Notas iniciais
Olá leitores, tudo bem? Mais um capitulo pronto para vocês, espero que gostem! Se acharem algum erro, nos avise, por favor.

Jake's right, you're good with weird”

Sam Uley to Bella

O remorso me comia por dentro, quando finalmente passei pela porta da frente da minha casa. Charlie havia esquecido de deixar a luz da frente acesa, antes de sair, então a casa estava completamente escura quando eu entrei.

Sem fome, apenas me joguei no sofá, tentando fazer com que as imagens do que havia acontecido mais cedo parassem de repetir em minha mente.

Quanto mais pensava sobre aquilo, mais revoltada ficava. Eu não conseguia ver necessidade em Jared ser tão duro com Seth! O próprio Sam havia pedido para que o mesmo passasse o dia comigo. Mesmo que tenha escorregado na noite anterior, ele se acalmou muito rapidamente. Em nenhum momento achei que Seth perderia o controle comigo.

Eu havia visto Paul perder o controle, e Jacob tremia de nervoso constantemente; Seth nunca havia chegado aquele nível perto de mim, nem mesmo na noite anterior.

Realmente, nós havíamos quebrado a regra de não ficarmos sozinhos, mas, como eu havia tentado explicar para Jared, mais cedo, não era culpa do Seth! Fui eu quem insistiu para ele ir à praia. Não era justo que ele fosse obrigado a ouvir tudo aquilo por ter cedido a um capricho meu.

Além de tudo, Jared não podia ter escolhido momento pior para brigar com ele! Menos de cinco minutos antes, eu me esforcei para enfiar na cabeça de Seth que o bando o ajudaria com o que precisasse, apenas para Jared chegar e jogar tudo para o alto.

Ainda assim, eu não conseguia parar de me culpar por ter feito Seth arrumar problemas.

Levantei do sofá, incapaz de ficar parada. Marchei para a cozinha, e decidi jogar toda aquela energia negativa na louça suja que Charlie havia acumulado no café da manhã. Revirei os olhos ao ver a quantidade, sem entender o motivo dele precisar de seis colheres e quatro facas, para preparar apenas ovos e bacon.

Enquanto esfregava a panela usada para fritar ovos de manhã, percebi que, mesmo tendo passado o dia inteiro em La Push, não havia visto Jacob nenhuma vez. Me perguntei o que ele teria feito o dia todo, já que não tinha ido na casa da Emily para o almoço, ou me procurado.

Não pude deixar de me reprimir após o pensamento. Jacob tinha suas próprias coisas para fazer, e sua vida não girava em torno da minha. Fazia todo sentido ele tirar algum tempo para ele mesmo. Ao mesmo tempo, entretanto, não pude deixar de me perguntar se ele havia sentido tanta falta de mim, quanto eu dele.

Eu não conseguia passar mais do que algumas horas sem sentir sua falta.

Batidas na porta da cozinha tiraram-me de meus devaneios. Colocando a panela, agora limpa, no balcão, não pude deixar de sorrir, enquanto corria até a porta, imaginando que, talvez, meus pensamentos tivessem manifestado a presença de Jacob.

Meu sorriso falhou por um momento, quando a abri.

“Olá, Bella.” Cumprimentou Sam. Como sempre, vestia apenas uma bermuda e, pela primeira vez desde que o conheci, parecia nervoso. Eu devo ter demonstrado que fiquei decepcionada, porque ele continuou: “Eu sei que não sou quem você esperava, mas eu precisava falar com você sobre o que aconteceu mais cedo.”

“Oh. Você quer entrar?” questionei, indicando a porta com a mão.

“Não, não! Pedi para Jacob cobrir alguns minutos da minha ronda, pra eu poder falar com você, então quero ser rápido.” comentou, parecendo descontável. “Na verdade, eu queria agradecer pelo apoio que você deu ao Seth mais cedo.”

Levou alguns minutos até eu computar o que Sam disse, em choque. Imaginei que ele estivesse ali para ralhar comigo por ter levado Seth para a praia, não para agradecer!

“O garoto tem passado por momentos difíceis, e, apesar de eu tentar de tudo para ajudá-lo, as coisas ainda não tem dado certo. Seth ouviu o que você disse para ele, e, finalmente, pareceu entender o que venho tentando dizer há dias. Talvez eu não tenha usado as palavras certas, como você fez.”

