Notas iniciais
Olá meu amados leitores, tudo bem com vocês? Espero que seus corações estejam preparados pelo que está a vir... Boa leitura!

“That’s right,” he murmured. “For once, just let yourself feel what you feel.”

— Jacob to Bella, Eclipse



“Tem certeza de que não quer que eu fique com você?” Perguntou Angela, pela terceira vez. “Posso perder algumas aulas, sem problemas.”

Eu sorri, tentando assegurá-la de que não era necessário.

“E ser culpada pela melhor aluna da escola estar perdendo aulas, algumas semanas antes das provas finais? Não, obrigada.” brinquei, e ela me lançou uma careta. “Realmente não é necessário, Ange. Vou tomar alguma coisa para dor, e cair na cama, de qualquer forma. Não se preocupe.”

Ela pareceu hesitante, mesmo com as minhas afirmativas, porém assentiu e insistiu para que eu ligasse caso precisasse, antes de sair com o carro, apressada para voltar às aulas, que eu sabia que ela não queria perder.

Parada em frente a casa, me deixei temer as próximas horas. Sozinha em casa, não seria difícil para Edward, ou qualquer um dos Cullen, vir me confrontar pelo que fiz no estacionamento da escola.

Desejei, com todo o meu ser, que pudesse ter, pelo menos, algumas horas de paz. Tanto minha cabeça quanto meu punho latejavam de dor, e eu estava morrendo de frio; meu corpo ansiando pelo calor que apenas Jacob poderia fornecer.

Ele, entretanto, já deveria ter voltado para casa, e eu teria que me contentar com um banho quente. De certa forma, estava aliviada por não ter que enfrentá-lo. Tentar acalmá-lo exigiria muita energia, e eu mal tinha o suficiente para conseguir me arrastar para dentro de casa.

Eu nem mesmo tinha certeza de que realmente queria acalmá-lo. Seria tão ruim assim apenas deixá-lo fazer o que bem entendesse com Edward? Não era como se não merecesse. Ambos havíamos avisado a ele diversas vezes, que precisava nos deixar em paz. Ele não o fez. Sendo assim, não havia motivo algum para que eu quisesse defendê-lo. Pelo contrário; toda a consideração que algum dia tive por ele se esvaiu por completo naquela manhã cinzenta.

Talvez merecesse seja lá o que Jacob quisesse fazer com ele.

Abrir a porta da frente com apenas uma mão, se provou mais difícil do que imaginei que seria. Demorei algum tempo até finalmente conseguir destrancar a porta e passar por ela, deixando a mochila escorregar pelo meu ombro, e cair no chão de qualquer jeito. Depois arranjaria energia para pendurá-la em algum lugar.

“Bells? O que está fazendo em casa tão cedo?” A voz de Jacob chamou a minha atenção, soando rouca como se tivesse acabado de acordar. O mesmo descia as escadas, com a cara toda amassada quando me virei.

A surpresa por ele ainda estar em minha casa foi tanta, que meu coração pareceu querer sair pela boca. Demorei dois segundos para absorver o fato de que ele realmente estava ali. Jacob ainda não tinha ido embora!

“Jake!” Exclamei, praticamente correndo em sua direção e me jogando em seus braços, que me pegaram no ar com facilidade. Eles me envolveram com um cuidado extraordinário, e eu me encaixei ali, me sentindo mais segura.

Enterrei meu rosto em seu peito, e senti uma de suas mãos acariciar meu cabelo pelo longo momento em que ficamos abraçados, em silêncio, no hall de entrada.

“Você só acordou agora?” Perguntei, me afastando apenas o suficiente para levantar meu olhar para o seu. “Pensei que já teria ido para casa a essa hora.”

“É, eu acordei por conta de todo o barulho que você estava fazendo na porta.” Respondeu, sorrindo de lado. “Parece até que estava perdendo uma luta contra a fechadura.”

Corei, mordendo os lábios. Talvez ele estivesse mais sonolento do que eu havia imaginado, já que não pareceu ter notado a tala em meu braço até aquele momento. Eu sabia que não havia como esconder o punho quebrado — mesmo que quisesse -, então lancei a ele o meu melhor sorriso, antes de dar um passo para trás.

“Bom… Pelo menos posso dizer que a fechadura tinha certa vantagem…” levantei o braço com a tala, tentando soar o mais relaxada possível, e falhando miseravelmente.

