Gêmeas
21 Eu vou te jogar daqui de cima
Notas iniciais
— To com fome – Leo resmungou. – Já deveríamos estar no shopping!
Thalia fuzilou o menino com o olhar, que levantou as mãos em sinal de rendição.
— Vamos logo – Percy murmurou e puxou Annabeth pelo braço, para fora da casa.
— Quem vai dirigir? – Connor perguntou e segurou a mão de Thalia, que iria bater palma. – Agora não, pelo amor.
— Eu dirijo então, se depender do Jason, só chegamos lá amanhã – Thalia se livrou das mãos de Connor e pegou as chaves do trailer, se dirigindo a ele.
— Alguém tem que ir na frente com ela, pra controlar a ferinha – Jason olhou para o chão, com medo que a irmã lhe desse uma voadora.
— O Nico vai com ela na frente – Thayla disse olhando para a irmã com um sorrisinho.
Todos concordaram e Nico caminhou até Thalia, pegando as mãos da menina e a fazendo bater palmas várias vezes.
— Filho da mãe – Thayla gritou, antes que Connor tampasse sua boca com os lábios.
— Obrigada por fazer ela calar a boca, Connor – Nico concluiu e soltou as mãos de Thalia, que o olhou feio.
— Continuem a se agarrar lá dentro – Thalia afirmou e entrou no trailer, colocando o cinto.
Connor pegou a Thayla no colo e subiu no trailer.
— Que bosta, eu falei pra você não fazer mais isso – Thayla foi obrigada a passar os braços ao redor do pescoço do menino, com medo de cair dali.
— E você achou mesmo que eu ia obedecer? – Connor sussurrou e Thayla arregalou minimamente os olhos.
O menino se deitou na rede com ela. Assim que ele fechou a rede, fazendo um casulinho, a menina gritou coisas como: ‘’SOCORRO, NÃO ME DEIXEM AQUI, ELE VAI ME ESTUPRAR’’.
Connor começou a rir escandalosamente e abriu o casulo novamente soltando a garota.
— Ai ai – o menino segurou a cintura de Thayla, que ainda estava deitada no colo dele. – Você sabe que a partir do momento que a pessoa quer, não é estupro.
— E quem disse que eu quero? – Thayla olhou para o menino que estava colado a ela.
— Você não saiu daqui – Connor sorriu de lado.
Thayla bufou e se virou para sair, e quase caiu. Connor puxou a menina pra si novamente.
— O anta, não é assim que sai de uma rede – o menino revirou os olhos e a ajudou a sair dali.
— Vocês são perfeitos – Piper colocou as mãos sobre a cara com um olhar sonhador.
— Pode parar como isso menina – Thayla advertiu e se sentou na cadeira, olhando para a janela.
Enquanto isso, no banco da frente...
— Thalia – Nico pronunciou pela milésima vez – Thaliaaa, Thalia, Thaliaaa.
Thalia olhou para o medidor de velocidade e viu que estava 120 por hora, continuou dirigindo assim por mais alguns segundos, até que se cansou de ouvir Nico a chamar e freou bruscamente, matando Nico do coração e fazendo todos aprenderem a voar.
— FILHA DA PUTA – Nico berrou com as mãos sobre o coração.
Thalia riu e olhou pelo vidrinho, vendo a bagunça que tinha feito lá trás.
Thayla estava agarrada a cadeira, Jason estava estatelado no chão junto com o resto da cambada.
— Só a Thayla foi esperta – Nico concluiu observando a menina, que olhou para a irmã com uma cara nada boa.
— Tinha que ser minha irmã – Thalia disse e voltou a dirigir, abrindo a pequena janela e xingando um motorista que tinha buzinado.
***
Thalia estava observando uma vitrine que vendia sapatos, quando foi surpreendida por uma mulher estranha.
— Ei menina – a senhora chamou e Thalia se virou confusa – Você foi espancada? – Ela disse olhando para a perna da garota.
Nico, que estava perto de Thalia, começou a rir.
— Ah...então...foi culpa do meu namorado, podemos dizer que estávamos tentando coisas diferentes – Thalia disse apontando para Nico, que parou de rir automaticamente.
— Hãn? – Nico disse meio baixo.
— Ah sim, eu entendo – a senhora disse meio envergonhada – Me desculpe, até.
