Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem? Como eu tinha prometido, mais um capitulo aqui para vocês com um 'quê' de quero mais haha Espero que gostem!

Jacob se levantou imediatamente, me amparando para que eu pudesse sentar novamente no sofá. Dessa vez ele não sentou comigo, se mantendo distante, com o olhar preocupado. Ele tentou medir a minha temperatura com as costas da mão, mas obviamente aquilo não funcionava quando você era um lobo com não-sei-quantos-mil graus de temperatura.

“Talvez você devesse tomar um banho, Bells. Ajudaria a diminuir a sua temperatura.” A palavra ‘banho’ fez eu olhar para Jacob de soslaio e, depois de um momento ele riu, entendendo o motivo. Suas mãos se ergueram para o alto, como se ele estivesse se rendendo.

“A mente poluída é sua, eu só estou citando o básico em primeiros socorros.”

Eu revirei meus olhos.

“Ok, eu também acho que é uma boa ideia. Acho que vou tomar outro Tylenol também, já faz um tempo que o efeito do último acabou.” Declarei, me preparando para me levantar do sofá, mas a mão de Jacob me parou.

“Você fica aqui, deixa que eu preparo a banheira para você”, comandou, autoritário, sem esperar uma resposta antes de virar e ir em direção às escadas. “Os remédios estão no armário do banheiro, certo?”

“S-Sim.” Eu respondi um pouco confusa. Como ele sabia onde os remédios ficavam?

Não ouvi os passos de Jacob pelas escadas, estranhamente silencioso como sempre, mas foi possível ouvir quando a torneira da banheira foi aberta. Não demorou muito para que ele voltasse com o remédio e um copo de água. Eu tomei o remédio de bom grado, e Jacob ficou ao meu lado, conversando comigo enquanto a banheira se enchia.

Quando fiz questão de me levantar novamente para tomar banho, Jacob tentou me carregar. “De jeito nenhum! Eu não estou inválida. Você já fez mais do que o suficiente.”

Jacob bufou, contrariado, e eu subi as escadas com ele em meus calcanhares; suas mãos ficaram estendidas o tempo todo, como se eu fosse cair a qualquer momento, e eu quis enxotá-lo por ser tão exagerado. Entrei em meu quarto, peguei uma muda de roupa e minha toalha, antes de dar meia volta e entrar no banheiro.

Ele havia parado na porta, do lado de fora, ainda me seguindo. Eu ergui uma das minhas sobrancelhas, “Eu vou ficar bem, Jake.”

Jacob revirou os olhos para minha teimosia.

“Só não tranca a porta, ok?” Respondeu ele, virando as costas para mim e descendo as escadas. Foi a minha vez de bufar, achando que ele estava se preocupando de mais. Não era como se eu fosse morrer dentro daquele banheiro.

Quando entrei na banheira, a água morna, quase fria, abraçou meu corpo e eu fiquei mais do que satisfeita com a sensação que causava na minha pele quente. Eu sentia os músculos das minhas costas aos poucos relaxando e, em poucos minutos, eu estava muito melhor.

Apesar de querer ficar ali por muito tempo, minha mente não parava de pensar em Jacob no andar de baixo, esperando por mim. Minha mente criava cenários bobos em minha cabeça, e eu estava feliz de ser a única que sabia sobre eles.

Assim, depois de poucos minutos, quando percebi que a água estava começando a ficar gelada demais, eu saí, me enrolei na toalha.

Distraída, não percebi que um pouco da água da banheira havia vazado quando levantei, então, quando me virei, um pouco rápido demais, meus pés escorregaram na poça de água que se formou no chão, me fazendo cair feito uma manga podre.

Guinchei alto quando bati no chão e, ainda enrolada na toalha, fiquei deitada ali tentando me recompor.

Menos de um segundo depois, a porta do banheiro abriu sem aviso, mostrando um Jacob assustado. Sua expressão mudou rapidamente assim que viu que eu estava viva, porém, espatifada no chão, e ele começou a gargalhar abertamente. Eu tentei me levantar rapidamente, envergonhada, mas sem forças nas pernas me limitei a sentar.

“Entrou em uma briga com a privada, e nem me chamou para assistir?”

“Cala a boca, Jacob.” Murmurei, ainda tentando me levantar, com apenas uma mão livre, tendo em vista que eu segurava a minha toalha.