Assisti enquanto, lentamente, o rosto de Jacob mudou da água para o vinho. Foi exatamente como ver uma nuvem escura cobrir o sol. Seu sorriso brilhante diminuiu gradualmente, e suas sobrancelhas cobriram seus olhos; enquanto uma pequena ruga surgiu entre eles.

Ele segurou meu cotovelo, trazendo meu braço para perto de seu rosto, como se quisesse examiná-lo em detalhe. Eu pensei em fazer piada, perguntando se por acaso era médico e eu não sabia, porém, a expressão preocupada em seu rosto me fez ficar quieta.

“Bella, o que aconteceu?!” Perguntou, ainda examinando o meu braço, antes de um sorriso surgir em seus lábios. “Seus dois pés esquerdos finalmente te fizeram cair da escada?”

Revirei os olhos, apesar de saber que aquela era uma possibilidade plausível. “Você nunca adivinharia o que aconteceu.”

Ele me olhou sério. “Aposto 10 dólares que consigo adivinhar.”

Seu olhar desafiador me fez querer rir. Eu preferia muito mais aquele jeito brincalhão do que o Jake raivoso que eu havia imaginado que apareceria com aquela situação séria.

“Fechado, mas se você perder, ao invés de dinheiro, irá fazer o que eu pedir por um dia.”

“Certo.” concordou sem perder o olhar divertido. “Tropeçou nas próprias pernas e saiu rolando escada abaixo na frente de todo mundo?”

“Não.”

“Aula de Educação física?"

“Nop, eu nem ao menos cheguei a entrar na escola, hoje.”

“Como é que consegue se machucar, antes mesmo de entrar na escola?” Ele chacoalhou a cabeça, sem acreditar. “Escorregou em uma poça no estacionamento, ou algo do tipo?”

Eu ri. “Desiste, você não está nem perto!”

“Ah é? O que aconteceu, então?” Perguntou, pousando suas mãos em minha cintura.

Puxei o máximo de ar que consegui, tentando não pensar em mais nada enquanto dizia, de uma só vez: “Soquei a cara de Edward Cullen.”

O sorriso em seu rosto morreu.

“Como é?! Você fez o quê?!”

“Eu te disse que não conseguiria adivinhar.” Abri um sorriso amarelo, me libertando de suas mãos com facilidade, e caminhando até a sala, sabendo que precisaria me sentar, se quisesse ter forças suficientes para contar a história toda, com todos os detalhes que ele provavelmente demandaria saber.

Jacob veio logo atrás de mim, mas não se sentou como eu havia feito. Ele me olhava seriamente, respirando tão profundamente que seu peito visivelmente subia e descia.

“O que foi que ele fez dessa vez?”

Passei os trinta minutos seguintes contando a ele tudo o que havia acontecido no estacionamento da escola, e até mesmo depois, no hospital. Durante aquele tempo, ele não esboçou reação alguma e, para minha surpresa, nem chegou a tremer.

Quando acabei, ele ainda estava em silêncio, e apenas saiu de seu estado de torpor ao ver minha cara em expectativa, aguardando uma reação.

“Bella você socou a cara de um vampiro?!” Exclamou. Pensei que fosse começar uma sessão de sermões, entretanto, ele completou com a última coisa que imaginei que diria: “Isso é sexy pra caralho.”

“Acabei de te contar sobre como Edward Cullen praticamente me chamou de puta interesseira na frente da escola inteira, e a única parte que você absorveu foi essa?”

“Oh, mas eu já sabia que ele era uma lagartixa nojenta, e que teria capacidade de fazer algo baixo assim.” Respondeu, dando de ombros. “O que não esperava era que você perdesse a paciência e chegasse a esse ponto. Você é tão pacifista. Sem contar que vive defendendo aquela raça.”

“Eu não defendo os vampiros!” Exclamei, ofendida. “Eu sempre defendi os Cullens por serem como minha família, mas Edward deixou claro que não dá para existir um relacionamento amigável entre nós, se não for do jeito que ele quer.”

“Pena que eu não pude assistir. Na próxima vez, agradeço se puder me avisar com antecedência, pra eu poder preparar uma pipoca, ou algo assim.”

Eu revirei os olhos. “Como se eu tivesse planejado fazer isso.”

