despiu-se da calça e dos boxers para encontrar a própria liberação também, ela não impediu a si mesma de voltar à posição na qual haviam iniciado, sentada sobre ele. Nenhuma timidez a reprimiria agora.

― Tem mais uma coisa que quero fazer ― avisou ela, num sussurro.

Usui arregalou os olhos ao compreender; acenou levemente, em concordância. Não haviam mais obstáculos ― nenhum deles. E, ciente de sua própria vontade, Misaki pressionou o membro do namorado em sua mão direita, conduzindo-a para cima e para baixo, num gesto lento. O loiro, que antes a observava, fechou os olhos e gemeu, deleitando-se com o toque em sua região mais sensível.

Excitada com as manifestações de prazer de seu parceiro, e encorajada por elas, ela enfim abaixou-se, de olhos também fechados, envolvendo o órgão de Takumi com sua boca. Deslizou os lábios por todo o comprimento que a garganta lhe permitia, sugando com desejo sua forma aquecida, rígida e estranhamente suave ― como aço revestido por veludo. Ao lambê-lo em sua extremidade, com satisfação o ouviu gemer seu nome, enquanto endurecia sobre sua língua.

Novamente chupou seu membro, e gemeu ao senti-lo enrijecer sob suas mucosas; era indescritível a sensação de roçar seus lábios sobre a parte mais íntima de Usui enquanto ele lhe acariciava os cabelos e repetia seu nome com uma voz rouca e lasciva. Aos poucos, as mãos a comprimi-la adquiriam mais intensidade, assim como sua respiração cada vez mais falha. E Misaki não interrompeu-se; prosseguiu, deliciando-se ao proporcionar a ele este prazer, até que ele atingiu a liberação.

Com rapidez, engoliu o líquido, mas não a tempo suficiente de não prová-lo — os romances mentiam ao descrevê-lo como saboroso, mas tampouco seu gosto era bulímico. Ainda arfante, ele fitou-a, preocupado. A morena apenas sorriu em resposta. Está tudo bem, dizia sem palavras. E, desta vez para sua surpresa, ele içou-se sobre os cotovelos para beijá-la. Bem, alienígenas não tinham nojo do próprio esperma.

― Ainda não estou satisfeito, Misaki ― murmurou ele contra seus lábios.

― Seu alien pervertido e mimado. ― Apesar da ofensa, seu tom era brando ao trilhar sobre o peito do loiro pequenas carícias. Ao fim admitiu, sem encarar seus olhos, contudo: ― Eu nunca disse que estava satisfeita, também.

Takumisorriu, malicioso, antes de beijá-la novamente. Suas línguas moviam-se em uma dança obscena; ainda estavam ávidos um pelo outro, mas o fôlego se fez necessário. Devido à experiência que adquirira com o tempo, Misaki envolveu o preservativo com facilidade e maestria ― aproveitou-se da situação para provocá-lo uma vez mais. O rapaz rosnou em resposta, enquanto deitava-a com a escassa gentileza que a crescente excitação lhe permitira.

Ambos, acabaram, por fim, em uma estranha posição, segundo ela. Estava parcialmente deitava, sobre os ombros e o quadril, de costas para ele, que provavelmente encontrava-se da mesma forma. Quando ele enterrou-se dentro dela, entretanto, a morena ignorou o estranhamento, assim como qualquer raciocínio minimamente compreensível; entregou-se ao arrebatamento com as investidas do namorado, mantendo suas pernas afastadas para facilitar-lhe os movimentos. A pélvis masculina chocava-se contra a dela continuamente, e a mão grande apertou-lhe a cintura, para em seguida apanhar seu seio sem desimpedimentos.

Com a conveniente disposição de seus corpos, o pescoço, os ombros e a orelha de Misaki também estavam ao alcance dos lábios de Usui, que beijou e lambeu a pele exposta enquanto acelerava ao penetrá-la. A namorada apenas explicitava seu prazer em murmúrios incoerentes, e estendeu um dos braços para trás, para cravar suas unhas sobre o cabelos loiros ao mesmo tempo em que tomou seus lábios de modo ardente, reiniciando a coreografia carnal. A mãos do rapaz, inquietas, deslizavam inquietas pela garganta e mamas expostas, e suas arremetidas, antes violentas, arrefeceram; tornaram-se mais lentas, provocantes, de modo a enlouquecê-la.

