Gêmeas

21 Eu vou te jogar daqui de cima


Notas iniciais
Heey!! Aqui é a Miranda. Sim, só sou eu. A Meli saiu e pediu pra mim postar sem ela. E me ameaçou se eu chegasse perto das notas finais, então tudo vai ser falado aqui. Estamos decepcionadas com vocês! só 4 coments no cap anterior? entendi. Da proxima vez não terá capitulo. Sobre os comentários: iremos responder, mas eu ainda estou ruim e a Meli sumiu. Sobre a pergunta: Ninguém acertou, a resposta certa era: c) Engenharia Mecanica e Artes Cenicas. AUSHUSH Então, se esse cap não tiver pelo menos 10 ou 13 comentários, já era. não vai ter outro cap. Hoje não irei fazer pergunta, pois não consigo pensar e a Meli está fora. Já que não vai ter notas finais, me despeço aqui. Kisses com Trovoadas das Gêmeas ♥

— To com fome – Leo resmungou. – Já deveríamos estar no shopping!

Thalia fuzilou o menino com o olhar, que levantou as mãos em sinal de rendição.

— Vamos logo – Percy murmurou e puxou Annabeth pelo braço, para fora da casa.

— Quem vai dirigir? – Connor perguntou e segurou a mão de Thalia, que iria bater palma. – Agora não, pelo amor.

— Eu dirijo então, se depender do Jason, só chegamos lá amanhã – Thalia se livrou das mãos de Connor e pegou as chaves do trailer, se dirigindo a ele.

— Alguém tem que ir na frente com ela, pra controlar a ferinha – Jason olhou para o chão, com medo que a irmã lhe desse uma voadora.

— O Nico vai com ela na frente – Thayla disse olhando para a irmã com um sorrisinho.

Todos concordaram e Nico caminhou até Thalia, pegando as mãos da menina e a fazendo bater palmas várias vezes.

— Filho da mãe – Thayla gritou, antes que Connor tampasse sua boca com os lábios.

— Obrigada por fazer ela calar a boca, Connor – Nico concluiu e soltou as mãos de Thalia, que o olhou feio.

— Continuem a se agarrar lá dentro – Thalia afirmou e entrou no trailer, colocando o cinto.

Connor pegou a Thayla no colo e subiu no trailer.

— Que bosta, eu falei pra você não fazer mais isso – Thayla foi obrigada a passar os braços ao redor do pescoço do menino, com medo de cair dali.

— E você achou mesmo que eu ia obedecer? – Connor sussurrou e Thayla arregalou minimamente os olhos.

O menino se deitou na rede com ela. Assim que ele fechou a rede, fazendo um casulinho, a menina gritou coisas como: ‘’SOCORRO, NÃO ME DEIXEM AQUI, ELE VAI ME ESTUPRAR’’.

Connor começou a rir escandalosamente e abriu o casulo novamente soltando a garota.

— Ai ai – o menino segurou a cintura de Thayla, que ainda estava deitada no colo dele. – Você sabe que a partir do momento que a pessoa quer, não é estupro.

— E quem disse que eu quero? – Thayla olhou para o menino que estava colado a ela.

— Você não saiu daqui – Connor sorriu de lado.

Thayla bufou e se virou para sair, e quase caiu. Connor puxou a menina pra si novamente.

— O anta, não é assim que sai de uma rede – o menino revirou os olhos e a ajudou a sair dali.

— Vocês são perfeitos – Piper colocou as mãos sobre a cara com um olhar sonhador.

— Pode parar como isso menina – Thayla advertiu e se sentou na cadeira, olhando para a janela.

Enquanto isso, no banco da frente...

— Thalia – Nico pronunciou pela milésima vez – Thaliaaa, Thalia, Thaliaaa.

Thalia olhou para o medidor de velocidade e viu que estava 120 por hora, continuou dirigindo assim por mais alguns segundos, até que se cansou de ouvir Nico a chamar e freou bruscamente, matando Nico do coração e fazendo todos aprenderem a voar.

— FILHA DA PUTA – Nico berrou com as mãos sobre o coração.

Thalia riu e olhou pelo vidrinho, vendo a bagunça que tinha feito lá trás.

Thayla estava agarrada a cadeira, Jason estava estatelado no chão junto com o resto da cambada.

— Só a Thayla foi esperta – Nico concluiu observando a menina, que olhou para a irmã com uma cara nada boa.