Jacob finalmente se aproximou, e sentou-se ao meu lado. Assim que abriu os braços, eu me deixei ser abraçada novamente, respirando aliviada. A reação de Jacob não fora tão ruim quanto imaginei que seria, então considerei aquilo como uma vitória.

Ele beijou o topo da minha cabeça, descansando a sua bochecha ali, em seguida. Aproveitei a proximidade para inspirar profundamente seu cheiro amadeirado, me sentindo feliz por poder estar ali com ele, daquela maneira tão reconfortante, e, ao mesmo tempo, tão íntima.

“Pensando bem, ainda bem que eu não estava lá.” Ele continuou, depois de alguns segundos em silêncio. “Todos da sua escola iriam me ver ficar duro ao ver minha garota socar a cara do ex.”

Me afastei para olhar o seu rosto, confusa. “Duro? Do que você está falando?”

Ele piscou, parecendo surpreso com a minha pergunta. Eu devia ter adivinhado quando o seu rosto tomou uma coloração mais avermelhada, porém, estava genuinamente confusa com o que ele queria dizer com aquilo.

Jacob, segurou o meu pulso bom, sem quebrar o nosso olhar, puxando-o lentamente e o guiando, até que parasse bem em cima de suas calças. Quando minha mão sentiu a dureza entre suas pernas, finalmente entendi.

“Só de te imaginar naquele momento, e cara adorável que deve ter feito enquanto estava brava…” Ele murmurou. “Não posso deixar de ficar assim.”

Um calafrio desceu pela minha espinha, e seu olhar quente e intenso fez meu corpo esquentar apenas com aquelas palavras.

“Não sabia que era tão pervertido assim, Black.” Retorqui, sentindo minha respiração começar a falhar.

O sorriso de lado que ele me lançou causou estranhas sensações em meu corpo. “Você ficaria surpresa com quantas vezes eu fico louco pensando em você, Bells.”

Jacob se inclinou em minha direção, traçando o nariz no contorno de meu pescoço, e me causando calafrios. Parou apenas quando alcançou o meu ombro, plantando um longo beijo ali.

Eu estava pronta para me entregar a ele ali mesmo, no sofá de casa, sem pensar duas vezes em qualquer outra coisa, mas, para o minha surpresa, Jacob se afastou.

“Seu braço deve estar doendo.” Ele disse, se levantando. “Vou procurar algum remédio para dor.”

Jacob saiu abruptamente da sala, subindo as escadas em seguida, e me deixando sozinha com o calor que havia se instalado entre as minhas pernas. Tentei colocar a cabeça no lugar, buscando entender o que tinha acabado de acontecer.

Ele… Ele havia me provocado; me feito sentir seu membro duro dar pequenos espasmos enquanto o segurava por cima de suas calças; sussurrado em meu ouvido como ficava louco de desejo por mim, apenas para sair em seguida?! Que tipo novo e estupido de tortura era aquele??

Senti meu rosto queimar, enquanto estabilizava a minha respiração.

Demorou alguns minutos, mas logo Jacob voltou, agindo como se nada tivesse acontecido. Segurava um copo de água em uma das mãos, e dois comprimidos na outra. Eu aceitei ambos em completo silêncio.

“Quer tentar descansar um pouco?” Perguntou, assim que terminei com o copo de água. Me levantei do sofá, encarando-o tão profundamente quanto pude. Ele não podia estar falando sério!

Bufei e enfiei o copo vazio em seu peito, com a frustração evidente em meu rosto. Ele o segurou imediatamente, enquanto eu dava as costas para a sua cara confusa. Marchei escada acima, colocando o máximo de força em meus passos, para que o som deixasse clara minha raiva. Assim que passei pela porta do quarto, tive de me segurar para não batê-la atrás de mim.

Quando Jacob apareceu à minha procura, me encontrou deitada de bruços, com orosto enterrado no travesseiro. A cama afundou quando se sentou ao meu lado.

“Hmm… Posso saber o motivo da raiva brava?”

Levantei o rosto, mas apenas para lançar-lhe um olhar mortal. “Não se atreva a fingir que não sabe o motivo, Jacob Black!”

Ele pareceu tentar conter um sorriso. “Bells, você está machucada.”

“E daí?” Questionei, me sentando ao seu lado na cama. “Não é como se eu precisasse da minha mão para…”

Minha voz morreu em minha garganta, e percebi que não conseguiria terminar o resto da frase. Como sempre, minhas bochechas esquentaram imediatamente.