E eles assim alternavam entre um ritmo mais rápido, intenso e áspero, e outro, vagaroso e lascivo enquanto trocavam carícias e beijos cálidos. Entretanto, quando Takumi uniu suas pernas e pressionou-a contra a cama, investindo com força novamente enquanto sussurrava contra o ouvido da morena, ela não suportou muito mais até inebriar-se em um novo êxtase. O loiro não demorou a acompanhá-la, ao sentir suas entranhas a comprimi-lo.

****

― Você quer que eu me ajoelhe para te parabenizar desta vez? ― perguntou Usui, deitado e exausto após três rodadas. Lembrou-se da (formidável, tinha de sublinhar) performance oral de outrora.

― Não exagere, seu imbecil ― rebateu Misaki, também cansada e estendida sobre a cama. Estava eufórica, no entanto, após sua oitava vitória.

― É incrível que tenha sido tão boa em sua primeira vez ― ele declarou, direto.

― Eu... pratiquei ― revelou ela, comovida com o elogio, enquanto desviava o rosto. Após a última vez em que transaram em sua casa, quando ele demonstrou a ela o quão... gostosa era esta sensação, ela dedicou-se a aprender a fazê-lo para ele, buscando toda a informação possível em livros e revistas femininas. Não era de seu feitio deixar somente à cargo dele toda a ação durante o sexo ― podia ser ativa também. Mas arrependeu-se de sua honestidade mais uma vez quando ele levantou-se, subitamente interessado.

― Como assim, praticou? ― Em seus olhos ardia a curiosidade.

― Usei... hã... picolés. ― Sua expressão deformou-se em uma careta ao lembrar de suas primeiras tentativas ― e fracassos.

― Queria ter visto ― enunciou com um sorriso travesso, ainda que sincero.

― Não! ― Ela negou com veemência. ― Eu fiquei toda lambuzada. ― De alguma maneira, ela merecia o prêmio dedicado às pessoas que se arrependem de suas sentenças logo após proferi-las.

― Misaki toda lambuzada. ― Takumi pronunciou as palavras com um intervalo significativo entre elas, como se quisesse avaliá-las em conjunto em uma mesma frase. Seus olhos verdes estavam desfocados; sua mente, distante.

― Por que está tão quieto? ― indagou, exasperada. Ele enfim fixou seu olhar sobre o dela. ― Fale de uma vez!

― Não quero apanhar de você ― murmurou num tom contido, sorrindo para si mesmo. Levantou-se rapidamente, em direção ao banheiro, para não lhe dar outra oportunidade de questioná-lo.

Não demorou a descobrir o que ocupava os pensamentos do loiro; talvez o dia a imaginar perversões houvesse aguçado sua percepção sobre este aspecto. A concepção mental de si mesma, com o tronco sujo de sêmen, respondia às suas dúvidas. Contudo, o que a perturbava era o direcionamento de seus desejos: estremeceu ao imaginar como seria bom sentir o líquido quente a escorrer entre seus seios, barriga, coxas. Escandalizada com os próprios devaneios, sacudiu a cabeça para afastá-los, dando um leve tapa em cada uma de suas bochechas.

― Takumi idiota ― sibilou ela quando ele retornou, embora o sentido de suas palavras fosse distinto ao que o namorado supunha.

Notas finais
*Cheguei = Tadaima **Bem vinda = Okaeri (Aqui no Brasil não temos o costume de dizer estas palavras, mas existe uma tradução para o português, e prefiro não manter em japonês para que o texto 'flua') Que capí­tulo difícil! Fiquei dias e dias para escrevê-lo, e só saíam alguns parágrafos medíocres. Além das cenas meio complicadas de descrever (ei, é difícil explicar aquela posição com palavras), fiquei quase 5 HORAS descrevendo um oral masculino e pensando em substitutos para o termo 'pênis', que além de ser muito clí­nico, me lembra a palavra 'tênis', e não quero que calçados se metam em minha mente enquanto imagino cenas de sexo u.u A única ideia que me veio rapidamente foi a reação da Ayuzawa ao sonho erótico: ela obviamente ficaria com raiva. Quer dizer, ela fica irritada com quase qualquer coisa xD Bem, é isso­. Comentem - é a única maneira que eu tenho de saber se estou fazendo certo, já que é a primeira fic que publico na internet xD