Gangbang
1 Alone.
Era uma sexta feira a noite e estava tudo uma merda. E quando digo tudo, quero dizertudo mesmo. Qual a graça de ficar na porra do dormitório numa sexta feira? É hoje que eu devia estar bebendo e fodendo por ai sem nem pensar em ninguém. Mas não, eu tenho que ficar na porra do meu quarto numa fodendo sexta feira lendo um livro de álgebra que eu realmente não sei se é meu. E além de tudo era uma tarefa que valia nota, e num internato não tem como você fingir esquecer o livro — Afinal, com alguns passos você estaria no seu quarto e caso você perca na secretaria teria cópias a sua disposição — e eu era obrigada a fazer tudo.
– Se foda, não nasci pra isso. — Sorri e olhei de novo para o livro. — Se foda mesmo.
Levantei e a cadeira deu aquele horrível gemido de coisa velha. Dar uma volta no campus não faria tanto mal assim, não?
FILHA DUMA ÉGUA! Hoje tem festa a fantasia no dormitório dos meninos e já são 00:48... Era pra eu estar cuidando do xiha porque ele não sabe parar de beber.
Peguei a primeira roupa que eu vi e fui para la. Vou de hipster AHAHAHAH, como eu sou lixo.
Eu estava pronta. Fui andando lentamente até o santuario masculino.
Garras rolavam soltas na mão de cada um, drogas nos cantos e eu podia sentir um forte cheiro de sexo. Aos poucos isso mexia comigo, admito. Mas eu sentia algo estranho — Algo misturado com desespero — quando entrava em lugares assim. A rasão não sabia por que, mas hoje tenho claramente a ideia. xiha estava caído no chão completamente bêbado, mas quando fui o levantar algo me puxou. Um cara lindo me puxou.
– Me larga, otário. — Eu falei.
– Tão tola. — Ele me olhava como se fosse tudo um jogo -
– Eu só quero levantar meu amigo do chão, viado — o encarei.
– Tão... — ele olhou minha roupa — levadinha. — Ele sorriu.
– Larga a levadinha, ela tem que foder rapidinho com o melhor amigo dela. Antes que ele vomite por tudo. — Tarde de mais. Xiha olhou o chão e viu a sujeira que havia feito e se levantou, lavou sua boca e me olhou. -
– Desculpa... — Ele sussurrou me olhando com cara de pena.
– Nem precisa, eu cuido de ti hoje e amanhã te dou uma bronca, pode ser? — Sorri fraco para ele -
– Porque você tanto me protege? — Leo me olhou -
– Porque ela prometeu. — O cara-bonito-e-seduzente interrompeu — Anjos nunca quebram suas promessas. Ordem dos arcanjos ou sei la.
– AH. — Leo falou e me olhou — você ta linda de anjo — seus olhos eram fracos. Ele estava quase apagando e eu fui o impurrando para o quarto. -
– Estou de hipster — corrigi.
– Volta aqui — O cara sensual falou- Eu preciso de algo seu. — Olhei pra ele e mostrei meu dedo do meio. Ele o segurou, o abaixou, levantou meu indicador e pegou meu anel.
– Isso é meu agora. — Ele sorriu. Seu sorriso era febril.
– Devolve.
– Não.
– Devolve.
– NÃO.
– DEVOLVE.
Ele empurrou um pouco sua calça e mandou eu olhar para baixo. Eu, mesmo sendo um posso-de-falsa-inocência olhei e sua cueca era preta. Calafrios me deram um choque. Ele empurrou sua cueca também, mas não pude ver nada. Só vi meu anel se perdendo na pele branca dele, e depois ele empurrou de volta a calça ao seu lugar.
– Feliz? — Ele me olhou.
– Otário.
Levantei da banqueta, e fui a procura do meu melhor amigo que estava perdido. Ia ser uma longa, longa noite.
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