“Para…?” Jacob encorajou; sua mão alcançando os fios de cabelos que caiam em meu rosto, apenas para colocá-los atrás de minha orelha.

Eu o fuzilei mais uma vez. Naquele momento, enquanto seus olhos pareciam queimar a minha alma, uma lâmpada se acendeu na minha cabeça. Até mesmo tive que pigarrear para tentar conter o sorriso que ameaçou dominar o meu rosto.

“Se eu não me engano…” proferi, passando a mão em seu braço lentamente, e adorando ver o arrepio subir por ele. “... fui eu quem ganhou nossa pequena aposta.”

Entendimento passou pelo seu rosto, e ele me olhou de lado. “Bells… Essa não é uma boa hora para ser teimosa.”

“Não é teimosia se eu estiver no meu direito de cobrar o meu prêmio.” Declarei, empinando o nariz. “E se eu me lembro bem, você concordou em fazer o que eu quisesse por um dia inteiro!”

Ele suspirou, parecendo notar que havia perdido aquela pequena discussão. Mas claro, ele não podia desistir sem tentar mais uma vez:

“Bella, você tem certeza? Você acabou de quebrar a mão. Não acho certo arriscarmos piorar a situação.”

“Então, pular de penhascos e dirigir motos ilegalmente não são problemas…” Comecei, me inclinando em sua direção. Usei a minha mão boa para apoiar o meu peso enquanto, lentamente, subia em seu colo. “Mas fazer a sua namorada se sentir bem, pelo menos um pouquinho…”

Sua boca cobriu a minha antes mesmo que pudesse terminar a frase. Jacob não precisava de mais incentivos. Suas mãos seguraram minha cintura, me ajudando a me encaixar em seu colo, e grudando nossos corpos, assim como eu precisava.

Passei meu braço machucado por cima de seu ombro, descansando-o ali. Tentei não pensar na dor; nem na raiva que ainda sentia pelos acontecimentos de mais cedo. Tudo o que eu queria era poder esquecer que tudo ao nosso redor existia, e me perder nos lábios deliciosos do meu lobo.

“Você é tão teimosa…” Ele murmurou, entre beijos, enquanto suas mãos subiam por dentro de minha camiseta com agilidade, alcançando o feixe do meu sutiã. Nem tive tempo de notar o mesmo solto ao meu redor, antes de, com apenas um movimento, Jacob levantar minha camiseta — com o sutiã incluso — o suficiente para expor os meus seios.

O ar gelado do quarto me fez, automaticamente, tentar me encolher, porém, depois de tanto insistir por aquilo, Jake não me deixaria escapar de suas mãos, nem por um segundo. Seus movimentos eram urgentes, como se estivesse se segurando durante todo o tempo em que estivemos juntos na sala, e, agora que havíamos começado, ninguém mais conseguiria pará-lo.

Não que eu quisesse que parasse, de qualquer maneira.

Sua língua quente e escorregadia tomou meu seio direito com fervor, sugando com uma força tão extraordinária, que me fez ver estrelas em segundos. Me agarrei aos seus cabelos, tentando me segurar, e acabei sendo recebida com uma pontada em meu pulso.

“J-Jacob…” Eu tentei chamar pelo seu nome. “Calma…”

“Você não queria que lhe fizesse sentir bem?” Perguntou com a voz rouca, deixando sua mão substituir sua boca por um momento, apertando o meu mamilo entre os dedos. “Então precisa deixar que eu faça do meu jeito.”

O olhar quase selvagem que ele me lançou apenas fez com que todo o meu ser queimasse com ainda mais força do que antes. Como era possível alguém ser tão sexy?

Com isso, ele levantou da cama, comigo ainda grudada em si, apenas para se virar e deixar com que eu caísse na cama. Encarei-o fixamente; surpresa, com o cabelo esparramado ao meu redor. Ele me olhou de cima, ainda de pé em minha frente, como se eu fosse uma presa que ele estivesse prestes a devorar.

Jacob passou a mão levemente pelas minhas pernas, antes de segurar cada uma delas e me puxar, arrastando meu corpo pelo lençol até que estivesse na beirada da cama. Quando ele deixou minhas pernas livres novamente, suas mãos subiram pelo meu tornozelo, passando pelas minhas coxas e finalmente chegando ao seu destino final, no cós de meus jeans.

“Agora… Nem pense em tentar fugir de mim, Bells.” Murmurou, antes de fazer com que as minhas calças desaparecessem.

