Fé E Pecado

3 Capítulo 2 - Eu não sou má... Tá bom, só um pouco!


Notas iniciais
Obrigada garotas pelos reviews!
Aqui vai mais um capítulo, agora com Bella narrando.

Eu estava morta. O voo de Forks a Londres fora estupidamente chato! Argh, meus pais brigaram o tempo todo e o pior, finalmente minha mãe iria fazer o que sempre quis: Me mandar pra bem longe! Mas sabe de uma coisa?

Eu até que nem me importei, já estava precisando realmente mudar os ares um pouco. A barra já estava pesada em Forks e daqui a pouco eu me meteria em encrencas de verdade... Só sinto por meu pai e Jake, meu namorado.

Mas ele havia me dito que era pra eu não me preocupar, pois já, já eu teria uma surpresa daquelas. Eu nem dei ibope pro que ele havia dito, talvez ele estivesse apenas doidão como sempre. Eu gostava dele, não o amava enlouquecidamente e nem sequer estava apaixonada por ele, nossa relação era apenas física e eu adorava o fato de ele irritar meu pai mortalmente.

Não me entenda mal, eu não sou do tipo de garota que gosta de irritar o pai por diversão, é meio que uma vingança e um jeito de me proteger dele, mais nada. Na verdade, eu nem sou uma garota tão má assim, como todos pensam, eu só tenho meus motivos para não confiar em ninguém e gosto pra caramba de me divertir.

Assim que eu vi o Padre Edward, eu quase babei... Sério mesmo! Ele é muito gato! Tipo, ele simplesmente é o cara mais lindo que eu já vi em toda minha vida! Quando ele veio acompanhando meus queridos pais que já queriam loucamente me largar lá, eu até perdi o fôlego.

Ele tinha um cabelo acobreado bastante alinhado e parecia que tinha passado toneladas de gel pra que ele ficasse no lugar, ai que vontade de desgrenhar aquele cabelo... Mas continuando, ele tinha os verdes gentis e inocentes bem diferentes dos pecaminosos e desejosos olhares que eu estava acostumada a lançarem pra mim.

E quando ele me disse que era virgem?

Deus, eu quase tive um orgasmo mental bem ali só de imagina-lo nu em minha cama... Hum, só de imaginar já fico molhada. Ele, com certeza, vai fazer com que minha estadia aqui seja bastante... Digamos, prazerosa.

Gargalhei sozinha.

Eu estava no meu quarto, onde ele havia me dito que eu iria dividir com uma tal de Alice alguma coisa. Rezei pra que ela não fosse uma certinha que adora a escola, pois eu pretendia fazer essa escolinha virar do avesso.

Essa escola, se eu não me engano, era a minha terceira desde que entrei no ensino médio. Uma eu fui expulsa por ser pega fumando, outra por que eu beijei o filho da diretora e provavelmente serei expulsa desse por deflorar o diretor gostosão.

Ri mais uma vez.

Lembrei-me que ele havia me dito que era pra eu me confessar antes que começasse as aulas, então, já com um plano na minha cabeça nada maliciosa, pra não dizer o contrário..., fui tomar um banho pra depois ir lá para o seu escritório.

Quando saio do banheiro quase dou um grito de susto.

Tinha uma garota minúscula com cabelos espetados me olhando feito uma pitbull. Ela deveria ser a Alice que Ed havia me dito... Ela tinha uma cara de fadinha Sininho, mas não parecia estar nenhum pouco contente em me ver:

-Suas coisas estão na minha cama. – Ela comentou ácida e eu dei de ombros.

-Desculpe, mas não vi seu nome. – Falei irônica, ela resmungou alguma coisa de eu ser americana e foi pra outra cama. – Mas e aí, você é Alice né?

-Quem te disse o meu nome? –Pelo seu tom de voz percebi que ela não gostava muito de pessoas.

-Edward... O padre gostosão. – Eu disse e ela abriu um sorriso.

-Então vejo que é uma das minhas... E aí, o que achou? – Sua sobrancelha estava erguida em sugestão, eu gargalhei.

-Uma delícia... Com um padre desses, eu viro até santa! – Fiz gozação. – Mas diz aí, qual é a ficha?

Ela me olhou confusa.

-Que ficha, americana?

-Qual é a história dele... Seu passado, tudo! – Revirei os olhos.

-Ah minha filha, senta aqui. – E bateu no colchão, onde me sentei mesmo molhada e ainda de toalha. –Dizem as alunas mais velhas daqui que ele foi deixado quando era pequeno no seminário por uma jovem freira. Os boatos falam que ele era fruto de um padre com essa freira, mas não há provas de nada. É lógico que ninguém tem coragem de perguntar nada a ele, ainda mais que ele sempre foi todo reservado quando se trata desses assuntos...

-Ah, por isso ele ainda é virgem! – Exclamei. – Logo vi que tinha algo por detrás dessa história...

-Como você sabe que ele é virgem? –Alice me perguntou assombrada.