— Tinha que ser minha irmã – Thalia disse e voltou a dirigir, abrindo a pequena janela e xingando um motorista que tinha buzinado.

***

Thalia estava observando uma vitrine que vendia sapatos, quando foi surpreendida por uma mulher estranha.

— Ei menina – a senhora chamou e Thalia se virou confusa – Você foi espancada? – Ela disse olhando para a perna da garota.

Nico, que estava perto de Thalia, começou a rir.

— Ah...então...foi culpa do meu namorado, podemos dizer que estávamos tentando coisas diferentes – Thalia disse apontando para Nico, que parou de rir automaticamente.

— Hãn? – Nico disse meio baixo.

— Ah sim, eu entendo – a senhora disse meio envergonhada – Me desculpe, até.

Thalia observou a senhora ir para longe e começou a rir.

— Por que diabos você disse que eu era seu namorado? – Nico se apressou em dizer.

Leo chegou ali e escutou o menino falando.

— VOCÊS ESTÃO NAMORANDO? – Leo berrou, chamando atenção de todo o shopping.

Thalia continuou rindo e quando viu Leo gritando, começou a se contorcer de tanto rir.

— NÃO – Nico gritou de volta e observou a garota, que estava ajoelhada no chão rindo. – O anta, tão achando que a gente tá namorando, graças a você.

Thalia deu o dedo do meio, ainda rindo.

Todos se encontraram e rodearam a menina no chão.

— Você é louca – Thayla exclamou, estendendo a mão para a irmã levantar. Que aceitou a mão e se levantou, se recuperando do ataque.

— Eu sei – Thalia sorriu e bateu palma, fazendo a irmã usar Nico como escudo.

— Sai, não quero beijar ele – Thayla se escondeu atrás do menino.

Nico riu e puxou Thayla pelo braço, a jogando em cima do Connor.

— Se eu tive que aguentar sua irmã dançando, você tem que beijar ele cada vez que ela bater palmas – ele concluiu.

— Traidor – Thayla o olhou com falso desgosto e Connor selou seus lábios.

Depois de alguns segundos, Connor se separou da menina.

— Porra, Thalia – Connor resmungou – Isso não fazia parte da aposta.

Thalia chocou a mão contra a testa, quando a irmã deu um gritinho histérico, falando: é o que?

— Só tenho algo a dizer, foi culpa da Annabeth – Thalia disse levantando as mãos em rendição.

Annabeth, que até agora estava alheia a discussão que estava rolando, arregalou os olhos e olhou para Thalia.

— Minha culpa? – A loira levantou as mãos em sinal de frustação.

— Yep – Thalia sorriu inocente – Você que chutou o Percy do penhasco.

— Tá, tá –Thayla disse farta daquilo.

— O que acham de brincar de polícia e ladrão? – Thalia interrompeu toda a discussão e colocou a mão no queixo.

Todos se entreolharam.

— Me parece ser uma boa ideia – Percy sorriu e colocou as mãos no bolso da calça.

— Eu sou polícia – Thalia disse, antes que alguém pudesse se pronunciar.

— Pra você pegar o Nico, né? – Leo sorriu malicioso e Thalia olhou pra ele com desgosto.

— Eu também – Connor se pronunciou.

— Ok, só os dois de polícia – Piper afirmou. – O resto é tudo ladrão.

— Boa sorte – Thayla disse e tirou os saltos que usava, segurando-os e andando para outro lado do shopping, junto de todos os ladrões dali.

Thalia se virou para Connor e começou a falar o que as pessoas supostamente fariam.

— O Nico vai correr muito – Thalia finalizou. – Eu fico com ele.

Connor deu um sorrisinho malicioso.

— Só não transem no shopping.

Thalia deu um tapa em Connor e começou a andar com ele ao seu lado, olhando para os lados. Assim que foi virar a esquina, viu o grupinho parado olhando para os lados, empurrou Connor para trás e apontou eles discretamente.

— Só mais uma coisa – Thalia impediu Connor de sair correndo.

— O que? – O menino fez pouco caso.

Thalia sorriu e bateu palmas.

— Agora sim, chega e pega ela de jeito – Thalia sorriu e Connor correu ao lado de Thalia até o grupinho, que quando viu os dois começaram a correr.

Thalia não perdeu tempo e começou a correr atrás de Nico, que infelizmente corria pra caralho.

Nico entrou em uma loja para despistar a menina, que entrou atrás do mesmo. Ambos ficaram separados por uma estante cheia de coisas.