Eu nem ao menos pude ver antes que me atingisse. Jacob havia deixado a delicadeza da nossa primeira vez de lado e, sem um aviso sequer, tomou minha intimidade em seus lábios.

Arquejei, pega de surpresa. Suas mãos quentes apertaram minhas coxas com força, impossibilitando que me mexesse nem por um centímetro, enquanto ele explorava a minha parte mais íntima. Sua língua passou pelos meus lábios baixos, separando-os, apenas para que tivesse espaço para esgueirar-se por ali, antes que passasse os próximos segundos torturando meu clitóris, sugando-o e lambendo com tamanha persistência que era impossível me manter quieta.

Sons incontroláveis começaram a passar por meus lábios; cada sensação nova que ele me proporcionava tomava o meu corpo de tal forma, que eu perdia a razão. Era como se apenas naquele lugar o mundo estivesse ligado, e apenas sua língua quente esfregando em minha intimidade pudesse me fazer sentir alguma coisa.

Sua mão, que estava em minha coxa, subiu novamente, passando pela minha barriga e parando em em meu seio. Naquele ponto, não sei se foram seus dedos — que seguravam meu seio com evidente desejo, como se gostassem do modo como enchiam a sua mão -, ou sua língua em chamas — que parecia ter encontrado meu ponto mais sensível -, mas algo me atingiu, e tudo o que pude fazer foi me perder, deixando que as ondas de prazer passassem pelo meu corpo, me fazendo flutuar por um longo minuto.

Jacob esfregou aquele ponto sensível mais algumas vezes, como se quisesse prolongar o meu prazer, antes de se afastar. Eu sentia meu corpo inteiro pesado, e quente, enquanto minha respiração estava falha e descompassada, sob os olhos cheios de desejo do lobo em minha frente.

“Oh, não me olhe desse jeito, amor.” Murmurou, subindo seus beijos pelo meu corpo, até chegar de volta aos meus lábios. “Esse foi apenas o começo do que eu quero fazer com você.”

Eu o encarei, perdida, com a mente ainda tão bagunçada pelo orgasmo recente, que nem ao menos entendi o que ele quis dizer com aquilo. Jacob havia acabado de me dar o céu; como aquele podia ser apenas o começo? Não era possível que houvesse algo mais poderoso do que aquele sentimento.

Ele deve ter notado a dúvida em meus olhos, pois, quando ele nos deitou novamente, havia certo desafio misturado ao desejo em seu olhar. Seus doces lábios se torceram em um sorriso safado, como se mal pudesse esperar para me mostrar o que significavam suas palavras.

Me puxando para o seu peito, ele se deitou ao meu lado, de forma que meu corpo estivesse inteiramente colado ao seu, sem deixar completamente a cama. Seus lábios voltaram aos meus, muito mais doces do que antes, como se estivesse tentando curar todas as minhas dores com seus beijos rápidos. Quando sua língua pediu passagem novamente, eu quem não consegui mais me segurar. Passando a minha mão boa ao redor de seu pescoço, puxei-o para mim, aprofundando o beijo.

Ele me deixou tomar controle, enquanto minha língua explorava sua boca com fervor, porém, não ficou parado. Aquele tempo todo, sua mão livre viajou pelo meu corpo inteiro e, por fim, pareceu ter encontrado seu destino final.

Quebrei o beijo, buscando por seus olhos com os meus. Uma pergunta muda em meu olhar.

“Agora vamos ver você gozar mais uma vez para mim, anjo.” Murmurou, enquanto seus dedos quentes acariciavam a entrada de minha intimidade. Senti um frio descer pela minha barriga ao ouvir aquela promessa tentadora.

Seu cheiro amadeirado parecia me envolver, me enviando para uma outra dimensão, onde apenas nós dois existíamos. Seus beijos suaves não cessaram, explorando a minha boca com lentidão, se deliciando com a textura, enquanto seus dedos roçavam meu clitóris, apertando em um momento, esfregando no outro.

Ele parecia saber exatamente o que fazer para me provocar. Seus dedos ariscos, por vezes insistentes, investiam em mim, mas nunca entravam completamente. Eu podia sentir minha carne ansiar pelo seu toque, para que ele alcançasse o lugar em que apenas ele era capaz de chegar, porém em vão. Jacob estava determinado a me torturar.