Fiquei envergonhada por um momento, com o fato de Sam saber o que eu tinha dito para Seth. Eu me apressei a continuar:

“Eu apenas disse a verdade. Vocês são uma família.” Disse, tentando disfarçar o rubor em minhas bochechas, “Mas você precisa ter mais confiança, Sam. Não só no Seth, mas também no seu trabalho como alfa. Você o ensinou bem, como fez com os demais, mas precisa dar a ele a oportunidade de mostrar que aprendeu. Tudo o que ele quer é que o bando se orgulhe dele.”

Ele assentiu, lentamente, parecendo pensar no que eu havia dito. Quando levantou os olhos para mim, tinha um leve sorriso nos lábios.

“Você também é parte da família, Bella.” garantiu.

Eu assenti lentamente, e uma sombra de um sorriso começou a surgir em meus lábios, porém, tão rápido quanto surgiu, ele se foi, quando lembrei dos demais acontecimentos do dia.

“Então, como parte da família, posso dizer que, se eu vir Jared falando com Seth daquela maneira outra vez, ele vai se arrepender?"

Aquilo fez a máscara séria de Sam voltar ao seu rosto.

“Não leve o que o Jared disse para o lado pessoal, Bella. Ele — obviamente — não deveria tê-la tratado daquela maneira, ainda mais feito você ir embora sozinha, mas… aquele é o jeito dele de proteger o Seth.”

“Proteger o Seth de quê, Sam? De mim?” perguntei, soando mais exasperada do que gostaria. “Pode não parecer, mas eu não saio por aí provocando os lobos para perderem o controle e se transformarem, só por diversão.”

“Ninguém acha isso. Esse não foi o motivo de Jared ter perdido a cabeça.” respondeu ele. “Você sabe o quanto somos voláteis quando jovens. Quando um lobo se transforma, geralmente, ele não vê a sua família por, pelo menos, algumas semanas, até que seja capaz de se controlar. Foi assim com Jared, Paul e Embry… Talvez nem tanto com Jacob, mas, ainda assim, foi algo que todos passamos. Seth tem tido exceções a essa regra desde o ínicio, e acho que isso afetou o seu entendimento do quão séria é a situação que ele está.“

“Assumo que você viu como ele ficou emocionalmente abalado hoje, na praia.” eu retruquei “Em nenhum momento ele deixou transparecer que estaria perdendo o controle.”

“Eu sei, e eu gostaria de poder apostar minha vida nisso e dizer que ele nunca irá perder o controle, mas também sei quão fácil é para isso acontecer. Um piscar de olhos é tudo que ele precisa.” Sua voz soou dura, como se ele não gostasse de admitir aquilo. “Jared foi mais duro do que precisava, eu admito, e irei conversar com ele sobre isso, mas, ainda assim, Seth quebrou duas regras hoje. Regras que foram feitas para proteger, não só ele, mas também as pessoas ao seu redor.”

“Espera! Duas regras? Eu achei que ele só não podia ficar sem um dos meninos por perto. Qual outra regra ele quebrou?”

“Sair em público.” disse Sam, com um tom grave. “Se algo desse errado em um lugar movimentado como a praia, além de colocar as pessoas em risco, todos nós seríamos expostos. Há uma razão para as lendas continuarem sendo apenas lendas.”

Aquilo me calou e eu deixei aquela informação se afundar na minha mente. Até mesmo os Quileutes tinham segredos entre eles mesmos. Sam olhou sobre o ombro, em direção a orla da floresta, ouvindo algo que eu não conseguia.

“Eu preciso ir.” informou. “Peço desculpas novamente pelo modo como Jared te tratou hoje, e agradeço pelo que disse a Seth.”

Eu assenti, e ele se virou para voltar à floresta, parando apenas para acrescentar:

“Ah, e Jacob me contou sobre a sua teoria sobre os lobos. Acredito que esteja certa sobre precisarmos tentar nos unir ao nossos lobos. Só não sei quanto tempo iremos levar até conseguirmos parar de vê-los como monstros.”

“Não são monstros para mim. E aposto que Emily pensa o mesmo.”, garanti.

Ele sorriu levemente, virou as costas e seguiu de volta para a floresta, de onde, ao mesmo tempo, Jacob saía e vinha em minha direção.

