Gangbang

2 ARG LEONARD.


Andei entre os corpos soados das vadias que ali dançavam. Respirei fundo e tentei andar mais rapido. Alguns garotos assobiavam, outros aplaudiam, porém, sempre tinha os que fingiam esbarrar para passar a mão. Não liguei, afinal, meu melhor amigo bebado estava perdido.

- Procurando alguém? — O menino-delicia apareceu novamente, como um vulto. — Tipo, eu?

- Cala a boca.

- Fala sério, eu sou lindo não sou? Eu hipnotizo você. — Ele sorriu — Fala. Fala que você me deseja.

- Não, viado. Eu não te desejo. — Menti.

- Para de mentir pra si mesma, levadinha. — Ele sorria ainda mais -

- Viado.

- Vadia.

- Corno.

- Hmmm, corno? Isso dói — ele fez biquinho e eu me derreti. — Vamos a um chingamento a altura... Gorda.

- Ai. — Falei o olhando — desculpa, achei que eu fosse gostosa.- Olhei para ele, e lancei um sorriso sarcastico. Continuei andando, até o quarto do Leo. Eu sentia que ele me seguia, mas eu não ligava.

- Verdade. — Ele interrompeu o silencio do corredor. -

- Oque? Que você é corno?

- Só porque me machucou uma vez, não vai me machucar de novo.

- Verdade oque, otário?

- Você não é gorda, é gostosa.

- Um ponto para mim. — Sorri sozinha -

- Um ponto? Sabia que você ia cair no meu jogo. Agora vem aqui. Ele me empurrou para um quarto, pegou minha mão e botou sobre onde ele escondeu o anel. Tentei me manter firme, mas eu derretia aos poucos.

- Você esta tentada a pegar?

- Não. — Menti novamente. — Não gostava desse anel mesmo.

- Teimosa.

- Birrento.

- Parecemos um casal — Ele sorriu. — Me prometa agora, que você não vai mentir em relação ao anel.

- Eu não vou mentir em relação ao anel. — SIM, EU SOU UMA OTARIA. Na época eu não sabia que uma promessa tinha que ser comprida por anjos, ok senhores com sangue vermelho?.

- Você esta tentada a pegar seu anel?

- Sim. — Escapou de minha boca. — Sim, eu estou. — Porra boca. To de mal contigo.

- Eu não queria falar isso... Escapou — Falei assustada.

- Esperimenta um dia se cortar.

- Não sou tão fraca a esse ponto.

- Veja a cor do teu sangue.

- Vermelho, que tal?

- Prata você casa comigo, Dourado você me chupa. Agora promete.

- Daltonico você me devolve meu anel esterilizado, otário você anda de calcinha pelo campus. — Eufalei. -

- Minha promessa não vale nada. — Ele sorriu -

- A minha lá vale tudo?

- Ah, se vale.

Ele sorriu, e acendeu as luzes. Era o quarto de Leo, e leo assistira tudo.

- A bebada aqui é você. — Leo falou — Porque esta falando com meu cachorro? — Pisquei e olhei para baixo, só havia um cachorro.