Ele riu novamente, agachando ao meu lado, e estendendo a mão para mim. Eu quis que um buraco se abrisse no chão para que eu pulasse dentro. “Vamos, deixe-me te ajudar.”, ele estendeu a mão para mim.

“Não, eu consigo levantar sozinha. Agora sai daqui.” Murmurei, constrangida demais para até mesmo olhar no seu rosto.

“Se conseguisse, já estaria de pé. Você bateu a perna em algum lugar?” Perguntou, tentando examinar a marca avermelhada em minha perna, mas eu o empurrei para longe. É claro que ele não se moveu com a minha força, mas não continuou sua inspeção.

“Bati na banheira. Logo passa, então você já pode sair.” Respondi apressada, ainda tentando empurrá-lo para longe, e ele revirou os olhos.

“Pare de ser teimosa, Swan.”

Jacob me levantou, me segurando pelos ombros, e me colocou sentada na privada, que estava com a tampa fechada. Ainda segurando a toalha enrolada ao meu redor, como se minha vida dependesse daquilo, eu não pude deixar de notar a sua respiração pesada e seu olhar sobre mim.

Eu desviei o seu olhar do seu, tentando achar outra coisa para focar, quando meus olhos pararam no ponto proeminente em sua bermuda. Meu rosto queimou mais do que nunca.

“Pronto, agora você pode sair.” Minha voz saiu um quarto mais alta do que eu esperava.

Ele me olhou por um instante como se considerasse, mas por fim aceitou e saiu, fechando a porta atrás de si. Eu enterrei meu rosto em minhas mãos, não conseguindo acreditar no que havia acabado de acontecer.

Demorou algum tempo até que eu me recuperasse, e para que a dor na minha perna diminuísse o suficiente para que eu pudesse me mover. Sequei o cabelo o máximo que consegui com a toalha antes de jogá-la no cesto de roupas sujas, passei um pente pelo mesmo, e segui escada abaixo — lentamente dessa vez, para evitar qualquer outro acidente. Encontrei Jacob esparramado no sofá, olhando para a televisão ligada, mas eu percebi que ele não estava prestando muita atenção na mesma.

Senti meu rosto esquentar.

“Por que está com essa cara de pamonha?" Perguntei, tentando provocá-lo, mas ele apenas olhou para mim com um meio sorriso divertido.

“Você gritou e depois ficou quieta. Pensei que talvez tivesse batido a cabeça e morrido sob os meus cuidados. Estava tentando pensar o que eu diria para Charlie, se isso acontecesse. Você acabou de provar que a possibilidade é real, então preciso estar preparado.” Ele riu. “Não quero ser acusado de assassinato ou algo assim.”

“Muito engraçadinho, Jacob.” Cuspi com sarcasmo, passando em sua frente, enquanto andava até o outro lado do sofá. Ele aproveitou o movimento para agarrar a ponta da minha camiseta e puxá-la, me fazendo cambalear e cair em seus braços. Seu olhar sobre mim estava anulando todos os efeitos do banho que eu havia acabado de tomar.

“Sorte a minha você ser tão desastrada.” Disse ele por fim e eu o olhei. “Se não, eu não teria te visto só de toalha estatelada no chão do banheiro tão cedo.”

“Jacob!” Protestei.

Ele riu ainda mais. “Se bem que, você podia ter caído antes de colocar a toalha, né?”

Meus olhos arregalaram e eu bati em seu braço com toda a força que consegui. Jacob se jogou de costas no sofá, fingindo que seu braço doía, morrendo de rir com a minha reação.

“Relaxa, eu só estava brincando, amor.” Gargalhou, tocando a ponta do meu nariz com o seu indicador. “Pelo menos parece que o banho e o remédio te ajudaram. Mas acho que precisa secar o seu cabelo.”

“Claro, claro” Eu chacoalhei a mão, copiando a sua frase de efeito. “Mas antes, deixa eu me esquentar um pouquinho”, coloquei meu braços ao seu redor, o abraçando e deixando o seu calor me aquecer novamente.

Ele riu alto quando perguntou: “É só pra isso que eu sirvo, então?”

“Sim.”

Ele riu novamente, e se virou, me prendendo entre seu corpo e o encosto do sofá como havia feito na noite anterior, me apertando ainda mais em seu peito e ficamos assim por um tempo.