Thalia observou a senhora ir para longe e começou a rir.
— Por que diabos você disse que eu era seu namorado? – Nico se apressou em dizer.
Leo chegou ali e escutou o menino falando.
— VOCÊS ESTÃO NAMORANDO? – Leo berrou, chamando atenção de todo o shopping.
Thalia continuou rindo e quando viu Leo gritando, começou a se contorcer de tanto rir.
— NÃO – Nico gritou de volta e observou a garota, que estava ajoelhada no chão rindo. – O anta, tão achando que a gente tá namorando, graças a você.
Thalia deu o dedo do meio, ainda rindo.
Todos se encontraram e rodearam a menina no chão.
— Você é louca – Thayla exclamou, estendendo a mão para a irmã levantar. Que aceitou a mão e se levantou, se recuperando do ataque.
— Eu sei – Thalia sorriu e bateu palma, fazendo a irmã usar Nico como escudo.
— Sai, não quero beijar ele – Thayla se escondeu atrás do menino.
Nico riu e puxou Thayla pelo braço, a jogando em cima do Connor.
— Se eu tive que aguentar sua irmã dançando, você tem que beijar ele cada vez que ela bater palmas – ele concluiu.
— Traidor – Thayla o olhou com falso desgosto e Connor selou seus lábios.
Depois de alguns segundos, Connor se separou da menina.
— Porra, Thalia – Connor resmungou – Isso não fazia parte da aposta.
Thalia chocou a mão contra a testa, quando a irmã deu um gritinho histérico, falando: é o que?
— Só tenho algo a dizer, foi culpa da Annabeth – Thalia disse levantando as mãos em rendição.
Annabeth, que até agora estava alheia a discussão que estava rolando, arregalou os olhos e olhou para Thalia.
— Minha culpa? – A loira levantou as mãos em sinal de frustação.
— Yep – Thalia sorriu inocente – Você que chutou o Percy do penhasco.
— Tá, tá –Thayla disse farta daquilo.
— O que acham de brincar de polícia e ladrão? – Thalia interrompeu toda a discussão e colocou a mão no queixo.
Todos se entreolharam.
— Me parece ser uma boa ideia – Percy sorriu e colocou as mãos no bolso da calça.
— Eu sou polícia – Thalia disse, antes que alguém pudesse se pronunciar.
— Pra você pegar o Nico, né? – Leo sorriu malicioso e Thalia olhou pra ele com desgosto.
— Eu também – Connor se pronunciou.
— Ok, só os dois de polícia – Piper afirmou. – O resto é tudo ladrão.
— Boa sorte – Thayla disse e tirou os saltos que usava, segurando-os e andando para outro lado do shopping, junto de todos os ladrões dali.
Thalia se virou para Connor e começou a falar o que as pessoas supostamente fariam.
— O Nico vai correr muito – Thalia finalizou. – Eu fico com ele.
Connor deu um sorrisinho malicioso.
— Só não transem no shopping.
Thalia deu um tapa em Connor e começou a andar com ele ao seu lado, olhando para os lados. Assim que foi virar a esquina, viu o grupinho parado olhando para os lados, empurrou Connor para trás e apontou eles discretamente.
— Só mais uma coisa – Thalia impediu Connor de sair correndo.
— O que? – O menino fez pouco caso.
Thalia sorriu e bateu palmas.
— Agora sim, chega e pega ela de jeito – Thalia sorriu e Connor correu ao lado de Thalia até o grupinho, que quando viu os dois começaram a correr.
Thalia não perdeu tempo e começou a correr atrás de Nico, que infelizmente corria pra caralho.
Nico entrou em uma loja para despistar a menina, que entrou atrás do mesmo. Ambos ficaram separados por uma estante cheia de coisas.
— Sério, Grace? Veio atrás de mim? – Nico sorriu.
— Não, não, eu to correndo lá fora, tá vendo não? – Thalia revirou os olhos.
— Vocês estão juntos? – Uma mulher loira perguntou e Thalia pareceu acordar do seu transe.
— Hãn?
— Sim, claro – Nico respondeu e se encostou na estante.
Thalia olhou para o lado e encarou a coisa que estava na estante, quase tendo um treco vendo que era um vibrador.
Sim, eles entraram em um Sex Shop.
