Gamer

3 Capítulo 3 - Kaeb.


Notas iniciais
Estou aqui postando rapidinho porque já tinha escrito o capítulo, então, espero que vocês gostem, suas lindas.
Ainda estou sem beta, então ignorem os erros de português. Por falar nisso, alguém aí aceita ser beta? Serei grata eternamente Q
E MUITO OBRIGADA PELAS TRÊS RECOMENDAÇÕES LINDAAS, NEM SEI COMO AGRADECER MENINAS! E por todos os comentários e leitores, vocês são todos lindos. Não tenho muito tempo pra responder, mas leio todos com carinho.
rebeccamllara, obrigada por todas as betagens e por ter feito alterações que eu particularmente adorei. Não teria feito melhor ♥

[ Uruha’s POV ]


A imagem da última partida invadiu os meus pensamentos: eu tirei a máscara antes de soar a chegada ou morte do último jogador. E agora, um adolescente mimado sabia da minha aparência.


Com um maldito amigo que conseguiu crackear o sistema da Yamamoto, com certeza ele conseguiria descobrir quem eu era se realmente quisesse. Isso não me agradava... Pelos céus, isso muito me incomodava.


Sem contar a minha burrice em falar o diminutivo do meu nome... Só implorava para que ele fosse tapado o suficiente para não notar algo assim... Tão óbvio.


– Então você pediu para um amigo seu crackear um dos sistemas mais bem protegidos do mundo apenas pra vir me cantar? – Perguntei, incrédulo. O garoto me vê uma vez na vida e já faz o inferno pra vir falar comigo... Cada segundo mais a descrição que eu dei ao Akira parecia mais sensata, honestamente.


Pulei de um muro de dois metros e meio, fugindo de um helicóptero que não parava de soltar uma rajada de tiros em cima de mim. Atualmente, parecia que eles estavam cada vez mais concentrados em mim; em me ver morto. Enfiei-me embaixo de alguns escombros de um prédio, conseguindo me esconder. Agora tinha que esperar o maldito helicóptero resolver que tinha alguém mais interessante do que eu perdido por aí.


Pode-se dizer que sim... Mas você está preso atrás de uma tela de jogo, então, acho que isso é o mais longe que eu vou chegar com a minha tentativa, certo? – Eu rodei os olhos, respirando fundo e implorando por paciência para alguma entidade que eu nem reconhecia a existência.


– Acha que eu sou um boneco de jogo muito divertido, não acha? Vou te contar uma novidade, pirralho. Semana passada, por causa de um descuido seu, eu levei um tiro de raspão que não sarou até agora. Se eu levar um tiro na cabeça enquanto você joga, EU MORRO! Não dá pra você apertar o botão “restart” e me ver aqui de novo. Não existe “savepoint” de verdade e eu só me submeto a isso porque do contrário, já estaria morto. Então vamos deixar uma coisa bem clara aqui, eu não gosto de você, eu dependo de você, eu não estou aqui me divertindo, eu estou tentando salvar a minha vida, eu não estou interessado em um nerd com cara de Doritos e se um dia eu sair daqui, juro que te mando flores e uma caixa de bombons, mas não vai passar disso.


“E se depois dessa minha boa educação você está pensando em me deixar morrer, me avisa antes porque eu preciso me lembrar de te deixar bem culpado antes disso e de me despedir de uma pessoa. Agora, o maldito helicóptero já foi, então mexe a minha bunda daqui!”


[ Aoi’s POV ]


Foi como um tapa na cara.


Daqueles que deixam todos os dedos da mão da pessoa marcados no seu rosto como ferro em brasa, só para que você se lembre por um bom tempo o motivo de ter apanhado.


Quer dizer, ele poderia ter sido um pouco mais educado comigo, mas o que eu poderia esperar de um condenado à morte? Ele deveria ter matado um monte de gente antes de ir parar ali, mas a culpa não foi minha, não. Nem de ele ter sido preso, muito menos de ele ter aceitado jogar. Eu só comprei um char, não temos como escolher quem vai cair em nossas mãos. Não era minha culpa se eu o via como um personagem de jogo, o tal de Kou foi apresentado a mim como um!


Vejam bem as injustiças do mundo: ele se fodeu porque fez alguma merda e coloca a culpa em mim...


– Você me magoou sabia, amigo? Mas pode ficar tranquilo, eu não vou te deixar morrer, não de propósito. Por mim você ganha esse jogo e eu ganho as flores e os bombons – Tirei-o de debaixo dos escombros, correndo para um beco entre dois prédios, me abaixando entre os amontoados de lixo para prosseguir sem ser visto.


Com certo tempo de jogo, se descobre que a melhor maneira de chegar bem ao savepoint é não sendo visto. Todos que pagam de heróis acabam matando seus chars.


Que pena – Foi a única coisa que ele disse, cínico.


– Sério, você me deixa curioso... Está tendo contato com o mundo exterior em sei-lá-quanto-tempo e não me pede nada. Não tem realmente coisa alguma que você queira que eu faça?


O loiro demorou para responder, parecendo pensar sobre o assunto seriamente pela primeira vez.


– Tem sim, mas não é exatamente você. Quero que peça ao seu amigo que descubra quem é o player de um char chamado Kaeb. Se conseguir isso, pedirei mais um favor. E... Talvez eu seja mais educado com você.


“100 metros do savepoint


– Certo, posso tentar, mas se eu conseguir, vai ter que me dizer por que foi preso, pode ser? – Pelo suspiro que ele deu, não deve ter ficado muito feliz.


Tudo bem, eu falo – “50 metros do savepoint


Dei mais alguns passos em direção ao final da partida, quando uma bomba explodiu atrás de mim, me jogando para frente.


– ‘Tá tudo bem? – Perguntei, mas ele se limitou a gemer. Fiz ele se arrastar os dois metros que faltavam para terminar o jogo (já que éramos os últimos a chegar, graças ao helicóptero) e um “PHASE COMPLETE” se materializou na minha tela, enquanto via um outro char ir correndo ajudar Cain.


Passei a mão por cima do char, vendo o nome “Kaeb” em cima dele...


Ah... Então ele tinha realmente motivos para querer saber quem era o player.


Fechei a janela do jogo, saindo do quarto e pulando em cima do telefone, discando o numero de Kazuki.


Um toque, dois toques, três toques...


Alô? – Voz de sono, eu tinha acordado ele... Às três da tarde.


– Zuki, eu preciso de mais dois favores... – Pedi, com voz manhosa logo de cara. Não estava muito a fim de ficar ouvindo “não”.


– O que você quer? – Perguntou-me, de mau humor.


– Quero que você descubra quem é o player de um char chamado Kaeb, “K-A-E-B” e... Que consiga descobrir quem é ochar, porque foi preso e tudo o mais que conseguir.


Eu não iria perguntar sobre Cain... Com ele, eu queria descobrir sozinho, aos poucos, com ele me contando.


Era mais divertido assim.


Jogar um jogo, dentro de um jogo.


Notas finais
Bem, agora eu começo a interferir o lado de fora com o lado de dentro.
E o Yuu vai começar a descobrir sobre o passado do Aki e do Uru, que eu ainda preciso resolver um detalhe ou outro na minha cabeça retardada.
Obrigada novamente por todo o carinho e apoio que estou recebendo de vocês, espero ver todos vocês por aqui até o final da fanfic.
Reviews?