“Jake, posso te perguntar uma coisa?”

“Hm?”, respondeu, enquanto mexia uma das mechas de meu cabelo entre os dedos, distraidamente.

“Como está o Seth?” Questionei, buscando seus olhos com os meus. Ele respirou fundo, parecendo envelhecer alguns anos quando seu olhar escureceu.

“Seth está bem. Animado demais, como te falei ontem. Já está se ajustando à vida no bando.” Ele suspirou novamente. “O maior problema, agora, é a Leah, honestamente.“

“Leah?!” Exclamei, surpresa. “Por que ela é a única mulher? Isso é meio sexista.”

“Você sabe que não é assim, Bella.” Ele me cortou, com desgosto. Me afastei minimamente dele, encarando seus olhos. “Bom, eu não te culpo por pensar assim, acho que é meio minha culpa, porque eu não te contei antes o que aconteceu com ela.”

“Agora você está me deixando preocupada. Aconteceu algo com ela ontem?”

Ele parou por alguns segundos para pensar. “Não exatamente ontem.” Jacob respirou profundamente, pela terceira vez e aquilo me preocupou mais. Ele pareceu tomar coragem. “Bom, tudo começou com Sam na verdade.”

Nos minutos que se passaram, Jacob discorreu sobre como Sam havia se transformado pela primeira vez, perdido e sem ninguém para ajudá-lo e como, durante aquele tempo, ele namorava ninguém mais, ninguém menos, do que Leah Clearwater. Demorou algum tempo para Sam se acostumar com a vida nova, e estava tudo bem, na medida do possível, já que Sam não podia contar a Leah sobre o seu segredo. Ele acabou trapaceando, assim como Jacob havia feito comigo, e por fim, as coisas começaram a dar certo.

Foi aí que Emily, a prima de Leah, apareceu em um fim de semana, de visita, na casa dela.

“A Emily é prima da Leah?”, perguntei horrorizada.

“De segundo grau.” Completou Jacob. “Mas antes que comece a criar ideias… Você já ouviu falar em algo chamado… Imprinting?"

Eu considerei as suas palavras.

“Tipo aquele negócio que os patinhos têm pela primeira pessoa que veem quando nascem?”, eu o olhei confusa. O que aquilo tinha a ver com a história?

Jake riu pelo nariz da minha analogia por um momento.

“Quase isso. Além da temperatura alta, o imprinting é outra coisa de lobo com que temos que lidar.”, ele disse lentamente, quase como se estivesse tomando cuidado com as palavras que dizia. “Não acontece com todo mundo. Na verdade, eu acho que é mais uma rara exceção do que uma regra. Até esse ponto, Sam já havia ouvido todas as histórias, que todos nós costumávamos pensar que eram lendas. Ele ouviu sobre o imprinting, mas ele nunca sonhou que poderia acontecer com ele.”

Ainda confusa, continuei encarando-o, enquanto esperava que ele continuasse.

“Sam amava Leah. Mas quando ele viu Emily, isso não… importou mais. Às vezes, nós não sabemos exatamente o porquê, nós encontramos as nossas parceiras assim. Nossas almas gêmeas, como eles chamam.", Jacob pigarreou, desconfortável. “Você pode dizer que é como amor à primeira vista, mas um pouco mais poderoso que isso. Absoluto.”

Eu senti meu coração pular uma batida, mas não disse nada. Apenas deixei que ele continuasse.

“Não é fácil explicar. De qualquer forma, não importa.” Ele murmurou, parecendo desconfortável. “Por conta do imprinting de Sam com a Emily, tudo mudou. Sam odeia os vampiros por fazê-lo se transformar, por fazê-lo odiar a si mesmo. Ele partiu o coração da Leah; teve que voltar atrás em todas as promessas que havia feito a ela. Todos os dias ele tem que ver a acusação nos olhos dela, e saber que ela está certa.”

Jacob terminou a história explicando como Emily havia tentado rejeitar Sam, em respeito à prima, mas por fim, acabou machucada. Sam ficou arrasado, mas Emily não o culpava por nada.

