Galaxy

4 Cartas da Morte


Notas iniciais
Pessoal, demorei a postar esse capítulo porque esqueci mesmo, mas isso não irá se repetir!

— Ei, garoto.

— Ahn? — Acordei de um sono profundo, com sopa derramada na minha cara. Eu durmo demais.

— Tem sopa na sua cara, limpa aí. — Ele me deu um pano umedecido.

De repente, o carro desligou, fazendo vários barulhos que eram familiares aos de uma impressora. Cada som irritante... Me levantei e logo vi que o painel mostrava que nós estávamos sem gasolina. O homem que me resgatou disse que iria voltar logo, então saiu do carro, provavelmente em busca de gasolina, levando junto com ele um bastão de beisebol. Fiquei dentro do carro, entediado. As vezes eu me mexia para um lado, as vezes para o outro, mas nunca achava uma boa posição. Não conseguia dormir sem alguém por perto, era assustador. Eu sentia que alguém viria me pegar, e o pior de tudo, que ninguém veria isso. Após mais de meia hora totalmente sem o que fazer, ouvi um grito. Ele vinha de longe, e parecia ser a voz do homem que havia acabado de sair do carro... O que eu poderia fazer? Devo ter metade da idade dele, além de ser fraco e não ter armas.. Se eu for lá, nós dois iremos juntos, e eu não quero perder outra batalha! Peguei todas as latas de sopa que tinha dentro do carro, coloquei numa sacola de balas que estava por perto e corri reto, em direção ao deserto que vinha logo a frente, esperando encontrar uma sociedade mais "amigável".

Depois de muito tempo andando, comecei a ficar com fome. Era a gota d'água. Soquei meu estômago e repeti para mim mesmo, "agora vai ter que esperar!". Por perto, haviam águias pretas, comendo carcaças de animais que tinham sua carne até verde de tão apodrecidos. Haviam duas delas voando acima de mim, então comecei a correr de medo. Se me pegassem, iriam me comer mais facilmente do que... Ah, você entendeu (eu acho)! Eu estava correndo muito rápido, tudo por causa do medo, o medo que me constrangia desde o começo, aquela mesma sensação de angústia que eu sentia ao ver um.. homem morto andar pela primeira vez! Eu via facas, espadas, armas, todas me acertando com suas lâminas e balas, bicos e garras, sem poder fazer qualquer coisa para me defender. Quando as duas aves finalmente estavam descendo e se aproximando para me pegar, comecei a ver uma torre gigante a frente, toda rosa e decorada. Haviam janelas nela, e uma destas mostrava uma garota, rosa, com cabelos mais rosados que sua própria pele. Ela utilizava um óculos e um suposto paletó branco, que me admirava. Era incrível, ver que eu poderia ter mais alguma companhia por perto, e que provavelmente iria me ajudar a combater os "assassinos". Quando cheguei na torre, a abracei, e percebi que alguém estava chegando, então me deitei, acalmei, e acabei dormindo, sorridente por achar alguém que poderia realmente cuidar de mim.