— Sério, Grace? Veio atrás de mim? – Nico sorriu.

— Não, não, eu to correndo lá fora, tá vendo não? – Thalia revirou os olhos.

— Vocês estão juntos? – Uma mulher loira perguntou e Thalia pareceu acordar do seu transe.

— Hãn?

— Sim, claro – Nico respondeu e se encostou na estante.

Thalia olhou para o lado e encarou a coisa que estava na estante, quase tendo um treco vendo que era um vibrador.

Sim, eles entraram em um Sex Shop.

— Posso ajudar vocês? – A moça sorriu docemente.

Thalia fechou os olhos muito constrangida para falar alguma coisa.

— Então, nós queremos alguma coisa nova – Nico gesticulou – Como você pode ver o estado dela e tudo.

Thalia arregalou os olhos e se virou pronta para matar o menino.

— Né amor? – Nico deu um sorriso, que significava “vingança é ótimo, não é? ”

— Ah sim, eu tenho a coisa perfeita para isso – a loira jogou os cabelos para trás e saiu em direção a sala.

— Ah propósito, Grace – Nico chamou – Gostei do sutiã.

Thalia desceu os olhos até a blusa xadrez, que tinha aberto e mostrava seu sutiã preto com mãos esqueléticas.

Nico aproveitou a distração da garota e correu para fora da loja.

— Filho da puta – Thalia murmurou e voltou a correr atrás do menino.

Do outro lado do shopping, Connor estava quase alcançando Thayla.

— Aí menino, porque não foi atrás de outra pessoa? – Thayla virou a esquina na última hora, quase trombando com a parede.

— Desculpa fazer isso, mas a Thalia bateu palmas antes de eu sair – Connor a segurou pela cintura, a jogando contra a parede e a beijando.

Leo estava ali, escondidinho observou o menino.

— Eita porra, que pegada – Leo arregalou os olhos.

Connor separou os lábios dos da Thayla.

— Você está fora – ele sorriu.

Connor deixou Thayla estática e começou a correr atrás de Leo, que percebeu que era a hora de vazar dali.

Leo passou pelas escadas e viu Thalia subindo-as correndo, atrás de Nico que mostrava a língua para a garota.

— Vai linda, sobe – Nico incentivava e Thalia quis socar a cara daquele menino.

— Linda é teu cu – Thalia revirou os olhos e continuou a subir correndo.

Algumas pessoas que observavam os dois, olharam incrédulos para a cena.

— Você me ama, Thalia – Nico se virou e deu alguns passos para longe da escada.

— Nico, eu vou te jogar daqui de cima – Thalia concluiu e terminou de subir as escadas, caminhando até o menino sorrindo desafiadoramente.

Nico observou em volta e viu que estava encurralado. Sua única saída era um poste dourado, que levava para o andar debaixo. Pra que tinha um poste no shopping? Bom, aí eu já não sei.

Nico se agarrou ao poste e desceu, deixando a Grace com raiva e evitando olhar para baixo.

— Eu ainda mato esse garoto – Thalia concluiu e desceu as escadas correndo, a procura de algum outro alvo que estivesse dando sopa.

Algum tempo depois a brincadeira acabou. Thalia revirou os olhos para Nico, que estava fazendo uma dancinha estranha comemorando.

— Eu ganhei, chupa seus troxa – o menino balançava os braços fazendo um círculo no ar.

— Tá, tá – Thayla resmungou – O que vamos fazer agora?

— Vocês eu não sei, mas tenho que resolver uma coisa com a Thalia – Nico sorriu para a garota, que tentou fugir.

— NÃO DEIXA ELE ME LEVAR – Thalia berrou para Thayla, que cruzou os braços com um sorriso.

Nico riu e a segurou como se fosse uma mala, a arrastando consigo até a loja que tinham entrado mais cedo.

O menino adentrou na loja e observou a atendente sorrir e caminhar até os dois.

— Me desculpe, minha namorada ficou com vergonha e saiu correndo – Nico soltou Thalia e passou o braço pelos ombros da garota, a puxando para si. – O que você separou para nós mesmo?

Thalia cruzou os braços emburrada e observou o menino, quando a atendente começou a andar em direção a um balcão.

— Eu juro que vou arrancar suas bolas Di Ângelo – a menina travou os dentes e ameaçou.