— Posso ajudar vocês? – A moça sorriu docemente.
Thalia fechou os olhos muito constrangida para falar alguma coisa.
— Então, nós queremos alguma coisa nova – Nico gesticulou – Como você pode ver o estado dela e tudo.
Thalia arregalou os olhos e se virou pronta para matar o menino.
— Né amor? – Nico deu um sorriso, que significava “vingança é ótimo, não é? ”
— Ah sim, eu tenho a coisa perfeita para isso – a loira jogou os cabelos para trás e saiu em direção a sala.
— Ah propósito, Grace – Nico chamou – Gostei do sutiã.
Thalia desceu os olhos até a blusa xadrez, que tinha aberto e mostrava seu sutiã preto com mãos esqueléticas.
Nico aproveitou a distração da garota e correu para fora da loja.
— Filho da puta – Thalia murmurou e voltou a correr atrás do menino.
Do outro lado do shopping, Connor estava quase alcançando Thayla.
— Aí menino, porque não foi atrás de outra pessoa? – Thayla virou a esquina na última hora, quase trombando com a parede.
— Desculpa fazer isso, mas a Thalia bateu palmas antes de eu sair – Connor a segurou pela cintura, a jogando contra a parede e a beijando.
Leo estava ali, escondidinho observou o menino.
— Eita porra, que pegada – Leo arregalou os olhos.
Connor separou os lábios dos da Thayla.
— Você está fora – ele sorriu.
Connor deixou Thayla estática e começou a correr atrás de Leo, que percebeu que era a hora de vazar dali.
Leo passou pelas escadas e viu Thalia subindo-as correndo, atrás de Nico que mostrava a língua para a garota.
— Vai linda, sobe – Nico incentivava e Thalia quis socar a cara daquele menino.
— Linda é teu cu – Thalia revirou os olhos e continuou a subir correndo.
Algumas pessoas que observavam os dois, olharam incrédulos para a cena.
— Você me ama, Thalia – Nico se virou e deu alguns passos para longe da escada.
— Nico, eu vou te jogar daqui de cima – Thalia concluiu e terminou de subir as escadas, caminhando até o menino sorrindo desafiadoramente.
Nico observou em volta e viu que estava encurralado. Sua única saída era um poste dourado, que levava para o andar debaixo. Pra que tinha um poste no shopping? Bom, aí eu já não sei.
Nico se agarrou ao poste e desceu, deixando a Grace com raiva e evitando olhar para baixo.
— Eu ainda mato esse garoto – Thalia concluiu e desceu as escadas correndo, a procura de algum outro alvo que estivesse dando sopa.
Algum tempo depois a brincadeira acabou. Thalia revirou os olhos para Nico, que estava fazendo uma dancinha estranha comemorando.
— Eu ganhei, chupa seus troxa – o menino balançava os braços fazendo um círculo no ar.
— Tá, tá – Thayla resmungou – O que vamos fazer agora?
— Vocês eu não sei, mas tenho que resolver uma coisa com a Thalia – Nico sorriu para a garota, que tentou fugir.
— NÃO DEIXA ELE ME LEVAR – Thalia berrou para Thayla, que cruzou os braços com um sorriso.
Nico riu e a segurou como se fosse uma mala, a arrastando consigo até a loja que tinham entrado mais cedo.
O menino adentrou na loja e observou a atendente sorrir e caminhar até os dois.
— Me desculpe, minha namorada ficou com vergonha e saiu correndo – Nico soltou Thalia e passou o braço pelos ombros da garota, a puxando para si. – O que você separou para nós mesmo?
Thalia cruzou os braços emburrada e observou o menino, quando a atendente começou a andar em direção a um balcão.
— Eu juro que vou arrancar suas bolas Di Ângelo – a menina travou os dentes e ameaçou.
— Eu só não te agarro agora, por que fiz aquela promessa – O moreno sorriu e conduziu Thalia para perto do balcão.
— Bem, temos esse baralho – a atendente levantou o baralho estranho e Thalia arregalou os olhos, dando uns passos para trás. Tentando se livrar dos braços de Nico.
— Fica aqui – Nico esbravejou com a menina, que o olhou disfarçadamente. Querendo mata-lo. – Ok, próximo.
Agora a loira levantou uma raspadinha estranha.
