Galaxy
5 Novas Terras
— Ei, cara? — Alguém perguntava para mim, até que eu abri os olhos. — Tá acordado?
— O que? Você?..
Aquele homem que tinha saído do carro, e que alguns minutos depois, havia morrido por assassinos... Ele estava na minha frente, mas não era real. Era só uma alma, uma aura, que eu podia ver a frente. Tentei segurar sua mão e puxá-lo de volta ao meu mundo, mas era como se ele se recusasse a voltar. Logo o soltei, e ele desapareceu... Acordei num grito, pois sim, eu estava dormindo. Eu estava em cima de uma maca, até que aquela mulher de cabelos rosados apareceu.
— Oi amiguinho! Você está bem?
— Claro, muito bem! Eu acordei numa cidade desconhecida, com assassinos vindo atrás de mim, fiquei seco, faminto, desmaiei várias vezes ao longo do caminho, ouvi um amigo meu morrer, mas lógico que estou bem!
— Fique calmo... Não precisava ser tão grosseiro.
— M-Me desculpe, passei por muitas dificuldades antes de chegar aqui. Mas enfim, onde estou?
— Bem, aqui é o Reino Doce. — Ele me analisava usando equipamentos estranhos enquanto falava. — Um amigo meu te encontrou e trouxe aqui. Mudando de assunto, me fale mais sobre os assassinos que você mencionou. Como são?
— Eles andam bem lentamente, os que me perseguiam seguravam facas, mas há muitos de jeitos diferentes. Há alguns deles rápidos, ágeis, lerdos (mentalmente)...
— Interessante, como eles eram? Digo, com a aparência?
— Verdes, de vários tons. Eles tinham bolhas no rosto todo, dentes fragmentados e sujos, além de usarem roupas de humanos como eu, sabe? Camisa social, um pouco rasgada, tênis, como se fossem humanos mesmo.
— Espera, você é um humano? — Ela me olhou com um olhar muito espantado, e ao mesmo tempo feliz. Logo confirmei. Ela pulou de alegria e me deu um mapa do lugar onde eu estava, além de me oferecer uma estadia gratuita no suposto castelo dela. Parece que todo meu esforço valeu a pena. Me levantei da maca onde estava e coloquei meus tênis, até perceber que estavam todos melados, com alguma espécie de gosma verde. Me assustei um pouco.
Após ver a gosma, chamei a mulher, que mais tarde vim a descobrir que seu nome era Jujuba. Ela pegou meus sapatos e levou para uma espécie de laboratório no quarto, e me recomendou explorar o seu reino enquanto isso. "Andar descalço é tão confortável..." pensei. Saindo do castelo, um menino me barrou.
— Ei, garanhão. Viu a PJ?
— PJ? Quem?
— A Princesa Jujuba. Sabe? Cabelos rosas, geralmente de paletó, usa uma coroa...
— Ah sim! Está num laboratório.
Ele saiu correndo em direção ao laboratório. Passei horas naquele reino, fascinado por todo lugar que ia. Por mais que eu fosse várias vezes em um mesmo lugar, sempre me encantava ir visitá-lo. No final do dia, voltei para o castelo para dormir, e acabei esbarrando em uma garota. Ela derrubou seus óculos no chão. Os devolvi a ela, pedi desculpas e fui dormir.
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