— Eu só não te agarro agora, por que fiz aquela promessa – O moreno sorriu e conduziu Thalia para perto do balcão.

— Bem, temos esse baralho – a atendente levantou o baralho estranho e Thalia arregalou os olhos, dando uns passos para trás. Tentando se livrar dos braços de Nico.

— Fica aqui – Nico esbravejou com a menina, que o olhou disfarçadamente. Querendo mata-lo. – Ok, próximo.

Agora a loira levantou uma raspadinha estranha.

— Puta que pariu – Thalia se encolheu nos braços de Nico, escondendo seu rosto no peitoral dele. – Eu vou te matar, sério.

Nico envolveu Thalia em um abraço a apertando fortemente contra si.

— Isso se eu não te matar antes – ele disse, afrouxando o abraço.

— Eu tenho esses kits, que são do filme cinquenta tons de cinza – a loira levantou e Nico segurou a risada.

Thalia cravou as unhas levemente no peitoral do Nico, que mordeu o lábio para não xingar a menina.

— Bem, esse kit tem tudo isso que pode ver – a loira mostrou o kit.

— Isso aqui ela está precisando mesmo – Nico se referiu ao gel que tinha ali – Por que olha, tá foda.

Thalia, por mais que estivesse odiando o menino, estava com um sorriso em lábios, se segurando para não dar risada. Mas também era muito constrangedor.

A loira deu uma risadinha e Thalia colocou uma das pernas no meio das de Nico, ameaçando subir.

— Se eu subir você perde seus filhos – a menina levantou a cabeça para olhar para Nico, que agora a encarava.

— Você não vai querer ter filhos Grace? – O menino sorriu e piscou para a garota. – O que você tem pra ela?

— É o que? – Thalia murmurou para Nico.

— Agora sim, você vai ter motivo pra se esconder – Nico sorriu para a garota.

— Eu tenho umas fantasias bem legais – a loira apontou para algumas que estavam ali.

A menina chamou o casal para lhe acompanhar e mudou de balcão, colocando algumas fantasias sobre ele.

— Você vai querer experimentar? – a loira se referiu a Thalia, que ia negar.

— Claro que vai – Nico respondeu antes que ela falasse alguma coisa.

— É normal ficar com vergonha, mas todas as pessoas fazem sexo. Eu tenho provadores especiais, irei preparar um para vocês – ela sorriu simpática e se retirou, levando as fantasias consigo.

Assim que a mulher saiu de vista, Thalia tentou correr.

Nico a segurou pelo braço.

— Thalia, não me faça quebrar a promessa de não te agarrar.

Thalia arregalou os olhos e começou a se debater. Nico não viu outra escolha, a não ser a prender contra o balcão.

— Seu maldito aproveitador – Thalia vociferou.

Nico sorriu de lado e colou mais seu corpo com o da morena que tentava fugir.

— Se vocês quiserem temos quartos especializados para isso lá trás, depois de experimentar tudo sabe? Para testar os negócios – a loira sorriu e Thalia quis arrancar a cabeça daquela mulher, que não estava ajudando em nada.

— Puta que pariu, queria estar morta – Thalia tampou o rosto apoiando o rosto no peitoral do Nico.

— Ganhei – o menino sussurrou no ouvido da menina.

— Venham por aqui – a loira indicou uma pequena salinha.

Nico puxou Thalia até lá.

A sala não tinha muitas luzes ligadas, as paredes eram de veludo vermelho. Tinha um pequeno sofá na frente de um mini palco, que tinha uma cortina vermelha para que a mulher pudesse se trocar.

A loira indicou que Nico sentasse e levou Thalia para o palco, fechando a cortina.

— Aqui estão as roupas, eu estarei ali fora se precisar. Não posso deixar vocês sozinhos com as roupas sem garantia de compra.

— Tudo bem – Thalia deu um sorriso forçado e a loira a deixou ali.

A menina encarou a roupa de enfermeira que estava em suas mãos e revirou os olhos. Dando-se por vencida e vestindo a porra da roupa, que deixara todos os lugares possíveis a mostra.

Thalia abriu a cortina e saiu para o palco, com a cara mais emburrada que conseguiu.

— Belo corpo – a loira observou Thalia de cima abaixo, com um sorriso amigável.

Thalia assentiu e observou Nico. O menino estava babando por ela e não fazia questão de esconder.

A única coisa que se passava pela cabeça de Nico era: “Oh vida boa’’.