— Puta que pariu – Thalia se encolheu nos braços de Nico, escondendo seu rosto no peitoral dele. – Eu vou te matar, sério.
Nico envolveu Thalia em um abraço a apertando fortemente contra si.
— Isso se eu não te matar antes – ele disse, afrouxando o abraço.
— Eu tenho esses kits, que são do filme cinquenta tons de cinza – a loira levantou e Nico segurou a risada.
Thalia cravou as unhas levemente no peitoral do Nico, que mordeu o lábio para não xingar a menina.
— Bem, esse kit tem tudo isso que pode ver – a loira mostrou o kit.
— Isso aqui ela está precisando mesmo – Nico se referiu ao gel que tinha ali – Por que olha, tá foda.
Thalia, por mais que estivesse odiando o menino, estava com um sorriso em lábios, se segurando para não dar risada. Mas também era muito constrangedor.
A loira deu uma risadinha e Thalia colocou uma das pernas no meio das de Nico, ameaçando subir.
— Se eu subir você perde seus filhos – a menina levantou a cabeça para olhar para Nico, que agora a encarava.
— Você não vai querer ter filhos Grace? – O menino sorriu e piscou para a garota. – O que você tem pra ela?
— É o que? – Thalia murmurou para Nico.
— Agora sim, você vai ter motivo pra se esconder – Nico sorriu para a garota.
— Eu tenho umas fantasias bem legais – a loira apontou para algumas que estavam ali.
A menina chamou o casal para lhe acompanhar e mudou de balcão, colocando algumas fantasias sobre ele.
— Você vai querer experimentar? – a loira se referiu a Thalia, que ia negar.
— Claro que vai – Nico respondeu antes que ela falasse alguma coisa.
— É normal ficar com vergonha, mas todas as pessoas fazem sexo. Eu tenho provadores especiais, irei preparar um para vocês – ela sorriu simpática e se retirou, levando as fantasias consigo.
Assim que a mulher saiu de vista, Thalia tentou correr.
Nico a segurou pelo braço.
— Thalia, não me faça quebrar a promessa de não te agarrar.
Thalia arregalou os olhos e começou a se debater. Nico não viu outra escolha, a não ser a prender contra o balcão.
— Seu maldito aproveitador – Thalia vociferou.
Nico sorriu de lado e colou mais seu corpo com o da morena que tentava fugir.
— Se vocês quiserem temos quartos especializados para isso lá trás, depois de experimentar tudo sabe? Para testar os negócios – a loira sorriu e Thalia quis arrancar a cabeça daquela mulher, que não estava ajudando em nada.
— Puta que pariu, queria estar morta – Thalia tampou o rosto apoiando o rosto no peitoral do Nico.
— Ganhei – o menino sussurrou no ouvido da menina.
— Venham por aqui – a loira indicou uma pequena salinha.
Nico puxou Thalia até lá.
A sala não tinha muitas luzes ligadas, as paredes eram de veludo vermelho. Tinha um pequeno sofá na frente de um mini palco, que tinha uma cortina vermelha para que a mulher pudesse se trocar.
A loira indicou que Nico sentasse e levou Thalia para o palco, fechando a cortina.
— Aqui estão as roupas, eu estarei ali fora se precisar. Não posso deixar vocês sozinhos com as roupas sem garantia de compra.
— Tudo bem – Thalia deu um sorriso forçado e a loira a deixou ali.
A menina encarou a roupa de enfermeira que estava em suas mãos e revirou os olhos. Dando-se por vencida e vestindo a porra da roupa, que deixara todos os lugares possíveis a mostra.
Thalia abriu a cortina e saiu para o palco, com a cara mais emburrada que conseguiu.
— Belo corpo – a loira observou Thalia de cima abaixo, com um sorriso amigável.
Thalia assentiu e observou Nico. O menino estava babando por ela e não fazia questão de esconder.
A única coisa que se passava pela cabeça de Nico era: “Oh vida boa’’.
— Você vai querer experimentar alguma outra coisa? – A loira estava pronta para ir buscar outras fantasias.
— NÃO – Thalia gritou – Quer dizer, hãn...eu gostei dessa – ela mentiu e voltou para trás das cortinas, arrancando a roupa sem nenhuma delicadeza.