Apesar de ter a cabeça cheia, sentindo o estresse do dia pesar nos meus músculos, eu não pude deixar de suspirar quando assistia ele se aproximar.

Seu sorriso de sol se abrindo lentamente a cada passo que ele dava, me fazendo esquecer todas as minhas preocupações, rapidamente.

Quando ele, finalmente, parou em minha frente, parecia satisfeito, sabendo muito bem o efeito que tinha sobre mim.

“Se continuar me olhando assim, meu autocontrole vai para o espaço, Bella.”

Eu me joguei em seus braços, apertando-o com toda a minha força. “E você tem um?”

Jacob latiu uma risada alta, beijando o topo da minha cabeça.

“Como foi o seu sábado?”, eu perguntei depois de entrarmos dentro de casa.

Ele deu um longo suspiro, “Longo. Billy tirou o dia para me importunar.”, comentou, enquanto me seguia até a cozinha, onde eu planejava começar a fazer o jantar. “Se eu soubesse que o velho iria me fazer carregá-lo para todo lado, eu teria saído de casa antes do sol nascer.”

Foi a minha vez de rir. “Billy finalmente fez você trabalhar?”

“As vezes eu acho que ele gosta de me ver fazendo as coisas para ele.” Disse, se sentando em uma das cadeiras da mesa da cozinha. “Eu não me importo de limpar o banheiro e fazer as coisas ao redor da casa, mas é mesmo necessário que eu vá com ele toda vez que ele quer visitar um dos seus amigos? Eu tenho certeza que se ele ligasse primeiro, eles viriam buscá-lo, mas não. Ele quer que eu o leve.”

Jacob cruzou os braços, fazendo uma cara emburrada tão fofa que eu tive que parar alguns segundos para admirá-lo. Ele deve ter notado, porque logo sua expressão se suavizou, se transformando quase em maliciosa. Eu pigarrei.

“Bom, acho que Billy provavelmente gosta de passar tempo com você”, eu respondi, me voltando para os armários da cozinha e puxando ingredientes de dentro. “Você tem que admitir que não tem passado muito tempo em casa. Ele provavelmente sente a sua falta.”

“Ou sente falta da carona.” resmungou. “Nunca saberemos.”

Eu revirei os olhos para sua reclamação e continuei picando as batatas que usaria no curry daquela noite. Alguns segundos depois senti-o parado atrás de mim, com as mãos em meus quadris.

“Ah, e eu queria agradecer, anjo.” sussurrou com a cabeça apoiada na curva do meu pescoço. Eu me virei, encontrando seus olhos, que brilhavam com algum sentimento que eu não reconheci. Orgulho, talvez?

“Pelo que?” questionei, confusa, sem entender sobre o que ele falava.

“Por defender o Seth daquela maneira.” respondeu. “Nenhum deles dá a Seth a credibilidade que ele merece. Ele tem mais controle do que o Paul, que já se transforma há quase um ano. Apesar de eu achar que a personalidade dele contribui muito para isso.”

“Eu não fiz nada de mais.” garanti. “Na verdade, eu convenci Seth de ir até a praia comigo, então apenas nos meti em confusão e Jared ficou super nervoso.”

“É melhor o Jared ficar esperto. Se eu pegar ele falando com você daquele jeito novamente, ele vai ter que andar com apenas três pernas.” disse, ríspido. “Sorte dele que eu não estava em ronda, ou teria se arrependido.”

“Eu deixei claro para Sam que, da próxima vez que eu pegar Jared destratando o Seth, ele vai se arrepender.”

Jake riu.

“Ah sim, eu ouvi essa parte.” Disse. “Eu daria de tudo pra assistir, mas, sinceramente, não acho que você faria muito estrago. Talvez você devesse deixar que eu dê um nele soco para você.”

“Pode deixar.”

Nesse momento, nós ouvimos a porta da frente abrir. Jacob se afastou, apoiando-se no balcão ao meu lado e logo Charlie entrou na cozinha.

“Jacob! Como você está?” Perguntou, surpreso, sem parecer desgostar da ideia de tê-lo ali. Eu quase ri, achando engraçado como Charlie dava tanta liberdade para Jacob, enquanto os dois conversavam casualmente.