— Você vai querer experimentar alguma outra coisa? – A loira estava pronta para ir buscar outras fantasias.

— NÃO – Thalia gritou – Quer dizer, hãn...eu gostei dessa – ela mentiu e voltou para trás das cortinas, arrancando a roupa sem nenhuma delicadeza.

— Nós vamos levar tudo – Nico concluiu, já quando Thalia tinha saído de cima daquele palco. – Então amor, vai querer testar aqui ou quando estivermos em casa?

Thalia esperou a menina ir na frente, até o caixa.

— Você sabe que nunca vamos usar isso, né? – A menina afirmou.

— Do mesmo jeito que eu não iria ter seu corpo? – Nico retrucou e a menina corou um pouco, fazendo Nico rir alto de surpresa. – VOCÊ COROU? MEU DEUS!

— Nico cala boca – Thalia lhe deu um soco e começou a caminhar para a saída da loja, deixando o menino pagar as coisas e pegar as sacolas.

Nico riu da menina e pegou as sacolas, seguindo para fora da loja. Avistou-a parada na frente de um pet-shop, observando a vitrine com curiosidade.

— Vem, vamos gastar seu dinheiro com algo que preste – Thalia puxou Nico para dentro do estabelecimento.

A morena passeava pelos corredores com uma cestinha, jogando tudo dentro dela. Shampoo, coleira, brinquedos, ração e até mesmo a cama.

— Olha essa caminha – a menina se derreteu pela caminha que estava comprando. Era preta com caveirinhas brancas.

— Eu sei, também gostei – o menino era outro que estava derretido, porém mais discretamente. – Vamos logo, antes que nossos amigos pensem que estamos nos comendo no quarto do Sex Shop.

Thalia revirou os olhos e lembrou da vergonha alheia que tinha passado prometendo a si mesma que se vingaria.

— Então vamos logo, não quero que pensem isso de mim.- Ela disse colocando as coisas no caixa e deixando que o garoto pagasse.

Depois de tudo pago Nico ligou para o povo para saber aonde eles estavam.

Assim que soube a localização dos mesmos começaram a andar até a praça de alimentação em silêncio, quando a morena parou sem aviso prévio fazendo Nico continuar andando sem notar sua falta, até que decidiu zoar a menina e acabou falando com uma senhorinha.

— E você não fechou a blusa né...- a senhora olhou surpresa e ele corou.- Desculpe, pensei que fosse minha namorada.

Nico olhou para trás, procurando a menina e a viu. Parada em frente a uma vitrine que ele não conseguiu identificar de longe.

— Ei, o que foi? – O menino se aproximou dela, que o olhou com indiferença.

— Eu queria fazer uma tatuagem, mas não estou com dinheiro aqui – a menina fez uma careta.

— Eu pago pra você – o menino respondeu rapidamente e ela olhou incrédula pra ele. Se virou e começou a procurar a pessoa com quem ele estava falando, até que não viu ninguém e se virou para ele novamente.

— Você falou comigo? – Thalia apontou para o próprio peito.

Nico assentiu com um sorriso de lado.

— VALEU – a morena abraçou ele, que se assustou com o ato. Mas logo depois relaxou e deu uma risada. – Vamos – Thalia segurou na mão do mesmo, pegando algumas sacolas do pet-shop e entrelaçou os dedos dos dois, arrastando-o para dentro do estúdio.

Nico olhou em volta. Havia vários desenhos pela parede, cadeiras de couro espalhadas por todo lado, maquinas estranhas de todo tipo.

— Em que posso ajudar o casal? – Uma mulher toda tatuada veio em direção ao dois, sorrindo.

— Eu quero fazer uma tatuagem – Thalia sorriu.

— Venha por aqui – a mulher começou a caminhar em direção a sala.

— Ei, por que você não faz uma também? – Antes que Thalia continuasse a andar, se lembrou de Nico.

O menino a encarou com uma sobrancelha arqueada.

— Vou pensar...mas acho que vou fazer sim.

Thalia sorriu e soltou a mão dele devagar, caminhando atrás da mulher, que a esperava na porta.

***

— Ai – Thalia reclamou e saiu da salinha, com as mãos sobre a barriga.

Nico que estava quase dormindo sentado, observou a menina. Agora sua blusa estava fechada e as mãos cruzadas sobre a barriga.

— Vamos pagar – ela se apoiou nele, com preguiça de andar.

— Eu já paguei – ele afirmou e pegou as compras que estavam no chão.