— Nós vamos levar tudo – Nico concluiu, já quando Thalia tinha saído de cima daquele palco. – Então amor, vai querer testar aqui ou quando estivermos em casa?
Thalia esperou a menina ir na frente, até o caixa.
— Você sabe que nunca vamos usar isso, né? – A menina afirmou.
— Do mesmo jeito que eu não iria ter seu corpo? – Nico retrucou e a menina corou um pouco, fazendo Nico rir alto de surpresa. – VOCÊ COROU? MEU DEUS!
— Nico cala boca – Thalia lhe deu um soco e começou a caminhar para a saída da loja, deixando o menino pagar as coisas e pegar as sacolas.
Nico riu da menina e pegou as sacolas, seguindo para fora da loja. Avistou-a parada na frente de um pet-shop, observando a vitrine com curiosidade.
— Vem, vamos gastar seu dinheiro com algo que preste – Thalia puxou Nico para dentro do estabelecimento.
A morena passeava pelos corredores com uma cestinha, jogando tudo dentro dela. Shampoo, coleira, brinquedos, ração e até mesmo a cama.
— Olha essa caminha – a menina se derreteu pela caminha que estava comprando. Era preta com caveirinhas brancas.
— Eu sei, também gostei – o menino era outro que estava derretido, porém mais discretamente. – Vamos logo, antes que nossos amigos pensem que estamos nos comendo no quarto do Sex Shop.
Thalia revirou os olhos e lembrou da vergonha alheia que tinha passado prometendo a si mesma que se vingaria.
— Então vamos logo, não quero que pensem isso de mim.- Ela disse colocando as coisas no caixa e deixando que o garoto pagasse.
Depois de tudo pago Nico ligou para o povo para saber aonde eles estavam.
Assim que soube a localização dos mesmos começaram a andar até a praça de alimentação em silêncio, quando a morena parou sem aviso prévio fazendo Nico continuar andando sem notar sua falta, até que decidiu zoar a menina e acabou falando com uma senhorinha.
— E você não fechou a blusa né...- a senhora olhou surpresa e ele corou.- Desculpe, pensei que fosse minha namorada.
Nico olhou para trás, procurando a menina e a viu. Parada em frente a uma vitrine que ele não conseguiu identificar de longe.
— Ei, o que foi? – O menino se aproximou dela, que o olhou com indiferença.
— Eu queria fazer uma tatuagem, mas não estou com dinheiro aqui – a menina fez uma careta.
— Eu pago pra você – o menino respondeu rapidamente e ela olhou incrédula pra ele. Se virou e começou a procurar a pessoa com quem ele estava falando, até que não viu ninguém e se virou para ele novamente.
— Você falou comigo? – Thalia apontou para o próprio peito.
Nico assentiu com um sorriso de lado.
— VALEU – a morena abraçou ele, que se assustou com o ato. Mas logo depois relaxou e deu uma risada. – Vamos – Thalia segurou na mão do mesmo, pegando algumas sacolas do pet-shop e entrelaçou os dedos dos dois, arrastando-o para dentro do estúdio.
Nico olhou em volta. Havia vários desenhos pela parede, cadeiras de couro espalhadas por todo lado, maquinas estranhas de todo tipo.
— Em que posso ajudar o casal? – Uma mulher toda tatuada veio em direção ao dois, sorrindo.
— Eu quero fazer uma tatuagem – Thalia sorriu.
— Venha por aqui – a mulher começou a caminhar em direção a sala.
— Ei, por que você não faz uma também? – Antes que Thalia continuasse a andar, se lembrou de Nico.
O menino a encarou com uma sobrancelha arqueada.
— Vou pensar...mas acho que vou fazer sim.
Thalia sorriu e soltou a mão dele devagar, caminhando atrás da mulher, que a esperava na porta.
***
— Ai – Thalia reclamou e saiu da salinha, com as mãos sobre a barriga.
Nico que estava quase dormindo sentado, observou a menina. Agora sua blusa estava fechada e as mãos cruzadas sobre a barriga.
— Vamos pagar – ela se apoiou nele, com preguiça de andar.
— Eu já paguei – ele afirmou e pegou as compras que estavam no chão.
— Então vamos – a menina pegou alguma das sacolas e começou a andar ao lado dele. – O que você fez?