E então, chocando a todos e contrariando as histórias onde nunca havia se ouvido sobre uma mulher loba, Leah se transforma, explodindo o sofá de sua casa durante uma discussão com o pai. Além do susto ter causado o ataque cardíaco de Harry, agora ela ainda tinha que compartilhar todos os seus pensamentos com o seu ex noivo e, literalmente, assistir de camarote o amor deles.

“Coitada da Leah.”, eu consegui dizer, com a voz estrangulada. Parecia que um bolo se formava na minha garganta e eu evitei olhar para Jacob.

“Oh! Não fique triste por ela. Ela não facilita para ninguém, jogando memórias dos dois juntos, e de como ele a largou, em cada oportunidade que tem.” Jacob sacudiu a cabeça. “Tem sido o pior pesadelo de Sam.”

“Eu não consigo nem imaginar o que eles estão passando.” Comentei, olhando para as minhas mãos, espremidas entre nós. Ficamos em silêncio por alguns minutos, ambos perdidos em pensamentos. Curiosidade e medo começaram uma briga dentro de mim enquanto todas as informações que ele me dera nos últimos minutos se instalavam no meu coração. Por fim, a curiosidade venceu.

“Isso aconteceu com você?” Eu perguntei, finalmente, ainda sem encará-lo “Essa coisa de amor à primeira vista?”

“Não”, ele respondeu vivamente. “Sam e Jared são os únicos.”

Engoli em seco. Se Jacob não havia tido o imprinting por mim, isso significava que ele ainda poderia tê-lo por outra pessoa e, logo mais, eu seria outra vítima desse amor impossível de se quebrar. Eu tentei expulsar aqueles pensamentos da minha cabeça imediatamente, mas meu coração estava pesado.

“E-e Jared?” Pigarrei para limpar a garganta. “Qual é a história dele?’

“Kim era só uma garota qualquer, que sentava perto dele em algumas aulas, mas para quem ele nunca nem olhou duas vezes. Depois, quando ele foi transformado, ele olhou pra ela e não conseguiu desviar o olhar. Kim ficou muito feliz. Ela tinha uma enorme queda por ele. Tinha escrito o sobrenome dele depois do nome dela no diário dela inteiro”, sua voz era de zombaria no fim da frase.

Eu o olhei de lado. “Jared te contou isso? Não acho certo da parte dele.”

Jacob meio que riu, coçando a cabeça. “Não de propósito. Eu posso ouvir e sentir tudo o que eles pensam quando estamos transformados, se lembra? É horrível. Sem privacidade, sem segredos. Todas as coisas das quais você se envergonha, expostas pra todo mundo ver.”

O silêncio ameaçou nos engolir mais uma vez, dessa vez ainda mais palpável. Eles sabiam de tudo, então. Todas as nossas conversas, tudo que eu contei a ele em segredo. Tentei fazer parecer como se nada daquilo tivesse me afetado.

“Você está bem?” Perguntou, enquanto colocava o polegar em meu lábio — que eu mordia inconscientemente — e o tirava do meio dos meus dentes.

Assenti, e tentei sair de seu abraço para me levantar, mas ele não deixou, puxando-me de volta para a posição anterior. “Bella, o que foi? Por que está assim?”, perguntou e eu suspirei, irritada que ele conseguisse me ler tão facilmente.

“Nada Jake.” respondi com a voz trêmula. “Nada aconteceu. Eu só… Eu sei que vai soar horrível, mas… eu não quero ser a próxima Leah. E eu não quero que você seja o próximo Sam.”

A mão de Jacob que segurava meu braço caiu e aquilo foi quase o mesmo que levar um tapa na cara. Suas sobrancelhas franzidas foram substituídas pela máscara sem emoções que eu odiava. Ver o seu rosto vazio daquele jeito fez algo de mim se retorcer.

“Já tive meu coração quebrado uma vez, e não sei se sobrevivo a uma segunda.” Minha voz saiu rápida demais, quase como se eu não quisesse que fosse registrada. “Eu não acho que eu consiga viver sem você. Não depois de tudo o que passamos. Eu…”

Não consegui terminar a frase, pois um soluço saiu pela minha garganta. Meus olhos se inundaram com lágrimas que eu tentei segurar, mas não consegui. Eu não queria chorar; não por algo que não havia acontecido, não por uma possibilidade que eu nunca havia considerado antes.