Charlie subiu para tomar um banho enquanto Jacob me ajudou a terminar de fazer o jantar. Quando ele finalmente voltou, a comida já estava pronta e nós nos sentamos à mesa para comer.

Nós passamos o resto do sábado daquele jeito, primeiro conversando à mesa e jantando, depois em frente à televisão, rindo de algum filme de comédia que passava.

Os dois pareciam ter tanto em comum quanto Charlie tinha com Billy, então participar das conversas casuais deles não era difícil, apesar de não entender muita coisa de esportes. Eles sempre me incluíam de alguma maneira.

Nós ficamos ali por horas, sem nem notar o tempo passar. Para a minha surpresa, Charlie ficou acordado conosco até a hora que Jacob decidiu que precisava ir. Já passavam das onze horas da noite — muitas horas depois da hora que Charlie geralmente dormia.

“Boa noite, Charlie.” Jacob se despediu com um aceno, e Charlie apenas o copiou, antes de subir as escadas para o seu quarto. Eu acompanhei Jake até a porta da frente.

“Charlie gosta mesmo de você.”, comentei, “Nunca o vi ficar acordado até tão tarde apenas para assistir um filme medíocre, antes.”

“É claro que ele gosta de mim, Bella. Você já deu uma olhada? Eu sou demais.”

Ele fez uma pose ridícula, e passou a mão pelo cabelo, com um sorriso cafajeste no rosto. Eu revirei os olhos pelo que pareceu a milésima vez, só naquela noite.

“O seu ego também é demais.” resmunguei, e ele apenas riu, e me puxou para seus braços, me apertando em seu abraço.

“Você vai para casa agora?” perguntei, apertando meu rosto em seu peito, aproveitando o calor.

Jacob assentiu. “Hoje foi o meu dia de folga. Amanhã de manhã temos outra reunião na casa da Emily, com todo o bando. Acho que Sam vai querer falar sobre o que aconteceu hoje.”

Foi a minha vez de assentir. “Eu vou te ver amanhã? Talvez você possa convencer Billy a vir aqui em casa para o jantar.”

Ele pareceu considerar a ideia, antes de dar de ombros.

“Talvez, mas mesmo que ele não queira, pode ter certeza de que vou estar aqui.”, comentou, depositando um leve beijo em meus lábios, em seguida. Eu me inclinei, ficando na ponta dos pés para conseguir alcançá-lo, e aprofundei nosso beijo.

Jacob me puxou para mais perto, praticamente me levantando no ar; segurava o peso do meu corpo facilmente, enquanto sua boca devorava a minha. Eu suspirei em deleite, aproveitando cada sensação que seu corpo causava no meu.

Quando eu fechei a porta da frente, alguns minutos depois, minhas pernas estavam moles demais para que eu pudesse andar.

***

Charlie saiu cedo de casa naquela manhã de domingo, alegando que precisava resolver algumas coisas, e me deixou encarregada de limpar a cozinha. Eu já terminava de passar pano no chão, quando a campainha da casa soou.

Eu me apressei até a porta, tentando imaginar quem poderia ser.

“Bella!”, gritou Alice, quase se jogando sobre mim assim que abri a porta. Eu tive que parar por um segundo para entender que ela estava me abraçando.

“Alice?”, perguntei, surpresa com a sua aparição. “O que está fazendo aqui?”

Ela se afastou, sorrindo encantadoramente para mim. Ela vestia um casaco amarelo longo e botas de salto combinando, além de usar óculos escuros que a faziam parecer uma modelo de capa de revista.

“Finalmente é minha vez de ficar de guarda! Isso não é demais?!”, ela contou, dando pulinhos em seu lugar. “Já que seria um desperdício apenas ficar juntando musgo sentada na floresta ao redor da sua casa, pensei que poderíamos fazer algo juntas. O que você acha?"

“Fazer o que, exatamente?”, eu perguntei devagar, tentando assimilar tudo o que ela dizia, preocupada com quão louca seria sua ideia.

“O que acha de um almoço em Port Angeles? Talvez possamos dar uma volta nas lojas do shopping de lá.”, respondeu, enquanto me empurrava para dentro de casa, e fechava a porta atrás de si. “Mas primeiro, precisamos trocar a sua roupa. Você ainda tem aquele vestido azul? Ele era bonitinho.”