“J-Jake… Por favor…” Eu finalmente implorei, não aguentando mais o modo como, nenhum de meus esforços parecia funcionar. Tentei forçar seus lábios a me beijar mais fortemente, e também mover meu quadril em direção a sua mão, que estava tão próxima de alcançar o lugar que eu tanto queria, mas nada funcionou. Ele não iria ceder.

“O que você quer, Bells?” Perguntou, antes de passar a língua pela curva do meu pescoço, ao mesmo tempo em que seus dedos apertavam o meu clitóris com mais força.

“Você sabe o que eu quero.” Consegui dizer, com a respiração entrecortada. Seus olhos voltaram aos meus, me encarando fixamente, enquanto sua mão não parava de esfregar a minha carne; assistindo enquanto tirava gemidos de mim.

Ele voltou a provocar minha entrada, indo e voltando, banhando seus dedos em meus líquidos, ainda sem entrar.

“Promete para mim, Bells.” Ele murmurou, empurrando o seu dedo um pouquinho mais fundo do que antes. Minha respiração se prendeu em minha garganta. “Promete que vai ser apenas minha. Para sempre.”

O que? Ele queria que eu prometesse ali? Naquele exato momento, quando eu estava tão perto de…

Seus dedos me deixaram por completo, me fazendo quase gritar de frustração. Vi uma de suas sobrancelhas se erguer, enquanto me encarava. Seus dedos torturaram meu clitóris mais uma vez, antes de voltar para o mesmo lugar de antes, atiçando a minha entrada; esperando pela minha resposta.

Eu engoli em seco.

“P-Prometo.” Despejei, em uma golfada de ar, mas aquilo não parecer ser suficiente para ele. Seus lábios acharam o caminho até o lóbulo da minha orelha, mordiscando-o; esperando. Todos os nervos de meu corpo pareciam estar prestes a entrar em combustão. “E-Eu prometo que vou ser só sua.”

Pude sentir em minha pele seus lábios se curvando em um sorriso.

Assim que seus dedos entraram, abrindo espaço por entre os meus lábios, e se enfiando entre a minha carne centímetro por centímetro, perdi todos os meus sentidos. Várias ondas arrebatadoras de sentimentos passaram por mim, uma maior do que a outra. Cada vez que seus dedos saíam, e voltavam a entrar, outra cobria às demais, me deixando completamente perdida.

Eu não sabia como aquilo era possível, mas seus dedos insistentes me fizeram gozar pelo que pareceram horas, uma vez após a outra, enquanto entrava e saia de mim.

Quando sua mão me deixou, achei que não fosse conseguir mais me mexer. Pisquei, preguiçosamente; meu corpo completamente mole em seus braços.

Jacob plantou um beijo em meus lábios, exibindo um sorriso satisfeito logo em seguida. “Consegui te fazer sentir bem, agora?”

Tudo o que consegui fazer foi confirmar, acenando com a cabeça, minimamente, sem forças.

“Que bom.” Sussurrou, saindo do meu lado e se posicionando sobre mim, com um braço em cada lado do meu rosto, segurando o seu peso. “Porque vou fazer mais uma vez.”

Em meu estado de torpor, sem conseguir pensar direito, duvidei que ele pudesse tirar mais alguma coisa de mim. Minhas pernas ainda tremiam quando ele voltou a me beijar fervorosamente.

Era impressionante como seus lábios conseguiam sempre me fazer acordar, e acender novamente o desejo em meu ser, mesmo depois de um momento de exaustão como aquele. Seus beijos nunca eram apenas beijos. Eles sempre pareciam tentar dizer o que palavras eram incapazes. Eu podia sentir seu amor infinito, seu desejo incessante e tudo mais que ele parecia me oferecer.

Era impossível ficar quieta, quando ele estava me dando tudo o que havia dentro de si para mim.

Passei minha mão boa pela lateral de seu rosto, acariciando-o e notando uma leve sombra de uma barba que estava por crescer. Deixei minha mão descer, fazendo o contorno de seu pescoço, e passando pelas curvas que os músculos fortes de seus ombros faziam.

Meu toque não pareceu passar despercebido por ele, que me beijou ainda mais ferventemente quando raspei minhas unhas pela extensão de seu braço, gostando do fato de encontrar apenas mais dos seus músculos deliciosos.

