Garota perdida.
2 Uma coruja de estimação.
P.O.V. Melanie.
Minha mãe me deu uma coruja de estimação. Uma bem branquinha.
—Que nome vamos dar pra ela?
—Branca de Neve.
—Lindo. Prazer Branca de Neve, eu sou a Sarah e essa é a Melanie.
Ela piou.
—O que ela disse mamãe?
—Que gostou da gente. Temos de deixá-la voar.
—Porque?
—Porque Deus não deu asas aos pássaros para que elas fossem cortadas. Deus lhes deu asas para que eles voassem alto no céu.
—Se eu deixar você voar, você vai voltar Branca de Neve?
—Ela disse que vai.
Ela deixou eu tocar nas asas dela e bem lentamente fui ganhando sua confiança.
—Amanhã, aula ein?
—Posso levar a Branca de Neve?
—Infelizmente não. Eles não gostam de barulho, deixa eles estressados. Eles se sentem mal.
—Tudo bem. Mas, porque eu não durmo?
—Porque você não está viva. Os vivos se cansam, você não. Você é especial.
—É tão chato não dormir.
—Porque?
—Porque não tem nada pra fazer.
—É porque você ainda não descobriu a televisão e a internet.
—O que?
—Vou mostrar.
Ela apertou um botão e a tela acendeu.
—Que legal!
Ela me explicou como funcionava e pra que serviam os botões.
—Mas, depois das dez horas temos que deixar a televisão bem baixinha porque as pessoas dormem. E se tiver muito alto elas não conseguem dormir.
—Tudo bem. Agora, o que é a internet?
Mamãe me mostrou o computador e me ensinou a usar tudo.
—Gostou?
—Muito mesmo.
—E já decidiu com que roupa você vai na escola amanhã?
—Não.
—Então vamos decidir.
Escolhi um vestido bem lindo que parecia com os que eu tinha quando estava viva, uma sapatilha preta e meia três quartos branca.
—Muito lindo. Tem bom gosto.
—Obrigado.
—Antes de dormir hoje vou fazer um penteado lindo no seu cabelo.
—Oba!
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