Seus braços me envolveram mais uma vez, tão familiares e quentes, me aninhando em seu colo de forma que ele estava por todos os lados, como se quisesse me proteger do mundo inteiro.

“Isso não vai acontecer.” Sua voz era decidida, como se aquilo estivesse escrito em pedra. “Nunca irá acontecer comigo, Bella, eu te prometo por tudo que me é mais sagrado. É você quem eu quero, você é quem eu escolhi; minha alma gêmea é você, não quem uma magia idiota escolha.”

Eu funguei, minhas lágrimas se perdendo em seu peito, minha voz saiu abafada quando eu discordei dele: “Você disse que é absoluto. Disse que Sam não pôde fazer nada. Se acontecer com você, você não conseguirá lutar contra.”

“Eu te disse antes, é uma rara exceção. As chances de acontecer são uma em um milhão!” Suas mãos agarravam meu corpo com força, como se ele tentasse segurar algo que estivesse escapando pelos seus dedos. “Eu te disse que venho te esperando há mais de dez anos, Bella, e acabei de conseguir você. Eu não vou deixar que nada nos separe. Nem que eu precise me esconder debaixo de uma pedra, pelo resto da minha vida.”

Seus olhos estavam desesperados, “Eu não quero ter minha vida controlada por essa magia, Bells. Por favor.”

Amor, devoção, medo… desespero. Eu podia ver tudo aquilo, e muito mais, refletido em seus olhos e suas palavras, e eu sentia que meu próprio coração iria explodir.

Eu solucei novamente, sentindo o meu coração mais pesado do que o normal, mas assenti. Jacob me puxou para si e me abraçou como nunca antes. Por alguns instantes, ainda em meio a seu abraço, fui egoísta o suficiente para pensar se, algum dia, a vida me deixaria ser realmente feliz com a pessoa que eu amava.

O telefone tocando nos tirou de nosso transe, depois de muito tempo em silêncio, apenas abraçando um ao outro. Eu ainda soluçava de vez em quando, e podia sentir as mãos de Jacob tremerem ocasionalmente, mas ambos já estávamos mais calmos.

Não estava pronta para sair de seus braços, mas, quando o telefone tocou novamente, decidi me levantar.

“Jake, pode ser o Charlie”, resmunguei quando ele se recusou a me deixar sair.

Ele me soltou relutante, e eu segui em direção ao telefone, que parecia tocar dez vezes mais alto do que normalmente, zombando da minha dor de cabeça.

“Alô?” Perguntei, observando o sol se pondo através das janelas da cozinha, que desenhava grandes sombras pelo chão.

“Bella?” Uma voz de sino soou do outro lado e eu a reconheci imediatamente, com surpresa. Ainda era estranho ouvir incerteza na voz de Alice, que sempre sabia de tudo, o tempo todo.

Jacob pareceu reconhecer também, já que pude ouvir um grunhido de frustração vindo da sala. Logo ele estava atrás de mim, seus braços ao redor da minha cintura, protetivamente.

“Alice! Que surpresa!” exclamei surpresa, feliz por ouvi-la novamente. “Eu estava falando com Jacob, hoje mesmo, sobre ligar pra você.”

“Você ia? Eu não vi.” Sua voz soou frustrada. “Enfim, por que você queria falar comigo? Aconteceu alguma coisa?”

Jacob me deu um longo olhar, quase como se implorasse para que eu não falasse nada, mas eu o ignorei.

“Eu estive conversando com Jake sobre a Victória, mais cedo, e imaginei se, talvez, você tivesse alguma informação sobre ela que ajudaria os lobos a atraí-la para uma emboscada, ou algo assim."

“Ótimo! Eu te liguei exatamente por isso. Precisamos conversar sobre a Victória.”

Notas finais
Quando eu e a Carol estavamos escrevendo esse capitulo, ficamos nos perguntando se estavamos apressando as coisas demais, mas, depois de pensar um pouco mais sobre isso, quando você está em um relacionamento saudavel, e quando um é honesto com o outro tão abertamente como Jake e Bella tem sido, esses problemas são discutidos mais cedo do que esperado. Ainda mais com a Bella mais ativamente envolvida com os acontecimentos dos lobos, ela vai acabar experimentando em primeira mão os dramas dos Quileutes. Obrigada pelos últimos comentários e seu apoio! Vocês tem sido demais! ♥