— Não vou falar – ele deu de ombros e ela revirou os olhos. – E você? O que fez?
— Fiz um cachorro na minha bunda – ela deu de ombros e Nico a olhou incrédulo.
— É o que? – As palavras saíram mais altas que o normal.
Ela riu.
— Estou brincando né? – Thalia olhou pra ele e viu um vulto loiro, vindo correndo como The Flash. – Estamos fudidos.
— COMO VOCÊS OUSAM? – Annabeth berrou. Não chamando quase atenção, já que o shopping estava quase vazio, pois logo iria fechar.
— Ah...- Thalia tentou argumentar, mas foi cortada.
— SACOLAS DO SEX SHOP? – A loira berrou e começou a rir descontroladamente.
Thalia avistou o povinho vindo e soube que era seu fim.
— Me lembre de te matar depois? – a morena concluiu e esperou que os outros vissem as sacolas, o que não demorou muito.
— SÉRIO? – Connor berrou e se juntou a Annabeth.
Logo todos estavam rindo e berrando, para o resto das pessoas que estavam ali.
— Eu não tive culpa, tá legal? – Thalia levantou as mãos em rendição.
Nico sorriu e colocou algumas sacolas no chão.
— Podem ajudar? São coisas pro Cérbero.
Thayla tentou conter o riso e pegou algumas das sacolas, sufocando a risada e se virando para ir embora.
— De nada – Nico passou um dos braços pelos ombros da Grace, que não se importou. Ele tinha pagado uma tatuagem pra ela, deixa ele usar ela de apoio.
— Obr...não, valeu mesmo – a morena sorriu e segurou a mão de Nico, que pendia em sua clavícula. Entrelaçando os dedos novamente e começando a andar com algumas sacolas na outra mão. – Não se acostume, Di Ângelo.
— MINHA SANTA CHAPINHA – Thayla gritou, vendo o jeito dos dois. – MEU DEUS, VOCÊS SÃO TÃO FOFOS, OLHEM ISSO! EU NÃO TO FICANDO MALUCA NÉ? VOCÊS ESTÃO VENDO NÉ?
Thalia riu e revirou os olhos.
— OWWWWWWWWWWWWNNN – Annabeth e Piper se derreteram.
— OWWWN – Leo colocou as mãos sobre o queixo de uma forma sonhadora e todos olharam para ele.
— Que porra é essa? – Percy saiu de perto do menino.
— Me deixa – Leo fez um bico e continuou marchando, com a sacola que transportava a casinha de Cérbero. Fazendo o menino quase se embolar em seus próprios pés.
— Só não me derrube, Nico – a morena continuou andando sentindo as vezes a sacola bater ou raspar em sua perna.
— Se você cair, eu vou cair junto, sua mão está entrelaçada na minha – ele esclareceu.
— Eu faço questão de te puxar junto – ela riu baixo. Todos saíram do prédio e avistaram o enorme trailer. – Mais uma coisa – ela disse e tirou o braço de Nico de seus ombros e levou a mão dele até o ponto sensível que ela tinha. – É aqui a tatuagem.
Ela conseguiu sentir o sorriso se formando nos lábios dele, por estarem encostados em sua nuca. Consequentemente ele estava a ‘’abraçando’’ por trás.
— Não me diga que já está gravida – Thayla colocou as mãos na cintura e Thalia riu.
— Vai se fuder – a irmã do mal ralhou e se desenroscou de Nico, subindo no trailer. Afinal, ela teria que dirigir até lá.
Todos entraram e se acomodaram. Novamente, Thalia e Nico foram lá na frente. A menina dirigia calmamente, tentando não dormir enquanto uma música conhecida tocava baixo no rádio.
Ela estava tão distraída que não notou Nico se aproximando mais, deslizando no banco devagar.
— Thals – o menino a chamou pelo apelido.
— Hm? – Ela respondeu, não se virando para ele.
— Não me mata – ele pronunciou e colocou a mão no short da mesma, puxando para baixo devagar, deixando a mostra sua tatuagem.
Thalia arregalou os olhos minimamente, mas sabia que ele não conseguiria se conter.
— Só não me estupre, Nico – ela deu de ombros.
Nico sorriu e observou a magnifica tatuagem que ela tinha feito. Bem, para ele não fazia sentido, mas para ela...
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