Notas iniciais
Estou postando o capítulo cedo hoje já que não vou poder ficar muito tempo no PC. ;-;

Acordei normalmente, como qualquer outro dia comum. Como se eu estivesse em casa. Ao meu lado, a menina que esbarrou comigo se sentava, conversando com a Jujuba. Comecei a estranhar seu tom de pele e a pensar que era humana. Mas, talvez eu estivesse louco, já que os humanos haviam sido exterminados. Após me levantar da maca, a Jujuba chegou até mim.

— Qual seu nome mesmo? — Ela perguntava, parecendo muito mais preocupada do que da última vez.

— Eu não sei.. Eu esqueci meu nome já faz muito tempo.

— Então vamos dar um nome para você. Que tal Gary?

— Estranho demais.

— Harry?

— Não.

— Larry?

— Que tal algo sem "ry" no final? Nathan?

— Hmm.. Bem, você que sabe.

Meu nome agora é Nathan. Finalmente eu pude ter um bom nome, e que talvez eu lembre para o resto da vida. Logo perguntei a Jujuba se ela tinha um computador com Internet por perto, para que eu pudesse ver se ainda haviam ruínas de sites antigos. Ela responde de cara "O que é Internet?", e foi quando eu surtei. Olhei para ela do modo mais cinzento possível, e comecei a explicar. "Internet é um tipo de conexão entre vários computadores em rede local, privada ou mundial. É um método de se comunicar através das máquinas.". Ela não havia entendido, mas isso era óbvio. Para falar a verdade, acho que ela não sabia o que era Windows, Linux, Mac ou coisas do tipo, então não toquei mais no assunto. Provavelmente ficarei com aquilo para sempre na cabeça.. Como alguém pode não conhecer a Internet!? Talvez ela tenha perdido a fama com o tempo, não sei. Me levantei da maca e logo fui falar com a menina ao lado. Seu nome era Saphira. Saphira Abadeer. Ficamos conversando por um tempo (na maior parte do tempo ficamos calados de vergonha, mas depois fizemos amizade). Algumas horas após acordar, comecei a andar pelas florestas do local, encontrando em árvores várias coisas como ferro, restos de corpos, machados, gosmas, e espadas, tanto até que fiquei com uma das espadas para mim. Ela estava bem enferrujada, mas era só jogar algum suco ácido como refrigerante ou cerveja que a ferrugem sumiria. Aquela espada ficaria linda sem a ferrugem. Ela era de ouro, mas não era um ouro comum, era mais brilhante que o ouro comum. Seu cabo era feito de cobre preto, com um pequeno cristal de ametista no centro. Fiquei andando tanto que acabei me afastando da floresta, e cheguei em uma área muito estranha. Haviam várias rochas nela, pretas como carvão. As casas que haviam por ali estavam todas vazias e quebradas. Além disso, havia um buraco grande e profundo no centro, do qual me aproximei, olhando para baixo.

Havia uma espécie de caminho de pedra que formava uma mão se segurando. Como se houvesse algum gigante lá dentro, caído, e que tivesse conseguido se segurar. Peguei a espada e fiz um pequeno furo na pedra. Ela não se quebrava em pedaços, mas sim sangrava. Era alguém, não era alguma coisa. Que droga! Saí correndo em direção ao Reino Doce novamente, por mais que não soubesse o caminho de volta!