— Então vamos – a menina pegou alguma das sacolas e começou a andar ao lado dele. – O que você fez?

— Não vou falar – ele deu de ombros e ela revirou os olhos. – E você? O que fez?

— Fiz um cachorro na minha bunda – ela deu de ombros e Nico a olhou incrédulo.

— É o que? – As palavras saíram mais altas que o normal.

Ela riu.

— Estou brincando né? – Thalia olhou pra ele e viu um vulto loiro, vindo correndo como The Flash. – Estamos fudidos.

— COMO VOCÊS OUSAM? – Annabeth berrou. Não chamando quase atenção, já que o shopping estava quase vazio, pois logo iria fechar.

— Ah...- Thalia tentou argumentar, mas foi cortada.

— SACOLAS DO SEX SHOP? – A loira berrou e começou a rir descontroladamente.

Thalia avistou o povinho vindo e soube que era seu fim.

— Me lembre de te matar depois? – a morena concluiu e esperou que os outros vissem as sacolas, o que não demorou muito.

— SÉRIO? – Connor berrou e se juntou a Annabeth.

Logo todos estavam rindo e berrando, para o resto das pessoas que estavam ali.

— Eu não tive culpa, tá legal? – Thalia levantou as mãos em rendição.

Nico sorriu e colocou algumas sacolas no chão.

— Podem ajudar? São coisas pro Cérbero.

Thayla tentou conter o riso e pegou algumas das sacolas, sufocando a risada e se virando para ir embora.

— De nada – Nico passou um dos braços pelos ombros da Grace, que não se importou. Ele tinha pagado uma tatuagem pra ela, deixa ele usar ela de apoio.

— Obr...não, valeu mesmo – a morena sorriu e segurou a mão de Nico, que pendia em sua clavícula. Entrelaçando os dedos novamente e começando a andar com algumas sacolas na outra mão. – Não se acostume, Di Ângelo.

— MINHA SANTA CHAPINHA – Thayla gritou, vendo o jeito dos dois. – MEU DEUS, VOCÊS SÃO TÃO FOFOS, OLHEM ISSO! EU NÃO TO FICANDO MALUCA NÉ? VOCÊS ESTÃO VENDO NÉ?

Thalia riu e revirou os olhos.

— OWWWWWWWWWWWWNNN – Annabeth e Piper se derreteram.

— OWWWN – Leo colocou as mãos sobre o queixo de uma forma sonhadora e todos olharam para ele.

— Que porra é essa? – Percy saiu de perto do menino.

— Me deixa – Leo fez um bico e continuou marchando, com a sacola que transportava a casinha de Cérbero. Fazendo o menino quase se embolar em seus próprios pés.

— Só não me derrube, Nico – a morena continuou andando sentindo as vezes a sacola bater ou raspar em sua perna.

— Se você cair, eu vou cair junto, sua mão está entrelaçada na minha – ele esclareceu.

— Eu faço questão de te puxar junto – ela riu baixo. Todos saíram do prédio e avistaram o enorme trailer. – Mais uma coisa – ela disse e tirou o braço de Nico de seus ombros e levou a mão dele até o ponto sensível que ela tinha. – É aqui a tatuagem.

Ela conseguiu sentir o sorriso se formando nos lábios dele, por estarem encostados em sua nuca. Consequentemente ele estava a ‘’abraçando’’ por trás.

— Não me diga que já está gravida – Thayla colocou as mãos na cintura e Thalia riu.

— Vai se fuder – a irmã do mal ralhou e se desenroscou de Nico, subindo no trailer. Afinal, ela teria que dirigir até lá.

Todos entraram e se acomodaram. Novamente, Thalia e Nico foram lá na frente. A menina dirigia calmamente, tentando não dormir enquanto uma música conhecida tocava baixo no rádio.

Ela estava tão distraída que não notou Nico se aproximando mais, deslizando no banco devagar.

— Thals – o menino a chamou pelo apelido.

— Hm? – Ela respondeu, não se virando para ele.

— Não me mata – ele pronunciou e colocou a mão no short da mesma, puxando para baixo devagar, deixando a mostra sua tatuagem.

Thalia arregalou os olhos minimamente, mas sabia que ele não conseguiria se conter.

— Só não me estupre, Nico – ela deu de ombros.

Nico sorriu e observou a magnifica tatuagem que ela tinha feito. Bem, para ele não fazia sentido, mas para ela...