Cinco minutos depois, Alice estava enterrada no meu closet, procurando algo decente para que eu pudesse vestir, enquanto eu me perguntava como meu dia tinha mudado de ‘limpar a casa’ para ‘ir às compras'. Eu sempre odiei ir às compras.

Notei como o nariz de Alice franzia de vez em quando, mas ela não comentou nada sobre o cheiro de lobo que devia, provavelmente, estar em meu quarto. Eu agradeci internamente.

“Alice, você tem certeza de que devemos ir?” Eu perguntei, tentando achar alguma desculpa para ficar em casa, à esse ponto. “Achei que eu devia ficar por aqui, para o caso de Victoria aparecer, ou algo assim?”

Alice abanou a mão, dispensando o pensamento, enquanto puxava uma blusa azul do fundo de uma das minhas gavetas.

“Normalmente, eu diria que sim, mas como nenhum dos cachorros está envolvido, eu consigo ver o nosso futuro sem problemas! Nada vai acontecer além de, talvez, nos molharmos um pouquinho. Prevejo uma garoa, por volta das três.”, ela respondeu. Seu olhar desfocou por um segundo, antes de voltar a olhar para mim. “Mas nós vamos ficar bem.”

Eu suspirei, assistindo-a colocar um par de calças na cama, sobre a blusa azul, para que eu começasse a me vestir. “Você pode, pelo menos, não chamá-los de cachorros? Eu sei que vocês não se dão bem, mas…”

“Mas eles se transformam em cachorros…”, ela começou, e eu lancei um olhar repressor em sua direção. “Ok! Eu prometo que não vou chamá-los assim, se você me prometer que vai ao menos tentar se divertir comigo hoje. Faz tanto tempo que nós não passamos algum tempo de qualidade juntas! Eu senti tanto a sua falta.”

Seus olhos grandes pareciam dobrar de tamanho quando ela fazia aquela cara de pidona e eu não consegui fazer outra coisa além de concordar com ela. Alice deu um gritinho, antes de dar dois tapinhas e dizer: “Muito bem! Agora, ande logo e se vista. Eu mal posso esperar para passarmos a tarde toda juntas!”

Depois de Alice fazer questão de arrumar o meu cabelo em uma trança que caía sob o meu ombro, eu poderia dizer que eu estava até mesmo decente. Há tempos eu não me arrumava daquele jeito, então eu não poderia dizer que não me senti bem com aquilo. Quando cruzamos a porta da frente, e eu me virei para trancá-la, eu estava até mesmo feliz por Alice me forçar a sair de casa. Uma tarde com uma amiga não era uma ideia tão ruim assim.

Eu me virei, pronta para entrar no meu carro, quando Alice segurou minha mão pra me parar.

“Não me leve a mal, Bella, mas iríamos demorar umas cinco horas para chegar em Port Angeles na sua caminhonete, e eu não planejo desperdiçar um minuto do meu dia.” Ela sorriu, angelicalmente enquanto eu tentava decifrar o que ela queria dizer com aquilo.

“Mas você não veio de carro…” Eu comecei a dizer, olhando para os dois lados da rua vazia. Minha voz começou a morrer na minha garganta ao final da frase, quando notei o carro prata descendo a rua, bem mais rápido do que o limite de velocidade permitia.

Os vidros escuros não me permitiam ver quem estava dentro, mas eu nem precisava. O arrepio que subiu por minha espinha já foi suficiente para que eu desejasse sair correndo. A mão de Alice na minha, porém, me manteve no lugar.

“Você sabe que as guardas são sempre feitas em dupla, não sabe?”, perguntou Alice, sorrindo para mim enquanto recolocava os óculos de sol com a outra mão, e me arrastava até o carro.

A porta do passageiro se abriu, e eu estaquei, travando no lugar. Alice apenas me olhou com um sorrisinho no rosto que, honestamente, me irritou profundamente.

“Você prometeu, Bella. Se lembra?”

Notas finais
A Carol me disse que se eu parasse o capitulo aqui, eu seria muito malvada, mas o que eu posso fazer? Nós já tinhamos escrito 3 mil palavras hahaha O que acham desse lado da Alice? Quem será que esta no carro, em? Será que a Bella vai ir com eles? Veja domingo que vem, no globo reporter. hehehe Obrigada pelo apoio de sempre!