-Ah... Fiquei sabendo quando ele me deu uns pegas quando eu cheguei mais cedo. — Disse com descaso e o queixo dela caiu, revirei os olhos com tamanha ingenuidade. – É mentira menina, apenas perguntei e ele respondeu. – Dei de ombros me levantando indo até minha mala em cima da minha cama, em busca de algo pra vestir.

-Você perguntou... Assim na lata? –Perguntou embasbacada.

-Sim. O que é que tem? – Fiz pouco caso, tirando um vestidinho e um porta-retratos, pondo-o na minha cabeceira. – Fiquei curiosa e perguntei, não foi nada demais.

-Há, você é louca! – Começou a rir. – E o engraçado foi ele ter te respondido, pagaria pra ver essa cena!

-Own... Foi tão fofo, ele ficou vermelho e tudo! – Contei-lhe e ela se acabou de rir.

-Mas é sério... Às vezes acontece de uma garota ou outra ser mais indiscreta, mas ele sempre dá um jeito de falar, falar e não dizer porra nenhuma. Já você foi completamente descarada e ele sequer tentou te enrolar!

Eu abri um sorriso sacana.

-Talvez ele tenha gostado de mim. – Eu disse soltando um beijinho pra ela, fazendo-a rir mais ainda, sério, ela parecia uma hiena... –Pra falar a verdade, ele realmente pareceu gostar de mim.

-Hum... Mas você não é essa Coca-Cola toda, ok? – Disse me fazendo cair na real. – Nem vá se achando...

-Querida Alice, você não me conhece... – Eu disse sorrindo diabólica. – Se eu o quiser, vou tê-lo e ponto final.

Seus olhos se arregalaram.

-Nossa, sou sua fã. – Disse-me de gozação. – Vai ser bastante interessante ter alguém como você aqui nesse colégio... Aqui é tão monótono. – Falou caindo na cama.

-Não me diga que aqui vocês não fazem nada! – Disse incrédula. – Pelo amor de Deus, aqui pelo menos é uma escola mista! A minha antiga era só para garotas e mesmo assim a gente aprontava horrores.

-Como o quê? – Seus olhos até brilharam.

-Ah... Sei lá! Tudo que a gente quisesse! –Dei de ombros. -Lá era muito legal... Pena que fui expulsa.

-Por quê?!

-Ah... Se eu te contasse eu teria que te matar. – Fiz cara de mafiosa.

-Agora fiquei curiosa, você vai ter que me contar!

-De jeito nenhum!

-Você vai me dizer nem que eu tenha que arrancar de você! –Ela se jogou em cima de mim e começou a fazer cócegas, eu caí na cama e comecei a rir. – Diz logo!

-Meus lábios estão selados!

De repente, a porta abre e a gente vira para encarar a garota loira na entrada de boca aberta. Mas rapidamente ela recompôs sua cara de choque por uma de desprezo.

-Que legal... Minhas colegas de quarto são sapatas!

-Eca! – Alice disse saindo de cima de mim.

-Nem fodendo! – Gemi.

-Ah, tô nem aí! Por mim vocês podem voltar a fazer o que porra vocês estavam fazendo antes de eu chegar. – E saiu batendo a porta.

Eu e Alice nos entreolhamos e caímos na gargalhada. Levantei-me e tirei a toalha, me vestindo finalmente, antes que alguém entrasse aqui novamente e me visse pelada. Alice me encarou como se eu fosse uma ET.

-Que foi? Não vai me dizer que você é lésbica de verdade!

-Deus que me livre! – Fez careta. – Mas como consegue trocar de roupa na frente de qualquer pessoa?

Bip... Bip... Garota virgem detectada... Bip... Bip... Bip

-A vergonha passa depois que você começa a dar, você vai ver. E depois, você é mulher, tem tudo que eu tenho. – Falei penteando meu cabelo. – Mas mudando de pau pra cacete, quem será aquela loira lá?

-Primeiro: Nossa! Como você é pervertida! – Exclamou. – Segundo: Ela é Rosalie Hale, uma veterana.

- Primeiro: Obrigada! – Imitei seu tom de voz. — Segundo: Não era pra vocês chegarem todas amanhã?

-As aulas começam amanhã, mas tem gente como eu, que quer ficar um tempo com nossos namorados. – Explicou-me. — E você, que eu ainda nem sei o nome, tem namorado?

-Tenho e se chama Jake, é aquele da foto. – Apontei para o porta-retratos. – E a proposito, meu nome é Bella.

-Uau Bella, que gato! –Admirou Jake com a foto nas mãos. –Mas sem querer me gabar, mais já me gabando... O meu é mais bonito, ok?

-Se você diz... — Falei de costas ainda penteando meu cabelo e dando alguns retoques na minha roupa. — Eu acredito.

-Ele é rico e meu pai o adora! – Comentou feliz.

-Meu pai detesta o meu. –Comentei indiferente. – Ele não queria que eu namorasse...

-Por quê?! –Perguntou toda sensibilizada.

-Por que ele dorme comigo desde que eu era pequena. – Falei saindo e dando de cara com Padre Edward. OMG! Será que ele ouviu alguma coisa?

Notas finais
E aí, o que acharam?