Quebrei nosso beijo, querendo explorar a carne cheirosa do seu pescoço, assim como ele havia feito comigo. Deixei minha língua passear por sua pele, lambendo e sugando a curva até onde conseguia alcançar em minha posição atual. Talvez tenha ido longe demais quando não consegui resistir ao impulso de mordiscar a região, pois Jacob se soltou de mim com um ar sôfrego.

Com seus lábios entreabertos e o olhar transbordando de desejo, ele se livrou da sua única peça de roupa, me dando a maravilhosa visão de seu corpo inteiro. Eu não havia passado muito tempo observando-o daquele modo, sem nada, e naquele momento percebi que gostaria de poder vê-lo um pouco mais de perto, assim como havia feito comigo.

O olhar no rosto de Jacob, entretanto, deixou claro que aquilo teria que ser deixado para outra hora. Ele precisava de mim do mesmo jeito que eu ansiava por ele.

Ele me beijou novamente, colocando o seu membro em minha entrada com uma das mãos. Eu o deixei guiar-se para dentro de mim, recebendo sua dureza quente com deleite. Minhas paredes o acolheram enquanto abria caminho por entre minha carne.

Nós arfamos em uníssono, perdendo todo o ar de nossos pulmões, quando nossos quadris se chocaram, e toda a extensão de seu membro estava em mim.

Finalmente.

Eu nem ao menos consegui me importar com a pontada em meu pulso, quando me agarrei com força aos ombros, querendo segurá-lo o mais perto possível de mim. Meu coração batia com força em meu peito, pronto para receber o que quer que Jacob estivesse prestes a me dar.

Jacob me estocou, jogando todos os meus pensamentos para o espaço. Suas mãos agarram a minha cintura, apertando com força.

“Parece que ter meu cheiro em você foi de alguma utilidade, hoje.” Ele murmurou, se afastando lentamente para fora de mim. “Vamos garantir que continue assim, hm?”

Com isso, ele se enterrou em mim novamente, então mais uma vez, e outra. De alguma forma, encontrei seus lábios no processo, iniciando o beijo mais delicioso de toda a história. Ter Jacob dentro de mim era a melhor coisa que havia experimentado em toda a minha vida. Cada vez que seu membro se cravava em mim, eu sabia que não havia como eu, algum dia, ter o suficiente dele. Eu sempre iria precisar de mais, não importa quantas vezes chegássemos ao ápice.

Ver seu corpo investir contra o meu; seus músculos fortes se apertando contra o meu corpo, tentando realizar a tarefa impossível de ocupar o mesmo espaço, era tudo o que eu precisava pelo resto da minha existência. Eu me perguntei se aquilo seria realmente possível.

“Você está pronta?” Jacob quebrou o beijo molhado, respirando pesadamente. Não precisei perguntar dessa vez, para saber do que ele falava.

Podia sentir o modo como o seu membro estava mais duro do que antes, se é que aquilo era possível. Eu podia sentir suas investidas se tornarem mais fortes, mais descontroladas, e mais profundas.

Oh, sim! Eu estava pronta.

Jacob praticamente urrou; seu corpo se empurrando contra o meu mais uma vez, enquanto todo o seu líquido ardente, quente como lava, espirrava dentro de mim, me preenchendo do exato modo como eu me lembrava. Aquilo, aquele sentimento de ser preenchida por ele, foi o que me empurrou pela beirada do precipício uma última vez.

Espasmos tomaram conta de meu corpo, enquanto eu me agarrava a ele com força, cavalgando naquela sensação deliciosa junto a ele. Minha cabeça ficou ainda mais leve, enquanto nós nos abraçamos, sem querer que aquele momento acabasse.

Ficamos daquele modo por alguns minutos, um sentindo cada pedacinho do outro, absorvendo todo o amor que fora oferecido, por toda a pequena eternidade que havíamos criado.

Quem se importava com uma mão quebrada? Nada poderia me impedir de ter o que eu mais queria: Jacob Black.

Notas finais
Primeiramente, queria dedicar esse capitulo à Carol, com quem teve ideias "surpreendentes" durante todo o processo de escrita do mesmo. Segundamente, à vocês, por pedirem tanto por mais cenas hots. Eu nem sei como isso aconteceu... É tudo culpa de vocês! hehehehe Obrigada pelos comentários, amamos ler cada um deles, ainda mais quando vocês perdem a cabeça kkkk Melhor parte de ser uma escritora, sem sombra de duvidas. Beijão! Gi